Demonstrações em sala de aula

A correria do dia-a-dia é tão grande que às vezes não sobra tempo para praticar. É na sala de aula, com a companhia dos meus padawans, que aproveito para manter em dia o exercício “físico” da arte. O ambiente, claro, é todo propício, já que toda a sala “respira” criatividade. Como ministro disciplinas bem variadas, como Desenho Vetorial, Desenho Artístico, Desenho de Moda, Expressão Gráfica, Imagem Digital e Editoração Eletrônica, os “rabiscos” são igualmente diversificados, que vão desde estudos de demonstração na lousa e computador até desenhos inusitados feitos ao bel prazer da inspiração no sketchbook. Confira:

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Painel de boas-vindas para a Estácio

Aproveitando o início do semestre e a chegada dos novos padawans ao Centro Universitário Estácio do Ceará, desenvolvemos um painel de boas-vindas para receber de braços abertos as novas turmas. Com projeto gráfico e ilustração de minha autoria, o painel medindo 2x2m foi produzido para as unidades Via Corpvs, Moreira Campos e Parangaba.

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Vem aí Holy Avenger II

Cresci lendo quadrinhos escritos e desenhados pelo Marcelo Cassaro, como O Pequeno Ninja, As Aventuras dos Trapalhões e Black Kamen Rider (bons tempos!). Assim, sempre soube que o Cassaro era um roteirista de primeira grandeza. No entanto, só descobri outras surpresas magníficas ao deparar-me com a série Holy Avenger. Não vou lembrar exatamente a partir de que número comecei a acompanhar, mas fiquei maravilhado com aquele traço limpo, delicado, sinuoso e elegante da Erica Awano. Eu, que já queria escrever que nem o Cassaro quando crescesse, passei a incorporar um quê da Awano no meu desenho mangá. E o que falar do enredo? Envolvente, bem articulado, com personagens e situações construídas de tal forma que era quase impossível não querer ler o próximo capítulo. De imediato assinei a revista, comprei os encadernados dos números anteriores que faltavam na minha coleção e passei a acompanhar com ansiedade cada edição que saía, mês a mês. Mas acabou! Que bom que acabou! Toda série deveria ser finita como Holy Avenger, para ter começo, meio e fim e terminar no momento certo, no auge.

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Porém, para os fãs que estavam um pouco órfãos, assim como eu, uma boa notícia: O Marcelo Cassaro anunciou em seu facebook que está preparando a sequência, intitulada HOLY AVENGER: PALADINA, cujo model sheet da personagem principal – concebido, claro, por Erica Awano – você confere acima. De acordo com o Cassaro, “A história acontece na época atual do mundo de Tormenta – ou seja, 10 anos após os eventos de Holy Avenger. Personagens da história original podem aparecer. A história segue a mesma estrutura da Holy: capítulos de 20 páginas cada. Exceto o primeiro capítulo, que tem 40 páginas. Lisandra, Sandro, Niele e Tork ESTÃO no primeiro capítulo. De certa forma. HOLY AVENGER: PALADINA será sobre aventureiros em Arton, mas não apenas isso. Haverá um segundo grupo de personagens, vivendo outro tipo de aventura.”

Estamos no aguardo, Mestre Capitão Ninja!

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Nova edição da Ilustrar Magazine

A sensacional Ilustrar Magazine é uma revista organizada e editada pelo Ricardo Antunes – o mesmo do Guia do Ilustrador – que traz a cada três meses matérias, colunas, entrevistas, sketchbooks, portfólios e dicas de ilustradores, quadrinhistas, caricaturistas e artistas visuais do Brasil e do mundo. E o melhor: totalmente grátis para download em pdf. Um material de referência riquíssimo a apenas um clique de distância. A edição #36 está quentinha do forno e vem com Denis Freitas, Fereshteh Najafi, Pedro Mauro, Marcelo Martinez, Carlos Meira e o livro Sex & Crime 2, do grande mestre de todos Benício (cuja arte ilustra a capa). Confira essa edição e as demais clicando aqui.

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O Robocop do Padilha é bom!

Passei por um misto de expectativas antes de ver o remake do Robocop, que variou entre não esperar coisa alguma do filme e aguardar com ansiedade a sua estreia. E agora, após sair do cinema, posso afirmar que a película é, sim, boa. Sem comparações com o original, por favor, já que é um clássico irretocável que ainda continuará na mente dos fãs, felizmente!

O que me agradou no remake é que não existe um maniqueísmo exacerbado. Cada personagem ali posto tem a sua motivação para fazer o que faz. E o enredo é todo construído com base nisso. É, acima de tudo, um filme sério, que trata os temas propostos com seriedade, mas sem querer ir além disso e tentar oferecer uma história “sombria” com a desculpa de ser realista. Mas já tem um ponto a favor o fato de não ter as famigeradas piadinhas que acometem a maioria dos filmes atuais. Tem, sim, muita ironia e sarcasmo, principalmente por parte do personagem do Samuel L. Jackson. Uma das poucas coisas que me incomodou foi a armadura preta. Mas até isso tem um propósito narrativo e o final deixa um gancho referente à armadura que causa entusiasmo. Agora é torcer para o filme fazer grana e o estúdio oferecer os bagos para o Padilha fazer o segundo. Pelo menos eu fiquei com vontade de ver uma continuação.

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Workshop de ilustração com Visca

Na última edição da Pixel Show, realizada nos dias 19 e 20 de outubro de 2013, tive o privilégio de participar de um workshop de ilustração com o talentosíssimo Rodrigo Visca. Na ocasião, fizemos um exercício de “destravamento criativo” em que três pessoas colaboraram para a criação de uma única ilustra, cada qual desenhando uma parte e completando o traço do outro. Em seguida, recebemos o conto “As Baratas”, de Bruno Schulz, para criar ilustrações individuais. O objetivo principal era sair da zona de conforto criativa. Nas palavras do Visca: “Testar, experimentar, produzir ilustrações com técnicas, materiais e suportes a que você não está acostumado. Sair do lugar comum, da zona de conforto e possibilitar-se renovar o processo criativo”.

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Rabiscando na Pixel Show

Uma das atrações mais divertidas da Pixel Show 2013, dentre tantas, foram os espaços reservados para o desenho livre. Funcionava de forma muito simples: bastava chegar lá e rabiscar! Tinham os espaços do próprio evento, com enormes painéis de lona, e também os que foram criados pelos expositores nos estandes para que ilustradores e entusiastas pudessem testar os materiais que estavam à venda. Além disso, várias performances ao vivo de artistas visuais e customização de um automóvel marcaram os dois dias de evento. Claro que aproveitei e saí rabiscando por lá!

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Malditos Cartunistas!

Não lembro exatamente quando tomei conhecimento de que estava sendo produzido um documentário com (e sobre) os cartunistas brasileiros. Só sei que fiquei louco para assistir logo de cara! O problema é que, depois de finalizado, não encontrava-se o dvd para comprar em canto nenhum! Só consegui adquirir em Belo Horizonte na última edição do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – em novembro de 2013. E agora finalmente tive tempo para sentar diante da TV e assistir com toda a calma do mundo. Posso dizer que a expectativa valeu a pena, apesar de ser suspeito de falar, afinal, sou aficionado pelo traço da grande maioria dos entrevistados. Em pouco mais de uma hora e meia de duração, temos um verdadeiro relato histórico da trajetória não apenas da vida dos cartunistas, mas da própria história do desenho de humor no Brasil. Uma verdadeira obra-prima que vale a pena ser assistida.

Confira o trailer clicando aqui.

Assista à série “Malditos Cartunistas” clicando aqui.

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A arte perdida dos croquis em design

Um dos significados da palavra “design” é desenhar. No entanto, uma das – inúmeras – dúvidas de designers iniciantes (ou não) é se precisam saber desenhar para exercer o seu ofício. É notório – e óbvio – que a evolução tecnológica, sobretudo em softwares gráficos, fez com que o traço à mão livre (entenda-se “rabiscar” no papel) perdesse muito do espaço que tinha em mil novecentos e antigamente (!), quando designers realmente projetavam suas peças gráficas à mão, sem Ctrl + Z! Hoje em dia não é extremamente necessário que o profissional saiba desenhar. Mas ajuda muito na hora de projetar rapidamente ideias no papel (ou no guardanapo, dependendo de onde o cara estiver!). Em minha aulas de Desenho Artístico para Designers, procuro estimular a prática do rabisco livre, até chegar na criação de croquis. Os exercícios são simples, como pegar uma peça já pronta e imaginar como seria a sua versão em croqui. Em seguida, testar novas possibilidades de diagramação em novos rabiscos. Esse tipo de arte, tão importante para o Design de Moda, perdeu-se muito no Design Gráfico e vem morrendo pouco a pouco no Design de Interiores. Seja pela falta de tempo ou pela evolução tecnológica. Mas uma coisa é certa: os softwares são apenas mais uma ferramenta de trabalho e aprender técnicas de desenho nunca fez mal a ninguém.

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