O que andei lendo em abril de 2017

Este mês de abril foi puxado. Tivemos a Bienal do Livro de Fortaleza e nos dias em que eu não estava dando aula, estava no estande da Editora Senac divulgando a terceira edição do meu livro de Quadrinhos. E também foi mês de provas. E também tive todas as outras atribuições “normais” do dia-a-dia. E cansaço. Muito cansaço! Por isso, o saldo de leitura caiu um pouco, pra 1.136 páginas! Foi mais para um relaxamento no meio da correria do que pra qualquer outra coisa. Por isso a predominância de Batman Eterno na lista, com edições curtinhas e leituras de bate-pronto!

Batman Eterno Zero

Desde “A Noite das Corujas” que não lia uma história do Batman e retornei agora com essa edição “zero” da coleção “Eterno”. E o meu pensamento continuou o mesmo: o Cavaleiro das Trevas foi um dos poucos, senão o único, que não sofreu grandes mudanças com “Os Novos 52”. Isso quer dizer que o personagem continua muito divertido de se ler, mesmo que esse início de Batman Eterno não diga muita coisa sobre do que trata o enredo. Mas isso é bom! Fiquei instigado a ler as outras 52 edições.

Novíssimos X-men – X-men de ontem

Tento fugir, tento escapar, mas não tem jeito: gosto muito dos X-men. Meus queridos heróis mutantes vêm sendo muito maltratados com enredos péssimos ao longo dos anos, apenas com algumas exceções (entenda Grant Morrison e Joss Whedon). Depois de ler o encadernado de “A Batalha do Átomo”, resolvi dar uma chance para as histórias anteriores e comprei “X-men de ontem” (por um precinho camarada na Amazon, claro!). O Brian Michael Bendis é interessante. Não sei exatamente o que pensar sobre ele. Ele tem uma capacidade de nos ludibriar com seus enredos que nos faz achar que as histórias são boas. Ou então estamos tão saturados de histórias ruins e confusas, que basta pegar um enredo “arroz com feijão” com diálogos certinhos, que já vamos nos divertindo. E o Bendis faz exatamente isso. As ideias dele até que são boas e o cara não tenta inventar a roda a cada novo trabalho que pega para escrever. Simplesmente pega aquele arroz, o feijão, faz um temperinho bacana e coloca no prato. É assim que vejo essa fase “Nova Marvel” dos X-men. Frente ao que vinha sendo mostrado, já é um bom começo.

Batman Eterno #01

Gosto dessas histórias que começam no meio do caminho e, a partir daí, a trama começa a deslanchar. Aqui, o Comissário Gordon e o Batman estão no meio de um ataque da gangue do Porko e o que acontece em decorrência disso dá as pistas do que será desenvolvido ao longo da série. Gostei bastante! Os desenhos do desconhecido (pelo menos pra mim…) Jason Fabok lembram um pouco o traço do Phil Jimenez (que é “cria” do George Pérez…). O traço fica um pouco engessado em algumas cenas, mas nada que comprometa a diversão.

Batman Eterno #02

As consequências da primeira edição começam a tomar forma aqui. Nesse ponto, a trama lembra muito o que Jeph Loeb fez em “O Longo Dia das Bruxas” e “Vitória Sombria”, principalmente pela revelação no final da edição de quem aparentemente está por trás dos acontecimentos. Ou seja, temos a impressão de estar começando a ler uma longa novela do Homem Morcego. E isso é ótimo! O traço de Jason Fabok ainda está um pouco engessado, mas já começa a ficar mais relaxado.

Batman Eterno #03

O cerco começa a se fechar para o Homem Morcego. É interessante ver um Batman que, apesar de ter “olhos” na cidade inteira, está completamente perdido sobre o que realmente está acontecendo. Igualmente perdidos estão os policiais. Ao final da edição, também ficam de mãos atadas! Quanto ao traço, Jason Fabok parece estar mais à vontade. Ah, não posso deixar de mencionar a aparição de Stephanie Brown, uma das personagens que mais gostei na antiga revista do Robin “Tim Drake”. Não sei dizer se esta é a sua estreia nos Novos 52, mas é bom vê-la de novo. E se a Stephanie aparece, é lógico que o seu pai também dá as caras e já começo a entender qual o seu papel na trama (vislumbres disso foram mostrados na edição zero).

Batman Eterno #04

Temos uma mudança muito bem-vinda de desenhista nesta edição. Imagino que seja uma espécie de rodízio para uma série dessa estirpe. Já conheço o traço do Dustin Nguyen de outros quadrinhos e posso dizer que muito me agrada esse desenho mais estilizado e limpo. Apesar de usar bastante sombra em alguns momentos, o traço do Dustin é baseado em auto contraste e quase não utiliza hachuras. E isso é ótimo! Traço limpo e agradável! Basta comparar com o desenhista da capa pra entender o que estou falando.

Batman Eterno #05

Neste número também há um novo desenhista, Andy Clarke. Esse nome não me é estranho! Estranhas são algumas expressões dos personagens. Mas compromete tanto. O que fica meio difícil de engolir são as coincidências de encontro de personagens no bairro Narrows.

Novíssimos X-men – Criando Raízes

O roteirista Brian Michael Bendis continha escrevendo o seu arroz com feijão. Se a gente tem a impressão de que as histórias dele sempre começam em lugar algum e chegam a lugar nenhum, pelo menos há uma consistência no elenco (dá pra saber quem é quem), mesmo que a Tempestade apareça do nada com o seu visual moicano! Bateu uma nostalgia ao ver os robôs Sentinelas, mesmo que na Sala de Perigo. E também de ver a Mística e o Dentes de Sabre sendo o que são: vilões! Não gosto muito da tal Lady Mental, mas é o que temos pra hoje! Quanto aos desenhos, continuam um deleite visual!

Batman Eterno #06

Entra um novo desenhista na equipe, o Trevor McCarthy. Gostei! Traço obscuro, mas objetivo. Quanto à trama, novos mistérios vão entrando em cena e começamos a constatar que o perigo não está apenas na figura do Falcone. Muita boa a aparição do Jim Corrigan (vulgo Espectro). Gosto desse lado “mágico” da DC. Vamos ver no que dá!

Novíssimos X-men – Deslocados

Os enredos criados pelo Brian Bendis não são a sétima maravilha do mundo, mas entretêm por serem redondinhos e não terem a pretensão de ser um best seller. É interessante como as tramas são pensadas para colocar os personagens em conflito com os X-men Originais, como quando o Scott novo encontra o irmão Alex velho ou quando a Jean Grey encontra a filha do Mestre Mental. Mas essa edição também mostra os absurdos da Marvel. Os X-men esbarram em outra (?) equipe de Vingadores (justamente a liderada pelo Destrutor). Os Vingadores agem como se fosse a primeira vez, mas metade dos membros já haviam visitado a mansão nas histórias anteriores. E como assim “outra” equipe com os onipresentes Capitão América e Thor?! Nos tempos de Vingadores da Costa Oeste pelo menos haviam membros distintos em cada equipe. Sinal dos tempos…

Casanova Avaritia

Eu não sabia nada sobre Casanova. Apenas o que as imagens das capas me levaram a deduzir, de que seria alguma série noir de algum ladrão charmoso. O preço nada convidativo não despertava maiores interesses na compra, fora um nome que vinha na capa: Gabriel Bá. Então, quando este volume apareceu em promoção na Amazon, não pensei duas vezes! Comprei só por causa do desenhista. E qual a minha surpresa ao ver que se tratava de uma série de ficção científica misturada com noir e com muita maluquice psicodélica espaço-temporal! Só coisas que gosto bastante. E os desenhos? Que coisa mais linda! Já mencionei várias vezes que hoje em dia prefiro mais traços nessa pegada estilizada, tanto para ler quanto para desenhar. E o Gabriel Bá não me decepcionou. O cara faz parecer fácil! Li todo o volume babando! Um ponto negativo é que a Panini em lugar nenhum do encadernado indica que este é o terceiro volume. Isso acontece em várias outras coleções. Nesse caso não teve tanta importância pra mim, já que só comprarei os demais caso estejam em promoção. Mas pra quem coleciona é chato começar a leitura justamente pela conclusão da saga ou precisar fazer uma pesquisa antes de comprar. Basta colocar na capa o número do volume e facilitar a vida na hora de chegar numa banca ou livraria. Nem todo mundo hoje em dia para a vida exclusivamente pra ir a um lugar comprar gibi. Geralmente a pessoa está “passando” por ali e compra o que tiver chegado! Eu, por exemplo, compro alguns gibis e só vou ler algum tempo depois. Resultado: acabei comprando duas edições repetidas do Homem-Animal porque não lembrava da capa e os encadernados não têm o número do volume!

Batman Eterno #07

A queda do Pinguim acontece com cenas um tanto quanto confusas. Incomoda também as poses “ginecológicas” atribuídas à Mulher-Gato. Ela sempre teve como apelo a sua sensualidade, mas de uns tempos pra cá os desenhistas têm exagerado nos ângulos despropositadas.

Batman Eterno #08

O Batman aperta o cerco contra a bandidagem pra mostrar quem é que manda na cidade. Destaque para o traço Guillem March e as cores suaves de Tomeu Morey. O traço lembra vários outros desenhistas, mas o mais marcante é Joe Kubert por conta das hachuras mais firmes.

Batman Eterno #09

Foi só elogiar o tal de Guillem March, que o sujeito me vem com uma pose “ginecológica” da Mulher-Gato logo na página de abertura da história. Uma pena! Sem contar que esse uniforme de plástico da Selina Kyle é feio pra baralho! Tirando isso, é legal ver os caras usando os personagens da Corporação Batman. Só é um pouco estranho não estar nas mãos do Grant Morrison, mas diverte também.

Batman Eterno #10

Vamos falar novamente da Mulher-Gato! E dessa vez logo na capa! Será possível que não tenha uma criatura que consiga desenhar esse uniforme de plástico sem ficar esquisito. Me perdoe, mas parece uma camisinha gigante!!!! E não vou nem falar da pose! Cadê o Andy Kubert, que vinha sendo usado como capista? Pelo menos o Riccardo Burchielli consegue imprimir um traço com mais personalidade no miolo, embora logo de cara nos apareça com a Mulher-Gato amarrada numa cadeira com as pernas abertas apontando para direções extremamente opostas!

Batman Eterno #11

Vamos falar da BatGirl dessa vez! Que capa é essa, rapaz? É uma luta ou um relacionamento íntimo lésbico? Qual a necessidade dessa “abertura” de pernas da Bárbara? Sem contar com esse uniforme horrível a la “novos 52” cheio de detalhes que não dizem nada e que devem ser o pesadelo dos desenhistas! Pelo menos o Iam Bertram mostra um traço extremamente estilizado no miolo. Já mencionei que prefiro traços deste naipe hoje em dia. Alguns podem achar feio, mas essa pegada meio Frank Quitely me agrada mais do que os traços “realistas”. Aqui, mesmo sendo cheio de hachuras, você consegue entender o que está desenhado.

Força Psi #02

A HQ da Força Psi começa a ficar interessante ao mostrar questionamentos acerca do “recrutamento” que cria uma certa expectativa para os próximos capítulos. Essa pegada “Novos Mutantes” também agrada! Apesar disso, Estigma continua sendo a HQ mais divertida. O enredo não é uma sétima maravilha do mundo, mas o traço do Romita Jr. deixa tudo mais agradável de ler. Quem demonstra potencial é o Máscara Noturna, uma espécie de “Sandman” do Novo Universo, mesmo com um início um pouco confuso. Vamos ver no que dá!

Coleção História Marvel – Os Defensores – Volume 03

O Namor não é um personagem fácil de se gostar e, imagino, igualmente difícil de escrever. Sua arrogância e petulância podem afugentar os leitores. Por outro lado, sua nobreza, coragem e determinação, são valores que o tornam um personagem intrigante. Nesse volume dedicado ao Príncipe Submarino, vemos um Namor preocupado com o destino do seu povo, ao mesmo tempo em que tenta se desvencilhar de ameaças que, em alguns momentos, o deixam até indefeso. O belo traço do sempre competente John Buscema, aliado aos roteiros certeiros do não menos experiente Roy Thomas, proporcionam grandes momentos e encontros com personagens e inimigos clássicos, como Triton dos Inumanos e Lorde Attuma. Tem até a origem de um outro adversário que gosto muito, o Tubarão Tigre.

Mês que vem tem mais!

Anúncios

Vi no cinema: Guardiões da Galáxia Vol II

Assisti ao filme Guardiões da Galáxia Vol II e achei sensacional por vários motivos. O primeiro é porque o filme não usa a fórmula batida do “cada vez maior” para a sequência. Seu enredo é até mais contido do que o filme anterior, focando principalmente na busca do Senhor das Estrelas por sua identidade. Outro motivo é o fato de o filme também se conter em relação à interligação com o Universo Cinematográfico Marvel. Tudo bem que é divertido ver como cada filme está ligado ao outro. Mas, pelo menos da minha parte, já cansei um pouco disso! E Guardiões da Galáxia, a exemplo do Doutor Estranho e (um pouco) de Homem-Formiga, só insinua a interligação, sem a necessidade de cada acontecimento ter que obrigatoriamente repercutir o que aconteceu antes em outros filmes.

Mas o principal motivo de ter gostado bastante desse filme, foi ver algumas das criaturas e personagens mais bizarros e obscuros da Marvel em carne (?) e osso. Só pra ficar no principal personagem bizarro, nunca passou pela minha cabeça ver Ego, o Planeta Vivo, em toda a sua glória (não vou nem falar de outras criaturas que aparecem junto com o Stan Lee). E é claro que tudo isso trouxe várias referências à minha mente durante e depois do filme.

Só pra começar, me deu logo vontade de reler as histórias da Liga de Justiça Internacional por conta do mesmo tipo de humor que foi empregado no filme. Pra quem não conhece, essa versão da Liga surgiu como parte da reformulação da Crise nas Infinitas Terras, mas que só deu as caras mesmo após outra minissérie, Lendas. Como na época os maiores figurões da DC estavam tendo suas próprias reformulações (Superman, Mulher-Maravilha, Batman…), os roteiristas não liberaram seus personagens e coube a Keith Giffen e J.M. Dematteis a tarefa de se virar apenas com heróis de segundo escalão (tipo o James Gunn)! Só o Batman foi liberado porque o seu editor ficou com pena dos caras!

Daí surgiu a ideia de fazer uma Liga diferente, com pegadas de humor pastelão, do tipo que você está vendo hoje nos filmes dos Guardiões. Em meio a tantas histórias memoráveis (e impagáveis) recomendo o arco em que a Liga vai parar em Apokolipse para resgatar o Senhor Milagre que havia sido sequestrado a mando da Vovó Bondade, assecla de Darkseid. Nem preciso dizer que os heróis se metem em confusões inacreditáveis (O Caçador de Marte, a Grande Barda e o Gnort juntos em uma nave é demais!). Sem contar que o Lobo ainda está tentando assassinar o grupo. O arco começa mesmo por volta da edição 17, mas pega fogo nos números 21 e 22 (formatinhos da Abril).

Por falar em humor e criaturas bizarras, também veio à mente a sensacional Graphic Marvel 01: Hulk e o Coisa! Escrita pelo cara que “manja dos paranauê” cósmicos Jim Starlin e soberbamente desenhada pelo grande Berni Wrightson, o álbum conta a história de como os dois monstros foram “contratados” para entregar uma intimação para um chefão, só que do outro lado da galáxia. Sobram aí criaturas e situações impagáveis de todo jeito. Destaque para o “chapéu” que o Hulk usa para se disfarçar na multidão de aliens!

E por falar em Jim Starlin, outra obra que deu vontade de reler após o filme foi a Graphic Novel 03: A Morte do Capitão Marvel. A HQ narra, claro, os últimos momentos de vida do guerreiro kree e vemos um desfile de personagens cósmicos da Marvel, incluindo Thanos e a própria Morte. Sem contar vários dos super-heróis que também aparecem para prestar sua homenagem ao colega.

É claro que tem as referências mais óbvias, como A Saga de Thanos que traz, entre outras coisas, todo o surgimento de Adam Warlock, e a minissérie Desafio Infinito, que coloca o Titã louco de posse da manopla do infinito e mostra também a vingança da Nebulosa. Quem assistir ao Guardiões da Galáxia Vol II e ler as HQs, certamente vai começar a ter um vislumbre de como o Thanos pode vir a ser derrotado nos filmes vindouros!

Pra finalizar as referências, recomendo a minissérie em duas edições “Thanos: Em busca de Poder”. Escrita por Jim Starlin (claro!) e desenhada por Rom Lim, a história se passa antes de Desafio Infinito e mostra como Thanos conseguiu as joias do infinito.

Adoro meus formatinhos!

Episódio 01: Quando peguei os gibis do Aranha

 

Antigamente, lá no meu tempo, a pivetada costumava se reunir para trocar e emprestar gibis uns aos outros e jogar conversa fora sobre seus personagens e histórias favoritos (quem era mais forte?). Como a gente não tinha quase nenhuma grana, era comum essa prática do empréstimo. Eram bons tempos que não voltam mais. Baseado nisso, resolvi registrar um pouco da minha memória afetiva sobre os bons momentos que vivi juntando os gibis da minha coleção.

Não lembro exatamente como tomei conhecimento da existência do Homem-Aranha. Provavelmente através de algum desenho animado do Escalador de Paredes. O que recordo com muito carinho é das primeiras HQs que tive contato do Cabeça de Teia.

Fazia pouco tempo que me mudara de Fortaleza para uma cidade da região metropolitana e estava começando a fazer novos amigos na vizinhança. Logo descobri um vizinho a umas quatro ou cinco casas de distância que colecionava quadrinhos. Ele era mais velho, devia ter os seus vinte e poucos anos, enquanto eu ainda tinha onze para doze anos.

wp_20160924_17_33_24_pro

Certa noite, ele resolve mostrar as suas preciosidades (era outra prática comum também, exibir a coleção) e meus olhos brilharam com tanta coisa legal na minha frente! Nessa época, minha coleção ainda predominava de Disney e Turma da Mônica guardadas em caixas da Avon debaixo da cama dos meus pais. E quando vi aquela edição 44 do Homem-Aranha, fiquei alucinado logo de cara com o desenho dinâmico da capa mostrando uma cena de perigo vista de cima com o Cabeça de Teia, a Gata Negra e o Coruja presos pelos tentáculos do Doutor Octopus. Outra revista que me chamou a atenção, foi a Teia do Aranha #26 com o Tarântula na capa tentando dar uma picada no Aranha. Na verdade, toda a coleção do cara me deixou doido (inclusive um livro pop-up do Aranha enfrentando o Tarântula que achei a coisa mais legal do mundo!). Mas humildemente pedi emprestadas apenas as duas revistas do Aranha e o meu novo amigo atendeu meu pedido. Foi demais!

wp_20160924_17_34_05_pro

wp_20160924_17_34_25_pro

wp_20160924_17_34_44_pro

A história de Homem-Aranha #44 contava a trama de uma guerra entre o Doutor Octopus e o Coruja, enquanto o Peter Parker tinha que lidar com os delírios da Debra Whitman (sua namorada na época). Naquele tempo (tempos mais inocentes, por sinal), eu não fazia ideia do que diabos era cronologia e pouco me importava com isso! O que caía na mão, eu lia sem me preocupar com o que aconteceu antes. Lembro que fiquei apaixonado pela Gata Negra, mesmo ela aparecendo apenas na última página da história.

wp_20160924_17_35_03_pro

wp_20160924_17_35_33_pro

A história seguinte do Capitão Marvel não me chamou tanto atenção. Não gostei dos desenhos “sérios” demais. Mas a última história do Quarteto Fantástico me deixou doido! Que história bacana aquela do tal Diablo e os monstros baseados nos quatro elementos para enfrentar o Quarteto. E que desenhos eram aqueles, meu Deus? Sem me ligar muito nos créditos (HQs Disney e Mônica não tinham isso na época), essa história me apresentou ao grande John Byrne! Nem preciso dizer que foi a aventura que reli diversas vezes naquela edição!

wp_20160924_17_36_00_pro

wp_20160924_17_36_32_pro

A Teia do Aranha #26 me chamou atenção pelos desenhos limpos e pelas cores diferenciadas (tinham uns degradês que não vi na outra revista). Sem falar, claro, do Tarântula, que achei sensacional pela agilidade e sacada bacana do visual do uniforme. A primeira história era muito louca! O Doutor Octopus estava para casar com a Tia May e o Aranha tentava impedir. Tudo isso em meio a uma guerra de gangsters com o Cabeça de Martelo! Na segunda aventura, conheci mais um inimigo do Cabeça de Teia, o Magma. E o melhor ficou para o final: o quebra-pau do Aranha com o Tarântula no meio de um transatlântico. A fichinha no final da revista falando sobre as edições originais americanas foram uma alegria à parte (imagine uma época com zero internet e você vai entender como eram ricos esses momentos informativos). Que bacana! Reli essa edição inteira várias vezes antes de devolver ao dono!

wp_20160924_17_37_37_pro

wp_20160924_17_37_50_pro

– Homem-Aranha # 44 (Editora Abril) – 14/02/87

– A Teia do Aranha #26 (Abril Jovem) – Novembro/91

 

Catalogando personagens em cards

Depois de um período em que passei apenas ministrando aulas (mais precisamente 2014 inteiro!), este ano estou retomando alguns projetos que estavam parados. Um deles é voltar a produzir histórias em quadrinhos dos mais variados tipos e gêneros (falei sobre isso aqui)! E, claro, não podia faltar uma das minhas grandes paixões, os quadrinhos de super-heróis. No entanto, antes de sair rabiscando as páginas, preciso urgentemente organizar algumas coisas nos meus arquivos como, por exemplo, catalogar todos (eu disse TODOS) os personagens que criei desde moleque até os dias de hoje e montar, literalmente, um mapa de todo o meu universo (isso soou grandiloquente! rs). Para essa empreitada, inventei de fazer uma coleção de cards com os personagens, com traços bem simples e diretos, mas que registre a caracterização e cores de cada um. Em apenas três dias de trabalho (lápis e arte-final), desenhei nada mais, nada menos, que 28 personagens, entre heróis, vilões e coadjuvantes! Só parei porque acabou o papel! A empreitada está apenas no início, já que estimo ter pelo menos uns 300 personagens! Mas os primeiros resultados você confere logo abaixo!

kitson 2

energia solar 2

raio 2

cris 2

fobia 2

Maracanaú lança mascote em prol da alimentação saudável

A Prefeitura de Maracanaú, através da Secretaria de Ação Social, lançou no mês de julho o programa “Proteção Social – Segurança Alimentar e Nutricional em Maracanaú”. Trata-se de um conjunto de mecanismos, órgãos e atores sociais que se articulam visando a concretização da política municipal de segurança alimentar e nutricional, implementado através de cinco eixos prioritários: produção e comercialização de alimentos; garantia de acesso à alimentação de qualidade (distribuição e abastecimento); saúde, nutrição e educação alimentar e programas alimentares suplementares. O lançamento do programa contou com um selo institucional e um mascote criados por Lederly Mendonça. O mascote, batizado de “Saladinha”, abrange em seu visual todo o esforço da prefeitura em incentivar e educar a população para uma produção e consumo de alimentos saudáveis, já que o seu desenho foi todo pensado para ser uma verdadeira “salada”, com corpo de chuchu, nariz de batata, braços e pernas de cenoura, pés de tomate, cabelo de cebolinha, boné de jerimum e gola de camisa feita de alface.

Veja outras imagens clicando em portfólio.

SRTE faz campanha contra trabalho infantil

Nem só de namorados vive o dia 12 de junho! Para quem não sabe, a data marca também o Dia Mundial e Nacional do Combate ao Trabalho Infantil, que é justamente o que defende a campanha iniciada no último dia 2 de junho pela SRTE/CE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará) através do NAPE (Núcleo de Apoio a Programas Especiais). Entre os dias 2 e 8, o Fórum Estadual pela Erradicação do Trabalho Infantil e a Procuradoria do Trabalho visitaram escolas públicas e entidades da sociedade civil, proferindo palestras e distribuindo panfletos alertando sobre os problemas causados pelo trabalho infantil. O ponto alto da programação foi nessa quinta-feira, dia 12, com a realização do seminário “Educação: resposta certa contra o trabalho infantil”. A direção de arte da campanha leva a assinatura de Lederly Mendonça (vide foto), que também desenvolveu a marca do NAPE. Para visualizar outras peças, basta acessar o portfólio.

Fonte: SRTE/CE

 

Caricatura da Marisa Orth

Não satisfeito em enviar apenas um trabalho para o 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos, providenciei também uma caricatura da Marisa Orth! A atriz faz parte de uma lista de personalidades que é a favor da doação de órgãos. Essa lista é fornecida pelos próprios organizadores do salão e composta também por famosos que já doaram ou receberam doação de órgãos. Esta caricatura foi desenhada diretamente no Photoshop, a partir de uma foto de referência da Marisa Orth, no formato 21×29,7cm, 300dpi, e cores cmyk como exigido pelo salão. 

21º Salão de Humor de Volta Redonda

Estão abertas até o dia 09 de junho as inscrições para o 21º Salão de Humor de Volta Redonda. Serão aceitos trabalhos executados sobre papel comum, cartão ou cartolina, a cores ou não, sem qualquer tipo de moldura, no formato 30 x 40cm, no sentido vertical, nas categorias Charge, Cartum, Caricatura e História em Quadrinhos. O tema especial para este ano é “Desmatamento da Amazônia”. O valor total dos prêmios é de R$ 19.000,00. Para o regulamento completo, clique aqui.

Já mandei o meu!!!

As inscrições para o 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos vai até o dia 30 de junho. Mas como sou meio apressadinho, já tratei de enviar o meu trabalho! É um cartum feito com pastel a óleo sobre papel sulfite 60kg. Está esperando o que pra mandar o seu também?

1º Salão de Humor sobre Doação de Orgãos

 

Estão abertas as inscrições para o 1º Salão Nacional de Humor sobre Doação de Órgãos. Os participantes deverão utilizar sua visão artística e bem humorada para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos no intuito de diminuir a fila de pacientes que aguardam por um transplante que podem ter suas vidas salvas através desse gesto de amor e solidariedade.

Serão premiadas 04 categorias: Cartum, Charge, Caricatura e História em Quadrinhos. O prazo para a inscrição é até o dia 30 de junho. A abertura do evento acontecerá no dia 12 de julho no Casarão Cultural do Pau Preto, na cidade de Indaiatuba, São Paulo. Para informações completas sobre o regulamento e ficha de inscrição, clique aqui.