STEVE DITKO – Mais um amigo de infância que parte

Existem na cultura pop pessoas que nos são tão importantes quanto nossos próprios parentes, sejam elas da música, do cinema, das artes ou, no caso do Steve Ditko, dos quadrinhos. São pessoas que, no meu caso, crescemos lendo e guardamos nos nossos corações e mentes como verdadeiros amigos de infância. Por isso mesmo, é que dá uma sensação muito grande de tristeza quando um desses amigos partem. O mais recente foi o grande Steve Ditko.

Só conheci o Ditko do Homem-Aranha e outros trabalhos espaçados da Marvel, como o final da Guerra dos Espectros com o Rom e alguns gatos pingados dos Vingadores. Apesar de ao longo do tempo descobrir que alguns dos meus personagens favoritos da DC são criações do Ditko (Besouro Azul, Questão, Rapina e Columba…), nunca cheguei a ler as HQs produzidas por seu criador, já que só lia o que era publicado por estas bandas! Só recentemente, por exemplo, foi que pude ler uma sequência do Doutor Estranho, publicada aqui graças à visibilidade alcançada com o filme.

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Já mencionei diversas vezes que na época em que eu era moleque lia tudo o que literalmente caía nas minhas mãos! Era uma época em que não existia internet e eu era muito pobre! Então eu não tinha muita frescura como existe hoje em dia (ouvi lombada quadrada?)! Foi assim que descobri o Steve Ditko. Na época, a Abril estava publicando a fase do uniforme negro, se não me falhe a memória. Eu não acompanhava das bancas, apenas pegava emprestada ou trocava com a gurizada do bairro. Então éramos acostumados ao formatinho. Assim, não lembro exatamente como, mas eis que cai em minhas mãos uma revista do Homem-Aranha toda “diferentona” em formato americano intitulada “O Fabuloso Homem-Aranha”. Era a edição nº 06 de uma editora portuguesa, que trazia um confronto do Cabeça de Teia com o Doutor Octopus. Eu não saiba na época, mas tratava-se do segundo encontro entre os dois! Agora imagine a alegria de um moleque ao pegar aquela revista “grandona”, com papel branquinho e desenhos dinâmicos! Li e reli diversas vezes! Fiquei fascinado com aquela versão do Homem-Aranha mais esguia e ágil! E o Doutor Octopus, então? Que amedrontador! Depois dessa, só voltei a ter contato com a arte do Ditko na saudosa Heróis da TV #100 e, depois, no Superalmanaque Marvel #01.

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O tempo passou e a Editora Abril lançou a série Spider-man Collection, que trazia um gibi com republicação em p&b da fase do Steve Ditko e John Romita, mais uma fita cassete com episódios do desenho animado do Homem-Aranha. Obviamente custava os olhos da cara e eu não comprei na época do lançamento! Só adquiri tempos depois em um sebo a coleção completa (eram 16 edições, mas sem os vídeos!).

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Nessa altura do campeonato, eu já havia lido muita coisa do passado do Amigão da Vizinhança graças à revista A Teia do Aranha, mas muito pouco ainda das histórias produzidas pelo Ditko. A minha surpresa, nesse caso, não foi apenas com a qualidade e dinamismo do traço! Mas com o fato de que tudo o que eu havia lido dali em diante, tinha suas bases naquelas histórias criadas pelo Stan Lee e pelo Steve Ditko. Até as poses “contorcionistas” exageradas anos depois pelo Todd McFarlane já estavam lá (Todd, seu danadinho…)! Fiquei de queixo caído porque os dois criaram as tramas do zero, vilões do zero, personagens coadjuvantes do zero e aquilo tudo já era muito bom na época! Foi um choque ver que os autores que vieram depois apenas requentaram o que essa dupla havia desenvolvido do… zero! E requentam até hoje, diga-se de passagem! Devorei com uma voracidade incrível todas aquelas HQs do passado! E agora que mais um amigo de infância partiu, fica aqui uma pontinha de tristeza, mas com uma alegria por ter crescido ao lado de tão boa companhia. Descanse em paz, meu querido Steve Ditko!

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Imagens extraídas do site Guia dos Quadrinhos.

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Todo mundo quer ser Alan Moore, ninguém quer ser Maurício de Sousa

Esta semana tive a satisfação de gravar uma áudio-aula, a convite do meu querido amigo Raymundo Netto, para o Curso de Histórias em Quadrinhos em Sala de Aula da Fundação Demócrito Rocha. Dentre os diversos temas abordados no bate-papo, dois em especial me provocaram uma reflexão pós-gravação, que vou procurar explanar neste texto.

O primeiro, foi o velho e já batido tema de “as pessoas veem os quadrinhos como sendo coisa para crianças”. Na ocasião, parafraseei o grande Sidney Gusman ao falar “que bom que quadrinhos TAMBÉM são coisa para crianças” e acrescentei que os produtores de HQs precisam, de uma vez por todas, superar esse “complexo de vira-lata” e seguir a vida produzindo os seus gibis para o público que lhes convier. Daí, inevitavelmente desembocamos no também batido tema “mercado de quadrinhos”, no qual afirmei que não tinha opinião formada sobre isso!

Refletindo agora, continuo sem opinião formada sobre isso e cada vez mais longe de alguma solução! Mas é notório que não temos um mercado! O Brasil é enorme, a distribuição é péssima e o – pouco – público leitor está muito espaçado. Mas vejo outro problema também. Não há a renovação de leitores. E por quê? Simples! Porque todo mundo quer ser Alan Moore, mas ninguém quer ser Maurício de Sousa!

Polêmica? Vou explicar! No “meu tempo”, quando quadrinhos eram “coisa de criança”, nós tínhamos títulos para todos os gostos e bolsos, dos mais diversificados, dos melhores aos piores! Aquelas crianças que liam gibis, assim como eu, foram crescendo e se transformando em adultos. Coincidiu de também começarem a aparecer os gibis “adultos” para atender a demanda. Porém, mais do que simplesmente atender à demanda “adulta”, esses quadrinhos “sombrios e realistas” tinham como meta “provar” que HQs não eram “coisa de criança”. E o que aconteceu? Gibi deixou de ser coisa de criança! E isso foi péssimo. É péssimo até hoje!

Assim, quem consumia quadrinhos quando criança e cresceu, agora só quer produzir quadrinhos voltados para o público adulto, com tramas mais complexas, arte experimental e tudo o que tiver direito! Nada contra! Mas isso faz com que os quadrinhos produzidos atendam um público cada vez menor, até chegar ao ponto onde estamos, quando os quadrinhistas estão praticamente produzindo uns para os outros. E a renovação do público aonde fica? E as crianças que estão entrando na fase de leitura? Que vão crescer e poderiam aumentar o mercado? Quem está produzindo para elas? Quer uma resposta? Apenas o Maurício de Sousa! E sabe por quê? Porque ninguém quer produzir quadrinhos que sejam “coisa de criança”. Só querem produzir quadrinhos “adultos”. No final, todo mundo só quer ser Alan Moore, mas esquecem que, se não houver uma renovação de público, o mercado vai ficar cada vez menor!

Não adianta ficar apenas reclamando que as grandes editoras não investem em novos talentos, que o governo não incentiva ou que isso e aquilo outro! Não sei qual é a solução para melhorar o mercado. Mas sei que, se ninguém quiser produzir quadrinhos que sejam “coisa de criança”, é quase certo que a tendência é piorar. E não me venha falar sobre os “grandes eventos” com milhares de lançamentos! Enquanto o cara estiver vendendo o almoço para comprar a janta (que é o que acontece com essa onda de financiamento coletivo), e não conseguindo se sustentar apenas com a sua produção, com um salário mensal razoável, para mim, isso não é mercado. É apenas oba-oba. E me desculpe… sou artista, mas não vivo de amor à arte! A conta de luz não se paga com amor de arte!

Vi na Netflix: Legion

Ok, vi apenas o primeiro episódio! Ainda não tenho uma opinião formada sobre a série Legion que acabou de entrar no catálogo da Netflix e nem pretendo formá-la ou expor-la aqui neste texto! O que posso dizer, apenas como um bom bate-papo de beira de calçada entre amigos, é que o episódio começa muito bem, com umas pirações que te deixam grudado na tela com medo de piscar, perder algum detalhe e, depois, não entender o contexto daquela trama aparentemente complexa! Eu falei “aparentemente”? Pois é! Do meio pro fim, quando as peças do quebra cabeça vão se encaixando, você percebe que a trama é rasa e aquela loucura toda do começo foi apenas pirotecnia narrativa para esconder a falta de complexidade do enredo! Em suma, o episódio tenta parecer uma ferrari quando, na verdade, não passa de um chevette! Depois que se constata que a história é tão rasa quanto piscina pra criança, coisas que não incomodavam tanto, passam a incomodar demais, como o “cabelinho descolado” e milimetricamente assanhado com laquê do protagonista. Nada mais adequado para alguém que está em um hospício, correto? Coisas típicas de séries juvenis americanas… Mas enfim! Deu preguiça de prosseguir para o segundo episódio, mas vou tentar mais tarde!

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Mas vamos falar de coisa boa agora? As referências? Para quem não sabe, David Haller – o Legião – é o filho do Professor Charles Xavier com a embaixadora de Israel Gabrielle Haller. Os dois se conheceram quando jovens, na mesma ocasião em que o Xavier conheceu um tal de Erik Magnus Lehnsherr (aquele que viria a se tornar o Magneto). Na época, Gabrielle era apenas uma enfermeira e estava envolvida numa trama com o nefasto líder da Hidra, o Barão Wolfgang von Strucker, e acaba sendo sequestrada pelo vilão. Xavier e Magnus partem para o resgaste e o futuro líder dos X-men acaba se apaixonando pela bela enfermeira, o que resulta (sem que ele saiba) no David Haller! Parece óbvio que essa trama toda não será abordada na série, mas vale a pena conferir! A HQ escrita pelo Chris Claremont e desenhada por Dave Cockrum foi publicada em Uncanny X-men #161, bem no meio da Saga da Ninhada, e saiu no Brasil na saudosa Superaventuras Marvel #66, da Editora Abril.

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Só ficamos sabendo que o Xavier tinha um filho, inclusive ele próprio, anos mais tarde na edição de número 26 de The New Mutants, também escrita por Chris Claremont e soberbamente ilustrada, com diversas experimentações visuais e narrativas, por Bill Sienkiewicz! Aqui, saiu em O Incrível Hulk #79. Por se tratar do filho do maior telepata do mundo, era de se imaginar que David Haller seria um mutante de igual potencial. E, de fato, é o que acontece. David sofre de múltiplas personalidades e cada uma apresenta um poder diferente, que vai desde à telepatia e telecinese, até manipulação da realidade! E, pior, todas elas brigam para ver quem domina o corpo do jovem rapaz! Podia piorar? Sim! Nem todas as personalidades são boazinhas! Agora imagine o estrago! Aliás, não precisa imaginar! Corra atrás dos sebos para ver se encontra as edições antigas do Hulk da Editora Abril ou compre o encadernado em capa dura da Panini “Os Novos Mutantes: Entre a Luz e a Escuridão”. Esse encadernado traz o início da fase desenhada pelo Sienkiewicz, que vale muito a pena, mas não tem a história do Legião! Fica para um volume dois… talvez!

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As capas aqui apresentadas foram colhidas no sensacional site Guia dos Quadrinhos. Se você ainda não conhece, dá uma conferida!

Vi no cinema: Pantera Negra

Hoje em dia todo mundo é crítico de cinema! Todo mundo aponta o dedo para o enredo, para o roteiro, para a narrativa, para a direção, para a atuação, fotografia, figurino, cenografia, computação gráfica, trilha sonora… e esquece de simplesmente sentar na poltrona do cinema e curtir o momento! Hoje em dia todo mundo quer ter a sua opinião formada a todo custo sobre o filme e perde a magia que é imergir naquela tela por duas horas e meia (ou menos)! E não só isso… Como a concorrência está ferrenha, os estúdios “entregam” praticamente o filme inteiro em inúmeros trailers, o que faz com que a audiência já compre o ingresso com a tal da opinião formada! Tudo bem que um mísero ingresso não é mais a coisa mais barata do mundo, mas a galera parece ser tão insegura consigo mesma, que precisa saber de tudo antes de “investir” aquela grana milionária no tal ingresso, com a certeza de que terá o seu retorno financeiro garantido na figura de um filme perfeito da sua vida! E pior: esperam saber a opinião de terceiros para saber se é “seguro” ir ao cinema! Se quer um conselho, evite isso! Tente ao menos uma vez ir ao cinema às cegas! É tão bom! E se está lendo isso aqui pra saber se deve ou não assistir ao Pantera Negra, não perca seu tempo! Primeiro, porque não sou crítico de cinema e, segundo, porque esse texto é apenas um bate-papo!

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Antigamente, no “meu tempo”, costumávamos ir aos cinemas de rua, daqueles enormes que também serviam de teatro de vez em quando. Como o acesso à informação era muito difícil (um mundo sem internet), o que a gente conseguia saber era através da saudosa revista SET e do “trailer” de 30 segundos que passava na TV no período de estreia dos filmes. Só isso! E vou te dizer… Era maravilhoso! A imersão no filme era completa! Saíamos empolgados do cinema e sentávamos na calçada de casa para comentar, mesmo se o filme não fosse lá essas coisas!

Hoje em dia, o que dá pra fazer é isso que você está lendo agora: escrever algumas linhas no blog. Principalmente para uma pessoa como eu, que já não tenho mais amigos para sentar na beira da calçada e conversar a valer!

Uma coisa que venho fazendo já há algum tempo, é saber o mínimo possível sobre os filmes que pretendo assistir. Não leio mais nada antes do lançamento e, trailer… só vejo o primeiro, quando muito! E isso tem me ajudado a imergir melhor na experiência! Se ponha no meu lugar… um cara de 39 anos, viciado em filmes, que já assiste há pelo menos… 32 anos (vamos colocar o marco zero como sendo aos 7 anos, que é uma idade que acredito já ter começado a ter um pouco de entendimento das coisas!), que também é quadrinhista (uma linguagem irmã do cinema) e que estuda há anos o bê-á-bá dessa linguagem… É muito fácil eu perder o interesse no que está rolando em cena e começar a analisar os quesitos técnicos! Agora imagine se eu visse todos os trailers e lesse tudo a respeito! Seria o inferno! Não conseguiria o mínimo de imersão e o cinema estaria morto pra mim!

Agora, o que isso tudo tem a ver com o Pantera Negra? Como só assisti ao primeiro trailer e não vi mais nada (nem posteres), o filme teve um sabor diferente pra mim. E olha que fui ao cinema com praticamente zero de referência. Diferente da maioria dos outros super-heróis em que já li quase tudo, do Pantera Negra nunca li as HQs clássicas. Aliás, detestava as histórias dele na Superaventuras Marvel e as pulava para ler as mais legais (Demolidor, X-men, Justiceiro…). Nem sabia que o Garra Sônica era originalmente um inimigo dele! Pra mim, Ulisses Klau era apenas o ajudante apalermado do Beyonder em Guerras Secretas (a primeira!) e que fora utilizado soberbamente em histórias mais recentes do Demolidor escritas pelo Mark Waid. As únicas vezes em que li histórias com o T’Challa, era como integrante dos Vingadores, e não entendia como um rei deixava o seu país para ser “besta” em uma equipe de super-heróis americana! Mas isso tudo serviu para tornar a experiência do filme ainda melhor! E vou dizer só mais uma coisa… que bela equipe de guarda-costas femininas, viu? Deu gosto de ver! Roubou a cena!

É isso!

O que andei lendo em abril de 2017

Este mês de abril foi puxado. Tivemos a Bienal do Livro de Fortaleza e nos dias em que eu não estava dando aula, estava no estande da Editora Senac divulgando a terceira edição do meu livro de Quadrinhos. E também foi mês de provas. E também tive todas as outras atribuições “normais” do dia-a-dia. E cansaço. Muito cansaço! Por isso, o saldo de leitura caiu um pouco, pra 1.136 páginas! Foi mais para um relaxamento no meio da correria do que pra qualquer outra coisa. Por isso a predominância de Batman Eterno na lista, com edições curtinhas e leituras de bate-pronto!

Batman Eterno Zero

Desde “A Noite das Corujas” que não lia uma história do Batman e retornei agora com essa edição “zero” da coleção “Eterno”. E o meu pensamento continuou o mesmo: o Cavaleiro das Trevas foi um dos poucos, senão o único, que não sofreu grandes mudanças com “Os Novos 52”. Isso quer dizer que o personagem continua muito divertido de se ler, mesmo que esse início de Batman Eterno não diga muita coisa sobre do que trata o enredo. Mas isso é bom! Fiquei instigado a ler as outras 52 edições.

Novíssimos X-men – X-men de ontem

Tento fugir, tento escapar, mas não tem jeito: gosto muito dos X-men. Meus queridos heróis mutantes vêm sendo muito maltratados com enredos péssimos ao longo dos anos, apenas com algumas exceções (entenda Grant Morrison e Joss Whedon). Depois de ler o encadernado de “A Batalha do Átomo”, resolvi dar uma chance para as histórias anteriores e comprei “X-men de ontem” (por um precinho camarada na Amazon, claro!). O Brian Michael Bendis é interessante. Não sei exatamente o que pensar sobre ele. Ele tem uma capacidade de nos ludibriar com seus enredos que nos faz achar que as histórias são boas. Ou então estamos tão saturados de histórias ruins e confusas, que basta pegar um enredo “arroz com feijão” com diálogos certinhos, que já vamos nos divertindo. E o Bendis faz exatamente isso. As ideias dele até que são boas e o cara não tenta inventar a roda a cada novo trabalho que pega para escrever. Simplesmente pega aquele arroz, o feijão, faz um temperinho bacana e coloca no prato. É assim que vejo essa fase “Nova Marvel” dos X-men. Frente ao que vinha sendo mostrado, já é um bom começo.

Batman Eterno #01

Gosto dessas histórias que começam no meio do caminho e, a partir daí, a trama começa a deslanchar. Aqui, o Comissário Gordon e o Batman estão no meio de um ataque da gangue do Porko e o que acontece em decorrência disso dá as pistas do que será desenvolvido ao longo da série. Gostei bastante! Os desenhos do desconhecido (pelo menos pra mim…) Jason Fabok lembram um pouco o traço do Phil Jimenez (que é “cria” do George Pérez…). O traço fica um pouco engessado em algumas cenas, mas nada que comprometa a diversão.

Batman Eterno #02

As consequências da primeira edição começam a tomar forma aqui. Nesse ponto, a trama lembra muito o que Jeph Loeb fez em “O Longo Dia das Bruxas” e “Vitória Sombria”, principalmente pela revelação no final da edição de quem aparentemente está por trás dos acontecimentos. Ou seja, temos a impressão de estar começando a ler uma longa novela do Homem Morcego. E isso é ótimo! O traço de Jason Fabok ainda está um pouco engessado, mas já começa a ficar mais relaxado.

Batman Eterno #03

O cerco começa a se fechar para o Homem Morcego. É interessante ver um Batman que, apesar de ter “olhos” na cidade inteira, está completamente perdido sobre o que realmente está acontecendo. Igualmente perdidos estão os policiais. Ao final da edição, também ficam de mãos atadas! Quanto ao traço, Jason Fabok parece estar mais à vontade. Ah, não posso deixar de mencionar a aparição de Stephanie Brown, uma das personagens que mais gostei na antiga revista do Robin “Tim Drake”. Não sei dizer se esta é a sua estreia nos Novos 52, mas é bom vê-la de novo. E se a Stephanie aparece, é lógico que o seu pai também dá as caras e já começo a entender qual o seu papel na trama (vislumbres disso foram mostrados na edição zero).

Batman Eterno #04

Temos uma mudança muito bem-vinda de desenhista nesta edição. Imagino que seja uma espécie de rodízio para uma série dessa estirpe. Já conheço o traço do Dustin Nguyen de outros quadrinhos e posso dizer que muito me agrada esse desenho mais estilizado e limpo. Apesar de usar bastante sombra em alguns momentos, o traço do Dustin é baseado em auto contraste e quase não utiliza hachuras. E isso é ótimo! Traço limpo e agradável! Basta comparar com o desenhista da capa pra entender o que estou falando.

Batman Eterno #05

Neste número também há um novo desenhista, Andy Clarke. Esse nome não me é estranho! Estranhas são algumas expressões dos personagens. Mas compromete tanto. O que fica meio difícil de engolir são as coincidências de encontro de personagens no bairro Narrows.

Novíssimos X-men – Criando Raízes

O roteirista Brian Michael Bendis continha escrevendo o seu arroz com feijão. Se a gente tem a impressão de que as histórias dele sempre começam em lugar algum e chegam a lugar nenhum, pelo menos há uma consistência no elenco (dá pra saber quem é quem), mesmo que a Tempestade apareça do nada com o seu visual moicano! Bateu uma nostalgia ao ver os robôs Sentinelas, mesmo que na Sala de Perigo. E também de ver a Mística e o Dentes de Sabre sendo o que são: vilões! Não gosto muito da tal Lady Mental, mas é o que temos pra hoje! Quanto aos desenhos, continuam um deleite visual!

Batman Eterno #06

Entra um novo desenhista na equipe, o Trevor McCarthy. Gostei! Traço obscuro, mas objetivo. Quanto à trama, novos mistérios vão entrando em cena e começamos a constatar que o perigo não está apenas na figura do Falcone. Muita boa a aparição do Jim Corrigan (vulgo Espectro). Gosto desse lado “mágico” da DC. Vamos ver no que dá!

Novíssimos X-men – Deslocados

Os enredos criados pelo Brian Bendis não são a sétima maravilha do mundo, mas entretêm por serem redondinhos e não terem a pretensão de ser um best seller. É interessante como as tramas são pensadas para colocar os personagens em conflito com os X-men Originais, como quando o Scott novo encontra o irmão Alex velho ou quando a Jean Grey encontra a filha do Mestre Mental. Mas essa edição também mostra os absurdos da Marvel. Os X-men esbarram em outra (?) equipe de Vingadores (justamente a liderada pelo Destrutor). Os Vingadores agem como se fosse a primeira vez, mas metade dos membros já haviam visitado a mansão nas histórias anteriores. E como assim “outra” equipe com os onipresentes Capitão América e Thor?! Nos tempos de Vingadores da Costa Oeste pelo menos haviam membros distintos em cada equipe. Sinal dos tempos…

Casanova Avaritia

Eu não sabia nada sobre Casanova. Apenas o que as imagens das capas me levaram a deduzir, de que seria alguma série noir de algum ladrão charmoso. O preço nada convidativo não despertava maiores interesses na compra, fora um nome que vinha na capa: Gabriel Bá. Então, quando este volume apareceu em promoção na Amazon, não pensei duas vezes! Comprei só por causa do desenhista. E qual a minha surpresa ao ver que se tratava de uma série de ficção científica misturada com noir e com muita maluquice psicodélica espaço-temporal! Só coisas que gosto bastante. E os desenhos? Que coisa mais linda! Já mencionei várias vezes que hoje em dia prefiro mais traços nessa pegada estilizada, tanto para ler quanto para desenhar. E o Gabriel Bá não me decepcionou. O cara faz parecer fácil! Li todo o volume babando! Um ponto negativo é que a Panini em lugar nenhum do encadernado indica que este é o terceiro volume. Isso acontece em várias outras coleções. Nesse caso não teve tanta importância pra mim, já que só comprarei os demais caso estejam em promoção. Mas pra quem coleciona é chato começar a leitura justamente pela conclusão da saga ou precisar fazer uma pesquisa antes de comprar. Basta colocar na capa o número do volume e facilitar a vida na hora de chegar numa banca ou livraria. Nem todo mundo hoje em dia para a vida exclusivamente pra ir a um lugar comprar gibi. Geralmente a pessoa está “passando” por ali e compra o que tiver chegado! Eu, por exemplo, compro alguns gibis e só vou ler algum tempo depois. Resultado: acabei comprando duas edições repetidas do Homem-Animal porque não lembrava da capa e os encadernados não têm o número do volume!

Batman Eterno #07

A queda do Pinguim acontece com cenas um tanto quanto confusas. Incomoda também as poses “ginecológicas” atribuídas à Mulher-Gato. Ela sempre teve como apelo a sua sensualidade, mas de uns tempos pra cá os desenhistas têm exagerado nos ângulos despropositadas.

Batman Eterno #08

O Batman aperta o cerco contra a bandidagem pra mostrar quem é que manda na cidade. Destaque para o traço Guillem March e as cores suaves de Tomeu Morey. O traço lembra vários outros desenhistas, mas o mais marcante é Joe Kubert por conta das hachuras mais firmes.

Batman Eterno #09

Foi só elogiar o tal de Guillem March, que o sujeito me vem com uma pose “ginecológica” da Mulher-Gato logo na página de abertura da história. Uma pena! Sem contar que esse uniforme de plástico da Selina Kyle é feio pra baralho! Tirando isso, é legal ver os caras usando os personagens da Corporação Batman. Só é um pouco estranho não estar nas mãos do Grant Morrison, mas diverte também.

Batman Eterno #10

Vamos falar novamente da Mulher-Gato! E dessa vez logo na capa! Será possível que não tenha uma criatura que consiga desenhar esse uniforme de plástico sem ficar esquisito. Me perdoe, mas parece uma camisinha gigante!!!! E não vou nem falar da pose! Cadê o Andy Kubert, que vinha sendo usado como capista? Pelo menos o Riccardo Burchielli consegue imprimir um traço com mais personalidade no miolo, embora logo de cara nos apareça com a Mulher-Gato amarrada numa cadeira com as pernas abertas apontando para direções extremamente opostas!

Batman Eterno #11

Vamos falar da BatGirl dessa vez! Que capa é essa, rapaz? É uma luta ou um relacionamento íntimo lésbico? Qual a necessidade dessa “abertura” de pernas da Bárbara? Sem contar com esse uniforme horrível a la “novos 52” cheio de detalhes que não dizem nada e que devem ser o pesadelo dos desenhistas! Pelo menos o Iam Bertram mostra um traço extremamente estilizado no miolo. Já mencionei que prefiro traços deste naipe hoje em dia. Alguns podem achar feio, mas essa pegada meio Frank Quitely me agrada mais do que os traços “realistas”. Aqui, mesmo sendo cheio de hachuras, você consegue entender o que está desenhado.

Força Psi #02

A HQ da Força Psi começa a ficar interessante ao mostrar questionamentos acerca do “recrutamento” que cria uma certa expectativa para os próximos capítulos. Essa pegada “Novos Mutantes” também agrada! Apesar disso, Estigma continua sendo a HQ mais divertida. O enredo não é uma sétima maravilha do mundo, mas o traço do Romita Jr. deixa tudo mais agradável de ler. Quem demonstra potencial é o Máscara Noturna, uma espécie de “Sandman” do Novo Universo, mesmo com um início um pouco confuso. Vamos ver no que dá!

Coleção História Marvel – Os Defensores – Volume 03

O Namor não é um personagem fácil de se gostar e, imagino, igualmente difícil de escrever. Sua arrogância e petulância podem afugentar os leitores. Por outro lado, sua nobreza, coragem e determinação, são valores que o tornam um personagem intrigante. Nesse volume dedicado ao Príncipe Submarino, vemos um Namor preocupado com o destino do seu povo, ao mesmo tempo em que tenta se desvencilhar de ameaças que, em alguns momentos, o deixam até indefeso. O belo traço do sempre competente John Buscema, aliado aos roteiros certeiros do não menos experiente Roy Thomas, proporcionam grandes momentos e encontros com personagens e inimigos clássicos, como Triton dos Inumanos e Lorde Attuma. Tem até a origem de um outro adversário que gosto muito, o Tubarão Tigre.

Mês que vem tem mais!

Vi no cinema: Guardiões da Galáxia Vol II

Assisti ao filme Guardiões da Galáxia Vol II e achei sensacional por vários motivos. O primeiro é porque o filme não usa a fórmula batida do “cada vez maior” para a sequência. Seu enredo é até mais contido do que o filme anterior, focando principalmente na busca do Senhor das Estrelas por sua identidade. Outro motivo é o fato de o filme também se conter em relação à interligação com o Universo Cinematográfico Marvel. Tudo bem que é divertido ver como cada filme está ligado ao outro. Mas, pelo menos da minha parte, já cansei um pouco disso! E Guardiões da Galáxia, a exemplo do Doutor Estranho e (um pouco) de Homem-Formiga, só insinua a interligação, sem a necessidade de cada acontecimento ter que obrigatoriamente repercutir o que aconteceu antes em outros filmes.

Mas o principal motivo de ter gostado bastante desse filme, foi ver algumas das criaturas e personagens mais bizarros e obscuros da Marvel em carne (?) e osso. Só pra ficar no principal personagem bizarro, nunca passou pela minha cabeça ver Ego, o Planeta Vivo, em toda a sua glória (não vou nem falar de outras criaturas que aparecem junto com o Stan Lee). E é claro que tudo isso trouxe várias referências à minha mente durante e depois do filme.

Só pra começar, me deu logo vontade de reler as histórias da Liga de Justiça Internacional por conta do mesmo tipo de humor que foi empregado no filme. Pra quem não conhece, essa versão da Liga surgiu como parte da reformulação da Crise nas Infinitas Terras, mas que só deu as caras mesmo após outra minissérie, Lendas. Como na época os maiores figurões da DC estavam tendo suas próprias reformulações (Superman, Mulher-Maravilha, Batman…), os roteiristas não liberaram seus personagens e coube a Keith Giffen e J.M. Dematteis a tarefa de se virar apenas com heróis de segundo escalão (tipo o James Gunn)! Só o Batman foi liberado porque o seu editor ficou com pena dos caras!

Daí surgiu a ideia de fazer uma Liga diferente, com pegadas de humor pastelão, do tipo que você está vendo hoje nos filmes dos Guardiões. Em meio a tantas histórias memoráveis (e impagáveis) recomendo o arco em que a Liga vai parar em Apokolipse para resgatar o Senhor Milagre que havia sido sequestrado a mando da Vovó Bondade, assecla de Darkseid. Nem preciso dizer que os heróis se metem em confusões inacreditáveis (O Caçador de Marte, a Grande Barda e o Gnort juntos em uma nave é demais!). Sem contar que o Lobo ainda está tentando assassinar o grupo. O arco começa mesmo por volta da edição 17, mas pega fogo nos números 21 e 22 (formatinhos da Abril).

Por falar em humor e criaturas bizarras, também veio à mente a sensacional Graphic Marvel 01: Hulk e o Coisa! Escrita pelo cara que “manja dos paranauê” cósmicos Jim Starlin e soberbamente desenhada pelo grande Berni Wrightson, o álbum conta a história de como os dois monstros foram “contratados” para entregar uma intimação para um chefão, só que do outro lado da galáxia. Sobram aí criaturas e situações impagáveis de todo jeito. Destaque para o “chapéu” que o Hulk usa para se disfarçar na multidão de aliens!

E por falar em Jim Starlin, outra obra que deu vontade de reler após o filme foi a Graphic Novel 03: A Morte do Capitão Marvel. A HQ narra, claro, os últimos momentos de vida do guerreiro kree e vemos um desfile de personagens cósmicos da Marvel, incluindo Thanos e a própria Morte. Sem contar vários dos super-heróis que também aparecem para prestar sua homenagem ao colega.

É claro que tem as referências mais óbvias, como A Saga de Thanos que traz, entre outras coisas, todo o surgimento de Adam Warlock, e a minissérie Desafio Infinito, que coloca o Titã louco de posse da manopla do infinito e mostra também a vingança da Nebulosa. Quem assistir ao Guardiões da Galáxia Vol II e ler as HQs, certamente vai começar a ter um vislumbre de como o Thanos pode vir a ser derrotado nos filmes vindouros!

Pra finalizar as referências, recomendo a minissérie em duas edições “Thanos: Em busca de Poder”. Escrita por Jim Starlin (claro!) e desenhada por Rom Lim, a história se passa antes de Desafio Infinito e mostra como Thanos conseguiu as joias do infinito.

Adoro meus formatinhos!

Episódio 01: Quando peguei os gibis do Aranha

 

Antigamente, lá no meu tempo, a pivetada costumava se reunir para trocar e emprestar gibis uns aos outros e jogar conversa fora sobre seus personagens e histórias favoritos (quem era mais forte?). Como a gente não tinha quase nenhuma grana, era comum essa prática do empréstimo. Eram bons tempos que não voltam mais. Baseado nisso, resolvi registrar um pouco da minha memória afetiva sobre os bons momentos que vivi juntando os gibis da minha coleção.

Não lembro exatamente como tomei conhecimento da existência do Homem-Aranha. Provavelmente através de algum desenho animado do Escalador de Paredes. O que recordo com muito carinho é das primeiras HQs que tive contato do Cabeça de Teia.

Fazia pouco tempo que me mudara de Fortaleza para uma cidade da região metropolitana e estava começando a fazer novos amigos na vizinhança. Logo descobri um vizinho a umas quatro ou cinco casas de distância que colecionava quadrinhos. Ele era mais velho, devia ter os seus vinte e poucos anos, enquanto eu ainda tinha onze para doze anos.

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Certa noite, ele resolve mostrar as suas preciosidades (era outra prática comum também, exibir a coleção) e meus olhos brilharam com tanta coisa legal na minha frente! Nessa época, minha coleção ainda predominava de Disney e Turma da Mônica guardadas em caixas da Avon debaixo da cama dos meus pais. E quando vi aquela edição 44 do Homem-Aranha, fiquei alucinado logo de cara com o desenho dinâmico da capa mostrando uma cena de perigo vista de cima com o Cabeça de Teia, a Gata Negra e o Coruja presos pelos tentáculos do Doutor Octopus. Outra revista que me chamou a atenção, foi a Teia do Aranha #26 com o Tarântula na capa tentando dar uma picada no Aranha. Na verdade, toda a coleção do cara me deixou doido (inclusive um livro pop-up do Aranha enfrentando o Tarântula que achei a coisa mais legal do mundo!). Mas humildemente pedi emprestadas apenas as duas revistas do Aranha e o meu novo amigo atendeu meu pedido. Foi demais!

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A história de Homem-Aranha #44 contava a trama de uma guerra entre o Doutor Octopus e o Coruja, enquanto o Peter Parker tinha que lidar com os delírios da Debra Whitman (sua namorada na época). Naquele tempo (tempos mais inocentes, por sinal), eu não fazia ideia do que diabos era cronologia e pouco me importava com isso! O que caía na mão, eu lia sem me preocupar com o que aconteceu antes. Lembro que fiquei apaixonado pela Gata Negra, mesmo ela aparecendo apenas na última página da história.

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A história seguinte do Capitão Marvel não me chamou tanto atenção. Não gostei dos desenhos “sérios” demais. Mas a última história do Quarteto Fantástico me deixou doido! Que história bacana aquela do tal Diablo e os monstros baseados nos quatro elementos para enfrentar o Quarteto. E que desenhos eram aqueles, meu Deus? Sem me ligar muito nos créditos (HQs Disney e Mônica não tinham isso na época), essa história me apresentou ao grande John Byrne! Nem preciso dizer que foi a aventura que reli diversas vezes naquela edição!

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A Teia do Aranha #26 me chamou atenção pelos desenhos limpos e pelas cores diferenciadas (tinham uns degradês que não vi na outra revista). Sem falar, claro, do Tarântula, que achei sensacional pela agilidade e sacada bacana do visual do uniforme. A primeira história era muito louca! O Doutor Octopus estava para casar com a Tia May e o Aranha tentava impedir. Tudo isso em meio a uma guerra de gangsters com o Cabeça de Martelo! Na segunda aventura, conheci mais um inimigo do Cabeça de Teia, o Magma. E o melhor ficou para o final: o quebra-pau do Aranha com o Tarântula no meio de um transatlântico. A fichinha no final da revista falando sobre as edições originais americanas foram uma alegria à parte (imagine uma época com zero internet e você vai entender como eram ricos esses momentos informativos). Que bacana! Reli essa edição inteira várias vezes antes de devolver ao dono!

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– Homem-Aranha # 44 (Editora Abril) – 14/02/87

– A Teia do Aranha #26 (Abril Jovem) – Novembro/91

 

Catalogando personagens em cards

Depois de um período em que passei apenas ministrando aulas (mais precisamente 2014 inteiro!), este ano estou retomando alguns projetos que estavam parados. Um deles é voltar a produzir histórias em quadrinhos dos mais variados tipos e gêneros (falei sobre isso aqui)! E, claro, não podia faltar uma das minhas grandes paixões, os quadrinhos de super-heróis. No entanto, antes de sair rabiscando as páginas, preciso urgentemente organizar algumas coisas nos meus arquivos como, por exemplo, catalogar todos (eu disse TODOS) os personagens que criei desde moleque até os dias de hoje e montar, literalmente, um mapa de todo o meu universo (isso soou grandiloquente! rs). Para essa empreitada, inventei de fazer uma coleção de cards com os personagens, com traços bem simples e diretos, mas que registre a caracterização e cores de cada um. Em apenas três dias de trabalho (lápis e arte-final), desenhei nada mais, nada menos, que 28 personagens, entre heróis, vilões e coadjuvantes! Só parei porque acabou o papel! A empreitada está apenas no início, já que estimo ter pelo menos uns 300 personagens! Mas os primeiros resultados você confere logo abaixo!

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cris 2

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Maracanaú lança mascote em prol da alimentação saudável

A Prefeitura de Maracanaú, através da Secretaria de Ação Social, lançou no mês de julho o programa “Proteção Social – Segurança Alimentar e Nutricional em Maracanaú”. Trata-se de um conjunto de mecanismos, órgãos e atores sociais que se articulam visando a concretização da política municipal de segurança alimentar e nutricional, implementado através de cinco eixos prioritários: produção e comercialização de alimentos; garantia de acesso à alimentação de qualidade (distribuição e abastecimento); saúde, nutrição e educação alimentar e programas alimentares suplementares. O lançamento do programa contou com um selo institucional e um mascote criados por Lederly Mendonça. O mascote, batizado de “Saladinha”, abrange em seu visual todo o esforço da prefeitura em incentivar e educar a população para uma produção e consumo de alimentos saudáveis, já que o seu desenho foi todo pensado para ser uma verdadeira “salada”, com corpo de chuchu, nariz de batata, braços e pernas de cenoura, pés de tomate, cabelo de cebolinha, boné de jerimum e gola de camisa feita de alface.

Veja outras imagens clicando em portfólio.

SRTE faz campanha contra trabalho infantil

Nem só de namorados vive o dia 12 de junho! Para quem não sabe, a data marca também o Dia Mundial e Nacional do Combate ao Trabalho Infantil, que é justamente o que defende a campanha iniciada no último dia 2 de junho pela SRTE/CE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará) através do NAPE (Núcleo de Apoio a Programas Especiais). Entre os dias 2 e 8, o Fórum Estadual pela Erradicação do Trabalho Infantil e a Procuradoria do Trabalho visitaram escolas públicas e entidades da sociedade civil, proferindo palestras e distribuindo panfletos alertando sobre os problemas causados pelo trabalho infantil. O ponto alto da programação foi nessa quinta-feira, dia 12, com a realização do seminário “Educação: resposta certa contra o trabalho infantil”. A direção de arte da campanha leva a assinatura de Lederly Mendonça (vide foto), que também desenvolveu a marca do NAPE. Para visualizar outras peças, basta acessar o portfólio.

Fonte: SRTE/CE