FINALMENTE ASSISTI: Matrix Resurrections

Assistindo ao novo Matrix, veio em minha mente duas lembranças: O Cavaleiro das Trevas 2 e O Exterminador do Futuro 3!

No meio da década de 1980, Frank Miller já era um grande astro dos quadrinhos quando lançou a sua obra prima “Batman: O Cavaleiro das Trevas”! Irretocável, o gibi ditou as regras de como seriam as aventuras do homem morcego de lá pra cá (mais ou menos o que fez o primeiro Matrix no começo dos anos 2000)! O que acabou gerando boas histórias, mas também um mundaréu de cópias baratas que tentavam emular a escrita e a narrativa do Miller! Até que, em 2001 (mais ou menos no período em que Matrix estava bombando!), Miller finalmente se rendeu aos apelos da DC Comics e lançou o famigerado “Cavaleiro das Trevas 2”! Para quem conhece a obra, sabe que a minissérie em três edições é uma sombra (sem trocadilhos) da série original! Para não dizer uma paródia, já que cada quadro milimetricamente mal escrito, mal desenhado e grotescamente colorido com um Photoshop primário gritam o tempo todo para o leitor: “Eu não queria fazer isso, mas já que a DC queria e vocês também, então toma esse escárnio sarcástico”! Na época, Miller já não era mais o mesmo de outrora, e pareceu não tentar competir e muito menos superar aquele Miller de 1986, entregando ao leitor mais uma paródia, do que uma sequência de sua obra prima!

Para quem assistiu ao Matrix Resurrections, já entendeu aonde quero chegar! A diretora Lana Wachowski entregou exatamente o mesmo que o Frank Miller, uma paródia cheia de sarcasmos de sua obra prima! Não vou questionar se havia a necessidade de existir um novo Matrix, porque é óbvio que os artistas não se alimentam apenas de luz e que toda obra, por mais autoral que seja, tem que dar lucro! Mas pareceu-me o mesmo caso da DC com o Frank Miller, com a Warner enchendo o saco da Lana para produzir uma “nova” franquia, o que fica bem claro já no início do filme, quando a diretora faz uma crítica velada a este fato! Também não vou questionar se o talento da Lana atual se equipara ao da Lana de 1999, mas pareceu-me também que ela não quis, ou não se esforçou o suficiente, para tentar se equiparar ou até mesmo se superar! Ao invés disso, a diretora preferiu fazer um soft reboot disfarçado de paródia, já que o novo Matrix repete praticamente a mesma história do “velho” Matrix, só que mal e porcamente (embora belamente filmado na maioria das cenas)!

O filme demora para engrenar, enrolando o espectador para apresentar a nova dinâmica da Matrix, mesmo que todo mundo já saiba que o Neo vai despertar e “sair pra fora”! Tentando enxergar como alguém de 20 anos (que era a minha idade quando assisti ao primeiro), que talvez tenha chegado aqui sem saber nada da história pregressa, o filme também não funciona sozinho, já que usa muito flashback como muleta para explicar o que é a Matrix, o que pode acabar entediando a quem o assiste, uma vez que “explica” com uma profundidade de um pires! Ao invés de se valer de tanto flashback, seria muito melhor ter se aprofundado de fato no funcionamento da nova Matrix, desenvolvendo à fundo o conceito “game dentro do simulacro”! Mas não! Essa foi apenas uma ideia rasa usada para jogar flashbacks à rodo na tela! Ah, lembra que falei da “paródia” do Miller? Pois é… Tirando o Neo e a Trinity (que se seguram por seus carismas), todos os demais personagens parecem paródias dos anteriores, exatamente como o Batman e cia. de O Cavaleiro das Trevas 2! Principalmente o “novo” Morpheus (tinha necessidade?) e o também ressuscitado Agente Smith (o pior de todos!).

E o que o filme tem a ver com O Exterminador do Futuro 3? Pra quem assistiu ao filme do Arnoldão, deve lembrar-se que já havia sido feito de tudo nas duas obras primas Terminator 1 e 2! E que, no terceiro, foi feita toda uma “reviravolta” para justificar a existência do filme, ao colocar como nova protagonista (ou escolhida, se preferir) a futura esposa de John Connor! Reparou na semelhança?

Matrix Resurrections carece de um propósito! De novo não falo sobre a existência do filme (ain, só foi feito pra ter lucro e blá, blá, blá), mas de um propósito narrativo! Nos três primeiros, tínhamos a guerra entre humanos e máquinas para libertar os humanos da Matrix e o próprio questionamento sobre o que é real, escolhas, livre arbítrio e etc, etc, etc! Nesse… bem… tirando o fato de que a narrativa gira em torno da uma história de amor e que a razão de existir do filme é colocar a Trinity como nova protagonista (ou escolhida, se preferir), não sobra muita coisa! Se pergunte qual realmente é a motivação daquela tripulação de procurar o Neo e você entenderá o que estou dizendo! Se questione também qual a necessidade de as máquinas manterem o Neo e a Trinity dentro da Matrix… Tá, eu sei que tem uma explicação! Mas é rasa, rasa! Novamente, a resposta estava na própria história pregressa!

A história do filme poderia muito bem girar em torno do surgimento da uma nova versão do Neo (“eles” sempre surgem, lembra?), mas que traria as memórias do Neo anterior, uma vez que foi o único que realmente fez alguma diferença dentro da Matrix (ao “encerrar” a guerra no terceiro filme). Assim, essa nova versão começaria a colocar em risco o delicado equilíbrio entre máquinas e humanos, agora vivendo em “harmonia”. Ao perceber que o jogo dentro do simulacro não era apenas um jogo, Neo começaria a despertar e a procurar a Trinity, o grande amor da sua vida! Para impedir isso, a Matrix faria de tudo para impedir essa nova anomalia, onde nós teríamos uma grande reviravolta na história, ao descobrir que o “escolhido” Neo sempre fora o responsável por desmoronar tudo dentro e fora da Matrix. Assim, a nova escolhida, Trinity, seria despertada para tentar conter o seu amado, antes que tudo seja destruído de vez e muitas vidas se percam com o bug dentro da Matrix. Ah, e nada de novos Morpheus e Smith! E nem Niobe velha com máscara de látex de Carnaval! Apenas novos personagens ao redor de Neo e Trinity! Warner, me contrata!

Óbvio que Lana Wachowski deve ter pensado nisso! E é mais óbvio ainda (ou nem tanto) que a história que ela queria contar, era exatamente a que foi filmada… uma paródia sarcástica de Matrix que não funciona nem como questionamento sobre o propósito dos personagens e, por tabela, o nosso próprio, nem como filme de ação, já que as cenas genéricas estão muito abaixo do que é feito atualmente! No frigir dos ovos, valeu mesmo só para ver de volta dois personagens muito queridos e amados, o Neo e a Trinity! O que deve ter sido a intenção desde o início! Nós é que não “entendemos”!   

ILUSTRAÇÃO DA NOVA IDENTIDADE VISUAL 2022

E ficou pronta! A ilustração para a nova identidade visual que abre oficialmente os trabalhos para o ano de 2022! Com o tema “Guerra de Travesseiros”, resgato um personagem muito querido, o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim!

Para quem não sabe, Tobias é o protagonista do álbum em quadrinhos “O Boi da Cara Preta”, lançado em 2013 pela Editora Ornitorrinco e posteriormente disponibilizado para leitura gratuita on line (clique aqui!). Em suas histórias, Tobias vive aventuras em um mundo surreal de sonhos, repleto de perigos, desafios e brincadeiras, toda vez que a sua mãe o põe para dormir entoando um cantiga de ninar ou de roda! Nesse mundo imaginário (ou não) o seu ursinho de pelúcia Potim ganha vida e o ajuda em diversos momentos, sempre com sensatez (ou não)!

A ilustração foi criada com técnica mista de Aquarela, Lápis de Cor Aquarelável e Lápis de Cor Seco, Tinta Guache e Pastel Seco. Além do blog, a ilustra também já está estampando as capas de todas as redes sociais do Estúdio Lederly Comics!

Agora só falta a foto oficial de perfil!  

RETROSPECTIVA 2021… E PARA O INFINITO E ALÉM EM 2022!

Chegou a tão aguardada (pelo menos pra mim!) retrospectiva do estúdio Lederly Comics! Como de praxe, faço um balanço do que foi produzido ao longo do ano para, em seguida, estabelecer metas para o ano vigente (Quer ver como foi o anterior? Clica aqui!).

Apesar da pandemia, 2021 foi um ano repleto de alegrias! Já comecei com o pé direito ao ser promovido em janeiro para a equipe de roteiristas da terceira série da revista Turma da Mônica Jovem! A minha estreia oficial se deu em agosto, em TMNJ 03, com a história “A Porta”, protagonizada por Nimbus, Maria Mello, Tikara, Keika e Toni!

Já no mês seguinte, em TMNJ 04, tive a alegria de ver publicada a “Hora do Ângelo”, protagonizada, claro, pelo anjo da guarda preferido da Turma da Mônica Jovem! Sou muito grato à Alice Takeda (minha querida diretora) e aos queridões Marina Cameron, Paulo Back, Emerson Agune e Wagner Bonilla (meus gurus!) pela confiança!

Ano que começa bem, termina bem também! Tive a honra de ser convidado para co-escrever, ao lado dos mestres Gerson Teixeira e Paulo Maffia, o especial que abriu oficialmente as comemorações de 80 anos de criação do papagaio mais brasileiro da Disney: “Zé Carioca em Aventuras Fantásticas – volume 01”. O álbum teve lançamento em dezembro, com toda pompa e circunstância, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, uma publicação da Editora Culturama! Grato ao meu querido editor Paulo Maffia pela confiança!

Depois dos destaques, vamos agora ao balanço e às metas:

MSP – Mauricio de Sousa Produções

Escrevi 494 páginas de roteiros em 2021! Foram 153 páginas a mais que em 2020, quando havia escrito 341 páginas! Um recorde! Foram 36 roteiros ao todo, divididos em Turma da Mônica Clássica (29 roteiros) e Turma da Mônica Jovem (7 roteiros).

A meta para 2022 é manter uma média de 50 páginas de roteiros mensais!

Disney/Editora Culturama

2021 foi o ano em que me consolidei como um dos roteiristas da equipe Disney/Culturama do Zé Carioca. Em 2020, havia escrito somente 01 roteiro e a meta para o ano seguinte era bem modesta, escrever 02 roteiros! Contrariando todas as minhas expectativas e contando com a confiança do meu editor Paulo Maffia, em 2021 cheguei a produzir 07 roteiros para o Zé Carioca, somando incríveis 78 páginas! Bom demais!

A meta para 2022, no entanto, é bem pé no chão: manter o bom trabalho e produzir, pelo menos, 60 páginas de roteiros!

Somando MSP e Disney, escrevi em 2021 impressionantes 572 páginas de roteiros ao todo! Outro recorde absoluto para mim! Uma alegria só!

Inktober 2021

Consegui cumprir a meta de fazer 01 desenho por dia ao longo de todo o mês de outubro! Aproveitei a brincadeira do “BodeTober”, idealizada pelo meu querido amigo desenhista Daniel HDR, e misturei o Zé Carioca com diversos personagens da cultura pop (Quer ver todos? Clica aqui).

A meta para 2022, claro, é brincar novamente! Esse evento virtual é um ótimo exercício de criatividade!

Lederly Comics

Em 2021 fiquei devendo um pouco para os projetos pessoais! Com os efeitos psicológicos da pandemia ainda em voga, preferi focar na MSP e Disney, trabalhar somente meio período e descansar um pouco a mente! Assim, não dei prosseguimento ao que estabeleci como metas: Livro teórico/prático de ilustração; Álbum “As Ruínas de Angoera”; Graphic novel infantil; e Contos em Quadrinhos.

Por isso, a meta para 2022 é bem modesta e mais pé no chão: dar prosseguimento ao livro de Ilustração no primeiro semestre (que já tem 02 capítulos prontos, de um total de 06) e começar a escrever o roteiro da graphic novel infantil no segundo semestre!

Então é isso! Bastante coisa bacana para produzir em 2022! Em fevereiro, voltarei com tudo com a estreia oficial da nova identidade visual do blog e das redes sociais! E vamos que vamos!

VI NO CINEMA: Ghostbusters Mais Além

Primeiro de tudo, quero elogiar a tradução do título que diz duas coisas em uma só! Ao mesmo tempo em que mostra que um legado está sendo deixado para seguir em frente, indo mais longe, “mais além”, também diz que teremos mais elementos do “além vida”, mais fantasmas, mais assombrações, mais ectoplasmas…

Maaaas… enquanto no primeiro quesito, o do legado, o filme se mostra excelente, no segundo, o “núcleo” dos fantasmas, já não é tão interessante! Inclusive é o ponto fraco do filme, principalmente no terceiro ato!

Dois terços do filme são pautados pela apresentação dos novos personagens, da cidade e dos mistérios que cercam o tal avô recluso “planta-lama”, mesmo que todos já saibamos de quais mistérios estamos falando! Aqui, o filme é impecável! Somos fisgados pelo carisma de todos os personagens, com destaque para a dupla Phoebe e Podcast! Dá vontade de ficar eternamente vendo a vida de todos, até o relacionamento atrapalhado entre o professor e a mãe!

No entanto, como é um filme de “caça fantasmas”, em algum momento precisa aparecer fantasmas para serem caçados! E até que demora muito! Mas quando aparece, dá aquela nostalgia pura e adrenalina divertida ver as crianças caçando pela cidade em um Ecto 01 todo enferrujado, mas mandando ver nas manobras! Pena que não tocou a musiquinha!

Já se aproximando do fim, é que vem o problema! A ameaça principal, tão alardeadamente colocada como arauto do fim do mundo, não passa a sensação de ser essa cocada toda! E o problema é justamente porque não há interação com a cidade! Se o filme tivesse mostrado um pouco desse tal apocalipse, com os moradores da cidade reagindo aos fantasmas, já seria suficiente! O que tem, é apenas uma piadinha na lanchonete! E só! Dessa forma, coisas que não incomodavam antes, como o Podcast de repente se tornar um expert em caça fantasmas e explicar tudo a todo momento, passa a incomodar!

Mesmo assim, todos os realizadores conseguiram entregar um filme muito divertido, com a cara da Sessão da Tarde, no sentido mais positivo da palavra, fazendo com que a gente saia do cinema já com saudade e querendo ver novamente aquela molecada caçando fantasmas mundo afora! E a homenagem no final faz qualquer um descer uma lágrima! Muito emocionante!

ELIZA, A ELFA LOUCA MERCENÁRIA SEM CORAÇÃO!

Mais ou menos por volta de 2011-2012, em uma das várias turmas do Curso de Mangá que ministrei no Senac Ceará, aproveitei as aulas para criar uma personagem como forma de demonstração aos alunos. A ideia era participar do mesmo processo criativo a que a turma estava passando no decorrer do curso. Além de ter sido um recurso didático muito divertido e proveitoso, essa brincadeira rendeu-me a Eliza! Na ocasião, a exemplo dos alunos, criei uma pequena história de quatro páginas para a personagem. Com ordem de leitura oriental e tudo! Pena que só consegui arte-finalizar a primeira página, já que eu tinha que orientar os projetos dos meus queridos alunos! Dá só uma olhada como ficou:

Sobre a personagem, Eliza é uma implacável caçadora de recompensas com a má fama de ser a “elfa louca mercenária sem coração”, apelido provavelmente adquirido pelo seu mau humor e ferocidade com que cumpre suas demandas. Eliza é extremamente ambiciosa e não se preocupa com nada além de obter suas recompensas.

Passado mais algum tempo, me apaixonei tanto pela personagem, que resolvi expandir a antiga história de quatro páginas em um conto intitulado “As Ruínas de Angoera”. No conto, Eliza empreende uma caçada a um criminoso orc, quando se depara com um ladrão galanteador humano, de nome Julio, que aparenta estar com o mesmo objetivo. Depois de uma acirrada disputa para ver quem captura o orc, no qual Eliza sagra-se bem-sucedida, o humano lança uma proposta tão tentadora quanto perigosa à ambiciosa elfa: partir à procura de um valioso tesouro guardado por uma terrível criatura sobrenatural conhecida pela alcunha de Angoera.

Em 2013 resolvi transformar esse conto em Mangá, dessa vez com ordem de leitura ocidental! Mas acabei deixando de lado por conta de outros afazeres profissionais. Cheguei a desenhar algumas páginas e arte-finalizar outras poucas. O resultado você confere abaixo:

Agora em 2021, tenho a imensa alegria de anunciar que o mangá “As Ruínas de Angoera” vai finalmente sair do papel! Ou melhor, vai entrar no papel, já que vou retomar os desenhos! E vou recomeçar tudo do zero, já que não desenho mais do mesmo jeito que em 2013! Será na ordem de leitura ocidental! Para não correr o risco de morrer na praia, dessa vez vou desenhar aos poucos, apenas uma página por semana, para não conflitar com o meu trabalho na Mauricio de Sousa Produções. E você vai poder conferir tudo isso, semana a semana, aqui mesmo, a partir de abril!

NOVO ANO. NOVAS IDEIAS.

Todo final de ano costumo fazer um balanço de tudo o que aconteceu aqui no estúdio e traçar metas para o ano seguinte. Esta é a primeira vez que torno isso público!

O isolamento em 2020 tornou o ano um desafio para todo mundo. Como eu já trabalhava em casa, não mudou muita coisa adotar o tal do “home office”. O problema é que, quem trabalha com criatividade, precisa de uma válvula de escape para descansar o cérebro e recarregar as baterias criativas. A minha, era o cineminha, o barzinho, o forrozinho do final de semana e as viagens para eventos de quadrinhos! Como me vi desprovido disso tudo, minha mente entrou em parafuso e cheguei até a surtar em alguns momentos! Por conta disso, algumas metas que estabeleci para 2020 não chegaram a ser 100% alcançadas! Mas tudo bem! Sem pressão!

Então, sem mais delongas, vamos ao balanço de 2020 e às metas para 2021:

Turma da Mônica – MSP (Maurício de Sousa Produções)

A meta de 2020 era bater 50 roteiros aprovados! Por conta do psicológico abalado pela pandemia, consegui aprovar 44 roteiros (04 a mais que em 2019), em um total de 341 páginas escritas! A meta para 2021 é continuar na média de 45 roteiros! Um pouco menos ambiciosa, eu sei, mas um pouco mais realista em tempos de isolamento!

Zé Carioca – Disney (Editora Culturama)

Em 2020 tive a imensa alegria de publicar o meu primeiro roteiro para o mais brasileiro dos personagens Disney, o queridão Zé Carioca! A história “Para o papagaio que tem tudo” abriu a edição especial de Natal da revista “Aventuras Disney” Nº 21 (dezembro/2020). A meta para 2021? Quem sabe…

Livro teórico/prático na área de Ilustração

Esse foi o projeto que mais “sofreu”! Já estava um tanto quanto atrasado e eu esperava terminar em 2020! Mas como é um livro que exige muita pesquisa, produção complexa de texto e ilustrações, realmente não deu para continuar! A meta para 2021 é modesta: terminar ao menos 02 novos capítulos! E se tudo correr bem, concluir o livro inteiro para lançar em 2022! A minha editora agradece!

Teste para agenciamento

A boa notícia é que em 2020 ainda consegui produzir material para um teste de agenciamento. Foi uma experiência muito enriquecedora que pretendo voltar a experimentar. Só não tenho previsão! Quem quiser conferir o resultado, clique aqui!

Inktober

O Inktober é uma espécie de evento on line, encabeçado pelo ilustrador Jake Parker desde 2009, que propõe o desafio de fazer um desenho por dia durante todo o mês de outubro! O objetivo é soltar as amarras criativas e se divertir! Infelizmente não tive tempo de participar em 2020, mas esse ano quero voltar com todo o gás! Faz bem para a mente criativa!

As Ruínas de Angoera

Este é um mangá que surgiu a partir de um conto que escrevi há alguns anos! Em 2021 pretendo desenhar e publicar pelo menos 01 página por semana! Parece pouco, mas é o suficiente para encaixar no meu trabalho regular da MSP e uma maneira de espairecer a mente criativa! Espero começar a partir de abril!

Graphic Novel infantil

Depois de anos sem produzir um álbum (o último foi “Tobias e o Boi da Cara Preta” em 2013. Clique aqui para ler), no segundo semestre de 2021 pretendo tirar outro projeto da gaveta! Também será protagonizado por um pivetinho!

Contos em quadrinhos

Esse projeto está na categoria “quando der, eu faço”! O objetivo também é espairecer a mente criativa, produzindo histórias curtas de 08, 12 ou 16 páginas nos mais variados estilos, técnicas e gêneros!

Ufa! Bastante coisa, né? Estas são as metas para 2021!

Um novo ano, sempre pede novas ideias!

OS CROSSOVERS IMAGINÁRIOS!

Costumo dizer que um médico ou um advogado, quando estafados, podem recorrer às artes para dar uma relaxada! Mas e quando a pessoa trabalha com artes, o que faria para relaxar? Uma cirurgia? Soltar um preso?

Foi pensando nisso que surgiu, meio que por brincadeira, a série de ilustrações “Crossovers Imaginários”. O propósito é unicamente relaxar e descansar a mente do trabalho “normal”, digamos assim! Sem regras, sem amarras, sem prazos! Apenas focando na diversão e nos encontros inusitados entre personagens de diferentes mídias! Saca só como ficaram as ilustrações produzidas até aqui…

O QUE ANDEI (RE)LENDO: GRAPHIC NOVEL

Sou da época do gibi em formatinho de papel jornal e preço de banana que tinha em qualquer banca da esquina. Aliás, sou do tempo em que existiam bancas em qualquer esquina! Mesmo com o gibi sendo baratinho, o meu poder aquisitivo não era essas maravilhas todas, então eu me virava como podia para ler. E lia de tudo! O que caía na rede, era peixe! Foi nesse cenário que, lá pelos meus 11-12 anos de idade, tive contato pela primeira vez com a série Graphic Novel da Editora Abril.

Não lembro exatamente como tomei conhecimento dessa coleção (alguém deve ter me emprestado), mas sei com certeza que foi com a primeira edição, a dos X-men! Até então, eu só havia lido o Grandes Heróis Marvel #07 com a Morte da Fênix (comecei bem!) e fiquei abismado quando toquei naquele “gibizão” dos heróis mutantes! Intitulada “O Conflito de uma raça”, a HQ inaugurava uma nova era de publicação de álbuns de luxo da Abril, em formato tipo “Veja”, papel “liso” e cores especiais. Pra quem era acostumado apenas com os formatinhos de cores chapadas, aquela revista representou um salto inimaginável de qualidade visual! Mas… isso tinha um preço! O preço de capa custava os olhos da cara, muito além do que o meu pobre bolso pudesse dar conta! Devorei cada centímetro dos quadrinhos da Graphic Novel #01 e depois, provavelmente, tive que devolver ao cara que me emprestou. Só depois é que consegui a minha própria edição, muito provavelmente através de troca!

01

No início dessa coleção, a Editora Abril publicou apenas personagens da Marvel (em sua maioria) e da DC. Só depois é que diversificou para quadrinhos europeus e afins! A série fez tanto sucesso que, mais tarde, a editora resolveu criar uma coleção apenas com os heróis da Marvel, intitulada, claro, de Graphic Marvel! Mas isso é assunto para outro momento…

Como eu disse, na minha fase de moleque, eu lia de tudo e lia o que caísse na minha mão (ainda faço isso hoje em dia…)! Não tinha uma preocupação em colecionar os números em sequência das revistas. Ia guardando o que aparecia. E foi assim com a Graphic Novel. Até pouco tempo atrás, eu tinha somente as edições com HQs de super-heróis. Daí, comecei a pegar outros números para ver se as histórias prestavam e resolvi de vez fechar a coleção! Agora, deve faltar apenas uns sete números pra fechar tudo! Mas como nasci de sete meses, tive a ideia de (re)ler pela primeira vez em ordem numérica, mesmo com a coleção ainda incompleta (e o que é que tem, né?)!

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A primeira edição, como já mencionei, é dedicada aos X-men e me surpreendeu quando moleque, não apenas pelo “luxo” da revista, mas pela história pé no chão dos mutantes.

O segundo número só consegui um pouco depois. Eu já conhecia a arte do Bill Sienkiewicz do encadernado da Elektra Assassina. Aliás, ganhei esse encadernado de um amigo adulto, casado e pai de família, porque ele comprou a revista e não gostou dos desenhos “feios”! Aliás, ele me deu os encadernados do Skreemer e do Cavaleiro das Trevas pelo mesmo motivo! Mas depois eu conto essa história em detalhes! Obviamente, gostei bem mais da arte do Sienkiewicz do que esse meu amigo e fiquei muito feliz de poder ler mais coisas desse grande artista na Graphic Novel!

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O terceiro número é uma declaração de amor do Jim Starlin ao Capitão Marvel e às HQs cósmicas. Confesso que, ao reler essa edição nessa semana, novamente escorreu uma lágrima! Que bela história! E o Capitão Marvel continua sendo o único personagem de gibi que “ainda” não voltou da morte. Não que eu saiba! Mas já deve ter voltado em alguma fase “Nova Totalmente Fabulosa Novamente Excelsiorsamente Marvel” que saiu por aí e eu não li (e nem vou ler…).

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Falei em declaração de amor? Pois é essa a sensação que o Bernie Wrightson também passa na edição quatro da série, ao retratar magnificamente uma aventura de fantasia com o bom e velho cabeça de teia. Fazia tempo que eu não tirava essa edição do “saco”, acho que uns bons 15 anos! Já tinha na minha memória afetiva a bela arte do Wrightson, mas quando comecei a reler, passei uns bons momentos parado só babando em algumas páginas duplas da revista. Só vendo pra entender! Um espetáculo de arte!

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Por fim, a primeira Graphic Novel dedicada a um personagem da DC. E já vem arrebentando tudo com “Batman: A Piada Mortal”! A última vez que reli essa HQ foi com o encadernado da Panini que trazia as cores refeitas pelo Brian Bolland numa paleta mais fria. Foi interessante rever a arte do Bolland com a paleta mais quente originalmente impressa! Apesar da história sensacional, esse número destoa do restante da coleção por ser em formato americano. Para um colecionador mais chato (já fui!), fica esquisito quando colocada junto às demais. Outra que destoou foi a do Surfista Prateado do Moebius, também em formato americano.

Pois é isso, amiguinho! Um pequeno texto de impressões (não guia de leitura e nem review) e lembranças nostálgicas e afetivas. Depois escrevo sobre as edições 06 à 10. Espero que tenha curtido!

As capas aqui presentes foram retiradas do site Guia dos Quadrinhos. Dá um pulo lá!

Dicas Ilustradas: ANINA

Zapeando pela Netflix (como sempre!), descobri mais uma pequena pérola animada, o filme ANINA. Nunca tinha ouvido falar dessa produção espanhola antes de encontrá-lo no meio do catálogo do streaming. Aliás, nem tenho certeza se é da Espanha (deduzi isso pelo idioma principal da dublagem)! Mas pouco importa também! Parece-me, inclusive, que se trata de uma adaptação de um livro infantil. Depois vou atrás de buscar algo mais a respeito das origens dessa obra. Por enquanto, o que me interessou logo de cara foi o estilo da ilustração. E é sobre isso que vou falar nesse “Dicas Ilustradas”.

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Falando um pouco do enredo, o filme conta a história da pequena Anina, que tem dificuldade em lidar com o seu próprio nome por se tratar de um palíndromo, que são palavras que podem ser lidas do mesmo jeito nos dois sentidos, de trás pra frente, de frente pra trás, vice-versa, simultaneamente e concomitantemente… Tá, você já entendeu, eu sei! O nome da menina é resultado de uma obsessão do seu pai por palíndromos. Se você, assim como eu, tem um nome um “pouco” diferente, deve imaginar o que a menina passa na escola de zoação entre os amiguinhos. E é justamente durante uma confusão com o seu nome, que Anina se mete em uma tremenda encrenca com a valentona da escola e vai parar na diretoria. O que se segue, é uma série de questionamentos sobre bullyng, sobre pontos de vista (colocar-se no lugar do outro antes julgá-lo) e, claro, sobre coisas da vida que vão e vêm, assim como o nome da protagonista. Uma bela história de aprendizado na infância!

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Sobre o estilo da ilustração, o filme mostra uma animação gerada por computador, mas que emula uma estética cheia de texturas que lembram muito técnicas de pintura à seco como lápis de cor, giz ou pastel. O traço é bem estilizado, com construções de personagens baseadas em formas mais geometrizadas como círculos, retângulos, quadrados, e uma perspectiva mais distorcida para os cenários, com linhas esguias e sinuosas. E as cores? Que bela paleta de cores quebradas e dessaturadas! Os cenários são sempre representados com cores mais sóbrias (marrons quentes e frios, verdes “musgo”, sépias, ocres), ao passo que os personagens são mostrados com cores um pouco mais vibrantes e saturadas (laranjas, vermelhos, azuis), o que gera um contraste sensacional! Juntando todos esses elementos de linha visual, você tem a sensação de estar assistindo a um livro ilustrado em movimento!

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Para assistir ao trailer, basta clicar aqui. E para ver o filme inteiro, é só acessar a sua Netflix!

Vi no cinema: Pantera Negra

Hoje em dia todo mundo é crítico de cinema! Todo mundo aponta o dedo para o enredo, para o roteiro, para a narrativa, para a direção, para a atuação, fotografia, figurino, cenografia, computação gráfica, trilha sonora… e esquece de simplesmente sentar na poltrona do cinema e curtir o momento! Hoje em dia todo mundo quer ter a sua opinião formada a todo custo sobre o filme e perde a magia que é imergir naquela tela por duas horas e meia (ou menos)! E não só isso… Como a concorrência está ferrenha, os estúdios “entregam” praticamente o filme inteiro em inúmeros trailers, o que faz com que a audiência já compre o ingresso com a tal da opinião formada! Tudo bem que um mísero ingresso não é mais a coisa mais barata do mundo, mas a galera parece ser tão insegura consigo mesma, que precisa saber de tudo antes de “investir” aquela grana milionária no tal ingresso, com a certeza de que terá o seu retorno financeiro garantido na figura de um filme perfeito da sua vida! E pior: esperam saber a opinião de terceiros para saber se é “seguro” ir ao cinema! Se quer um conselho, evite isso! Tente ao menos uma vez ir ao cinema às cegas! É tão bom! E se está lendo isso aqui pra saber se deve ou não assistir ao Pantera Negra, não perca seu tempo! Primeiro, porque não sou crítico de cinema e, segundo, porque esse texto é apenas um bate-papo!

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Antigamente, no “meu tempo”, costumávamos ir aos cinemas de rua, daqueles enormes que também serviam de teatro de vez em quando. Como o acesso à informação era muito difícil (um mundo sem internet), o que a gente conseguia saber era através da saudosa revista SET e do “trailer” de 30 segundos que passava na TV no período de estreia dos filmes. Só isso! E vou te dizer… Era maravilhoso! A imersão no filme era completa! Saíamos empolgados do cinema e sentávamos na calçada de casa para comentar, mesmo se o filme não fosse lá essas coisas!

Hoje em dia, o que dá pra fazer é isso que você está lendo agora: escrever algumas linhas no blog. Principalmente para uma pessoa como eu, que já não tenho mais amigos para sentar na beira da calçada e conversar a valer!

Uma coisa que venho fazendo já há algum tempo, é saber o mínimo possível sobre os filmes que pretendo assistir. Não leio mais nada antes do lançamento e, trailer… só vejo o primeiro, quando muito! E isso tem me ajudado a imergir melhor na experiência! Se ponha no meu lugar… um cara de 39 anos, viciado em filmes, que já assiste há pelo menos… 32 anos (vamos colocar o marco zero como sendo aos 7 anos, que é uma idade que acredito já ter começado a ter um pouco de entendimento das coisas!), que também é quadrinhista (uma linguagem irmã do cinema) e que estuda há anos o bê-á-bá dessa linguagem… É muito fácil eu perder o interesse no que está rolando em cena e começar a analisar os quesitos técnicos! Agora imagine se eu visse todos os trailers e lesse tudo a respeito! Seria o inferno! Não conseguiria o mínimo de imersão e o cinema estaria morto pra mim!

Agora, o que isso tudo tem a ver com o Pantera Negra? Como só assisti ao primeiro trailer e não vi mais nada (nem posteres), o filme teve um sabor diferente pra mim. E olha que fui ao cinema com praticamente zero de referência. Diferente da maioria dos outros super-heróis em que já li quase tudo, do Pantera Negra nunca li as HQs clássicas. Aliás, detestava as histórias dele na Superaventuras Marvel e as pulava para ler as mais legais (Demolidor, X-men, Justiceiro…). Nem sabia que o Garra Sônica era originalmente um inimigo dele! Pra mim, Ulisses Klau era apenas o ajudante apalermado do Beyonder em Guerras Secretas (a primeira!) e que fora utilizado soberbamente em histórias mais recentes do Demolidor escritas pelo Mark Waid. As únicas vezes em que li histórias com o T’Challa, era como integrante dos Vingadores, e não entendia como um rei deixava o seu país para ser “besta” em uma equipe de super-heróis americana! Mas isso tudo serviu para tornar a experiência do filme ainda melhor! E vou dizer só mais uma coisa… que bela equipe de guarda-costas femininas, viu? Deu gosto de ver! Roubou a cena!

É isso!