FINALMENTE ASSISTI: Matrix Resurrections

Assistindo ao novo Matrix, veio em minha mente duas lembranças: O Cavaleiro das Trevas 2 e O Exterminador do Futuro 3!

No meio da década de 1980, Frank Miller já era um grande astro dos quadrinhos quando lançou a sua obra prima “Batman: O Cavaleiro das Trevas”! Irretocável, o gibi ditou as regras de como seriam as aventuras do homem morcego de lá pra cá (mais ou menos o que fez o primeiro Matrix no começo dos anos 2000)! O que acabou gerando boas histórias, mas também um mundaréu de cópias baratas que tentavam emular a escrita e a narrativa do Miller! Até que, em 2001 (mais ou menos no período em que Matrix estava bombando!), Miller finalmente se rendeu aos apelos da DC Comics e lançou o famigerado “Cavaleiro das Trevas 2”! Para quem conhece a obra, sabe que a minissérie em três edições é uma sombra (sem trocadilhos) da série original! Para não dizer uma paródia, já que cada quadro milimetricamente mal escrito, mal desenhado e grotescamente colorido com um Photoshop primário gritam o tempo todo para o leitor: “Eu não queria fazer isso, mas já que a DC queria e vocês também, então toma esse escárnio sarcástico”! Na época, Miller já não era mais o mesmo de outrora, e pareceu não tentar competir e muito menos superar aquele Miller de 1986, entregando ao leitor mais uma paródia, do que uma sequência de sua obra prima!

Para quem assistiu ao Matrix Resurrections, já entendeu aonde quero chegar! A diretora Lana Wachowski entregou exatamente o mesmo que o Frank Miller, uma paródia cheia de sarcasmos de sua obra prima! Não vou questionar se havia a necessidade de existir um novo Matrix, porque é óbvio que os artistas não se alimentam apenas de luz e que toda obra, por mais autoral que seja, tem que dar lucro! Mas pareceu-me o mesmo caso da DC com o Frank Miller, com a Warner enchendo o saco da Lana para produzir uma “nova” franquia, o que fica bem claro já no início do filme, quando a diretora faz uma crítica velada a este fato! Também não vou questionar se o talento da Lana atual se equipara ao da Lana de 1999, mas pareceu-me também que ela não quis, ou não se esforçou o suficiente, para tentar se equiparar ou até mesmo se superar! Ao invés disso, a diretora preferiu fazer um soft reboot disfarçado de paródia, já que o novo Matrix repete praticamente a mesma história do “velho” Matrix, só que mal e porcamente (embora belamente filmado na maioria das cenas)!

O filme demora para engrenar, enrolando o espectador para apresentar a nova dinâmica da Matrix, mesmo que todo mundo já saiba que o Neo vai despertar e “sair pra fora”! Tentando enxergar como alguém de 20 anos (que era a minha idade quando assisti ao primeiro), que talvez tenha chegado aqui sem saber nada da história pregressa, o filme também não funciona sozinho, já que usa muito flashback como muleta para explicar o que é a Matrix, o que pode acabar entediando a quem o assiste, uma vez que “explica” com uma profundidade de um pires! Ao invés de se valer de tanto flashback, seria muito melhor ter se aprofundado de fato no funcionamento da nova Matrix, desenvolvendo à fundo o conceito “game dentro do simulacro”! Mas não! Essa foi apenas uma ideia rasa usada para jogar flashbacks à rodo na tela! Ah, lembra que falei da “paródia” do Miller? Pois é… Tirando o Neo e a Trinity (que se seguram por seus carismas), todos os demais personagens parecem paródias dos anteriores, exatamente como o Batman e cia. de O Cavaleiro das Trevas 2! Principalmente o “novo” Morpheus (tinha necessidade?) e o também ressuscitado Agente Smith (o pior de todos!).

E o que o filme tem a ver com O Exterminador do Futuro 3? Pra quem assistiu ao filme do Arnoldão, deve lembrar-se que já havia sido feito de tudo nas duas obras primas Terminator 1 e 2! E que, no terceiro, foi feita toda uma “reviravolta” para justificar a existência do filme, ao colocar como nova protagonista (ou escolhida, se preferir) a futura esposa de John Connor! Reparou na semelhança?

Matrix Resurrections carece de um propósito! De novo não falo sobre a existência do filme (ain, só foi feito pra ter lucro e blá, blá, blá), mas de um propósito narrativo! Nos três primeiros, tínhamos a guerra entre humanos e máquinas para libertar os humanos da Matrix e o próprio questionamento sobre o que é real, escolhas, livre arbítrio e etc, etc, etc! Nesse… bem… tirando o fato de que a narrativa gira em torno da uma história de amor e que a razão de existir do filme é colocar a Trinity como nova protagonista (ou escolhida, se preferir), não sobra muita coisa! Se pergunte qual realmente é a motivação daquela tripulação de procurar o Neo e você entenderá o que estou dizendo! Se questione também qual a necessidade de as máquinas manterem o Neo e a Trinity dentro da Matrix… Tá, eu sei que tem uma explicação! Mas é rasa, rasa! Novamente, a resposta estava na própria história pregressa!

A história do filme poderia muito bem girar em torno do surgimento da uma nova versão do Neo (“eles” sempre surgem, lembra?), mas que traria as memórias do Neo anterior, uma vez que foi o único que realmente fez alguma diferença dentro da Matrix (ao “encerrar” a guerra no terceiro filme). Assim, essa nova versão começaria a colocar em risco o delicado equilíbrio entre máquinas e humanos, agora vivendo em “harmonia”. Ao perceber que o jogo dentro do simulacro não era apenas um jogo, Neo começaria a despertar e a procurar a Trinity, o grande amor da sua vida! Para impedir isso, a Matrix faria de tudo para impedir essa nova anomalia, onde nós teríamos uma grande reviravolta na história, ao descobrir que o “escolhido” Neo sempre fora o responsável por desmoronar tudo dentro e fora da Matrix. Assim, a nova escolhida, Trinity, seria despertada para tentar conter o seu amado, antes que tudo seja destruído de vez e muitas vidas se percam com o bug dentro da Matrix. Ah, e nada de novos Morpheus e Smith! E nem Niobe velha com máscara de látex de Carnaval! Apenas novos personagens ao redor de Neo e Trinity! Warner, me contrata!

Óbvio que Lana Wachowski deve ter pensado nisso! E é mais óbvio ainda (ou nem tanto) que a história que ela queria contar, era exatamente a que foi filmada… uma paródia sarcástica de Matrix que não funciona nem como questionamento sobre o propósito dos personagens e, por tabela, o nosso próprio, nem como filme de ação, já que as cenas genéricas estão muito abaixo do que é feito atualmente! No frigir dos ovos, valeu mesmo só para ver de volta dois personagens muito queridos e amados, o Neo e a Trinity! O que deve ter sido a intenção desde o início! Nós é que não “entendemos”!   

ILUSTRAÇÃO DA NOVA IDENTIDADE VISUAL 2022

E ficou pronta! A ilustração para a nova identidade visual que abre oficialmente os trabalhos para o ano de 2022! Com o tema “Guerra de Travesseiros”, resgato um personagem muito querido, o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim!

Para quem não sabe, Tobias é o protagonista do álbum em quadrinhos “O Boi da Cara Preta”, lançado em 2013 pela Editora Ornitorrinco e posteriormente disponibilizado para leitura gratuita on line (clique aqui!). Em suas histórias, Tobias vive aventuras em um mundo surreal de sonhos, repleto de perigos, desafios e brincadeiras, toda vez que a sua mãe o põe para dormir entoando um cantiga de ninar ou de roda! Nesse mundo imaginário (ou não) o seu ursinho de pelúcia Potim ganha vida e o ajuda em diversos momentos, sempre com sensatez (ou não)!

A ilustração foi criada com técnica mista de Aquarela, Lápis de Cor Aquarelável e Lápis de Cor Seco, Tinta Guache e Pastel Seco. Além do blog, a ilustra também já está estampando as capas de todas as redes sociais do Estúdio Lederly Comics!

Agora só falta a foto oficial de perfil!  

RETROSPECTIVA 2021… E PARA O INFINITO E ALÉM EM 2022!

Chegou a tão aguardada (pelo menos pra mim!) retrospectiva do estúdio Lederly Comics! Como de praxe, faço um balanço do que foi produzido ao longo do ano para, em seguida, estabelecer metas para o ano vigente (Quer ver como foi o anterior? Clica aqui!).

Apesar da pandemia, 2021 foi um ano repleto de alegrias! Já comecei com o pé direito ao ser promovido em janeiro para a equipe de roteiristas da terceira série da revista Turma da Mônica Jovem! A minha estreia oficial se deu em agosto, em TMNJ 03, com a história “A Porta”, protagonizada por Nimbus, Maria Mello, Tikara, Keika e Toni!

Já no mês seguinte, em TMNJ 04, tive a alegria de ver publicada a “Hora do Ângelo”, protagonizada, claro, pelo anjo da guarda preferido da Turma da Mônica Jovem! Sou muito grato à Alice Takeda (minha querida diretora) e aos queridões Marina Cameron, Paulo Back, Emerson Agune e Wagner Bonilla (meus gurus!) pela confiança!

Ano que começa bem, termina bem também! Tive a honra de ser convidado para co-escrever, ao lado dos mestres Gerson Teixeira e Paulo Maffia, o especial que abriu oficialmente as comemorações de 80 anos de criação do papagaio mais brasileiro da Disney: “Zé Carioca em Aventuras Fantásticas – volume 01”. O álbum teve lançamento em dezembro, com toda pompa e circunstância, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, uma publicação da Editora Culturama! Grato ao meu querido editor Paulo Maffia pela confiança!

Depois dos destaques, vamos agora ao balanço e às metas:

MSP – Mauricio de Sousa Produções

Escrevi 494 páginas de roteiros em 2021! Foram 153 páginas a mais que em 2020, quando havia escrito 341 páginas! Um recorde! Foram 36 roteiros ao todo, divididos em Turma da Mônica Clássica (29 roteiros) e Turma da Mônica Jovem (7 roteiros).

A meta para 2022 é manter uma média de 50 páginas de roteiros mensais!

Disney/Editora Culturama

2021 foi o ano em que me consolidei como um dos roteiristas da equipe Disney/Culturama do Zé Carioca. Em 2020, havia escrito somente 01 roteiro e a meta para o ano seguinte era bem modesta, escrever 02 roteiros! Contrariando todas as minhas expectativas e contando com a confiança do meu editor Paulo Maffia, em 2021 cheguei a produzir 07 roteiros para o Zé Carioca, somando incríveis 78 páginas! Bom demais!

A meta para 2022, no entanto, é bem pé no chão: manter o bom trabalho e produzir, pelo menos, 60 páginas de roteiros!

Somando MSP e Disney, escrevi em 2021 impressionantes 572 páginas de roteiros ao todo! Outro recorde absoluto para mim! Uma alegria só!

Inktober 2021

Consegui cumprir a meta de fazer 01 desenho por dia ao longo de todo o mês de outubro! Aproveitei a brincadeira do “BodeTober”, idealizada pelo meu querido amigo desenhista Daniel HDR, e misturei o Zé Carioca com diversos personagens da cultura pop (Quer ver todos? Clica aqui).

A meta para 2022, claro, é brincar novamente! Esse evento virtual é um ótimo exercício de criatividade!

Lederly Comics

Em 2021 fiquei devendo um pouco para os projetos pessoais! Com os efeitos psicológicos da pandemia ainda em voga, preferi focar na MSP e Disney, trabalhar somente meio período e descansar um pouco a mente! Assim, não dei prosseguimento ao que estabeleci como metas: Livro teórico/prático de ilustração; Álbum “As Ruínas de Angoera”; Graphic novel infantil; e Contos em Quadrinhos.

Por isso, a meta para 2022 é bem modesta e mais pé no chão: dar prosseguimento ao livro de Ilustração no primeiro semestre (que já tem 02 capítulos prontos, de um total de 06) e começar a escrever o roteiro da graphic novel infantil no segundo semestre!

Então é isso! Bastante coisa bacana para produzir em 2022! Em fevereiro, voltarei com tudo com a estreia oficial da nova identidade visual do blog e das redes sociais! E vamos que vamos!

VI NO CINEMA: Homem-Aranha – Sem volta pra casa

O Homem-Aranha do Tom Holland sempre foi, pra mim, mais um sidekick do que um herói capaz de superar obstáculos e enfrentar os seus próprios desafios! Sempre amparado por muletas de terceiros, principalmente do Homem de Ferro, até os vilões dos dois primeiros filmes, Abutre e Mysterio, não eram necessariamente inimigos do Cabeça de Teia, mas pessoas que queriam atingir o Tony Stark e acabaram pegando o Teioso no fogo cruzado! Sendo assim, esse “novo” Homem-Aranha nunca me passou a sensação de que seria capaz de resolver as suas próprias tretas!

Mesmo assim, isso não é problema pra mim, já que cada geração precisa ter o seu Homem-Aranha preferido e essa foi a direção que a Marvel escolheu para essa nova versão! Eu não gosto muito, mas sei que é necessária!

Agora, nesse terceiro filme, começo a entender o que a Marvel estava planejando e tiro o meu chapéu para tamanha ousadia. Nós já tínhamos visto no Thanos o nível de paciência com que a Marvel planeja seus enredos! O Titã louco surgiu no primeiro Vingadores para, somente anos depois (e filmes depois) representar uma grande ameaça em Guerra Infinita! Com o Homem-Aranha, a Marvel faz de novo! Nos apresenta um Amigão da Vizinhança totalmente dependente de terceiros e desprovido de responsabilidade para, no terceiro filme, finalmente jogar uma luz no fim do túnel de que o Homem-Aranha “raiz” aparecerá no futuro! Tudo isso em um filme divertido, empolgante e muito, mas muito emotivo!

Entretanto, os problemas ainda estão lá! O Homem-Aranha do Tom Holland ainda usa muletas de terceiros (e que muletas!), já que dessa vez nem os vilões são surgidos em seu próprio filme! A história, aliás, é toda pautada em fatos passados em filmes anteriores, tanto da Era Marvel, quanto da Sony! As cenas de ação também são passáveis e genéricas, com muita coisa acontecendo à noite, o que deixa tudo muito confuso e caótico! As únicas exceções são dois embates, um com o Doutor Octopus e outro com o Duende Verde, mas também só ganham destaque, porque as outras cenas de luta são muito ruins! Vistas separadamente, estas duas também não têm nada de mais! O que deixa a luta com o Duende Verde melhor, é o que acontece do meio pro fim!

Finalmente, entre mortos e feridos, esse terceiro filme tem um saldo positivo! É divertido, nostálgico pra caramba e emotivo o suficiente para ficar na memória! Aliás, é a nostalgia e o lado emotivo que leva o filme nas costas! E fica a esperança de voltar a ver nos cinemas, finalmente, um Homem-Aranha que seja super-herói de verdade, que se supera, que faz parceria com outros heróis, mas que não se comporta como um sidekick! O futuro é promissor… Mesmo que tenhamos um Venom pelo caminho!

VI NO CINEMA: Ghostbusters Mais Além

Primeiro de tudo, quero elogiar a tradução do título que diz duas coisas em uma só! Ao mesmo tempo em que mostra que um legado está sendo deixado para seguir em frente, indo mais longe, “mais além”, também diz que teremos mais elementos do “além vida”, mais fantasmas, mais assombrações, mais ectoplasmas…

Maaaas… enquanto no primeiro quesito, o do legado, o filme se mostra excelente, no segundo, o “núcleo” dos fantasmas, já não é tão interessante! Inclusive é o ponto fraco do filme, principalmente no terceiro ato!

Dois terços do filme são pautados pela apresentação dos novos personagens, da cidade e dos mistérios que cercam o tal avô recluso “planta-lama”, mesmo que todos já saibamos de quais mistérios estamos falando! Aqui, o filme é impecável! Somos fisgados pelo carisma de todos os personagens, com destaque para a dupla Phoebe e Podcast! Dá vontade de ficar eternamente vendo a vida de todos, até o relacionamento atrapalhado entre o professor e a mãe!

No entanto, como é um filme de “caça fantasmas”, em algum momento precisa aparecer fantasmas para serem caçados! E até que demora muito! Mas quando aparece, dá aquela nostalgia pura e adrenalina divertida ver as crianças caçando pela cidade em um Ecto 01 todo enferrujado, mas mandando ver nas manobras! Pena que não tocou a musiquinha!

Já se aproximando do fim, é que vem o problema! A ameaça principal, tão alardeadamente colocada como arauto do fim do mundo, não passa a sensação de ser essa cocada toda! E o problema é justamente porque não há interação com a cidade! Se o filme tivesse mostrado um pouco desse tal apocalipse, com os moradores da cidade reagindo aos fantasmas, já seria suficiente! O que tem, é apenas uma piadinha na lanchonete! E só! Dessa forma, coisas que não incomodavam antes, como o Podcast de repente se tornar um expert em caça fantasmas e explicar tudo a todo momento, passa a incomodar!

Mesmo assim, todos os realizadores conseguiram entregar um filme muito divertido, com a cara da Sessão da Tarde, no sentido mais positivo da palavra, fazendo com que a gente saia do cinema já com saudade e querendo ver novamente aquela molecada caçando fantasmas mundo afora! E a homenagem no final faz qualquer um descer uma lágrima! Muito emocionante!

VI NO CINEMA: Eternos

Ando um pouco cansado dos filmes de super-heróis em geral. Talvez, por isso, a minha experiência com Eternos não tenha sido tão proveitosa quanto poderia ter sido. Ou talvez, justamente por isso, é que eu tenha enxergado certos aspectos que não veria caso ainda tivesse aquela empolgação e desprendimento de outrora!

Longe de mim querer que a adaptação em película seja igual ao que está no papel. Mas Eternos, por si só, deveria ser um espetáculo visual, a chance da Marvel de despirocar de vez nos conceitos cósmicos Kirbyanos, não apenas no que diz respeito ao que o Rei escreveu, mas também, e principalmente, ao que ele desenhou! Muitos dirão: “Ah, é porque isso ainda será mostrado nos próximos filmes!” Então… todo filme vigente da Marvel será mostrado nos próximos filmes! Entende o meu cansaço?

Ao escolher Chloé Zhao para dirigir o filme, a Marvel optou justamente pelo caminho contrário, preferindo o intimista ao grandioso! Talvez para distanciar-se de Guardiões da Galáxia, Guerra Infinita e Ultimato, quem sabe! Eternos tenta focar nos personagens e seus conflitos, ao invés de explorar a fundo os aspectos cósmicos! O espetáculo visual ainda está lá, nas belas cenas gravadas in loco, potencializadas por efeitos gráficos competentes! Mas isso, por si só, não sustenta a história!

Tem uma máxima na produção de roteiros que diz o seguinte: “Mostre, não fale”! A todo momento, os personagens estão descrevendo para o público quão grandiosos são os conceitos cósmicos, como se sentem, como se comportam, qual a sua relação uns com os outros e com o planeta Terra… Mas se isso não é mostrado, fica difícil ter alguma empatia! O pior é “perceber” claramente as intenções do roteiro de apresentar um por um dos personagens! Veja… é claro que o roteiro tem que apresentar os novos personagens! E, como roteirista, vou te dizer como é difícil fazer isso sem parecer “didático” e/ou “expositivo”! São raras as obras que fazem isso de forma orgânica, levando a trama adiante, sem que o público perceba as apresentações.

Aqui, a desculpa da separação da equipe e a desculpa para a reunião, parecem exatamente isso… apenas desculpas para o público conhecer aqueles heróis! Principalmente pelo péssimo aproveitamento dos antagonistas Deviantes, relegados a feras genéricas que não representam a menor ameaça para os poderosos Eternos e que, por isso, fica difícil de engolir que sejam o motivo para a reunião da equipe, séculos depois! Sem contar a “carta na manga” que tiram do nada, ao mostrar um Deviante absorvendo os poderes dos Eternos no tempo presente! Durante milênios, nunca fizeram isso! Agora, como é conveniente para o roteiro, do nada uma das feras começa a fazer isso! A desculpa? Os Deviantes “evoluem”, os Eternos, não! Mas os Deviantes “evoluídos” são também relegados a combates desnecessários, sem vida, sem empolgação! Vide o embate da Angelina Jolie no final, que só serve como easter egg de um relacionamento mostrado nos quadrinhos! Lembrei dos “Soldados Hidler”, dos Changeman, que convenientemente aparecem, levam uma “sofa” dos heróis e depois somem!

A impressão que Eternos passa, é que os heróis ficam o tempo todo correndo atrás do próprio rabo, com dilemas vazios verbalizados o tempo todo (e não mostrados) e antagonistas fracos! As cenas do “passado” parecem falsas, de tão plásticas! Focaram tanto no minimalismo, que “minimalizaram” demais! Pior mesmo são as “reviravoltas”! Não tinha outra forma mais criativa dos personagens descobrirem o real plano dos Celestiais, que não uma desculpa (mais uma) para a Sersi “conversar” com o Arishem e ele próprio contar tudo? De novo uma exposição didática? E sério mesmo que precisava de mais um “Super-homem” do mal?

No frigir dos ovos, Eternos apresenta uma enxurrada de conceitos cósmicos, amarra toda a cronologia da Marvel nos cinemas, mas como o faz de forma expositiva, não consegue passar a grandiosidade do que se propõe. Parece uma cartilha, não um filme! O único momento em que senti de verdade essa grandiosidade, foi com o “quase” despertar do Celestial da Terra. Mas, assim que me senti apequenado e amedrontado diante de algo tão grandioso, a ameaça logo “Sersi”! Foi mal pelo trocadilho infame!

O filme saiu da “formula Marvel” como muitos alardeiam? Mais ou menos… mais ou menos! Ainda estão lá os vilões sub-aproveitados e as reviravoltas rasas! Só que em “embalagem” mais autoral! Mas o pior mesmo são as cenas pós-créditos que, de novo, gritam na nossa cara: O MELHOR É SEMPRE O QUE ESTÁ POR VIR, NÃO O QUE ESTÁ AQUI AGORA! Pra mim, o que era o ponto positivo da Marvel (o universo integrado), começa a se mostrar um estorvo! Irei ao cinema ver os próximos? É provável! Escreverei aqui reclamando? Também!

WHAT IF…? Exercício de criatividade ou nada se cria, tudo se copia!

A série de gibis intitulada “What If…?” ou “O que aconteceria se…”, como ficou conhecida no Brasil, sempre foi um exercício de criatividade dos autores da Casa das Ideias. No entanto, nostalgias à parte, quase sempre esse “exercício” gerou histórias de medianas para fracas, com argumentistas e desenhistas novatos sendo “testados”! Quando moleque, eu costumava até brincar dizendo que sempre resultava em uma catástrofe no final, coisa que não se via no Universo Marvel “regular”. As melhores edições, são aquelas produzidas pelos autores dos títulos “normais”, como John Byrne (E se o Quarteto Fantástico não tivesse poderes?) e Frank Miller (E se a Elektra não tivesse morrido?), por exemplo!

Mesmo assim, é inegável que algumas das ideias testadas nesse título foram incorporadas posteriormente nos gibis regulares. Abaixo, listo alguns exemplos bem curiosos!

“E se o Hulk tivesse o cérebro de Bruce Banner?” Publicada na edição 02, a ideia foi incorporada por Bill Mantlo e Sal Buscema na fase pré-Guerras Secretas e pré-Saga da Encruzilhada!

“E se outras pessoas também tivessem sido mordidas pela aranha radioativa?” Os candidatos foram o Coronel John Jameson, Flash Tompson e Betty Brant. Anos depois, veríamos o Miles Morales e a Gwen Stacy como novos aracnídeos!

“E se o mundo descobrisse que o Demolidor é cego?” Tá, essa ideia é até meio óbvia e quicou no universo regular durante anos! Mas foi somente na longa fase escrita pelo Brian Michael Bendis que esse perrengue pegou de vez o Matt Murdock. Aliás, repercutiu até depois da saída do Bendis, nas fases do Brubaker e do Mark Waid!

“E se a Jane Foster tivesse erguido o martelo do Thor?” Acabou com a sua infância ver a Jane Foster, uma mulher, como a nova Thor, nerd careca de mais de quarenta anos? Pois saiba que, além de bem-vinda, essa ideia incorporada por Jason Aaron não foi nada nova!

“E se o Rick Jones tivesse se tornado o Hulk?” Logo após a saída do John Byrne do título do gigante ver… quer dizer… cinza, isso realmente aconteceu! O Hulk havia sido separado do corpo do Bruce Banner, mas o dois estavam morrendo e precisavam ser “juntados” o quanto antes! Acontece que o Rick Jones acidentalmente caiu no tanque de reintegração e, dali, saiu um Hulk Banner Cinza e um Hulk Jones Verde!

“E se o Conan viesse para os dias atuais?” Mais um da série “ain, acabou com a minha infância” para alguns nerds bocós! Assim que o Conan voltou para a Marvel, após um período na Dark Horse, a Casa das Ideias lançou o título “Vingadores Selvagens” com o Conan fazendo parte da equipe nos dias atuais, como uma espécie de despedida do Mike Deodato, que queria desenhar os “porradeiros” em seu último trabalho! Ah, como curiosidade, tivemos também um “E se” do “E se”, quando saiu o famigerado “E se o Conan tivesse ficado preso no século vinte?”.

“E se a Fênix não tivesse morrido?” Hoje em dia é arroz de festa a Jean Grey ressuscitar! Mas a sua primeira volta, digamos assim, se deu na estreia do grupo X-Factor, que contava com todos os X-men originais e não podia ficar sem a sua “Garota Marvel”!

“E se o Clone do Aranha não tivesse morrido?” Preciso dizer mais alguma coisa? Saga do… cof! cof!… Clone!!

Por fim, fica aquela dica marota: se você for contratado para trabalhar como roteirista da Marvel e não tiver ideia nenhuma do que fazer, sempre vale a pena dar aquela vasculhada no “lixo” de “What If…?”! Vai que cola?

VI NO CINEMA: Viúva Negra

É notório que este filme saiu atrasado! Não apenas por causa da pandemia, mas também porque a Scarlett Johansson já merecia faz tempo o seu filme solo! Por outro lado, esse duplo atraso beneficiou a experiência cinematográfica, pelo menos para mim! Como é um filme “deslocado” da ordem cronológica de lançamentos da Marvel (veio depois de Ultimato, mas a história passa-se após Guerra Civil), consegui assistir como um filme fechado, sem me importar muito com o que veio antes, nem com o que virá depois! Com isso, a história ganhou muito em emoção e empolgação! Mais até do que Capitã Marvel, que teve lançamento similar, passando-se antes na linha cronológica narrativa, mas tendo sido lançado depois!

É chover no molhado falar como a Scarlett é ótima como Viúva Negra! É uma daquelas atrizes (e atores) que entraram pro roll dos que “nasceram para esse personagem”! Outro grande brilho do filme, é a Florence Pugh, que entrega uma carismática (e fodona, e cínica, e danada!) Yelena Belova, que nos deixa com um gostinho de “quero mais”, mostrando que a passagem de bastão entre Viúvas Negras está em boas mãos. A Marvel, nesse quesito, não ficou viúva da personagem (ba-dum-tissss), muito embora fiquemos com uma pontinha de lágrima nos olhos de saudade da Scarlett!

Outro ponto bacana é o Guardião Vermelho do David Harbour! Não pela sua relevância na trama (tire-o da equação e a história segue normalmente), mas pela sua veia cômica e sentimental de paizão (a la “Senhor Incrível”), que nos faz rir e querer chorar ao mesmo tempo! Inclusive, algumas piadinhas em torno dele me fez querer ver mais desse lado “Russo” da Marvel (Ursa Maior e Dínamo Escarlate… a equipe “Super-soldados Russos”, quem sabe?).

Como pontos negativos, destaco a Rachel Weisz, não por ela, mas pelo enredo, que a construiu como uma personagem que nem fede, nem cheira! Aliás, padecem desse mal os vilões, o Grande Chefão da Sala Vermelha (cujo nome eu esqueci!), que é muito burro para quem manipulou tantas garotas/mulheres ao longo das décadas; e o Treinador, que à priori aparece arrasando, mas depois protagoniza uma reviravolta a la “Mandarim de Homem de Ferro 3” que chega a dar dó de tamanho desperdício de personagem em prol de uma reviravolta “impactante” (com muitas aspas em impactante!). Não por acaso, a parte mais fraca do filme é a sua resolução, justamente o ponto em que precisaria de antagonistas fortes para segurar o tranco, tanto intelectual, quanto fisicamente!

Por fim, entre mortos e feridos, esse filme solo da nossa querida Viúva Negra faz jus à personagem, com momentos sentimentais e cenas de ação de tirar o fôlego! É um bom epílogo e despedida digna para a Scarlett Johansson! Certamente assistirei novamente… tão logo esteja disponível “de grátis” no Disney+!

ELIZA, A ELFA LOUCA MERCENÁRIA SEM CORAÇÃO!

Mais ou menos por volta de 2011-2012, em uma das várias turmas do Curso de Mangá que ministrei no Senac Ceará, aproveitei as aulas para criar uma personagem como forma de demonstração aos alunos. A ideia era participar do mesmo processo criativo a que a turma estava passando no decorrer do curso. Além de ter sido um recurso didático muito divertido e proveitoso, essa brincadeira rendeu-me a Eliza! Na ocasião, a exemplo dos alunos, criei uma pequena história de quatro páginas para a personagem. Com ordem de leitura oriental e tudo! Pena que só consegui arte-finalizar a primeira página, já que eu tinha que orientar os projetos dos meus queridos alunos! Dá só uma olhada como ficou:

Sobre a personagem, Eliza é uma implacável caçadora de recompensas com a má fama de ser a “elfa louca mercenária sem coração”, apelido provavelmente adquirido pelo seu mau humor e ferocidade com que cumpre suas demandas. Eliza é extremamente ambiciosa e não se preocupa com nada além de obter suas recompensas.

Passado mais algum tempo, me apaixonei tanto pela personagem, que resolvi expandir a antiga história de quatro páginas em um conto intitulado “As Ruínas de Angoera”. No conto, Eliza empreende uma caçada a um criminoso orc, quando se depara com um ladrão galanteador humano, de nome Julio, que aparenta estar com o mesmo objetivo. Depois de uma acirrada disputa para ver quem captura o orc, no qual Eliza sagra-se bem-sucedida, o humano lança uma proposta tão tentadora quanto perigosa à ambiciosa elfa: partir à procura de um valioso tesouro guardado por uma terrível criatura sobrenatural conhecida pela alcunha de Angoera.

Em 2013 resolvi transformar esse conto em Mangá, dessa vez com ordem de leitura ocidental! Mas acabei deixando de lado por conta de outros afazeres profissionais. Cheguei a desenhar algumas páginas e arte-finalizar outras poucas. O resultado você confere abaixo:

Agora em 2021, tenho a imensa alegria de anunciar que o mangá “As Ruínas de Angoera” vai finalmente sair do papel! Ou melhor, vai entrar no papel, já que vou retomar os desenhos! E vou recomeçar tudo do zero, já que não desenho mais do mesmo jeito que em 2013! Será na ordem de leitura ocidental! Para não correr o risco de morrer na praia, dessa vez vou desenhar aos poucos, apenas uma página por semana, para não conflitar com o meu trabalho na Mauricio de Sousa Produções. E você vai poder conferir tudo isso, semana a semana, aqui mesmo, a partir de abril!

50 GIBIS QUE MARCARAM A MINHA VIDA – PARTE 2

Continuando com a lista de gibis que “marcaram a minha vida”, vamos para mais dez edições. Procurei puxar pela memória, evitando ao máximo recorrer à internet. Por isso, não repare caso os dados estejam errados ou imprecisos. Os gibis não aparecem em ordem cronológica de publicação, apenas seguem uma ordem (mais ou menos) cronológica em que chegaram às minhas mãos. Dito isso, vamos mergulhar na nostalgia mais uma vez!

11 – SUPERAMIGOS 13

Esta provavelmente foi a primeira Superamigos que peguei! Marcou pela capa icônica e pela Liga da Justiça do George Pérez. Não lembro se já conhecia o traço do Pérez, mas lembro que fiquei muito impactado com a riqueza de detalhes. Outra hq que me marcou, foi a do Batman, que trazia o Cara de Barro II (acho!) com uma armadura que achei sensacional!

12 – HOMEM-ARANHA 44

O primeiro gibi “Homem-Aranha” que li foi este! Na lista passada, citei a primeira “A Teia do Aranha”! Lembro com carinho dessa edição, porque foi aqui que conheci a Gata Negra e, de cara, já adorei! Que me perdoem os fãs da Gwen Stacy e da Mary Jane, mas, pra mim, o melhor casal é Peter Parker e Felícia Hardy! Outro fato que marcou, foi a estreia do Quarteto Fantástico do John Byrne! Eu já conhecia o quarteto do mestre que saiu no Grandes Heróis Marvel 12! Mas aqui, o traço não tinha o peso da arte-final do Joe Sinnott e o desenho do Byrne estava no auge! Fora que a história é sensacional, com o quarteto enfrentando criaturas elementais criadas pelo Diablo!

13 – HOMEM-ARANHA 114

E mais cabeça de teia na lista! Este gibi foi um presente de Natal! O primeiro gibi de super-herói (e do aranha) que comprei em uma banca! Como não acompanhava nada mensal por falta de grana, eu não fazia ideia do que estava acontecendo com os personagens! Assim, foi um choque quando vi essa capa e o traço do Todd McFarlane! Adorei tudo! Como tudo o que eu pegava, de uma maneira ou de outra, acabava influenciando nos meus desenhos, passei a emular o McFarlane no meu personagem “principal” (que antes sofria influência do Jaspion!).

14 – SUPERAVENTURAS MARVEL 02

Não sei exatamente se essa foi a primeira SAM que tive, mas com certeza foi a primeira vez que li o Demolidor do Frank Miller, mesmo que aqui ele só estivesse desenhando! E quer melhor primeira vez, do que em uma história em que o homem sem medo enfrenta logo de cara o meu personagem preferido, o Incrível Hulk? Nem preciso dizer que reli diversas vezes! Foi aqui também que li pela primeira vez a sensacional “A filha do gigante de gelo” protagonizada pelo Conan! Infelizmente não tenho mais esse exemplar! Mas um dia eu recupero!

15 – GRANDES HERÓIS MARVEL 07

Também não sei precisar se este foi o meu primeiro GHM e nem se foi o meu primeiro contato com os “Xis-men”, mas a minha mente tratou de catalogar esse momento como o início de tudo! E como gostei dessa história! Não fazia ideia de que havia um porrilhão de capítulos que antecediam esse momento. E, pra ser franco, nem me preocupava com isso! Só devorei os três capítulos derradeiros da Fênix e pronto!

16 – O INCRÍVEL HULK 61

Por falar em personagem preferido, olha aí o Hulk mais uma vez na lista! Como já mencionei, “naquele tempo” a molecada não acompanhava mensalmente os gibis. Ia lendo o que pegava. Era raro estar atualizado com os acontecimentos! Então era comum pegar o “bonde andando”! E não foi diferente com essa edição! Imagine um pivete acostumado ao Hulk verde “esmaga homenzinhos” que se transforma quando o Bruce Banner fica com raiva! Agora imagine esse pivete pegar um gibi em que o Hulk está bestial, animalesco, mudo, sem falar, apenas rosnar, vivendo aventuras em mundos fantásticos ao lado de criaturas mágicas e, ainda por cima, com uma capa sensacional do Mike Mignola! Ah, e com uma arte do Sal Buscema (de quem sempre fui fã) diferente, cheia de hachuras, com arte-final do Gerry Talaoc! Adorei tudo isso! Foi o meu primeiro contato com a Saga da Encruzilhada! Para você ver que mudanças no status quo dos personagens sempre existiram e a gente adorava. Mas hoje em dia a galera chia por qualquer mudancinha como se o mundo fosse acabar!

17 – CRISE NAS INFINITAS TERRAS 02

Por falar em “pegar o bonde andando”, este foi o meu primeiro contato com a grande saga da DC! Claro que eu não conhecia nem 10% dos personagens “pintados de roxo” que apareciam nas páginas desse gibi! E, claro, que eu não me importava nem um pouco com isso! Lembro que eu lia em voz alta junto com um amigo como se estivéssemos assistindo a um filme! E a cena derradeira da Supergirl? Que momento! Ah, depois desse gibi, passei a emular os layouts do Pérez em meus gibis de folha de caderno! Tudo influenciava os meus desenhos!

18 – RAÇA DAS TREVAS 01

Por falar em “influência”, já mencionei que eu era fã de filmes de terror quando adolescente! Cheguei até a fazer vários gibis de folha de caderno para o filme Sexta-Feira 13! Aliás, era difícil achar um moleque que não gostasse de filmes de terror. O mesmo amigo que lia comigo a “Crise 02”, foi quem arrumou emprestada a minissérie Raça das Trevas! E, claro, lemos em voz alta como se fosse um filme! E que filme! Depois disso, claro que passei a fazer gibis baseados em Raça das Trevas!

19 – O INCRÍVEL HULK 113

Chegando ao final dessa lista, não poderia faltar mais… Hulk! Este foi o meu primeiro contato com o Hulk Cinza! Como assim… o Hulk está cinza? Detestei? Claro que não! E como assim o Hulk está falando direito? Adorei! E como assim o Hulk está de… terno? E procurando encrenca com motoqueiros em Las Vegas? Cadê a Encruzilhada? Não sei dizer o que acontecia naquela época, mas eu me empolgava com tudo! Então, nem preciso dizer que gostei bastante do Senhor Tira-Teima! Esta passou a ser a minha edição favorita dessa fase do gigante ver… ops… cinza como leão de chácara! Depois eu viria a conhecer o Hulk Cinza do McFarlane, mas isso é assunto para outra lista!

20 – GRAPHIC MARVEL 01

Para finalizar, vamos de mais Hulk! Naquela época (isso já está ficando repetitivo, eu sei!), praticamente só existiam os formatinhos de papel jornal e cores chapadas! Mesmo as edições de “luxo” eram difíceis de cair nas mãos da molecada pelo alto preço (e você achando que tudo era comprado com troco de pão, né?). Só víamos essas revistas mais elaboradas nos anúncios de quarta-capa dos formatinhos! Foi nesse contexto que tive contato com a série Graphic Marvel! E logo com a primeira edição! Preciso dizer que pirei no encontro do meu personagem favorito com o Coisa? E com esse desenho fabuloso do Berni Wrightson e cores de explodir o cérebro! Morri de rir em todas as vezes que li essa história criada pelo Jim Starlin! Tenho falas decoradas até hoje! Muito bom mesmo!

E, assim, chegamos ao fim da segunda parte.

Leia também a PARTE UM!

Imagens extraídas do Guia dos Quadrinhos!