Adoro meus formatinhos!

Episódio 01: Quando peguei os gibis do Aranha

 

Antigamente, lá no meu tempo, a pivetada costumava se reunir para trocar e emprestar gibis uns aos outros e jogar conversa fora sobre seus personagens e histórias favoritos (quem era mais forte?). Como a gente não tinha quase nenhuma grana, era comum essa prática do empréstimo. Eram bons tempos que não voltam mais. Baseado nisso, resolvi registrar um pouco da minha memória afetiva sobre os bons momentos que vivi juntando os gibis da minha coleção.

Não lembro exatamente como tomei conhecimento da existência do Homem-Aranha. Provavelmente através de algum desenho animado do Escalador de Paredes. O que recordo com muito carinho é das primeiras HQs que tive contato do Cabeça de Teia.

Fazia pouco tempo que me mudara de Fortaleza para uma cidade da região metropolitana e estava começando a fazer novos amigos na vizinhança. Logo descobri um vizinho a umas quatro ou cinco casas de distância que colecionava quadrinhos. Ele era mais velho, devia ter os seus vinte e poucos anos, enquanto eu ainda tinha onze para doze anos.

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Certa noite, ele resolve mostrar as suas preciosidades (era outra prática comum também, exibir a coleção) e meus olhos brilharam com tanta coisa legal na minha frente! Nessa época, minha coleção ainda predominava de Disney e Turma da Mônica guardadas em caixas da Avon debaixo da cama dos meus pais. E quando vi aquela edição 44 do Homem-Aranha, fiquei alucinado logo de cara com o desenho dinâmico da capa mostrando uma cena de perigo vista de cima com o Cabeça de Teia, a Gata Negra e o Coruja presos pelos tentáculos do Doutor Octopus. Outra revista que me chamou a atenção, foi a Teia do Aranha #26 com o Tarântula na capa tentando dar uma picada no Aranha. Na verdade, toda a coleção do cara me deixou doido (inclusive um livro pop-up do Aranha enfrentando o Tarântula que achei a coisa mais legal do mundo!). Mas humildemente pedi emprestadas apenas as duas revistas do Aranha e o meu novo amigo atendeu meu pedido. Foi demais!

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A história de Homem-Aranha #44 contava a trama de uma guerra entre o Doutor Octopus e o Coruja, enquanto o Peter Parker tinha que lidar com os delírios da Debra Whitman (sua namorada na época). Naquele tempo (tempos mais inocentes, por sinal), eu não fazia ideia do que diabos era cronologia e pouco me importava com isso! O que caía na mão, eu lia sem me preocupar com o que aconteceu antes. Lembro que fiquei apaixonado pela Gata Negra, mesmo ela aparecendo apenas na última página da história.

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A história seguinte do Capitão Marvel não me chamou tanto atenção. Não gostei dos desenhos “sérios” demais. Mas a última história do Quarteto Fantástico me deixou doido! Que história bacana aquela do tal Diablo e os monstros baseados nos quatro elementos para enfrentar o Quarteto. E que desenhos eram aqueles, meu Deus? Sem me ligar muito nos créditos (HQs Disney e Mônica não tinham isso na época), essa história me apresentou ao grande John Byrne! Nem preciso dizer que foi a aventura que reli diversas vezes naquela edição!

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A Teia do Aranha #26 me chamou atenção pelos desenhos limpos e pelas cores diferenciadas (tinham uns degradês que não vi na outra revista). Sem falar, claro, do Tarântula, que achei sensacional pela agilidade e sacada bacana do visual do uniforme. A primeira história era muito louca! O Doutor Octopus estava para casar com a Tia May e o Aranha tentava impedir. Tudo isso em meio a uma guerra de gangsters com o Cabeça de Martelo! Na segunda aventura, conheci mais um inimigo do Cabeça de Teia, o Magma. E o melhor ficou para o final: o quebra-pau do Aranha com o Tarântula no meio de um transatlântico. A fichinha no final da revista falando sobre as edições originais americanas foram uma alegria à parte (imagine uma época com zero internet e você vai entender como eram ricos esses momentos informativos). Que bacana! Reli essa edição inteira várias vezes antes de devolver ao dono!

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– Homem-Aranha # 44 (Editora Abril) – 14/02/87

– A Teia do Aranha #26 (Abril Jovem) – Novembro/91

 

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