Ecto-1 parado na esquina

Olha só como são os meus sonhos! Esta noite sonhei que estava dentro do filme dos Caça-Fantasmas, só que apenas eu sabia que eles eram atores! Para os personagens, aquilo tudo era a realidade.

Estávamos dentro do Ecto-1 enguiçado numa esquina tenebrosa. Como bom nerd, eu não parava de tagarelar de como era legal estar junto dos atores do filme, que era estranho apenas eu saber que eram atores! Eles, claro, não entendiam nada da conversa, já que eram “pessoas” de verdade vivendo uma noite de “verdade” como caçadores de fantasmas!

De repente, um vulto assusta a todos dentro do carro. Ligo o detector de ectoplasma, mas não acusa nada. Suspiramos aliviados quando, ao longe numa das esquinas, uma figura encapuzada parecendo a Morte aparece em meio ao nevoeiro. Não sei como, mas sabíamos tratar-se de um cavaleiro do Apocalipse! Outros dois não tardaram a aparecer em seguida na mesma esquina. O detector de fantasmas agora “piava” feito louco! Olhamos uns para os outros e nos perguntamos onde estaria o quarto cavaleiro. Quase que imediatamente, o dito cujo aparece ao lado do carro. Todos se assustam!

Ficamos lá falando coisa com coisa para distrair o sujeito enquanto as armas estavam carregando! Logo que carregaram, Egon e Peter trataram de sair correndo para a esquerda a fim de atrair a atenção da criatura. Os outros três cavaleiros já estavam bem próximos do carro. Ray e eu saímos correndo aos atropelos para a direita! É quando grito desesperado: “Raaaay, esqueci a armadilha dentro do carro!” O despertador toca e acordo! Humpf!

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O Robocop do Padilha é bom!

Passei por um misto de expectativas antes de ver o remake do Robocop, que variou entre não esperar coisa alguma do filme e aguardar com ansiedade a sua estreia. E agora, após sair do cinema, posso afirmar que a película é, sim, boa. Sem comparações com o original, por favor, já que é um clássico irretocável que ainda continuará na mente dos fãs, felizmente!

O que me agradou no remake é que não existe um maniqueísmo exacerbado. Cada personagem ali posto tem a sua motivação para fazer o que faz. E o enredo é todo construído com base nisso. É, acima de tudo, um filme sério, que trata os temas propostos com seriedade, mas sem querer ir além disso e tentar oferecer uma história “sombria” com a desculpa de ser realista. Mas já tem um ponto a favor o fato de não ter as famigeradas piadinhas que acometem a maioria dos filmes atuais. Tem, sim, muita ironia e sarcasmo, principalmente por parte do personagem do Samuel L. Jackson. Uma das poucas coisas que me incomodou foi a armadura preta. Mas até isso tem um propósito narrativo e o final deixa um gancho referente à armadura que causa entusiasmo. Agora é torcer para o filme fazer grana e o estúdio oferecer os bagos para o Padilha fazer o segundo. Pelo menos eu fiquei com vontade de ver uma continuação.

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Uma Aventura Lego para crianças e adultos

O filme de pecinhas de montar da Lego remonta (sem trocadilhos) a outro filme muito querido pelos fãs de cinema, Uma Cilada para Roger Rabbit. Primeiro, pela quantidade de referências a outros personagens e “universos” que a história faz, todos “inventados” ou licenciados pela fabricante de brinquedos ou propriedades dos estúdios que produziu a película. Sobra até uma engraçadíssima cena com personagens da concorrência (a Disney, no caso). Em Roger Rabbit, a referência são os cartoons. Depois, a semelhança do enredo entre os dois filmes. Mas isso não é demérito algum. Pelo contrário! Uma Aventura Lego consegue empolgar crianças e adultos na mesma proporção e ainda nos mostra um paralelo entre esses dois públicos no que tange “brincar” com as pecinhas coloridas. O único senão é o 3D. Não acrescenta em nada à história, é totalmente descartável e, no cinema em que assisti, os óculos estavam extremamente manchados e arranhados e as cenas muito escuras. Em muitos momentos, tive que tirar os óculos pra poder enxergar algo!

Uma-Aventura-LEGO-poster-14Nov2013