Diminuí um pouco a marcha nas “365 leituras da pilha de 2025” esta semana e li somente quatro gibis até o dia 12 de janeiro! Quer saber quais foram e o que achei de cada um deles? Confere aí:
9 – TIO PATINHAS E A MOEDINHA DO INFINITO
Mais um caso de um especial Disney produzido pela Marvel que teve o seu potencial desperdiçado! Não é que a história seja ruim! É até bem legal e divertida! A premissa é bem legal também: o que aconteceria se o Tio Patinhas não tivesse tido contato com os seus sobrinhos! Mas o Jason Aaron parece não ter conseguido explorar mais profundamente essa premissa e a impressão que passa, é que a história principal se passa fora da história! Não entendeu o que eu quis dizer? É assim: como o número de páginas é bem curto para aprofundar um monte de ideias e o roteirista precisa fazer a história andar para frente (!), certos acontecimentos vão ocorrendo fora de cena, entre um quadro e outro, entre uma página e outra ou entre uma sequência de cenas e outra! A gente só vê o resultado desses acontecimentos, não o acontecimento em si em tempo real! E fica aquele gostinho ruim de que estamos perdendo o melhor da história. Principalmente para quem é acostumado a ler as histórias inventivas produzidas pelos italianos, como é o meu caso!
10 – LENDAS DO UNIVERSO DC: NOVOS TITÃS #15

Se tem uma coisa bacana que gosto dos Novos Titãs dessa época, é o fato de o Marv Wolfman escrever os roteiros com uma pegada novelesca! Aqui, temos quatro núcleos acontecendo simultaneamente: Asa Noturna e Estelar em Tamaran; Mutano e Cyborg lidando com o Mento; Ravena prisioneira da Igreja do Irmão Sangue e Moça Maravilha lidando com a separação do grupo, ao mesmo tempo em que precisa harmonizar seu casamento! E, depois, a Moça Maravilha ainda precisa reunir um time reserva para poder lidar com uma crise em outro país provocada pela assassina Lince! O mais legal disso tudo, nem é tanto as cenas de ação, altamente coreografadas pelo Eduardo Barreto, mas ver como os dramas entre os personagens vão se desenrolando, igual à uma novela! Além de tornar a leitura muito bacana, isso serve para aprofundar os personagens e levar as tramas para além de embates entre super-seres, apesar de ser muito bem servido nesse quesito!
11 – A SAGA DOS X-MEN #26

Por falar em novela, quem também traz essa pegada é o Chris Claremont nos X-men! Quer mais novela, do que ver na conclusão da Saga Inferno o desenlace entre o triângulo amoroso Jean Grey/Ciclope/Madeline Pryor… tornado um “quarteto” amoroso com a inclusão do Destrutor, que deu uns pegas na Madeline? Além disso, temos um respiro antes da desgraça… duas histórias mostrando as mulheres e os homens, respectivamente, saindo para curtir um pouco! Para quem leu essas duas histórias no X-men 50 da Abril Jovem, é um deleite reler novamente em formato americano! É o fim da fase “Austrália” dos X-men! Mal posso esperar para ler o que vem a seguir, finalmente em ordem cronológica e formato americano!
12 – A SAGA DOS X-MEN #27

E por falar em esperar o que vem a seguir, não precisei esperar tanto, já que li tudo em sequência! Essa edição marca o início da fase dos Carniceiros, no qual os X-men começam a “morrer” ou desaparecer um por um, até não restar mais ninguém! As duas primeiras histórias mostram o ressurgimento do robô sentinela Molde Mestre! Tenho muito carinho por essas histórias, já que li no século passado na saudosa X-men 50! Em seguida, vemos a estreia do Jim Lee nos desenhos e, depois, o início de outra sequência que gosto muito, uma aventura na Terra Selvagem na qual os X-men (ou o que restou do grupo) têm que lidar com a vilã magnética Zaladane! Leituras muito divertidas, com muita ação e aquele novelão típico do Claremont!
