DESENHOS de Josué Januário
O desenho da figura humana acocorada é um dos mais complicados de se criar. Se mal executado, passa a sensação de que a pessoa teve as pernas amputadas, como é o caso do primeiro desenho do Josué. Por mais frontal que a figura esteja, é sempre interessante procurar mostrar uma pequena porção da canela e dos pés em semi-perfil atrás das coxas para indicar que as pernas estão dobradas, principalmente se uma delas se projeta para a frente enquanto a outra toca o solo. Imperfeições anatômicas à parte, a postura da figura vai dizer exatamente o que ela pretende fazer. Neste caso, uma pose frontal com a espada desembainhada para baixo passa um tom ameaçador, porém sereno. Como o Josué queria a personagem pronta para a retaliação (!), trabalhar o movimento do tórax para trás em oposição ao da pélvis, para frente, deixa a personagem preparada para um salto enfurecido em direção ao oponente, como no desenho que fiz. Além disso, a espada desembainhada para cima e a expressão de raiva completam a linguagem corporal.
No segundo desenho do Josué, a “menina da mini-saia”, não vejo grandes problemas na sua execução. Exceto pela junção da mão direita com o antebraço, o popular “pulso”, que ficou muito reta, não indicando claramente onde fica a articulação. Outro detalhe que me incomoda, mas que pode ser puramente questão de estilo (por que não?), é o cabelo estilo “capacete” da personagem. Do jeito que está, não parece que “cresce” do couro cabeludo e, sim, que alguém colocou ali em cima. Um capacete!!! Aproveitando a deixa, fiz a minha versão da personagem com aquele vento esvoaçante que sempre vem de lugar nenhum para dar um toque mais poético ao desenho. Repare na mexas de cabelo. Não precisamos desenhar fio a fio, mas alguns bons conjuntos de mexas passam a sensação do cabelo liso. E mais, como gostei bastante do figurino, desenhei tudo ao vento para diferenciar bem a sinuosidade de contornos do tecido mais fino das mangas em comparação ao pano um pouco mais pesado da jaqueta.
E por falar em vento, tudo o que estiver no corpo do personagem reagirá ao vento caso ele esteja correndo ou dançando, como na terceira figura de Josué. Mas espera aí… Eu falei dançando?? Pois é! Como o tronco está todo reto, com a perna direita “engessada” para o lado, a sensação que temos não é de uma corrida, mas de uma dança. A solução, óbvio, é projetar o tórax da personagem para a frente, como fiz, sobreposto à pélvis, que fica mais para trás. Quanto à perna direita, repare que no desenho de Josué ela está toda desenhada numa vista superior (basta ver o arco de contorno da dobra da calça voltado para baixo), com o pé feito em vista inferior (vemos o solado do sapato). A solução é colocar todo “mundo” no mesmo ângulo de visão. Aproveitei também para inclinar a perna numa diagonal, para dar um dinamismo a mais. E na perna esquerda, colocar o sapato um pouco para o lado ajuda a evitar aquela sensação de perna amputada. No mais, desenhar o braço direito menor que o esquerdo não é indicação de escorço. O antebraço se projeta para frente, daí que precisa ficar um pouco mais largo que o cotovelo, que está atrás.
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ei cara valeu pelos toques! Eu aprendi muito contigo e ñ se preocupe ñ prq eu vou encher esse teu blog de desenhos. e quero q todos sejam avaliados vlw? um abraço e até mais. fuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!

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