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Sobre Lederly (Lê)

Roteirista da Turma da Mônica (MSP) e do Zé Carioca (Disney). Professor. Quadrinista. Ilustrador. Artista Plástico. Designer. Diretor de Arte.

Workshop de ilustração com Visca

Na última edição da Pixel Show, realizada nos dias 19 e 20 de outubro de 2013, tive o privilégio de participar de um workshop de ilustração com o talentosíssimo Rodrigo Visca. Na ocasião, fizemos um exercício de “destravamento criativo” em que três pessoas colaboraram para a criação de uma única ilustra, cada qual desenhando uma parte e completando o traço do outro. Em seguida, recebemos o conto “As Baratas”, de Bruno Schulz, para criar ilustrações individuais. O objetivo principal era sair da zona de conforto criativa. Nas palavras do Visca: “Testar, experimentar, produzir ilustrações com técnicas, materiais e suportes a que você não está acostumado. Sair do lugar comum, da zona de conforto e possibilitar-se renovar o processo criativo”.

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Rabiscando na Pixel Show

Uma das atrações mais divertidas da Pixel Show 2013, dentre tantas, foram os espaços reservados para o desenho livre. Funcionava de forma muito simples: bastava chegar lá e rabiscar! Tinham os espaços do próprio evento, com enormes painéis de lona, e também os que foram criados pelos expositores nos estandes para que ilustradores e entusiastas pudessem testar os materiais que estavam à venda. Além disso, várias performances ao vivo de artistas visuais e customização de um automóvel marcaram os dois dias de evento. Claro que aproveitei e saí rabiscando por lá!

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Malditos Cartunistas!

Não lembro exatamente quando tomei conhecimento de que estava sendo produzido um documentário com (e sobre) os cartunistas brasileiros. Só sei que fiquei louco para assistir logo de cara! O problema é que, depois de finalizado, não encontrava-se o dvd para comprar em canto nenhum! Só consegui adquirir em Belo Horizonte na última edição do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – em novembro de 2013. E agora finalmente tive tempo para sentar diante da TV e assistir com toda a calma do mundo. Posso dizer que a expectativa valeu a pena, apesar de ser suspeito de falar, afinal, sou aficionado pelo traço da grande maioria dos entrevistados. Em pouco mais de uma hora e meia de duração, temos um verdadeiro relato histórico da trajetória não apenas da vida dos cartunistas, mas da própria história do desenho de humor no Brasil. Uma verdadeira obra-prima que vale a pena ser assistida.

Confira o trailer clicando aqui.

Assista à série “Malditos Cartunistas” clicando aqui.

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A arte perdida dos croquis em design

Um dos significados da palavra “design” é desenhar. No entanto, uma das – inúmeras – dúvidas de designers iniciantes (ou não) é se precisam saber desenhar para exercer o seu ofício. É notório – e óbvio – que a evolução tecnológica, sobretudo em softwares gráficos, fez com que o traço à mão livre (entenda-se “rabiscar” no papel) perdesse muito do espaço que tinha em mil novecentos e antigamente (!), quando designers realmente projetavam suas peças gráficas à mão, sem Ctrl + Z! Hoje em dia não é extremamente necessário que o profissional saiba desenhar. Mas ajuda muito na hora de projetar rapidamente ideias no papel (ou no guardanapo, dependendo de onde o cara estiver!). Em minha aulas de Desenho Artístico para Designers, procuro estimular a prática do rabisco livre, até chegar na criação de croquis. Os exercícios são simples, como pegar uma peça já pronta e imaginar como seria a sua versão em croqui. Em seguida, testar novas possibilidades de diagramação em novos rabiscos. Esse tipo de arte, tão importante para o Design de Moda, perdeu-se muito no Design Gráfico e vem morrendo pouco a pouco no Design de Interiores. Seja pela falta de tempo ou pela evolução tecnológica. Mas uma coisa é certa: os softwares são apenas mais uma ferramenta de trabalho e aprender técnicas de desenho nunca fez mal a ninguém.

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Uma Aventura Lego para crianças e adultos

O filme de pecinhas de montar da Lego remonta (sem trocadilhos) a outro filme muito querido pelos fãs de cinema, Uma Cilada para Roger Rabbit. Primeiro, pela quantidade de referências a outros personagens e “universos” que a história faz, todos “inventados” ou licenciados pela fabricante de brinquedos ou propriedades dos estúdios que produziu a película. Sobra até uma engraçadíssima cena com personagens da concorrência (a Disney, no caso). Em Roger Rabbit, a referência são os cartoons. Depois, a semelhança do enredo entre os dois filmes. Mas isso não é demérito algum. Pelo contrário! Uma Aventura Lego consegue empolgar crianças e adultos na mesma proporção e ainda nos mostra um paralelo entre esses dois públicos no que tange “brincar” com as pecinhas coloridas. O único senão é o 3D. Não acrescenta em nada à história, é totalmente descartável e, no cinema em que assisti, os óculos estavam extremamente manchados e arranhados e as cenas muito escuras. Em muitos momentos, tive que tirar os óculos pra poder enxergar algo!

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Techno Image e o mercado de ilustração

Para quem não sabe, o Techno Image é o estúdio que produziu o comercial “UFCecê – A Liga dos Cheiros Pesados” para a Gillette. A galera do estúdio esteve na última edição da Pixel Show (outubro/2013) e contou um pouco de sua experiência em uma palestra riquíssima de conteúdo. Confira os principais pontos:

“Três coisas são importantes na ilustração: Desenvolver a percepção visual, desenvolver a identidade visual e, por último, desenvolver a técnica. Sem os dois primeiros, a técnica não é nada. Os meios digitais possibilitaram que todos ilustrassem de forma muito parecida. O que vai diferenciar o seu traço é a percepção e a identidade visual dele.”

“Não atendemos clientes nas sextas pela manhã. Tiramos esse horário para fazer trabalhos experimentais, visitar museus, assistir filmes, caminhar… fazer qualquer outra coisa para poder se manter sempre inspirado.”

“Quem vai trabalhar com ilustração publicitária – ou na publicidade em si – tem que ter um bom desenvolvimento dos fundamentos da arte, já que essa área pede uma versatilidade muito grande. Antes de dominar os softwares, domine os fundamentos da arte. Precisa de agilidade, tudo acontece muito rápido. E, por fim, de desapego. Você vai ter que seguir um briefing à risca. Então, para não se frustar, precisa ser desapegado com o desenho que está fazendo e estar pronto para modificá-lo a qualquer instante.”

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Maurício de Sousa na Pixel Show

Entre os dias 19 e 20 de outubro de 2013 participei da Pixel Show em São Paulo e uma das atrações foi a palestra do mestre Maurício de Sousa. O pai da Turma da Mônica apresentou projetos, desenhou, autografou, brincou com a platéia e deu uma lição de vida profissional para os presentes. Em resumo, nas suas palavras: “Transforme seu sonho em meta, qualquer que seja ele, mira em frente e segue em direção à essa meta. Estude bastante, pesquise muito, leia muito e aprenda a ser um empreendedor. Vai ter pedra no caminho, barreira, obstáculo, mas não desista. Não deixe ninguém dizer que você não tem futuro. Desenhe pela manhã e gerencie seu negócio à tarde. Não perca tempo se lamentando. Não fique se maldizendo achando que só é difícil para você. Não é mais difícil para você do que é para qualquer outra pessoa. Acima de tudo, valorize o que você faz. Corra atrás e sempre procure o melhor (a melhor editora, o melhor jornal, a melhor revista…)”.

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Desenhando no Bistecão Ilustrado

No finalzinho de outubro de 2013 estive em São Paulo para participar da Pixel Show. Aproveitando a ocasião, dei um pulo no Bistecão Ilustrado para conhecer gente bacana, trocar ideias, tomar uns gorós, comer uns petiscos e desenhar. Desenhar bastante!

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Angelina ilustrada

Se tem duas coisas de que gosto muito, estas são desenhar e a Angelina Jolie! Assim, sempre que posso dou um jeitinho de ilustrar a minha musa. Na disciplina de Desenho Vetorial com Illustrator que ministro no Centro Universitário Estácio do Ceará, geralmente utilizo a Angelina como modelo na demonstração nas aulas de retrato. Confira:

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Bill Sienkiewicz e a experimentação em revista de linha

Em termos de histórias em quadrinhos, sempre gostei de ler de tudo um pouco. Nunca tive essa “frescura” de escolher lado, por exemplo, como marvete ou dcnauta. Na minha adolescência, entretanto, as coisas eram ligeiramente diferentes de hoje. O acesso aos quadrinhos era mais fácil devido aos formatinhos estarem disponíveis em qualquer banca de esquina. Por outro lado, o acesso à informação era difícil. Não havia internet, afinal de contas! A grana também era um pouco escassa para colecionar tudo (pré-adolescente liso!). Então, a única saída era escolher um personagem e seguir em frente, pegando revistas usadas em trocas com amigos do bairro. Assim, a principal revista que eu colecionava era a do Hulk. Afinal, foi com o Gigante Esmeralda que descobri os quadrinhos de super-heróis. E foi na revista do Hulk que descobri os Novos Mutantes. À princípio achei aqueles desenhos um pouco feios e sujos. Não me agradou muito! Mas dei uma chance mesmo assim. E gostei! Passei a devorar as histórias escritas pelo Chris Claremont e desenhadas por um tal Bill “sobrenome impronunciável”! Até hoje acho impressionante o nível de experimentação que o Sienkiewicz utilizou naquelas páginas, principalmente em se tratando de uma série mensal. E as capas? Soberbas! Claro que, depois de ficar viciado naqueles desenhos, fui atrás de tudo quanto era história dele e descobri a Elektra Assassina. Mas essa fica pra próxima!

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