Nostalgia HQ: A Saga da Encruzilhada

Uma das coisas que eu mais gostava nos gibis antigos do Hulk, eram as bizarrices. Não por acaso, a primeira revista que li do Gigante Esmeralda trazia o seu confronto com um grupo de “Mutanóides” formados por centauros, minotauros e outros bichos mais! No entanto, uma das fases que mais gostei foi a da saudosa “Saga da Encruzilhada”. Não fazia muito tempo, a mente de Bruce Banner havia adquirido controle sobre o monstro verde. Depois de uma sucessiva série de ameças e frustrações, Banner perde o controle e afunda sua psiquê nos recônditos da mente do Hulk, deixando a fera ainda mais selvagem e destrutiva. Os heróis são acionados para tentar deter o Hulk, mas somente a medida desesperada do Doutor Estranho de enviar-lo a uma “encruzilhada” de dimensões acaba conseguindo frear a fúria do monstro.

É aqui que começa a “Saga da Encruzilhada”. Como o próprio nome diz, o Hulk agora está perdido numa dimensão que oferece “portais” para diferentes mundos, cada um mais ameaçador do que outro, para viver as mais bizarras aventuras da sua vida, em meio a escravistas, criaturas demoníacas, desertos escaldantes e seres traiçoeiros. A saga é escrita pelo grande Bill Mantlo e desenhada, à princípio, pelo mestre Sal Buscema. Um promissor Mike Mignola em início de carreira, com a arte-final soberba de Gerry Talaoc, sucede Sal Buscema depois de umas três ou quatro edições. Bret Blevins, também em início de carreira, viria a desenhar outras duas edições. Vale mencionar que a premissa da Saga da Encruzilhada serviria, anos depois, como inspiração para outro arco, o Planeta Hulk. Sem o mesmo brilho, diga-se de passagem! Bons tempos…

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Baixe folhas-padrão de HQ com marcação de quadrinhos

Para quem deseja ainda mais comodidade na hora de desenhar os seus gibis, disponibilizo aqui as folhas-padrão nos formatos americano, formatinho e magazine, agora com as marcações das linhas dos quadrinhos. Ou seja, a partir de agora, a sua régua estará sempre no lugar certo na hora de rascunhar os requadros! De quebra, veja também um aperitivo explicando o que significa cada área da folha-padrão. Os ensinamentos jedi completos estão, claro, na terceira edição do meu livro “A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos”, que estará no estande da Editora SENAC na Bienal do Livro de São Paulo, mas que também pode ser encontrado no site das livrarias Cultura, Saraiva, Americanas e Comix. Bons desenhos!

Clique aqui para baixar as folhas-padrão.

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Baixe folhas-padrão de HQ

Na ocasião do lançamento do meu livro “A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos”, disponibilizei para download modelos de folhas-padrão para quadrinhos. Depois de idas e vindas, os arquivos ficaram pelo meio do caminho da web! Agora, aproveitando que a terceira edição do livro estará no estande da Editora SENAC na Bienal do Livro de São Paulo, na Feira do Empreendedor, Mostra SENAC e Semana do Design Estácio em Fortaleza (mais detalhes em breve!), disponibilizo novamente as folhas-padrão “repaginadas” em extensão .eps. Você vai encontrar os modelos para formato americano, formatinho (o nosso querido gibi) e o formato magazine (aquele de A Espada Selvagem de Conan), todos ampliados proporcionalmente no tamanho A3. Basta baixar, imprimir numa gráfica e desenhar à valer! Com os ensinamentos jedi do livro, claro!

Clique para baixar:

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Rabiscos: nostalgia de quadrinhos

Depois de assistir ao trailer do novo filme dos X-men e constatar que não será dessa vez que verei a minha querida equipe de heróis mutantes na telona (e, sim, mais um Wolverine e seus coleguinhas!), bateu uma nostalgia enorme e fui fuçar em minhas hqs antigas as clássicas histórias escritas por Chris Claremont e desenhadas por feras como Dave Cokrum e John Byrne (como fazem falta!). Daí, pra bater uma vontade irresistível de rabiscar foi um pulo. De quebra, ainda tem um rabisco do Coringa com a Arlequina, e um salto ninja do Jiraya.

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Rabiscos: treinando Zé Carioca

Resolvi desenhar o mais brasileiro dos personagens Disney, o querido papagaio caloteiro Zé Carioca. E o que começou como uma brincadeira, está se tornando um exercício bastante promissor. O resultado até aqui, claro, você confere abaixo.

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Making of: As Ruínas de Angoera

Há algum tempo atrás, em um dos vários cursos de Mangá que ministrei no Senac, aproveitei a deixa para desenvolver uma personagem. A ideia era participar do mesmo processo criativo a que os alunos estavam passando no decorrer do curso. Além de ter sido um recurso didático muito divertido e proveitoso, essa brincadeira rendeu-me Eliza, a minha elfa louca mercenária sem coração! Na ocasião, a exemplo dos alunos, criei uma pequena história de quatro páginas para a Eliza. Passado mais algum tempo, expandi essa história em um conto intitulado “As Ruínas de Angoera”. Finalmente, em 2013, resolvi transformar esse conto em Mangá e o resultado dos primeiros esboços você confere agora.

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Vem aí Holy Avenger II

Cresci lendo quadrinhos escritos e desenhados pelo Marcelo Cassaro, como O Pequeno Ninja, As Aventuras dos Trapalhões e Black Kamen Rider (bons tempos!). Assim, sempre soube que o Cassaro era um roteirista de primeira grandeza. No entanto, só descobri outras surpresas magníficas ao deparar-me com a série Holy Avenger. Não vou lembrar exatamente a partir de que número comecei a acompanhar, mas fiquei maravilhado com aquele traço limpo, delicado, sinuoso e elegante da Erica Awano. Eu, que já queria escrever que nem o Cassaro quando crescesse, passei a incorporar um quê da Awano no meu desenho mangá. E o que falar do enredo? Envolvente, bem articulado, com personagens e situações construídas de tal forma que era quase impossível não querer ler o próximo capítulo. De imediato assinei a revista, comprei os encadernados dos números anteriores que faltavam na minha coleção e passei a acompanhar com ansiedade cada edição que saía, mês a mês. Mas acabou! Que bom que acabou! Toda série deveria ser finita como Holy Avenger, para ter começo, meio e fim e terminar no momento certo, no auge.

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Porém, para os fãs que estavam um pouco órfãos, assim como eu, uma boa notícia: O Marcelo Cassaro anunciou em seu facebook que está preparando a sequência, intitulada HOLY AVENGER: PALADINA, cujo model sheet da personagem principal – concebido, claro, por Erica Awano – você confere acima. De acordo com o Cassaro, “A história acontece na época atual do mundo de Tormenta – ou seja, 10 anos após os eventos de Holy Avenger. Personagens da história original podem aparecer. A história segue a mesma estrutura da Holy: capítulos de 20 páginas cada. Exceto o primeiro capítulo, que tem 40 páginas. Lisandra, Sandro, Niele e Tork ESTÃO no primeiro capítulo. De certa forma. HOLY AVENGER: PALADINA será sobre aventureiros em Arton, mas não apenas isso. Haverá um segundo grupo de personagens, vivendo outro tipo de aventura.”

Estamos no aguardo, Mestre Capitão Ninja!

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Malditos Cartunistas!

Não lembro exatamente quando tomei conhecimento de que estava sendo produzido um documentário com (e sobre) os cartunistas brasileiros. Só sei que fiquei louco para assistir logo de cara! O problema é que, depois de finalizado, não encontrava-se o dvd para comprar em canto nenhum! Só consegui adquirir em Belo Horizonte na última edição do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – em novembro de 2013. E agora finalmente tive tempo para sentar diante da TV e assistir com toda a calma do mundo. Posso dizer que a expectativa valeu a pena, apesar de ser suspeito de falar, afinal, sou aficionado pelo traço da grande maioria dos entrevistados. Em pouco mais de uma hora e meia de duração, temos um verdadeiro relato histórico da trajetória não apenas da vida dos cartunistas, mas da própria história do desenho de humor no Brasil. Uma verdadeira obra-prima que vale a pena ser assistida.

Confira o trailer clicando aqui.

Assista à série “Malditos Cartunistas” clicando aqui.

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