MAD 90: Animanés da Mad e onde se escondem!

Demorei, mas voltei!

Em dois sentidos, aliás!

Primeiro, fazia tempo que não atualizava o blog devido à correria do cotidiano e pela facilidade e rapidez de postar as novidades através das redes sociais! Mas a partir de agora tudo será diferente (assim espero)! Vou me dedicar mais a esse espaço tão querido, voltando com todo o gás com as seções que tanto gosto de escrever (e espero que você também goste de ler). A saber:

  • Vi no cinema – pitacos sobre os filmes lançados e dicas acerca das referências.
  • Vi no streaming – também pitacos de séries, animações ou filmes vistos no streaming e dicas de referências puxadas por essas obras.
  • O que andei lendo (ou relendo) – achismos sobre gibis, livros, bulas de remédio e afins!
  • Dicas ilustradas – referências para turbinar a criatividade da galera que ilustra ou curte ilustrações!
  • Passo-a-passo – análise de algum trampo meu que valha a pena compartilhar com vocês!
  • Contos em gibi – essa é uma novidade que tenho vontade de fazer há tempos! Tenho aqui na minha caixola alguns contos que transformarei em quadrinhos de 08 à 12 páginas e postarei no blog semanalmente!

Segundo, fazia tempo que eu estava devendo a minha última incursão na já saudosa revista MAD, que foi cancelada pela Panini Comics na edição de Nº 90 em maio de 2016. Como você já percebeu pelo título da postagem, trata-se de uma paródia do primeiro filme da nova franquia do Harry Potter sem o Harry Potter (ops!), “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que sob a ótica da MAD, ficou como “Animanés da MAD e onde se escondem”! Boa leitura e até breve!

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Todo mundo quer ser Alan Moore, ninguém quer ser Maurício de Sousa

Esta semana tive a satisfação de gravar uma áudio-aula, a convite do meu querido amigo Raymundo Netto, para o Curso de Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula da Fundação Demócrito Rocha. Dentre os diversos temas abordados no bate-papo, dois em especial me provocaram uma reflexão pós-gravação, que vou procurar explanar neste texto.

O primeiro, foi o velho e já batido tema de “as pessoas veem os quadrinhos como sendo coisa para crianças”. Na ocasião, parafraseei o grande Sidney Gusman ao falar “que bom que quadrinhos TAMBÉM são coisa para crianças” e acrescentei que os produtores de HQs precisam, de uma vez por todas, superar esse “complexo de vira-lata” e seguir a vida produzindo os seus gibis para o público que lhes convier. Daí, inevitavelmente desembocamos no também batido tema “mercado de quadrinhos”, no qual afirmei que não tinha opinião formada sobre isso!

Refletindo agora, continuo sem opinião formada sobre isso e cada vez mais longe de alguma solução! Mas é notório que não temos um mercado! O Brasil é enorme, a distribuição é péssima e o – pouco – público leitor está muito espaçado. Mas vejo outro problema também. Não há a renovação de leitores. E por quê? Simples! Porque todo mundo quer ser Alan Moore, mas ninguém quer ser Maurício de Sousa!

Polêmica? Vou explicar! No “meu tempo”, quando quadrinhos eram “coisa de criança”, nós tínhamos títulos para todos os gostos e bolsos, dos mais diversificados, dos melhores aos piores! Aquelas crianças que liam gibis, assim como eu, foram crescendo e se transformando em adultos. Coincidiu de também começarem a aparecer os gibis “adultos” para atender a demanda. Porém, mais do que simplesmente atender à demanda “adulta”, esses quadrinhos “sombrios e realistas” tinham como meta “provar” que HQs não eram “coisa de criança”. E o que aconteceu? Gibi deixou de ser coisa de criança! E isso foi péssimo. É péssimo até hoje!

Assim, quem consumia quadrinhos quando criança e cresceu, agora só quer produzir quadrinhos voltados para o público adulto, com tramas mais complexas, arte experimental e tudo o que tiver direito! Nada contra! Mas isso faz com que os quadrinhos produzidos atendam um público cada vez menor, até chegar ao ponto onde estamos, quando os quadrinhistas estão praticamente produzindo uns para os outros. E a renovação do público aonde fica? E as crianças que estão entrando na fase de leitura? Que vão crescer e poderiam aumentar o mercado? Quem está produzindo para elas? Quer uma resposta? Apenas o Maurício de Sousa! E sabe por quê? Porque ninguém quer produzir quadrinhos que sejam “coisa de criança”. Só querem produzir quadrinhos “adultos”. No final, todo mundo só quer ser Alan Moore, mas esquecem que, se não houver uma renovação de público, o mercado vai ficar cada vez menor!

Não adianta ficar apenas reclamando que as grandes editoras não investem em novos talentos, que o governo não incentiva ou que isso e aquilo outro! Não sei qual é a solução para melhorar o mercado. Mas sei que, se ninguém quiser produzir quadrinhos que sejam “coisa de criança”, é quase certo que a tendência é piorar. E não me venha falar sobre os “grandes eventos” com milhares de lançamentos! Enquanto o cara estiver vendendo o almoço para comprar a janta (que é o que acontece com essa onda de financiamento coletivo), e não conseguindo se sustentar apenas com a sua produção, com um salário mensal razoável, para mim, isso não é mercado. É apenas oba-oba. E me desculpe… sou artista, mas não vivo de amor à arte! A conta de luz não se paga com amor de arte!

O que andei lendo: INVENCÍVEL!

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Finalmente coloquei as minhas mãos na série do Invencível, já que esperei (e como esperei!) para comprar baratinho em um sebo! Só para você ter uma ideia, o primeiro volume saiu por aqui em março de 2006 e o quarto (e último e sem continuação!), em outubro de 2012, ambos publicados pela HQM Editora, que chegou a anunciar o quinto encadernado, mas até hoje… Nada!

A espera valeu a pena, tanto na leitura quanto no bolso!

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Eu já tinha ouvido falar do quanto essa série era boa e já conhecia a competência do Robert Kirkman nos roteiros. O cara conhece muito das características, idiossincrasias e clichês dos gibis de super-heróis e usa esse conhecimento a seu favor para escrever uma HQ muito divertida! E o que é melhor: sem tentar reinventar a roda ou redescobrir a pólvora! Em diversos momentos me senti lendo um bom gibi do Homem-Aranha como antigamente, no qual um super-herói adolescente precisa salvar o dia lutando contra vilões ameaçadores, enquanto descobre a extensão dos próprios poderes e tem que chegar cedo em casa, lidar com os pais, com dever de casa, com a escola, com o trabalho, com os amigos e com as garotas! A relação do Invencível com o seu cotidiano de “civil” entremeado com superpoderes é o foco da atenção do enredo. Tanto é que na maioria dos combates contra os vilões, são mostrados apenas o início e o fim da briga. O enredo não se estende demais do quebra-pau, a não ser que seja de extrema importância para, mais na frente, mostrar como isso impacta na vida cotidiana do herói!

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E o que falar da arte? Que coisa “marlinda”! O Cory Walker tem um traço de linha clara tão limpo, que chega a dar gosto! Suas cenas desenhadas em um estilo mais cartunesco têm movimento, ao contrário de muitos desenhos “realistas” em outros gibis que mais parecem poses pra foto! E acredite: é mais fácil você treinar e desenhar “realistinha”, do que conseguir abstrair toda a gordura desnecessária e criar um traço estilizado e conciso! Por isso que esse cara, e tantos outros com essa pegada, têm a minha admiração! A todo momento fica a sensação de estar lendo um “desenho animado” graças, também, às cores de paletas suaves do Bill Crabtree. Entretanto, o Cory Walker ficou com dificuldade de cumprir os prazos e trocou de lugar no volume dois com o desenhista Ryan Ottley, que se perde um pouco no início tentando emular o traço do seu antecessor, mas que acerta o prumo no volume seguinte e deslancha de vez no quarto encadernado!

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Antes, durante e depois da leitura, várias referências a outros quadrinhos me vieram à mente, seja pela temática semelhante de roteiro ou pela arte. Uma delas foi a minissérie em duas edições “Ultra: Sete Dias”, também publicada originalmente pela Image Comics (à exemplo do Invencível), mas lançada aqui no Brasil pela Pixel Media. Produzida pelos Irmãos Luna (Joshua e Jonathan), a série conta a história das três amigas Liv, Jen e Pearl, também conhecidas como as super-heroínas Afrodite, Vaqueira e Ultra. Assim como em Invencível, o mais importante aqui não são os embates superpoderosos, mas a relação cotidiana das três amigas em um mundo onde os super-heróis são tratados como celebridades. O mais bacana da série é ver como a natureza feminina é abordada em personagens tão humanas, apesar de superpoderosas, com suas alegrias, frustrações, tristezas, incertezas… com uma arte de cair o queixo de tão boa! Uma sacada bacana, é que as capas simulam pôster de filme e capas de revistas de celebridades! Vale muito a pena! Tanto Invencível, quanto Ultra!

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O que andei lendo em outubro de 2017

Fazia tempo que eu não publicava as dicas de leitura. Mas tem um motivo pra isso: aquela história de ficar contando as páginas lidas por mês acabou deixando a leitura muito engessada e menos divertida. Então parei de contar e, por conta disso, catalogar o que ia lendo. Ou seja, voltei à programação normal!

Agora, só de vez em quando é que vou publicar algo, principalmente se tiver alguma coisa pertinente para falar sobre alguma obra. Nem sempre serão palavras elogiosas, como é o caso da série “X-men ‘92”!

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Quando soube do lançamento dessa série nos EUA, fiquei muito empolgado em ler, fã que sou dos heróis mutantes e da animação. Concluída a publicação aqui no Brasil (em três encadernados), a conclusão a que cheguei foi que a Marvel perdeu uma ótima oportunidade de fazer uma série, senão memorável, pelo menos prazerosa de se ler.

O que tornou a série animada memorável foi o fato de ter um elenco enxuto. Mesmo com diversas participações especiais, todo mundo sabia quem eram os X-men “oficiais”. Outro ponto positivo foram as histórias contidas em apenas um episódio. Quando muito, uma trama se estendia por dois, no máximo, quatro episódios (casos da Saga da Terra Selvagem e da Saga da Fênix). Por fim, as adaptações, também enxutas, das principais sagas dos quadrinhos e a interação “interpessoal” entre os personagens foram pontos positivos da animação.

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Os roteiristas do gibi parecem não ter captado o espírito da coisa. Ao invés de captar o melhor que o desenho animado ofereceu, resolveram pegar o “melhor” (#SQN) que os anos 90 mostraram nos quadrinhos! Estão lá a equipe abarrotada de integrantes! É tanta gente, que você acaba se perdendo em muitas partes da história! X-men, Geração X, X-Factor, X-Force, X-Ninhada (não me pergunte…), misturados com outra penca de mutantes descartáveis criados na fase do Grant Morrison! Aos desenhistas, coube a tarefa de representar caras e caretas infantilóides, como se precisassem disso para dizer que a série é baseada em uma animação.

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Quanto às tramas… também o pior dos anos 90 dos gibis! Lembra daquela pataquada de Upstarts, que eram um grupo formado por um tal de GameMaster para ganhar pontos caçando mutantes? Pois é! Nem eu lembrava dessa baboseira! Mas aqui, é a trama principal que permeia toda a série. O que ainda escapa é um ou outro momento com alguns episódios com vampiros. E nem vou falar do primeiro volume que, relacionado às Guerras Secretas, mostra um embate requentado com a Cassandra Nova (sim, a irmã gêmea do Xavier!). Se quiser saber mais sobre o primeiro volume, falei sobre isso aqui!

Como não só de nostalgia vive o leitor, a série foi cancelada! Na minha opinião, deveriam ter se inspirado em outra adaptação de animação para os gibis: Batman – Gotham Adventures. As histórias dessa série seguem totalmente a cartilha do desenho animado, com tramas episódicas, concisas, com um traço limpo, bonito, cartunesco, mas sem deixar os personagens abobados. Em muitas ocasiões, confesso que confundo em minha memória se algum episódio eu li ou assisti, de tão bons que são! Quem quiser dar uma lida, saiu por aqui em formatinho pela Editora Abril com o título “Batman: Gotham”!

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É uma pena que “X-men ’92” tenha ficado do jeito que ficou! Para quem é fã dos heróis mutantes, realmente está faltando uma série “fechada” e sem tantas pretensões, apenas a de contar boas histórias. Agora é esperar pela “X-men Grand Design” e ver no que dá!

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Agradecimentos ao site Guia dos Quadrinhos, de onde tirei a maioria das capas aqui expostas. =)

Batman Vs. Superman Vs. Deadpool na MAD 89

A primeira “matéria” de capa a gente nunca esquece! Depois de tanto insistir, pelejar, implorar, rastejar, o editor finalmente permitiu que eu fizesse a principal história em quadrinhos da edição do mês! Que alegria, que honra, que felicidade! Que trabalheira! É, deu uma trabalheira danada produzir a HQ de 06 páginas que acompanha o tema desta edição. Foi muita pesquisa e rascunhos de personagens e cenários até que tudo ficasse redondinho. Algum dia eu mostro o processo criativo pra vocês! Até o último número em que participei, havia produzido todos os quadrinhos 100% por meio digital. Mas dessa vez, dada a importância da ocasião, fiz questão de fazer à moda antiga (pelo menos lápis e arte-final): na mão, no papel e na raça! “Deadpool contra Batman e Superman” foi publicado na MAD 89, tem roteiro do Antonio Tadeu e todo o resto por minha conta e risco! Divirta-se!

Os super-heróis discutem a relação na MAD 88

Sabe quando você é pivete e fica fazendo aquelas disputas entre super-heróis, do tipo “quem venceria uma luta entre o Hulk e o Thor” ou “quem é mais forte, o Superman ou o Shazam”? Pois é! Eu costumava me fazer essas e outros tipos de perguntas também, meio óbvias, como “por que as calças do Hulk não rasgam” ou “se o botão do disparador de teias fica na palma da mão, por que não sai teia a torto e a direito quando o Homem-Aranha está de punho fechado socando os vilões”??? Essa eu acho que ninguém nunca se perguntou! Enfim… Com o passar do tempo, passei a me questionar como os super-heróis resolveriam uma “treta” com as suas digníssimas e os seus digníssimos! E nada melhor do que usar a revista MAD para tentar responder! Assim surgiu a HQ “Quando os super-heróis têm uma D.R.”, publicada na MAD 88 com roteiro e desenhos por minha conta. Divirta-se!

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O que andei lendo em Fevereiro de 2017

Neste mês de fevereiro voltei à sala de aula. Como todos sabem (ou não) ministrar aulas não é apenas chegar no dia e passar o conteúdo para os alunos. Temos toda uma preparação antes em casa. Mas o que isso tem a ver com os gibis? Isso quer dizer que o meu já escasso tempo para a leitura ficou ainda menor! Nesses períodos de aulas (e mais o trampo no estúdio), costumo ler para dar uma arejada na cabeça. Então dou preferência para HQs mais curtas que dê para ler de “bate-pronto”. Curiosamente, nessa lista de fevereiro tem uma predominância de velharias. Além de não curtir muito as HQs atuais (pelo menos as dos supers…), tenho muita coleção de gibis mais antigos que estou juntando aos poucos e também lendo aos poucos. Lembrando que o que escrevi sobre cada leitura não é uma resenha. Não tenho nenhuma pretensão disso! São apenas comentários que eu faria se estivesse conversando com um amigo. Ah, este mês o saldo foi de 2.020 páginas lidas. Vamos ao que interessa…

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Kingdom Hearts – 01 de 04

O mangá demora um pouco a engrenar. Os personagens vão sendo apresentados em meio a acontecimentos desconexos e deixa a história confusa em alguns momentos. Não sei se tive essa impressão porque não conheço o game. De qualquer forma, quando aparecerem os personagens Disney, o enredo começa a ganhar em diversão, principalmente do meio pro fim, quando surge uma certa vilã Disney.

Kingdom Hearts – 02 de 04

Esta edição é um deleite de diversão! Os personagens começam a visitar vários cenários conhecidos dos desenhos animados Disney, como Agrabah e o Olimpo. A diversão fica por conta da interação entre Donald e Pateta com Alladin e Hércules, por exemplo. Lembrou-me os gibis antigos de Disney Especial e Almanaque Disney, onde essa interação entre “núcleos” era mais comum. A aliança entre os vilões também é um dos destaques. O ponto fraco, por incrível que pareça, são os personagens “japoneses”. Parecem deslocados. Mas o traço limpo e preciso de Shiro Amano (bem menos confuso nessa edição) compensa essa estranheza.

Kingdom Hearts – 03 de 04

Nesta edição, os personagens visitam os mundos da Pequena Sereia e do Peter Pan. O traço do Shiro Amano está ainda mais solto e agradável. É surpreendente como ele consegue desenhar tantos personagens clássicos da Disney. O enredo finalmente engrena de vez e chega a empolgar.

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Kingdom Hearts – 04 de 04

Na conclusão da minissérie, o verdadeiro vilão por trás da destruição dos mundos é revelado. Cheguei a pensar em “Crise nas Infinitas Terras” da Disney enquanto lia este capítulo final. A história demorou um pouco a ganhar força no primeiro capítulo, mas chega ao final deixando um gostinho de quero mais. Vamos ver se encontro as outras minisséries.

O Incrível Hulk #15

Esta é do “tempo do ronca”. Dificilmente a garotada de hoje em dia curtiria essas histórias, ainda mais pela limitação gráfica da edição brasileira. Mesmo assim, é uma diversão nostálgica voltar a ler o bom e velho Hulk “esmaga” verde e burro contra vilões clássicos como o monstro de eletricidade Zzzax e o cientista-chefe da IMA Modok. Sem falar no velho drama de amor entre Bruce Banner e Betty Ross. Tudo no traço do grande Herb Trimpe (aquele que desenhou a primeira aparição do Wolverine nos gibis). E por falar na Betty, que saudade desses coadjuvantes que não vemos mais hoje em dia, como o General Ross (sem aquela aberração de Hulk Vermelho), Glen Talbot (aqui, como esposo de Betty) e Jim Wilson. Destaque para a aparição do Gavião Arqueiro, aqui chamado de “Falcão” pela tradução antiga. Bons tempos!

O Incrível Hulk #16

Esta edição dá continuidade aos planos de Modok contra o Hulk. O vilão transforma a Betty Ross na terrível Harpia (não confundir com aquela dos Vingadores) e a joga contra o gigante verde. Outro vilão clássico do Hulk dá as caras neste número, literalmente, já que o Bifera possui duas cabeças, uma em cima da outra! O traço do Herb Trimpe está destruidor como sempre. Infelizmente a história continua na edição seguinte… exemplar que ainda não tenho na coleção!

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O Incrível Hulk #19

O Incrível Hulk enfrenta o Homem-Cobalto em plena Austrália. O interessante dessa fase é justamente esse status de “andarilho” do gigante verde. Suas histórias acontecem em qualquer parte do mundo, do universo e até de outras dimensões! Tanto é que, como consequência do confronto com o Homem-Cobalto, o Hulk vai parar no Himalaia, exatamente onde fica o Grande Refúgio que, como sabemos, é o lar dos Inumanos. Nem preciso dizer que o confronto é espetacular. Principalmente quando o Raio Negro entra na briga!

O Incrível Hulk #25

Finalmente a ação retorna para a boa e velha Base Gama no deserto do Novo México. Mas não demora muito, e o gigante verde acaba indo parar na Rússia em meio a um resgaste alucinante do Coronel Glen Talbot. Os créditos da arte citam apenas Herb Trimpe e Joe Staton, sem citar quem fez o quê. O que é certo é que os desenhos perderam a consistência, apesar de tentar emular o traço do Jack “The King” Kirby.

O Incrível Hulk #27

Só personagens clássicos aparecem nesta edição, a começar por Glorian, o ser de pele dourada que sempre oferece ao gigante verde o sonho de uma vida de paz. E se o Glorian aparece, não tarda para o alienígena Figurador dar as caras. Esse inimigo do Hulk é muito interessante, já que possui o imenso poder de tornar qualquer coisa realidade mas, no entanto, não possui imaginação para criar nada, e se alimenta da imaginação dos outros. E é exatamente da “imaginação” do Hulk que o Figurador concebe um mundo perfeito para o gigante verde onde encontramos inclusive a sua amada Jarella. Mas não tarda para outros personagens clássicos reaparecerem para estragar tudo, os Homens Sapo! A primeira história com arte-final de Marie Severin, creio eu, casou muito bem com o traço do Herb Trimpe. Já a segunda tem uma leve queda de qualidade com a volta do Joe Staton.

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O Incrível Hulk #28

As histórias dessa edição não condizem com a anunciada na capa. Na primeira, o Hulk enfrenta uma espécie de Monstro do Lago Ness. O enredo é bem arrastado e cansativo para uma HQ de 20 páginas. O ritmo de pancadaria ao estilo “Hulk Esmaga” volta a predominar a segunda história com o retorno do Doutor Samson, aqui chamado de Doutor “Sansão” pela tradução da época.

O Incrível Hulk #33

Jarella e Sal Buscema: dois motivos que me fizeram literalmente devorar esta edição. Primeiro, porque adoro as histórias envolvendo a amada microscópica do gigante verde. Segundo, porque cresci lendo o Hulk desenhado pelo Sal Buscema e, pra mim, este é o visual definitivo do personagem. Também gosto do Herb Trimp, mas com o Sal Buscema, o Hulk ganha uma dramaticidade maior nas expressões e nos movimentos. Sem contar com a narrativa do Sal, que é bem melhor.

A Espada Selvagem de Conan #44

Sempre achei essa arte produzida pelo Joe Jusko uma das melhores capas da Espada Selvagem de Conan. Pena que as histórias contidas nesta edição não sigam a mesma qualidade. A primeira HQ dá continuidade à Saga da Rainha da Costa Negra e narra o primeiro contato de Conan com os mares. Nem parece que foi escrita pelo Roy Thomas, de tão fraca! As outras duas histórias seguintes são meros tapa-buracos com personagens obscuros para encher linguiça e “esticar” por mais edições a saga da Bêlit.

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O Incrível Hulk #39

O Hulk enfrenta o Valete de Copas e, em seguida, é abduzido pelo Aeroporta-aviões da Shield a fim de combater o Bi-fera, que se apoderou do quartel voador. O traço de Sal Buscema continua sensacional, agora na arte-final de Ernie Chan.

O Incrível Hulk #40

Sempre gostei dessas capas “mistas” mostrando os personagens que aparecem na revista. Esta, por exemplo, traz um reforço de peso ao gibi do Golias Verde, nada mais, nada menos que sua prima Jennifer Walters, conhecida pela alcunha de Mulher-Hulk. Para quem está familiarizado com a sua versão “Sensacional”, é interessante ler um material do seu tempo de “Selvagem”. Aqui, a Mulher-Hulk enfrenta as consequências que a levaram a se tornar o que é hoje. E quanto ao Hulk? Temos o embate final com o Bi-fera nas alturas do Aeroporta-Aviões da Shield (chamado pela tradução da época de “Helicargueiro”). A HQ é soberbamente desenhada por Sal Buscema com arte-final espetacular de Ernie Chan.

O Incrível Hulk #41

Uma das coisas que eu gostava muito na época do “Hulk Esmaga” eram as pausas no esquema “Ross caça Hulk” para apresentar histórias mais introspectivas. Essas histórias geralmente eram bem próximas do seriado de TV e o Hulk quase sempre se apaixonava por alguém. É o caso dessa edição, em que ele encontra um grupo bizarro no meio de uma floresta após sobreviver ao confronto com o Bi-fera na edição anterior. A arte espetacular fica por conta de Sal Buscema e Ernie Chan, cada vez mais à vontade um com o outro.

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O Incrível Hulk #45

Por falar em histórias “introspectivas”, esta edição traz mais uma nesse estilo. O Hulk está enfrentando o exército quando se depara com duas crianças, um menino e uma menina. Os dois levam Bruce Banner a encarar uma realidade bizarra que envolve um terceiro irmão, lixo radioativo e canibalismo. E tudo isso no traço sensacional de Alfredo “Conan” Alcala. O seu Hulk lembra um pouco o desenhado pelo grande Bernie Wrightson. A história da Mulher-Hulk dá início a uma trama que a colocará em rota de colisão contra o Homem-Coisa, aqui chamado pela tradução de “Coisa Humana”. O projeto gráfico do gibi ganhou algumas melhorias, como mais páginas para a seção de correspondência e uma página para anunciar as HQs do próximo número. É interessante ver como a concorrência da Editora Abril começava a desbancar a RGE.

A Espada Selvagem de Conan #58

Não é todo mundo que consegue escrever o Conan. Esta edição escrita por Chris Claremont é a prova disso. O roteirista até se esforça, mas tudo o que coloca nos quadrinhos soa forçado e gratuito, como quando Conan tem um devaneio dos seus tempos de Ciméria em que salva um grande amigo ou quando o cimério aceita uma missão de escoltar uma mulher fazendo um pacto de sangue para cumprir a tal missão! Isso sem contar que Conan fica perdidamente apaixonado pela mulher e passa a história inteira se declarando e insistindo que eles fujam para serem felizes. Esse não é o Conan que conheço! A história é arrastada e confusa em alguns momentos graças ao desenho muito escuro de Val Mayerick. Bem diferente da segunda HQ da revista, escrita por Roy Thomas e desenhada pela lenda Gil Kane que mostra, de forma bem dinâmica, como Conan conheceu o vanir Fafnir.

A Espada Selvagem de Conan #70

Michael Fleischer dá continuidade à saga de Conan versus Bor’Aqh Sharaq. Dessa vez, o cimério acaba se envolvendo com um pai e uma filha que precisam viajar até uma região pantanosa para evitar que um demônio milenar retorne à Terra. Enquanto isso, o corsário baracho Bor’Aqh Sharaq percorre o rastro de Conan em busca de sua vingança. O destaque fica por conta da belíssima arte de Alfredo Alcala. Na segunda história, John Buscema apresenta com a competência de sempre um enredo de terror nas profundezas de um castelo.

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A Espada Selvagem de Conan #71

E continua a saga de Bor’Aqh Sharaq! Sim, ele está vivo! O que, em se tratando de Conan, é muito estranho um inimigo “normal”, embora sanguinário, durar tanto! Claro que isso começa a ficar repetitivo e enfadonho! Parece que o Michael Fleischer achou que havia criado o melhor personagem do universo e quis usá-lo o maior tempo possível! Pelo menos o enredo principal, em que Conan vai em busca de uma cidade perdida, é bem conduzido e tem um quê de aventura que empolga. O problema é quando o tal corsário baracho reaparece! Enfim…

Sonja: Crânios Flamejantes – 01 de 03

Quem era acostumado, assim como eu, a ler as histórias da guerreira ruiva desenhadas pelo Frank Thorne, pode estranhar um pouco o estilo de desenho mais “Image Comics” dessa edição. Graficamente, a revista é um primor, mas o traço carece um pouco de personalidade própria, principalmente nas feições da Sonja. O problema é que o visual concebido por Thorne era imbatível! Mas para quem nunca leu as HQs das “antigas”, não vai ter problema nenhum. Ah, rola uma homenagem ao grande desenhista na segunda parte dessa edição (repare no nome do cavalo da Sonja). Quanto à história, começa meio sem rumo, com uma missão misteriosa que Sonja precisa cumprir, mas que não fica exatamente clara para o leitor qual seria. Na hora da briga, a guerreira Hirkaniana permanece impecável e até resolve algumas situações de forma bem engenhosa. Boa também é a explicação – rápida – que o roteirista dá para justificar (hoje em dia precisa disso…) o diminuto traje da Sonja.

Sonja: Crânios Flamejantes – 02 de 03

Nesta edição, a história descamba pro velho clichê “vamos derrubar o ditador deste reino”! A todo momento Sonja é descrita como a “escolhida” que apareceria na cidade para salvar o povo. No entanto, se você remover a guerreira ruiva de todo o enredo, fica a sensação que daria no mesmo. Então é inevitável surgir a pergunta: “se tanto faz a presença dela ou não, por que os rebeldes não agiram antes? ”. Vamos ver se a derradeira terceira edição mostrará porque Sonja é tão importante, afinal!

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Sonja: Crânios Flamejantes – 03 de 03

Na conclusão da minissérie, temos um “mais do mesmo”. Sonja consegue invadir o castelo e chegar até o ditador. Mas até aí, qualquer um conseguiria, da forma como é mostrado no enredo. Talvez o seu poder de liderança e determinação tenham sido fatores preponderantes para cumprir a missão, quem sabe? Uma reflexão ao final salva um pouco o desfecho dessa história, quando a tribo que passou tempos sendo oprimida e violentada pelo ditador do reino, toma o poder com igual – ou até pior – dose de violência (inclusive contra crianças). Esse povo foi realmente “salvo”? Destaque para a capa sensacional de Alex Ross.

O lado sombrio dos contos de fadas

O objetivo do livro, a despeito do que o título possa denotar, não é acabar com a infância de ninguém! Sua autora procura contextualizar historicamente os contos de fadas e entender como se originaram. Trata-se de uma abordagem “superinteressante”, se levarmos em conta que tudo ao nosso redor é produto do nosso tempo. Assim, procurando enxergar os contos de fadas com os olhos da época em que foram surgindo, conseguimos entender de onde vieram tantos conceitos, histórias e personagens fascinantes. Não apenas isso, a autora mostra no livro a “real” história dos contos de fadas, que foram lapidadas ao longo do tempo (de acordo com cada contexto histórico) e chegaram até nós nas versões “açucaradas” de Walt Disney. Excelente leitura!

A Espada Selvagem de Conan #72

Mais um capítulo da interminável rixa entre Bor’Aqh Sharaq e Conan! Aqui, Michal Fleisher ultrapassa todos os limites do absurdo para justificar o fato de o corsário baracho ainda estar vivo. E olha que estamos falando da Era Hiboriana, onde o absurdo é coisa corriqueira! Pra completar o péssimo enredo, temos um desenho medonho executado por Dave Simons. Salvam-se apenas alguns efeitos de aguadas e cinzas. Já estou até com medo de abrir a próxima edição e me deparar de novo com esse corsário. A julgar de como termina a história desse número, parece que isso ainda vai longe… Por Crom!

 

Agradecimento especial ao pessoal do Guia dos Quadrinhos, de onde peguei a maioria das capas restauradas aqui publicadas. =D

Sátira de “Divertida Mente” na MAD #86

Quando o filme da Pixar “Divertida Mente” estreou, fiquei impressionado com a riqueza de detalhes e sutileza com que o estúdio conseguiu transportar para a tela aspectos psicológicos tão complexos. E nem preciso falar da qualidade da animação, sempre soberba. O que me chamou a atenção também foram os personagens na mente da menininha. Na época eu estava trabalhando em outra pauta para a MAD, mas a ideia de uma sátira veio com tanta força na minha mente (não podia perder a piada. hehe), que não tive dúvidas e apresentei ao meu editor. Assim surgiu “DiverDilma Mente”, com roteiro e arte por minha conta e risco, publicada na MAD #86! Divirta-se!

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O Exterminador na MAD #86

“O Exterminador Com Muitos Furos” foi publicado na MAD 86 com roteiro de João Luis Jr. e arte por este que vos escreve (mais conhecido como “eu mesmo”!).

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Coisas que publiquei na MAD

Em 2016 tive a imensa alegria de compor o time criativo da revista MAD. A garotada mais nova deve conhecer a sua versão “animada” do Cartoon Network. Passados alguns meses desde a minha estreia, vou começar a reproduzir aqui o que saiu nas páginas da revista. A HQ “10 Dicas MAD para quem quer pagar de Nerd” tem roteiro e arte por minha conta e foi publicado na MAD #84. Divirta-se e pára de apenas assistir ao Cartoon Network e vai numa banca comprar a revista!!! Hehe!!

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