VI NO CINEMA: Alita – Anjo de Combate

O primeiro contato que tive com a Alita (nome pelo qual a personagem é chamada nos EUA) foi através de uma versão não-autorizada de volume único que encontrei por acaso em uma banquinha de esquina no centro da cidade! Logo de cara, o mangá passou a figurar entre os meus favoritos, ao lado de Evangelion, Lobo Solitário, Mai e Blade!

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Tempos depois, foi lançada um versão oficial da Gally (nome pelo qual a personagem é chamada no Japão) em dezoito volumes com o título “Hyper Future Vision Gunnm”. Eu, que já era fã, fiquei ainda mais fascinado pela personagem!

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Imagem extraída do Guia dos Quadrinhos

 

Mais algum tempo, e Hollywood anuncia que estaria sendo preparada uma versão “live action” (o velho “com gente se mexendo”) sob a batuta de James Cameron. Não posso dizer que fiquei “preocupado” com isso! Aliás, acho um exagero quando vejo por aí o povo alardeando aos quatro ventos que está “muito preocupado, com muito medo” ou coisa do tipo ao se referir a algum filme, série, gibi… Gente, menos, né? Minha vida segue normalmente se uma adaptação for boa ou ruim!

Mesmo assim, já sabemos como é difícil o povo acertar a mão com adaptações de mangá e vídeo game! Por isso, a recepção à notícia de um filme da Alita (não me acostumo a vê-la como Gally de jeito nenhum!) não foi das mais calorosas. E piorou muito após a divulgação das primeiras imagens da atriz com os “zóios” arregalados por computador!

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Mesmo assim (já falei isso?), eis um caso de uma adaptação quase perfeita de um mangá para o cinema. Falo “quase perfeita”, porque o filme tem um probleminha de ritmo no primeiro terço devido à velha necessidade de situar o espectador no mundo da história. E parece que os roteiristas só sabem fazer isso com o didatismo, em que um ou mais personagens “explicam” tudo para o protagonista, geralmente desmemoriado, confuso ou recém-chegado (ou os três!). Tenho aprendido que, em um enredo, você deve seguir a máxima de “mostrar, não falar”! Com isso, o começo do filme fica um pouco lento demais, chato demais, sem muita naturalidade. Dá pra perceber que os personagens só estão falando pra situar o espectador, quando o ideal é que a gente não perceba (mesmo sabendo qual a função daquelas cenas).

O visual da Alita incomoda um pouco no início, não vou mentir! Mas logo nos acostumamos com os olhos desproporcionais devido à doçura com que a atriz interpreta a personagem. E aí, sim, dá pra entender a escolha em deixar os olhos como no mangá, porque transmitem de forma potencializada todas as emoções vividas pela Alita. No entanto, o corpo da menina destoa um pouco dos demais “humanos” por causa de uma leveza exagerada! Não sei dizer se a Alita foi feita por captura de movimento, mas no início do filme ela parece não ter peso, nem volume! Mas passados uns vinte minutos (quando tem a primeira cena de ação), esse problema parece ter sido corrigido e seguimos sem sentir mais nenhum estranhamento até o final!

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A Alita realmente vai crescendo como “pessoa” ao longo da trama, mostrando que dá pra escrever uma personagem feminina forte (por dentro e por fora, literalmente), sem deixar de lado a meiguice e a doçura. Não é porque ela é forte, que não possa ser meiga e até se apaixonar, por exemplo! Aliás, é impossível não se apaixonar pela Alita por todos esses atributos! Quanto às bizarrices mais extremadas do mangá, foram todas amenizadas no filme para evitar uma censura alta! Mesmo assim (de novo?), a essência da brutalidade das cenas de ação estão todas lá! E são de encher os olhos!

Por fim, “Alita – Anjo de Combate” traz uma nova esperança por boas adaptações de mangá, onde o respeito pela essência da obra original prevaleça. Para quem tem a versão em dezoito volumes da Editora JBC, saiba que o filme adapta os cinco primeiros. Agora é torcer para a bilheteria ter um bom resultado que propicie a gravação da continuação. A Alita merece!

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Making of: As Ruínas de Angoera

Há algum tempo atrás, em um dos vários cursos de Mangá que ministrei no Senac, aproveitei a deixa para desenvolver uma personagem. A ideia era participar do mesmo processo criativo a que os alunos estavam passando no decorrer do curso. Além de ter sido um recurso didático muito divertido e proveitoso, essa brincadeira rendeu-me Eliza, a minha elfa louca mercenária sem coração! Na ocasião, a exemplo dos alunos, criei uma pequena história de quatro páginas para a Eliza. Passado mais algum tempo, expandi essa história em um conto intitulado “As Ruínas de Angoera”. Finalmente, em 2013, resolvi transformar esse conto em Mangá e o resultado dos primeiros esboços você confere agora.

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Vem aí Holy Avenger II

Cresci lendo quadrinhos escritos e desenhados pelo Marcelo Cassaro, como O Pequeno Ninja, As Aventuras dos Trapalhões e Black Kamen Rider (bons tempos!). Assim, sempre soube que o Cassaro era um roteirista de primeira grandeza. No entanto, só descobri outras surpresas magníficas ao deparar-me com a série Holy Avenger. Não vou lembrar exatamente a partir de que número comecei a acompanhar, mas fiquei maravilhado com aquele traço limpo, delicado, sinuoso e elegante da Erica Awano. Eu, que já queria escrever que nem o Cassaro quando crescesse, passei a incorporar um quê da Awano no meu desenho mangá. E o que falar do enredo? Envolvente, bem articulado, com personagens e situações construídas de tal forma que era quase impossível não querer ler o próximo capítulo. De imediato assinei a revista, comprei os encadernados dos números anteriores que faltavam na minha coleção e passei a acompanhar com ansiedade cada edição que saía, mês a mês. Mas acabou! Que bom que acabou! Toda série deveria ser finita como Holy Avenger, para ter começo, meio e fim e terminar no momento certo, no auge.

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Porém, para os fãs que estavam um pouco órfãos, assim como eu, uma boa notícia: O Marcelo Cassaro anunciou em seu facebook que está preparando a sequência, intitulada HOLY AVENGER: PALADINA, cujo model sheet da personagem principal – concebido, claro, por Erica Awano – você confere acima. De acordo com o Cassaro, “A história acontece na época atual do mundo de Tormenta – ou seja, 10 anos após os eventos de Holy Avenger. Personagens da história original podem aparecer. A história segue a mesma estrutura da Holy: capítulos de 20 páginas cada. Exceto o primeiro capítulo, que tem 40 páginas. Lisandra, Sandro, Niele e Tork ESTÃO no primeiro capítulo. De certa forma. HOLY AVENGER: PALADINA será sobre aventureiros em Arton, mas não apenas isso. Haverá um segundo grupo de personagens, vivendo outro tipo de aventura.”

Estamos no aguardo, Mestre Capitão Ninja!

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Onde comprar A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos

O livro “A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos” chegou em 2013 à sua terceira edição todo revisado e ampliado. O caderno de dicas rápidas que antes trazia apenas quatro páginas, agora foi ampliado para onze, com macetes variados como desenhar cenas de ação, claro/escuro, “defeitos” especiais, efeitos sonoros, grafismos e até como “molhar” a chuva! Porém, o mais bacana ficou para o final, um capítulo especial de 25 páginas sobre Mangá. Ah, e com ordem de leitura oriental. Ou seja, o livro tem duas capas! A terceira edição tem 177 páginas (antes eram 144) e pode ser encontrado nas livrarias do Brasil inteiro. Caso esteja em falta, não se preocupe. Basta comprar pelo site clicando no nome da Livraria Cultura. Quem residir em Fortaleza, pode comprar com desconto diretamente na loja da Editora SENAC, na Av. Tristão Gonçalves, 1245 – Centro.

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