LEITURAS DA SEMANA: “ALIGENÍGENAS” PARA DAR E VENDER!

Essa semana resolvi fazer uma leitura, digamos, temática! Peguei todos os gibis que eu tinha por ler dos Aliens, Predador e Tarzan, em histórias individuais ou em crossovers entre os alienígenas, entre alienígenas e super-heróis, alienígenas e anti-heróis, alienígenas e rei das selvas e, por fim, rei das selvas e herói! Uma massaroca de diversão! Então, vamos conferir como foram as leituras no período até 12 de outubro de 2025.

318 E 319 – SUPERMAN VERSUS ALIENS II # 01 E 02

O primeiro encontro entre o último filho de Krypton e os alienígenas xenomorfos, publicado por estas bandas pela Editora Abril, foi muito legal, pois mostrava um Superman acuado dentro de uma nave, em um quadrante do universo iluminado por um sol vermelho. Daí já viu, né? Superman com os poderes fracos enfrentando os Aliens! Já esse segundo encontro… Tinha tudo para ser igualmente divertido. Inclusive, a premissa é igualmente boa: Darkseid se apodera de uma ninhada de Aliens e envia como arma destrutiva contra Nova Gênese. A equipe de arte também é muito boa, formada pelo John Bogdanove no lápis, com nanquim de Kevin Nowlan (que artefinalizou o Dan Jurgens no primeiro encontro). Entretanto, o problema está na introdução do Superman na trama. Além da desculpa mais esfarrapada para o Superman estar em Nova Gênese, o roteirista Chuck Dixon também perde muito tempo com amenidades sem importância. Daí, quando a trama engrena de vez, faltam poucas páginas para lidar com muitas informações e tudo fica muito corrido. Mesmo assim, é uma boa diversão. Não se equipara ao que o Dan Jurgens escreveu na primeira minissérie, claro.

320 E 321 – JUIZ DREDD VERSUS ALIENS # 01 E 02

Está aqui um jeito de contar uma história de que gosto muito e que acho bem difícil de roteirizar, por mais simples que pareça. Um Aliens “nasce” de um meliante e a história vai se construindo a partir daí à medida em que as investigações dos juízes avançam. Mesmo que tenha todos os clichês do cânone dos Aliens, é legal se sentir na pele dos juízes descobrindo tudo pela primeira vez de acordo com a investigação. O traço sujo e meio cartunesco ajudam a dar o clima de tensão do enredo. Muito divertido.

322 – PREDADOR & WITCHBLADE & THE DARKNESS & ALIENS

O que falar desse gibi? Trata-se de uma confusão generalizada de roteiro e arte… justamente o que eu esperava que fosse de um gibi da Image Comics contendo esse monte de personagens. Claro que gostei!

323 – WITCHBLADE, ALIENS, DARKNESS & PREDADOR: A REVANCHE!

A confusão generalizada continua nesse segundo encontro! Tem de tudo aqui. Desde Predador “fêmea” até Demônio Alien! Diversão descerebrada de primeira categoria! Meu sonho alguém me contratar para escrever algo assim!

324 E 325 – ALIENS VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Rapaz, penei para achar essa minissérie, mas finalmente consegui readquirir! Ao reler, fiquei tentando lembrar quais os motivos que me levaram a passá-la para frente, porque achei a história muito divertida. O enredo é bem simples, sem querer reinventar a roda. Mas o fato de ir entregando as respostas no decorrer da trama, já deixa a leitura bem agradável. O belo desenho do Alex Mallev, em início de carreira, também ajuda bastante.

326 E 327 – TARZAN VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Conseguir essa minissérie também foi um parto! Mas valeu a pena. Walter Simonson nos roteiros e Lee Weeks na arte entregam uma história de aventura digna do rei das selvas. Juntar o Tarzan contra o Predador era uma ideia boa demais para dar errado. Que minissérie bacana!

328 E 329 – BATMAN E TARZAN # 01 E 02

Completando a “trilogia” das minisséries difíceis de encontrar, eis mais uma! Fiquei me perguntando se o roteirista perderia tempo inventando alguma máquina do tempo para justificar o encontro dos dois personagens. No entanto, a minha alegria foi tremenda ao ver que o Ron Marz ligou o botão do “Tô nem aí” e simplesmente jogou o Batman “existindo” na mesma época que o Tarzan. E toca o barco para o que importa! Brilhante! Em tempos de “Batman (Nescau) com preparo”, foi muito bom ler uma história na qual o Homem Morcego está literalmente perdido na selva de vegetação, ao contrário do que ele está acostumado na selva de pedra de Gotham City. A arte suja e estranha do Igor Kordey, com toques inspirados de Richard Corben, dão o tom animalesco que a trama precisa.

330 – ALIENS: SALVAÇÃO

Eu não fazia ideia de que esse gibi existia. E quando o descobri, fiquei muito feliz. Que obra de arte produzida pelo Dave Gibbons nos roteiros e o Mike Mignola na arte. O enredo enxuto combina muito com a arte. Eu não li esse gibi. Degustei cada centímetro de página produzida por esses dois mestres.

331 – ALIENS VERSUS PREDADOR: XENOGÊNESE

Já não posso dizer o mesmo dessa minissérie! Esta é a leitura mais fraca desse pacote de “Aliens e Predadores” que li até aqui. Inclusive levando em consideração ao que eu tenho na coleção, que li antes desse desafio das “365 leituras de 2025”. São alguns equívocos que desfavorecem esse gibi. O primeiro, é o enredo infantilizado demais. Nem a arte mais cartunesca incomoda tanto quanto o roteiro! O casal de protagonistas até que é legal, mas os outros humanos que os acompanha são osso duro de roer, de tão inexpressivos. Outro ponto, é justamente a trama dos humanos. É muito arrastada e desinteressante. Tira espaço de página para os Aliens e Predadores. Aliás, a trama humana é tão sem importância, que em determinado momento o casal de protagonista tem uma DR enquanto o cara está sendo atacado por Predadores. E ele consegue se safar! Meu amigo, cadê a coerência. Não daria tempo do cara, franzino como é, nem dizer o “D” da DR, que já seria escalpelado por um Predador! Fora que tem pouco ou quase nenhum confronto entre Aliens e Predadores. E o título “Xenogênese” não faz o menor sentido, já que de gênese dos xenomorfos não tem nada.

332 – ALIENS EDIÇÃO ESPECIAL

Eis um gibi que eu também não sabia que existia e do qual gostei bastante. É uma antologia de histórias curtas envolvendo os Aliens, todas muito bem escritas e desenhadas. Adorei.   

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