O QUE ANDEI LENDO: Conan, O Bárbaro

O Conan é um personagem que tem uma história com começo, meio e fim bem estabelecidos pelo seu criador Robert Ervin Howard nos contos que escreveu originalmente na década de 1930! O personagem já foi ladrão, mercenário, soldado, pirata… até se tornar Rei! Com isso, o bárbaro cimério consegue a façanha de ser acessível para qualquer leitor de qualquer época (assim como o Tex, por exemplo), com HQs sem amarras cronológicas que possibilitam ser narrados momentos de qualquer período de sua vida! E quando bem escritas, então, se tornam um deleite! É o que acontece com essa nova série escrita por Jason Aaron!

Jason Aaron não inventa a roda, nem descobre a pólvora! Apenas replica no seu Conan o que já havia feito com o Thor: coloca o cimério para enfrentar uma mesma terrível ameaça ao longo de vários momentos de sua vida, começando aos 17 anos, recém saído da Ciméria, e culminando na velhice, nos últimos resquícios como Rei da Aquilônia! Além de ser uma aventura instigante, bem estruturada e arquitetada, o enredo claramente serve para reapresentar a personalidade e as facetas de Conan aos novos leitores! Para o leitores veteranos, é uma alegria ver um personagem tão querido receber um tratamento tão cuidadoso e zeloso! Dá gosto devorar as novas revistinhas, fininhas que são, e aguardar com ansiedade pela próxima!

Jason Aaron aproveita essa característica atemporal de Conan e brinca com os vários períodos da sua vida, além de demonstrar profundo conhecimento da mitologia do personagem, já que a personalidade do cimério de bronze muda sutilmente de um período a outro. Basta reparar como o Conan é petulante e descuidado quando jovem, mas já cauteloso e sábio quando rei!

A nova série nos faz pensar em como seria se essa característica atemporal também fosse aplicada aos quadrinhos de super-heróis. O Homem-Aranha, por exemplo, teria sido estudante do ensino médio, fotógrafo do Clarim Diário, universitário, namorado da Gwen Stacy, namorado da Mary Jane, teria usado o uniforme negro simbionte, teria sido namorado da Gata Negra, cientista, casado, vingador e pai da Garota Aranha! Daí, cada roteirista escolheria que período da vida do cabeça de teia abordaria em suas histórias. Acabariam as amarras cronológicas e as histórias chatas…

Mais ou menos!

O Conan é acessível, mas nem sempre tem histórias bem escritas, apesar de a média de boas histórias ser maior! Felizmente Jason Aaron está dentro dessa boa média, juntamente com a equipe de arte formada por Mahmud Asrar (desenhos) e Mattew Wilson (cores), além de Esad Ribic nas belas capas! Vale muito a pena acompanhar essa série!

Imagens das capas extraídas do Guia dos Quadrinhos

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O QUE ANDEI LENDO: Monstros à Solta!

Eis um belo caso de hq divertida com potencial um pouco desperdiçado!

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Imagens extraídas do site Guia dos Quadrinhos

Os caras tiveram uma daquelas ideias que nos faz dizer “por que não pensaram nisso antes?”: simplesmente mostrar a chegada na Terra de meteoros que se transformam em monstros e colocar os super-heróis e os monstros clássicos da Marvel para enfrentar essa nova ameaça! Pareceu divertido? Também achei!

No entanto, os roteiristas meteram os pés pelas mãos e se perderam nas próprias ideias! O enredo não desenvolve direito os novos monstros, você não sabe quem são, pois aparecem tantas figuras diferentes ao mesmo tempo, que não dá nem pra saber quem está chegando! É uma confusão visual tremenda, com design de monstros um pouco mais trabalhados no início da peleja e outros – muitos outros – genéricos ao longo das edições! Não sei se a intenção era realmente essa, a de trabalhar os monstros como meros buchas de canhão sem personalidade, mas desenvolver bem umas quatro ou seis criaturas, com visual e poderes bem estabelecidos, já resolveria o problema e provocaria uma imersão bem maior na trama!

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Na parte dos super-heróis… bem… outro problema contemporâneo! Os heróis estão tão sisudos (vide Capitão “Sam Wilson” América, Thor “Jane Foster”, Visão, Vespa, todos os Inumanos, X-men, e por aí vai…), que se tornaram todos muito parecidos! E o que é pior, nivelando por baixo! O heróis estão tão sérios, que ficaram chatos! O único que ainda é mostrado com um pouco de sua essência é o Homem-Aranha, mas suas piadinhas parecem deslocadas, forçadas (não que antes o velho escalador de paredes já não forçasse suas piadas!). Nesse contexto, os grupos que acabam sendo mais divertidos são os Guardiões da Galáxia e, pasmem (pelo menos pra mim, que achei que não iria gostar), os Campeões!

Com relação aos monstros clássicos da Marvel… bem… outro problema! Os roteiristas esqueceram que a maioria dos leitores (e talvez nem os mais jovens) não conhecem os monstros clássicos da Marvel! A única exceção é, talvez, o Fin Fang Foom! E olhe, olhe! Assim, a série carece de uma apresentação mais aprofundada sobre quem são os monstros e quais suas habilidades! A meu ver, tentaram dar protagonismo pra tanta gente, que não deram protagonismo pra ninguém! Se tivessem focado apenas na peleja de monstros contra monstros, deixando os super-heróis em segundo plano (mais ou menos como acontece em Godzilla), teria sido bem mais interessante!

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Pra finalizar, vamos falar da ação! Tenho estudado muito roteirismo e a primeira lição que aprendi é: “MOSTRE, NÃO FALE”! Os roteiros atuais de super-heróis (com algumas poucas exceções) estão fazendo justamente o contrário! Estão falando demais e mostrando de menos! Não adianta o Capitão América morrer de dizer que a ameaça dos monstros é algo urgente, se isso não é mostrado pro leitor! E quando é mostrado, é em um emaranhado de traços confusos que ninguém entende o que está acontecendo, quem está batendo em quem ou não temos nenhuma noção geográfica e espacial de onde a ação transcorre! Fica o tempo todo a sensação de que os confrontos estão acontecendo em outro lugar e não naquele que foi desenhado para o público ver! Sendo que não queríamos “estar” ali, mas no local divertido onde a pêia está comendo… só que não mostram! Com isso, perde-se a noção de escala, não dá pra ter a sensação da destruição e nem do nível de ameaça das criaturas. Novamente, quem melhor trabalha essa parte são os caras que cuidaram dos tie ins dos Guardiões da Galáxia (o confronto no oceano é divertido demais) e dos Campeões!

Mesmo com todos esses problemas apontados, essa minissérie (?) em três edições até que é bem divertida e vale a pena dar uma conferida, desde que seja comprada em alguma promoção, claro! A julgar pelo gancho final, teremos novas histórias explorando essa premissa com o jovem inumano que desenha monstros. Não falei dele? Ah, essa faz parte das boas ideias da obra! Vamos ver como será daqui pra frente! Ou não!

MAD 90: Animanés da Mad e onde se escondem!

Demorei, mas voltei!

Em dois sentidos, aliás!

Primeiro, fazia tempo que não atualizava o blog devido à correria do cotidiano e pela facilidade e rapidez de postar as novidades através das redes sociais! Mas a partir de agora tudo será diferente (assim espero)! Vou me dedicar mais a esse espaço tão querido, voltando com todo o gás com as seções que tanto gosto de escrever (e espero que você também goste de ler). A saber:

  • Vi no cinema – pitacos sobre os filmes lançados e dicas acerca das referências.
  • Vi no streaming – também pitacos de séries, animações ou filmes vistos no streaming e dicas de referências puxadas por essas obras.
  • O que andei lendo (ou relendo) – achismos sobre gibis, livros, bulas de remédio e afins!
  • Dicas ilustradas – referências para turbinar a criatividade da galera que ilustra ou curte ilustrações!
  • Passo-a-passo – análise de algum trampo meu que valha a pena compartilhar com vocês!
  • Contos em gibi – essa é uma novidade que tenho vontade de fazer há tempos! Tenho aqui na minha caixola alguns contos que transformarei em quadrinhos de 08 à 12 páginas e postarei no blog semanalmente!

Segundo, fazia tempo que eu estava devendo a minha última incursão na já saudosa revista MAD, que foi cancelada pela Panini Comics na edição de Nº 90 em maio de 2016. Como você já percebeu pelo título da postagem, trata-se de uma paródia do primeiro filme da nova franquia do Harry Potter sem o Harry Potter (ops!), “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que sob a ótica da MAD, ficou como “Animanés da MAD e onde se escondem”! Boa leitura e até breve!

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O que andei lendo: INVENCÍVEL!

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Finalmente coloquei as minhas mãos na série do Invencível, já que esperei (e como esperei!) para comprar baratinho em um sebo! Só para você ter uma ideia, o primeiro volume saiu por aqui em março de 2006 e o quarto (e último e sem continuação!), em outubro de 2012, ambos publicados pela HQM Editora, que chegou a anunciar o quinto encadernado, mas até hoje… Nada!

A espera valeu a pena, tanto na leitura quanto no bolso!

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Eu já tinha ouvido falar do quanto essa série era boa e já conhecia a competência do Robert Kirkman nos roteiros. O cara conhece muito das características, idiossincrasias e clichês dos gibis de super-heróis e usa esse conhecimento a seu favor para escrever uma HQ muito divertida! E o que é melhor: sem tentar reinventar a roda ou redescobrir a pólvora! Em diversos momentos me senti lendo um bom gibi do Homem-Aranha como antigamente, no qual um super-herói adolescente precisa salvar o dia lutando contra vilões ameaçadores, enquanto descobre a extensão dos próprios poderes e tem que chegar cedo em casa, lidar com os pais, com dever de casa, com a escola, com o trabalho, com os amigos e com as garotas! A relação do Invencível com o seu cotidiano de “civil” entremeado com superpoderes é o foco da atenção do enredo. Tanto é que na maioria dos combates contra os vilões, são mostrados apenas o início e o fim da briga. O enredo não se estende demais do quebra-pau, a não ser que seja de extrema importância para, mais na frente, mostrar como isso impacta na vida cotidiana do herói!

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E o que falar da arte? Que coisa “marlinda”! O Cory Walker tem um traço de linha clara tão limpo, que chega a dar gosto! Suas cenas desenhadas em um estilo mais cartunesco têm movimento, ao contrário de muitos desenhos “realistas” em outros gibis que mais parecem poses pra foto! E acredite: é mais fácil você treinar e desenhar “realistinha”, do que conseguir abstrair toda a gordura desnecessária e criar um traço estilizado e conciso! Por isso que esse cara, e tantos outros com essa pegada, têm a minha admiração! A todo momento fica a sensação de estar lendo um “desenho animado” graças, também, às cores de paletas suaves do Bill Crabtree. Entretanto, o Cory Walker ficou com dificuldade de cumprir os prazos e trocou de lugar no volume dois com o desenhista Ryan Ottley, que se perde um pouco no início tentando emular o traço do seu antecessor, mas que acerta o prumo no volume seguinte e deslancha de vez no quarto encadernado!

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Antes, durante e depois da leitura, várias referências a outros quadrinhos me vieram à mente, seja pela temática semelhante de roteiro ou pela arte. Uma delas foi a minissérie em duas edições “Ultra: Sete Dias”, também publicada originalmente pela Image Comics (à exemplo do Invencível), mas lançada aqui no Brasil pela Pixel Media. Produzida pelos Irmãos Luna (Joshua e Jonathan), a série conta a história das três amigas Liv, Jen e Pearl, também conhecidas como as super-heroínas Afrodite, Vaqueira e Ultra. Assim como em Invencível, o mais importante aqui não são os embates superpoderosos, mas a relação cotidiana das três amigas em um mundo onde os super-heróis são tratados como celebridades. O mais bacana da série é ver como a natureza feminina é abordada em personagens tão humanas, apesar de superpoderosas, com suas alegrias, frustrações, tristezas, incertezas… com uma arte de cair o queixo de tão boa! Uma sacada bacana, é que as capas simulam pôster de filme e capas de revistas de celebridades! Vale muito a pena! Tanto Invencível, quanto Ultra!

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Cursos de Férias na Opa! Escola de Design

Tem novidade boa chegando na área! Fechamos uma parceria com a Opa! Escola de Design para lançar no mercado vários cursos nas áreas de Ilustração, Artes Visuais, Design Gráfico e Design de Moda. Para começar, tenho a imensa alegria de anunciar dois cursos já para o período de férias: Desenho de Moda no Illustrator e Ilustração de Livro Infantil.

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A tecnologia avança cada vez mais rápido e estimula o talento humano a procurar novas formas de otimizar e aprimorar a qualidade de suas criações. Nos tempos atuais, é praticamente impossível ignorar o poder desse avanço. Mesmo produzindo de forma analógica, o profissional de desenho de moda precisa, no mínimo, entender como digitalizar o seu próprio croqui. Assim, o curso oferece uma ótima oportunidade de aliar o seu talento com o melhor software de desenho vetorial do mercado, o Adobe Illustrator.

O curso apresenta uma didática totalmente prática, na qual o aluno desenhará desde a primeira à última aula, com exercícios à mão livre (analógicos, digitais e mistos) que contemplam os diferentes níveis de habilidade: para quem ainda desenha pouco, até para quem já atua no mercado.

Carga horária: 24h/aula

22/Jan à 02/Fev – Seg, Qua e Sex

Manhã – 9h às 13h

Investimento: R$ 370,00

Para mais informações, clique aqui!

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O mercado de livros ilustrados apresenta uma ampla e diversificada gama de possibilidades criativas. O nicho desse mercado voltado para o público infantil exige ainda mais criatividade por se tratar de um produto responsável por boa parte da alfabetização das crianças. Um público que é, por sua própria natureza de curiosidade, extremamente exigente por diversificação de formas, cores e estilos. Dessa forma, o curso oferece os meios (estilo e técnica) para se alcançar a imaginação dos pequenos leitores através da ilustração.

A didática do curso estimula o aluno a descobrir e desenvolver o seu próprio estilo de ilustração, através de estudos de caso de ilustradores nacionais e internacionais e exercícios práticos de estilo e técnica.

Carga horária: 24h/aula

23/Jan à 08/Fev – Ter e Qui

Manhã – 9h às 13h

Investimento: R$ 350,00

Para mais informações, clique aqui!

 

Opa! Escola de Design

Vila Pita – Rua Sabino Pires, 80 – Aldeota – 60150-090 – Fortaleza, CE

85 3224.4753http://www.opa.pro.brfalecom@opa.pro.br

O que andei lendo em março de 2017

E chegou ao fim o primeiro trimestre do ano! E como já está virando tradição, eis a lista do que andei lendo no mês de março. Algumas pessoas me perguntaram por que não tem tantos livros. A resposta é simples: uma das “regras” da brincadeira é postar apenas o que comecei e terminei a ler durante o mês. Leio por volta de dez livros simultaneamente (entre pesquisas, estudos e diversão), por isso é difícil coincidir de ler tudo em um único mês. Mas estou pensando em publicar algumas “dicas” de livros mais pra frente. Vamos ver se dá certo! Sem mais delongas, o saldo de leitura desse mês foi de 2.407 páginas! Vamos à lista…

A Espada Selvagem de Conan #73

O Michael Fleisher até que escreve bem. O cara é esforçado, tem boas ideias! No entanto, na hora de colocar essas ideias no papel, ele se perde no meio do caminho e o final de suas histórias sempre passa a sensação de ser apressado demais, como se o enredo fosse esticado além do necessário e faltasse páginas para a conclusão. Apesar dos pesares, é uma boa HQ. Ainda mais por contar com a bela arte de Alfredo Alcala.

A Espada Selvagem de Conan #74

A revista retoma a fase de mercenário do Conan em uma história em que as características do bárbaro de bronze são novamente ignoradas por um roteirista iniciante. Onde já se viu o Conan chamar para si um pupilo? Ainda mais incentivando um jovem agricultor a largar a sua família para seguir a vida de mercenário? Pois é isso o que acontece! Pior: no decorrer da história, Conan e seu pupilo acabam em exércitos diferentes de uma guerra. Nem preciso dizer o que acontece com o pupilo…

Capitã Marvel Vol. 01

Não deve ser fácil escrever histórias de heroínas. Digo isso, porque o gênero é cheio de estereótipos e tentar fugir pode acabar saindo pela culatra. É o caso da Capitã Marvel. Pelo menos da primeira história. O roteiro se preocupa tanto em mostrar uma Carol Danvers independente, empoderada, decidida, que acaba indo pelo contrário e mostrando uma mulher chata, individualista, e até histérica! O enredo começa a melhorar um pouco da segunda história em diante, mas daí o desenho não ajuda muito. A anatomia estranha, as cores carregadas e o papel jornal da HQ dificultam em muito a leitura. Apenas nos dois últimos capítulos, quando muda o desenhista, é que dá pra curtir melhor a trama e seguir até o fim. Não é um recomeço brilhante para a Carol Danvers, mas dá pra sentir vontade de ler os próximos volumes.

Capitã Marvel Vol. 02

Agora, sim, as histórias da Capitã Marvel conseguiram me fisgar. Agora, sim, vi uma personagem forte e com personalidade própria. Ela é teimosa? Sim! Durona? Certamente! Mas também é amável, solidária e sociável (o bate-papo com a pequena vizinha foi de encher o coração!). Sem contar com a participação de outras heroínas das “antigas” (que gosto muito) que enriqueceram ainda mais as histórias: a ex-Capitã Marvel Mônica Rambeau e a Mulher-Aranha Jéssica Drew. Ah, também tem a aparição de uma super-vilã do tempo do “ronca” saída diretamente das saudosas HQs dos X-men da década de 80: a Rapina (nem preciso dizer que também gosto muito dela). O único senão fica por conta dos desenhos das duas primeiras partes. Muito “3 Espiãs Demais” pro meu gosto (basta ver o rosto do “carinha bonito” que aparece pra ajudar as moças). Da terceira parte em diante, entra um desenhista que até tem o traço bem feioso, mas é cheio de estilo e me agrada mais.

Capitã Marvel Vol. 03

Uma dupla corrida contra o tempo para descobrir quem está por trás dos ataques contra a Capitã Marvel e também para tentar impedir o mal que acomete o seu cérebro. Nessa batalha, entram em cena os Vingadores. O resultado? Uma sequência muito divertida de histórias! Já não posso dizer o mesmo da péssima interligação com a saga “Infinito”. Se já é um saco para o leitor ter que interromper o fluxo da história para ser “obrigado” a ler uma interligação com uma saga, imagine pro roteirista. Pelo menos a última história do encadernado compensa essa tortura momentânea, com a Carol Danvers tentando retomar a sua vida “normal” depois de ter suas recordações destruídas.

Pecado Original – Edição Zero

Gosto muito de histórias “cósmicas”, seja da Marvel ou DC. Como também gosto dos personagens cósmicos. Então não foi muito difícil curtir essa edição zero na qual aparecem o Nova e o Vigia. Ainda não sei o porquê das “revelações” mostradas no enredo, mas achei muito divertido rememorar grandes momentos dos gibis Marvel. E tem Mark Waid no roteiro! Isso por si só já é indício de, no mínimo, uma história boa. Mesmo que curtinha como essa.

Pecado Original – 01 de 04

Esta edição que marca o início propriamente dito da saga Pecado Original tem vários elementos que curto bastante do universo Marvel: Os Acéfalos, Doutor Estranho e suas dimensões esquisitas, Os Homens-Toupeira (aqui chamados de “Toupeiroides”…) e o Vigia, claro! Sem contar com a interação entre vários heróis e o clima de investigação policial encabeçado pelo Nick Fury. Trama redondinha (não me importa os desdobramentos da saga nas edições mensais) com arte matadora de Mike Deodato!

Pecado Original – 02 de 04

Esta edição aprofunda a investigação sobre o assassinato do Vigia. Em várias frentes, à propósito. Mas começa a mostrar uma tendência atual das HQs de super-heróis e de suas super-sagas: Os suspeitos são os próprios super-heróis. Isso incomoda demais! Já faz tempo que os heróis se tornaram as ameaças. Toda saga agora os coloca uns contra os outros. E chega a ser ridículo, como em uma cena em que o Doutor Estranho e o Justiceiro encontra o Hulk e o Wolverine e o Logan simplesmente diz “Isto não é o que parece, pessoal!”. E o Doutor Estranho simplesmente aprisiona o Wolverine e o Justiceiro joga uma bomba no Hulk. Eles são o quê? Cegos? Burros? Idiotas? Ou os três? Os roteiristas estão escrevendo os super-heróis de forma tão cínica que ninguém confia em ninguém e não precisam de vilões para enfrentá-los. Eles próprios são os vilões! Saudade dos tempos em que as sagas eram geradas por algum vilão fodástico!

Pecado Original – 03 de 04

E o responsável por toda a bagaça é um vilão cósmico, correto? Errado! É um dos mocinhos! Desse ponto em diante, já liguei o meu botão do “relaxa e termina a leitura” pra não desgostar da história. Apesar dos pesares, a trama é bem engendrada e bem desenhada. Mas é triste ver que faz tempo que os heróis são suas próprias ameaças.

Pecado Original – 04 de 04

E na conclusão da minissérie, temos todo um clima de “Quem matou Odete Roitman”! Como liguei meu botão da descrença na edição anterior, consegui curtir o desfecho. Mesmo que seja mais uma saga que coloca herói contra herói. Os caras viraram a ameaça! Dá até pra ser a favor da Lei de Registro com esse paradigma atual das sagas. Mas enfim… Pecado Original conseguiu ser uma história que dá pra ler apenas na minissérie sem precisar recorrer e milhões de tie-ins para entender o contexto geral, como geralmente ocorre nesse tipo de saga. É um enredo enxuto, bem orquestrado e com desenhos da alta categoria.

Quaisqualigundum

Sou muito fã da pintura do Davi Calil e me tornei fã da “persona” roteirista de Roger Cruz com este álbum. Dá pra “sentir” o cheiro da tinta guache, quase tocar na viscosidade do pastel a óleo e na textura do papel pincelado de aquarela. Não sou muito conhecedor de Adoniran Barbosa, fora as figurinhas tarimbadas de rodas de samba improvisadas em churrascos de fundo de quintal. Mas é impossível não “escutar” a trilha sonora enquanto se lê os contos desse álbum. A sensação é a de estar lendo o lado tupiniquim de Will Eisner. E isso é muito bom! Quero mais!!

Graphic Novel 06 – Homem de Ferro: Crash

Confesso que sempre tive uma certa dificuldade em começar a ler essa revista justamente pela arte altamente tecnológica e avançada gerada por computador (sempre achei meio “diferentona”!). Mas resolvi encarar de frente e… Não é que a história é boa? Senti uma certa nostalgia com o quê de filme futurista produzido na década de 80 que a HQ tem. Parece até o “Tron” do Homem de Ferro (o antigão, não o “Legado”). Sem contar que a história antecipou alguns conceitos desenvolvidos anos depois, como a guerra das armaduras e o Extremis.

X-men ‘92

A ideia de lançar histórias dentro da continuidade do desenho animado de 1992 dos X-men foi excelente. E a capa de traço limpo e consistente já cria uma expectativa nostálgica incrível. O campo das possibilidades é imenso! Imagine voltar a ler HQs dos X-men em que todos os seus inimigos estão vivos e permanecem com suas características originais. Imagine voltar a ter uma equipe enxuta de heróis mutantes na qual sabemos exatamente qual a função de cada personagem na equipe. Pois é! Nada disso acontece nessa edição! Parece que o roteirista “esqueceu” de assistir aos episódios do desenho animado para entender o contexto. Pior: fica tentando emular a animação e deixa tudo muito infantilóide. E ainda se perde nas referências. Não sabe se segue a continuidade do desenho animado ou a cronologia dos gibis da década de 90. Assim, temos o que há de pior nos quadrinhos dessa década: personagens sem carisma e um desenho pra lá de genérico. Pena que o capista não desenhe o miolo, senão pelo menos isso se salvaria. Seria bacana se o roteiro seguisse o mesmo caminho proposto pela adaptação em quadrinhos do desenho do Batman também da década de 90. No gibi, os roteiristas seguiam o mesmo contexto da animação, mas criavam histórias novas sem tentar fazer um novo desenho animado em quadrinhos. No frigir dos ovos, esse especial dos X-men ficou só na promessa da nostalgia mesmo. Veremos o que vem por aí.

X-men Adventures III – 01 de 04

Aproveitei o embalo de X-men ’92 pra ler essa última minissérie que adapta para os quadrinhos os episódios do desenho animado que adaptaram para as telinhas as sagas dos quadrinhos! Ficou confuso? Enfim… Essa primeira edição mostra o que seria o início dos conflitos com Graydon Creed e possivelmente desembocaria na Operação Tolerância Zero. A HQ também apresenta o Mojo. Paralelo a esses acontecimentos, ocorre a Saga da Terra Selvagem. É interessante recordar como essa série animada era boa, mesmo com a sensação de correria nos quadrinhos (não deve ser fácil condensar episódios de 20 minutos em HQs de 20 páginas). E era boa não por seu primor da animação, mas pelo respeito à essência dos personagens. O mesmo respeito que o roteirista dessa minissérie procura colocar nas páginas impressas.

X-men Adventures III – 02 de 04

Neste número temos a conclusão da Saga da Terra Selvagem e uma história que introduz os Carniceiros, inclusive com o retorno dos Morlocks. Mas o melhor fica pro final: o anúncio de que a Saga da Fênix terá início na terceira edição!

X-men Adventures III – 03 de 04

Tem início a Saga da Fênix. É interessante ver condensado em três partes acontecimentos mostrados em, pelo menos, o triplo disso. Só a ida original dos X-men à Estação Starcore são quatro edições (se não me falhe a memória). Isso torna essa edição de X-men Adventures ruim? Não! Só fica um pouco corrida pra quem conhece a saga antiga. Por outro lado, também fica bem enxuta e direta. Vale lembrar que os caras estão adaptando para HQs de 20 páginas os acontecimentos mostrados em episódios de 20 minutos (que também já são adaptados e condensados).

X-men Adventures III – 04 de 04

A derradeira edição desta terceira minissérie dedicada a adaptar o desenho animado dos X-men também é o desfecho da Saga da Fênix. Infelizmente não dá tempo de mostrar os desdobramentos que levariam à Fênix Negra, mas é interessante ler (ou reler) uma versão resumida e condensada da saga original. O final da quarta edição também mostra o destino de Sauron na Terra Selvagem, bem como a introdução da Zaladane e Garokk.

Thanos: Revelação Infinita

Só mesmo o Jim Starlin para conseguir extrair mais alguma coisa do Thanos sem soar forçado. O criador conhece tão bem sua criatura, que consegue produzir uma graphic novel inteira praticamente com um “bate-papo” filosófico entre Thanos e Warlock. E ainda coloca mais de suas experimentações sensoriais ao longo das páginas. O desenho pode não estar em sua melhor forma (há desproporções entre os personagens em diversos momentos), mas ainda é um deleite para os olhos vislumbrar um traço tão limpo e, ao mesmo tempo, tão rico em detalhes. Valeu cada página de leitura e deu vontade de reler os gibis antigos e também o Dreadstar.

Kid Eternidade – Edição de Luxo

“Descobri” o Kid Eternidade numa época em que eu estava alucinadamente atrás de coisas do Grant Morrison pra ler e também atrás de “quadrinhos pintados”. Não lembro exatamente como aconteceu, mas tenho quase certeza de que comprei a minissérie da Metal Pesado em um “pacote promocional”. Só li “Grant Morrison” na capa e já comprei! A arte do Duncan Fegredo vim conhecer quando rasguei o saco plástico! Só tinha um problema… o papel jornal vagabundo das revistas deixava tudo muito escuro e quase incompreensível!!! Então imagine a minha alegria quando a Panini anunciou a republicação da minissérie! Finalmente consegui “enxergar” a bela pintura de Duncan Fegredo em todo o seu esplendor. E a história? Bem… sou suspeito de falar, porque gosto das doideiras do Morrison! Mas essa edição mostra uma narrativa não-linear de acontecimentos de tirar o fôlego. E o melhor: sem gratuidade! Só uma coisa se perdeu com o encadernado… a montagem do rosto do Kid Eternidade que tínhamos ao colocar lado a lado as três capas da minissérie.

O Uso das Cores

Eis um livro bem básico sobre a teoria das cores que pode ser a porta de entrada de quem ainda está engatinhando nesse tema. Uma pena, porque o conteúdo do livro não condiz com a qualidade do trabalho da profissional que o escreveu. Ou criei expectativa demais em cima de uma das melhores e maiores coloristas de quadrinhos do Brasil. Vai saber! O que sei é que o livro tem uma linguagem bem “you tube”, inclusive com algumas opiniões pessoais disfarçadas de “verdades absolutas” acerca do tema (prática bem comum entre os “youtubers”), mas que denota um pouco a falta de aprofundamento na pesquisa. O que é estranho, já que na bibliografia consta alguns dos maiores teóricos da cor já publicados. Ao atirar pra todo lado, a autora deixa de focar na sua especialidade: colorização de quadrinhos. A desculpa para não focar no tema, é que ela não queria fazer “tutoriais” de you tube. Tutorial por tutorial, era melhor ter feito um que abordasse um tema que a autora domina. Ótimos livros de teoria da cor, nós já temos aos montes nas prateleiras. Ótimos livros sobre “Teoria da Cor aplicada aos Quadrinhos”, não. Assim, ela perde uma ótima oportunidade de preencher uma lacuna no mercado nacional. Mas ainda dá tempo!

Coleção Super-Heróis – Volume 03: Capitão América e Lanterna Verde

Essa coleção é simplesmente um deleite nostálgico! Os dossiês “turbinados” que cada volume traz nos leva em uma viagem no tempo que dá vontade de reler todas as edições dos super-heróis! E que viagem ao mundo do Sentinela da Liberdade e do Cavaleiro Esmeralda!

Coleção Histórica Marvel – Os Defensores – Volume 02

Quase sempre me surpreendo ao ler as HQs mais antigas. Foi o caso dessa edição dedicada ao Doutor Estranho. Eu já gostava bastante do traço do Steve Ditko nas histórias do Homem-Aranha e passei a gostar ainda mais ao vislumbrar seus cenários surreais e psicodélicos criados para o Mago Supremo. Porém, o que mais me surpreendeu não foi esse motivo, mas a quantidade de boas ideias desenvolvidas por centímetro quadrado de gibi! É claro que as histórias são datadas, ainda mais se levar em conta o avanço tecnológico. Mas fico de queixo caído ao ler as histórias contextualizando com a situação de época. A equipe da Marvel era pequena e criava um número absurdo de quadrinhos por mês. E o pior – ou melhor – tudo criado do zero! Sim, do zero! O Universo Marvel estava em expansão e os caras simplesmente conseguiam produzir conceitos do zero que são requentados pelos autores de hoje em dia. Está tudo aqui: a personalidade do Doutor Estranho, sua rixa com Dormammu e Barão Mordo, Cléa, os “Sem-Mente” (chamados aqui de Acéfalos) as dimensões “estranhas” e até a primeira aparição de Eternidade, personagem tão comum no elenco das histórias de Thanos produzidas por Jim Starlin.

Homem-Aranha: Negócios de Família

Devo confessar que hesitei um pouco em comprar essa revista devido ao fato de que as HQs atuais do Homem-Aranha não estão do meu agrado. Na verdade, não leio suas histórias desde o final da Ilha das Aranhas. Mas resolvi prestar atenção em quem eram os autores e logo o nome “Mark Waid” me fez mudar de ideia. O enredo não é a sétima maravilha do mundo, mas diverte do início ao fim. A ideia de inserir uma irmã para o Peter é bem bacana e, através desse parentesco, também vamos conhecendo um pouco mais sobre os pais do Cabeça de Teia. Tenho a impressão de que esse assunto é uma espécie de tabu e só lembro de algumas poucas histórias das décadas de 70 e 90 terem abordado-o. Da minha parte, eu leria mais a respeito dos dois! O que também ajuda a deixar essa história divertida é a linda arte de Gabriele Dell’Otto. É inevitável não parar em algumas páginas para apreciar tamanha obra de arte.

Força Psi

Essa é do tempo do “ronca”! Já faz um tempinho que tenho a coleção completa de Força Psi, mas só agora peguei pra ler. Tenho essa mania de deixar algumas HQs antigas guardadas pra quando bater aquela vontade de ler velharias! O Novo Universo surgiu em comemoração aos 25 anos da Marvel e foi a primeira incursão da Casa das Ideias na criação de, claro, novos universos! Depois vieram os Universos 2099 e UItimate. Nessa edição, estreiam três novas séries. De cara, a série do Estigma é a melhor de todas, tanto pelo roteiro enxuto do Jim Shooter, quanto pela arte sempre matadora de John Romita Jr. Não por acaso, quando o Novo Universo acabou, apenas a série do Estigma teve continuidade pelas mãos de nada mais, nada menos que John Byrne. As outras duas séries devo confessar que li meio pra “cumprir tabela”. Principalmente “a” Trovão, uma espécie de versão feminina do Homem de Ferro. A série que dá título à revista, Força Psi, é até um pouco instigante. Difícil não lembrar do Capitão Planeta quando os cinco jovens juntam seus poderes para dar vida ao “Gavião Psíquico”.

Agradecimentos ao pessoal do Guia dos Quadrinhos, Planeta Gibi e Excelsior Comics, de onde peguei algumas capas aqui postadas. =D

Dicas Ilustradas: A Casa dos Contos de Fadas

Descobri o filme “A Casa dos Contos de Fadas” por acaso, quando zapeava a Netflix à procura de algo interessante para assistir (quase não tem opções, né?). Bem, não foi assim tão por acaso, já que o algoritmo o colocou entre as opções que poderiam me interessar, baseado no que eu já havia assistido antes.

O filme conta a história de uma família que herda a casa à beira-mar de uma tia. Cada ente recebe um presente. O pai e a mãe recebem a casa, claro, enquanto a filha mais velha fica com uma boneca (que a recebe um pouco a contragosto!) e o filho mais novo, fica com a chave para a biblioteca. O menino tem a missão de ser o novo guardião dos personagens dos contos de fadas, mas um pequeno detalhe (que não vou dizer qual é pra não estragar a história!) quase põe tudo a perder.

Logo de cara fiquei fascinado pelo filme, não apenas por sua história, mas pelo estilo das ilustrações. O traço estilizado de linhas sinuosas (nada é rigorosamente “reto” aqui) sai do lugar comum do que estamos acostumados a ver nas animações e mostra versões dos personagens dos contos de fadas diferentes do que já vimos nos filmes da Disney, por exemplo. A paleta de cores usada em cada ambiente, as padronagens de papel de parede, toalha de mesa, piso e as texturas da areia da praia, dos troncos das árvores e objetos, dão a impressão de que estamos vendo um livro ilustrado em movimento. O visual dos personagens “reais” e os detalhes dos cenários mostrados em ângulos e enquadramentos requintados, são outros pontos que tornam esse filme uma ótima referência de como criar ilustrações com estilo.

Como já falei, “A Casa dos Contos de Fadas” está disponível na Netflix. Corre lá! Se preferir, dá uma olhadinha antes no trailer clicando aqui. Bom filme e boas referências!

Os super-heróis discutem a relação na MAD 88

Sabe quando você é pivete e fica fazendo aquelas disputas entre super-heróis, do tipo “quem venceria uma luta entre o Hulk e o Thor” ou “quem é mais forte, o Superman ou o Shazam”? Pois é! Eu costumava me fazer essas e outros tipos de perguntas também, meio óbvias, como “por que as calças do Hulk não rasgam” ou “se o botão do disparador de teias fica na palma da mão, por que não sai teia a torto e a direito quando o Homem-Aranha está de punho fechado socando os vilões”??? Essa eu acho que ninguém nunca se perguntou! Enfim… Com o passar do tempo, passei a me questionar como os super-heróis resolveriam uma “treta” com as suas digníssimas e os seus digníssimos! E nada melhor do que usar a revista MAD para tentar responder! Assim surgiu a HQ “Quando os super-heróis têm uma D.R.”, publicada na MAD 88 com roteiro e desenhos por minha conta. Divirta-se!

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Cartuns Nerds na Folha

Já faz uns bons cinco anos que produzo cartuns pro caderno de economia “Mercado Aberto” do jornal Folha de S. Paulo. Trabalho de acordo com alguns temas, como finanças, comércio, indústria, emprego, renda, mercado e, claro, economia, apesar de gostar de puxar a sardinha um pouco pro lado da política também! Já fiz cartum com todo tipo de situação que você puder imaginar e sobra até um jeitinho de encaixar temas nerds em algumas delas. Não é todo cartum que dá, porque precisa ser algo que o leitor do caderno conheça para poder “entender a referência”. Daí surgiu a ideia de juntar a maioria dos cartuns que misturam economia com nerdices e publicar aqui para a sua alegria. Sim, eu saí catando de pasta em pasta, de arquivo em arquivo, de cinco anos de trabalho! Mas valeu a pena! Confira!

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Sátira de “Divertida Mente” na MAD #86

Quando o filme da Pixar “Divertida Mente” estreou, fiquei impressionado com a riqueza de detalhes e sutileza com que o estúdio conseguiu transportar para a tela aspectos psicológicos tão complexos. E nem preciso falar da qualidade da animação, sempre soberba. O que me chamou a atenção também foram os personagens na mente da menininha. Na época eu estava trabalhando em outra pauta para a MAD, mas a ideia de uma sátira veio com tanta força na minha mente (não podia perder a piada. hehe), que não tive dúvidas e apresentei ao meu editor. Assim surgiu “DiverDilma Mente”, com roteiro e arte por minha conta e risco, publicada na MAD #86! Divirta-se!

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