LEITURAS DA SEMANA: DEMOLIDOR E SPIRIT!

Aproveitei as leituras da semana para devorar duas séries que há tempos eu queria ler, encabeçadas por dois desenhistas de que gosto bastante. Então, sem mais delongas, vamos ao interessa, as leituras no período até 23 de outubro de 2025.

333 A 335 – DEMOLIDOR PAI # 01 A 03

Demorou, mas finalmente consegui adquirir essa minissérie escrita e desenhada pelo Joe Quesada. A espera valeu a pena? Mais ou menos. Ao ler esses gibis, a todo tempo tive a sensação de estar lendo uma espécie de “Homem-Aranha Tormento” do Homem sem medo. Como assim? Vou explicar! Quando o Todd McFarlane teve a oportunidade de encabeçar um título próprio do Homem-Aranha, logo inventou de fazer uma espécie de continuação de “A Última caçada de Kraven”, pegando um monte de elementos do universo do escalador de paredes, juntando com o Lagarto como vilão principal e criando uma espécie de história de terror. Acontece que, apesar dos belos desenhos do McFarlane, o gibi não é esse primor todo de roteiro, recorrendo a diversos clichês para se sustentar. Tudo bem! Eu gosto mesmo assim. Já em “Demolidor Pai”, Joe Quesada pareceu ter a pretensão de criar o “Cavaleiro das Trevas” para o Demolidor, como já indica as capas com o herói cego “anabolizado”. Entretanto, o roteiro também não é aquele primor. Chega ao ponto de recorrer a um dos piores clichês, a meu ver, dos gibis do Demolidor, que é a tal “aventura acontecendo na pior onda de calor de Nova Iorque”! A trama mostra uma angústia injustificada do Matt Murdock ao longo das páginas. Entrelaça com fatos “nunca vistos” da origem do Demolidor. Outro clichê horrível de roteirista iniciante. Pior é que, ao contrário de Todd McFarlane, a arte de Quesada oscila bastante na minissérie inteira. As cores cheias de degradês mais atrapalham do que ajudam. Se tivesse a pegada “cor sólida” das capas, talvez tivesse ficado bem mais interessante.

336 A 340 – THE SPIRIT # 01 A 05

Spirit! Darwin Cooke! Bastava só esses dois nomes para comentar quão divertidos são esses gibis. O saudoso Darwin Cooke se esbalda na criatividade, tanto nos roteiros, quanto na arte, para produzir quadrinhos leves, divertidos, descontraídos e etc, etc, etc com o personagem, talvez, mais famoso do Mestre Will Eisner. Como eu amo a arte do Cooke. Praticamente babei em cada página. O cara faz parecer fácil. O resultado é que fiquei “viciado” em Cooke e já estou correndo atrás de outros gibis feitos por ele.

341 – COMO FALAR COM GAROTAS EM FESTAS

Por falar em babar na arte, Fábio Moon e Gabriel Bá também causam esse efeito. Os dois se juntaram para dar vida a um conto do Neil Gaiman. E que arte fantástica! Obviamente, por se tratar do Gaiman, não se deixe enganar pelo título da história. Tem algo a mais de fantasioso na história que vai nos deixando com vontade de devorar cada página para ver até onde aquilo vai.

342 E 343 – VAMPS # 02 E 03

Demorei um pouquinho para terminar essa minissérie. O motivo é simples: a história é tão divertida, que fui lendo em doses homeopáticas. O final é um pouquinho corrido e mostra um confronto final entre as vampiras motoqueiras e o ex-mestre delas que nos levanta questões sobre formas mais eficientes e se livrar de vez de um vampiro. Fora isso, a diversão é garantida, com muita sanguinolência.

344 – RASL Voltando a falar sobre arte de que eu babo, temos aqui o Jeff Smith, criador de Bone, uma das séries de fantasia mais legais de todos os tempos, em um álbum que eu não sabia que existia, mas que tratei logo de adquirir assim que tomei conhecimento, e saltar direto para o topo da pilha de leitura. Smith endoida o juízo do leitor em uma trama instigante de realidades paralelas. O álbum é um calhamaço de mais de 450 páginas, mas devorei em dois dias, sem ler 24 horas por dia, claro! O único porém, é a oscilação na arte. Enquanto em Bone a arte de Smith se mantém estável do início ao fim, inclusive melhorando no decorrer da trama, em Rasl dá umas osciladas bem perceptíveis, talvez pelo cansaço, não saberia dizer. Mesmo assim, isso não atrapalha em nada o brilhantismo e a fluidez da história.

LEITURAS DA SEMANA: “ALIGENÍGENAS” PARA DAR E VENDER!

Essa semana resolvi fazer uma leitura, digamos, temática! Peguei todos os gibis que eu tinha por ler dos Aliens, Predador e Tarzan, em histórias individuais ou em crossovers entre os alienígenas, entre alienígenas e super-heróis, alienígenas e anti-heróis, alienígenas e rei das selvas e, por fim, rei das selvas e herói! Uma massaroca de diversão! Então, vamos conferir como foram as leituras no período até 12 de outubro de 2025.

318 E 319 – SUPERMAN VERSUS ALIENS II # 01 E 02

O primeiro encontro entre o último filho de Krypton e os alienígenas xenomorfos, publicado por estas bandas pela Editora Abril, foi muito legal, pois mostrava um Superman acuado dentro de uma nave, em um quadrante do universo iluminado por um sol vermelho. Daí já viu, né? Superman com os poderes fracos enfrentando os Aliens! Já esse segundo encontro… Tinha tudo para ser igualmente divertido. Inclusive, a premissa é igualmente boa: Darkseid se apodera de uma ninhada de Aliens e envia como arma destrutiva contra Nova Gênese. A equipe de arte também é muito boa, formada pelo John Bogdanove no lápis, com nanquim de Kevin Nowlan (que artefinalizou o Dan Jurgens no primeiro encontro). Entretanto, o problema está na introdução do Superman na trama. Além da desculpa mais esfarrapada para o Superman estar em Nova Gênese, o roteirista Chuck Dixon também perde muito tempo com amenidades sem importância. Daí, quando a trama engrena de vez, faltam poucas páginas para lidar com muitas informações e tudo fica muito corrido. Mesmo assim, é uma boa diversão. Não se equipara ao que o Dan Jurgens escreveu na primeira minissérie, claro.

320 E 321 – JUIZ DREDD VERSUS ALIENS # 01 E 02

Está aqui um jeito de contar uma história de que gosto muito e que acho bem difícil de roteirizar, por mais simples que pareça. Um Aliens “nasce” de um meliante e a história vai se construindo a partir daí à medida em que as investigações dos juízes avançam. Mesmo que tenha todos os clichês do cânone dos Aliens, é legal se sentir na pele dos juízes descobrindo tudo pela primeira vez de acordo com a investigação. O traço sujo e meio cartunesco ajudam a dar o clima de tensão do enredo. Muito divertido.

322 – PREDADOR & WITCHBLADE & THE DARKNESS & ALIENS

O que falar desse gibi? Trata-se de uma confusão generalizada de roteiro e arte… justamente o que eu esperava que fosse de um gibi da Image Comics contendo esse monte de personagens. Claro que gostei!

323 – WITCHBLADE, ALIENS, DARKNESS & PREDADOR: A REVANCHE!

A confusão generalizada continua nesse segundo encontro! Tem de tudo aqui. Desde Predador “fêmea” até Demônio Alien! Diversão descerebrada de primeira categoria! Meu sonho alguém me contratar para escrever algo assim!

324 E 325 – ALIENS VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Rapaz, penei para achar essa minissérie, mas finalmente consegui readquirir! Ao reler, fiquei tentando lembrar quais os motivos que me levaram a passá-la para frente, porque achei a história muito divertida. O enredo é bem simples, sem querer reinventar a roda. Mas o fato de ir entregando as respostas no decorrer da trama, já deixa a leitura bem agradável. O belo desenho do Alex Mallev, em início de carreira, também ajuda bastante.

326 E 327 – TARZAN VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Conseguir essa minissérie também foi um parto! Mas valeu a pena. Walter Simonson nos roteiros e Lee Weeks na arte entregam uma história de aventura digna do rei das selvas. Juntar o Tarzan contra o Predador era uma ideia boa demais para dar errado. Que minissérie bacana!

328 E 329 – BATMAN E TARZAN # 01 E 02

Completando a “trilogia” das minisséries difíceis de encontrar, eis mais uma! Fiquei me perguntando se o roteirista perderia tempo inventando alguma máquina do tempo para justificar o encontro dos dois personagens. No entanto, a minha alegria foi tremenda ao ver que o Ron Marz ligou o botão do “Tô nem aí” e simplesmente jogou o Batman “existindo” na mesma época que o Tarzan. E toca o barco para o que importa! Brilhante! Em tempos de “Batman (Nescau) com preparo”, foi muito bom ler uma história na qual o Homem Morcego está literalmente perdido na selva de vegetação, ao contrário do que ele está acostumado na selva de pedra de Gotham City. A arte suja e estranha do Igor Kordey, com toques inspirados de Richard Corben, dão o tom animalesco que a trama precisa.

330 – ALIENS: SALVAÇÃO

Eu não fazia ideia de que esse gibi existia. E quando o descobri, fiquei muito feliz. Que obra de arte produzida pelo Dave Gibbons nos roteiros e o Mike Mignola na arte. O enredo enxuto combina muito com a arte. Eu não li esse gibi. Degustei cada centímetro de página produzida por esses dois mestres.

331 – ALIENS VERSUS PREDADOR: XENOGÊNESE

Já não posso dizer o mesmo dessa minissérie! Esta é a leitura mais fraca desse pacote de “Aliens e Predadores” que li até aqui. Inclusive levando em consideração ao que eu tenho na coleção, que li antes desse desafio das “365 leituras de 2025”. São alguns equívocos que desfavorecem esse gibi. O primeiro, é o enredo infantilizado demais. Nem a arte mais cartunesca incomoda tanto quanto o roteiro! O casal de protagonistas até que é legal, mas os outros humanos que os acompanha são osso duro de roer, de tão inexpressivos. Outro ponto, é justamente a trama dos humanos. É muito arrastada e desinteressante. Tira espaço de página para os Aliens e Predadores. Aliás, a trama humana é tão sem importância, que em determinado momento o casal de protagonista tem uma DR enquanto o cara está sendo atacado por Predadores. E ele consegue se safar! Meu amigo, cadê a coerência. Não daria tempo do cara, franzino como é, nem dizer o “D” da DR, que já seria escalpelado por um Predador! Fora que tem pouco ou quase nenhum confronto entre Aliens e Predadores. E o título “Xenogênese” não faz o menor sentido, já que de gênese dos xenomorfos não tem nada.

332 – ALIENS EDIÇÃO ESPECIAL

Eis um gibi que eu também não sabia que existia e do qual gostei bastante. É uma antologia de histórias curtas envolvendo os Aliens, todas muito bem escritas e desenhadas. Adorei.   

INKTOBER 2025: UMA BRINCADEIRA DE FAZER ARTE

Começamos o mês de outubro e, com ele, também o “Inktober“! O ilustrador norte-americano “Jake Parker criou o Inktober em 2009 como um desafio para aprimorar suas habilidades de arte-final e desenvolver hábitos positivos de desenho. Desde então, o projeto se tornou um mundial, com milhares de artistas participando do desafio todos os anos.”

O objetivo é encarar a folha em branco sem medo de ser feliz e jogar nela o que vier na mente, de acordo com os temas pré-estabelecidos pelo Jake Parker ou inventando os seus próprios temas.

É uma brincadeira voltada para ilustradores, mas que também pode ser feito por escritores de diversas formas:

1 – Escreva um pequeno poema com o tema do dia.
2 – Escreva uma história ao longo do mês, com pequenos parágrafos por dia baseado no tema proposto.
3 – Escreva micro-histórias por dia, com o tema proposto.
4 – Escreva uma única frase por dia, com o tema proposto.
5 – E quem tem habilidade para lettering, vale também fazer a palavra do dia com um lettering bem bacana.

De preferência, escreva no seu caderninho de anotações e poste uma foto. Assim, você não cairá na tentação da reescrita interminável do computador. O objetivo aqui não é a perfeição, mas a liberdade de criação.

Não precisa fazer os dias anteriores. Comece a partir do dia de hoje e siga em frente sem medo de ser feliz!

Por exemplo, misturei os temas com o gênero terror e comecei a rascunhar! Estou postando diariamente lá no meu Instagram: https://lnkd.in/d7f2-SMj

Esta é a página oficial do evento: https://lnkd.in/dVPf3Cm3

LEITURAS DA SEMANA: ALCANÇANDO A MARCA DE 200 LEITURAS

Muitos gibis do Batman, um clássico da Disney, as melhores do Cascão e um Tarzan perdido no meio da selva completam a marca de 200 leituras realizadas até aqui. Sem mais delongas, vamos ver como foi a semana até o dia 24 de junho de 2025.

195 – GRAPHIC DISNEY: …E O VENTO LEVOU

A minha leitura dessa obra é uma saga tanto quanto a história em que se baseia. Devo ter lido a primeira parte (de três) quando saiu originalmente em Tio Patinhas 237 pela Editora Abril em fevereiro de 1985, quando eu tinha por volta de 10-11 anos, lá no distante ano de 1990! Depois, consegui a segunda parte, que saiu no Almanaque Disney 165. No entanto, só vim conseguir comprar a conclusão, que saiu em Mickey 390, quando eu já tinha por volta de 42 anos! Trinta anos depois! Então você pode imaginar o quanto essa história é especial para mim. Fiquei muito feliz quando soube que finalmente ia sair em formato “Graphic”. Quanto à leitura, são só elogios! Uma divertida e caprichada sátira de uma saga muito bacana!

196 – MARVEL APRESENTA #22: X4

Devo confessar que torci um pouco o nariz para essa coleção na época do seu lançamento. Tanto que pouco depois do lançamento dessa edição, me desfiz de 90% das revistas, ficando na coleção somente as que traziam histórias com o Hulk. Lendo agora, devo confessar que estou me divertindo muito. Talvez o principal motivo seja que as histórias não são tão presas à cronologia, o que me atrai agora para a leitura e me distanciou antes. Acontece de tudo nesse encontro dos X-men com o Quarteto Fantástico, desde uma invasão da Ninhada, até à repetição do acidente com os raios cósmicos… dessa vez com os mutantes como vítimas! Tudo com uma pegada de “anime” (eu sei que anime é o desenho animado e quadrinhos são os mangás), bem parecida com aquelas duas séries animadas, dos X-men e do Wolverine, que foram lançadas há algum tempo.

197 – BATMAN #26

Quem já imaginou o Batman sendo largado no altar? É isso o que acontece nessa edição, ao contrário do que leva a crer a capa. A história é bem conduzida, mostrando cortes do ponto de vista do noivo Bruce Wayne e da noiva Selina Kyle. O problema é quando nos é insinuado que tudo faz parte de um grande plano do Bane! É um problema, porque o Tom King conduz a história com uma seriedade desnecessária, tentando imprimir uma pegada cinematográfica simplesmente… porque sim! Com isso, a trama perde aquele ar de gibi “gibi”, entende? E o leitor fica com uma certa dificuldade em aceitar um plano tão estapafúrdio estilo novela das seis, quando a gente se pergunta: “a vilã combinou isso com a mocinha, para que tudo o que ela planejou dê tão certo?”

198 – BATMAN #27

Está aqui uma das melhores edições dessa fase do Batman escrita pelo Tom King. Pelo menos até aqui. A narrativa fragmentada tão típica do roteirista faz sentido dentro da proposta da trama em mostrar um Batman cada vez mais fragmentado após o rompimento com a Mulher-Gato. A forma finalmente condiz com o conteúdo. Muito bacana!

199 – BATMAN #28

A conclusão do arco do Senhor Frio iniciado na edição passada fecha com chave de ouro essa história tão legal e tão bem construída.

200 – BATMAN #29

A minha 200ª leitura do ano poderia ter sido melhorzinha… mas o retorno do KGBesta no traço do generiquíssimo Tony Daniel é o que temos para hoje. Pelo menos a interação entre pai e filho do Batman e o Asa Noturna é muito bem trabalhada. A investigação que se segue é meio maçante, mas consegue criar uma expectativa para o que vem, mesmo que aponte para aquele “grande plano do Bane”. Ai, ai!

201 – BATMAN #30

O embate do Batman contra o KGBesta é brutal! Até esqueci momentaneamente que foi desenhado pelo Tony Daniel! Na segunda história da edição, a trama volta a se concentrar no “grande plano do Bane”, provando que o Batman não é o grande inteligente que ele pensa que é, já que todo o panteão dos seus vilões estão mexendo as cordinhas de marionete, sob a liderança do Bane, diretamente do… pasmem… Asilo Arkham. Ou o Batman não é inteligente o suficiente para perceber isso ou o Tom King acha os leitores burros o suficiente para engolir essa premissa. Mas vamos seguindo em frente, para ver até onde isso vai!

202 – BATMAN #31

Batman se alia ao Pinguim em uma investigação que vai de lugar algum, para lugar nenhum! Até entendo a premissa dessa longa fase do Tom King. É como se fosse uma releitura de “A Queda do Morcego”, na qual o Bane mexe os pauzinhos nos bastidores para torturar física e psicologicamente o Batman. Mas, diferente da saga noventista, em que os roteiristas sabiam que estavam escrevendo um gibi de super-heróis, o Tom King é muito pretensioso de achar que está escrevendo um grande thriller de investigação que inventa a roda e descobre a pólvora, sendo que, no final das contas, não passa de uma trama de vilão mequetrefe planejando derrotar o Batman… porque sim! O problema não é a trama em si, mas a maneira como é conduzida, com um ar de seriedade desnecessário, tentando ser muito mais complexa do que realmente é.

203 – BATMAN #32

Tom Taylor assume o roteiro dessa edição e nos brinda com uma excelente história do Dia dos Pais que mostra de forma bem interessante e fraterna a relação entre o Alfred e o Bruce Wayne. Muito bacana!

204 – TARZAN, O SENHOR DAS SELVAS

A finura dessa edição engana em um primeiro momento. Mas basta começar a ler, que logo vemos a densidade dessa nova versão da origem do Tarzan, mostrada de forma brutal em uma quantidade absurda de quadros por página. Gostei demais. Sou cada vez mais fã desse personagem.

205 – VERTICO CRIME: A RICA INDECENTE

Essa é uma coleção bem bacaninha, que cabe na bolsa, dá para ler em qualquer lugar e traz histórias bem “decentes” de crime! Brian Azzarello faz um arroz com feijão bem competente, que vai nos prendendo do início ao fim da trama. Enquanto o traço do Victor Santos lembra muito uma mistura de Frank “Sin City” Miller com Scott McDaniel, mas com algumas deficiências anatômicas que chegam a comprometer um pouco o desenrolar da trama, uma vez que em vários momentos fica difícil identificar quem é quem entre os personagens.

206 – VERTIGO CRIME: O EXECUTOR

Essa edição traz uma narrativa que gosto muito e que é bem difícil de produzir. O protagonista já chega com uma carga pregressa de passado e vamos descobrindo os detalhes à medida em que a história avança, sendo que esses detalhes influenciam no andamento da trama. Digo que é difícil, porque o roteirista já precisa saber de todo o passado do personagem para poder tecer a teia de aranha da trama.

207 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 04: CASCÃO

Já falei que adoro essas coletâneas com as melhores histórias da turminha? Então… Eu adoro! Principalmente agora que conheço as pessoas por trás das histórias. O que torna ainda melhores, pela oportunidade que eu tenho de ver os meus colegas de “firma” brilhando! Bom demais! Pena que já está acabando. Essa coleção é composta por “apenas” seis volumes.

METADE DAS 365 LEITURAS DA PILHA DE 2025

Para quem acompanha este blog, já está por dentro da brincadeira que iniciei em janeiro, que consiste em atacar a pilha de leitura e devorar 365 obras durante todo o ano de 2025 para, depois, postar pequenos comentários sobre cada uma por estas paragens. Além da brincadeira em si, essa iniciativa tem por objetivo estimular e resgatar o meu gosto por leitura. Como expliquei anteriormente, o meu trabalho exige muita pesquisa, sendo que, ao final do expediente, a minha mente está só o mingau de cansada e nem um pouco a fim de ler nada relacionado ao trampo.

No entanto, a vontade de ler não desaparece. É apenas cansaço mental. Normal! Então, para resolver essa questão, entrei nessa brincadeira! Chegando agora no mês de junho, já alcancei metade da meta, com a cabeça mais leve do que nunca e muito estimulado em continuar devorando os meus queridos gibis!

Fiz um compilado das 182 obras que li até o presente momento (tá, pra ser metade, metade, teria que ser 182,5!), com sua grande maioria voltada para os gibis de super-heróis, que são a minha válvula de escape para relaxar a caixola (além de dançar forró, claro!), entre lançamentos, velharias e lançamentos de velharias! Obviamente que não entraram na lista as leituras que faço como pesquisa para o meu trabalho, justamente para não dar pistas dos próximos temas que tratarei nos roteiros! Senão já teria passado das 200 leituras! Espertinho, né?

Confira:

LEITURAS DA SEMANA: MUTANTES, MORCEGOS, BÁRBAROS E TURMA DA MÔNICA CLÁSSICA

Liguei o modo turbo e fiz uma limpa nos gibis dos X-men bem quando está se passando a reta final do Chris Claremont à frente dos heróis mutantes. Eu nunca havia lido essa fase em ordem numérica. Pelo motivo de sempre: na época dos formatinhos, eu ia pegando o que caia nas mãos, sem me preocupar muito com a ordem de leitura. De modo que lia de trás pra frente, de frente pra trás, em vice-versa, simultaneamente e ao mesmo tempo! O lado bom disso, é que não dava pra perceber os altos e baixos dessa fase final. Quer saber como foram as minhas leituras? Então confere os comentários sobre as obras lidas até o período de 13 de maio de 2025.

148 – A SAGA DOS X-MEN # 28

Essa edição traz uma das minhas histórias favoritas dos X-men: Devaneios Febris! Quer dizer, foi assim que li a vida toda no formatinho da Editora Abril Jovem. Aqui, foi traduzida como “Sonho Febril”. Não deixa de ser uma grande história, porém, na qual vemos o bom e velho Wolverine que não era imortal ainda, se ferrando feio nas mãos dos Carniceiros! Completa a edição a derrocada final dos X-men restantes, que entram no Portal do Destino para escapar dos Carniceiros, ao mesmo tempo em que começamos a ver o paradeiro dos X-men que já haviam sumido ou aparentemente morrido nas edições anteriores. O suspense é bem legal e instiga o leitor do início ao fim.

149 – BATMAN EXTRA # 08

Retomei a leitura dessa coleção do Homem Morcego, que sempre trouxe histórias bem bacanas passadas no início de carreira do personagem. Essa aqui não é diferente. Apresenta a relação de amizade entre o Batman e o Comissário Gordon durante vários períodos da vida dos dois. Bem bacana!

150 – SUPER-ALMANAQUE MÔNICA # 01

Adoro esses especiais antigos da turminha. Principalmente quando tem um montão de páginas. Pena que não dá para colecionar todos. O tipo de humor dessa época era bem cínico e ácido, típico das obras que eram produzidas no período. Muito bacana!

151 – ALMANAQUE DO CEBOLINHA # 02

Peguei também esse almanaque antigão do Cebolinha. O engraçado é que tem uma diferença de quatro anos de publicação desse gibi para o anterior. E eu só tenho esses dois almanaques na coleção. Qual a chance de ter exatamente a mesma história em ambos? Foi o que aconteceu com “Pula-Pula”, que saiu nas duas revistas. Essas coincidências da vida são muito loucas. Não pelo fato de uma mesma história ter saído duas vezes. Mas pelas duas revistas terem caído em minhas mãos.

152 – A SAGA DOS X-MEN # 29

Essa edição marca a transição dos desenhos do Marc Silvestri para o Jim Lee e mostra o paradeiro de personagens como Psylocke, Tempestade, Colossus e Cristal. Também vemos o final da invasão dos Carniceiros à Ilha Muir. Essa edição é toda fantástica, com um ritmo de ação alucinante!

153 – A SAGA DOS X-MEN # 30

A primeira história dessa edição não é lá essas coisas. Apesar dos incríveis desenhos do Marc Silvestre, o enredo bolado pelo Chris Claremont enfia um monte de personagens sem importância alguma nas páginas, que fica muito difícil saber quem é quem e logo me fez perder o interesse pela trama. Mas como eu tinha que ler o restante da revista, fui até o fim! Que bom! Porque logo em seguida vem a sequência do arco dos “X-men” enfrentando os Morlocks bizarros liderados pelo Masque, em completo clima de terror! Confesso que na época em que essas histórias saíram nos formatinhos, não gostei tanto dos desenhos do Kieron Dwyer e nem do Bill Jasska, que revezaram as edições enquanto esquentavam a cadeira para a chegada definitiva do Jim Lee. Mas agora, vou te dizer que essa sequência de histórias caíram como uma luva para esses dois desenhistas. Os dois conseguem nos ambientar de uma forma nos becos bizarros dos Morlocks, que chega a dar asco. Não sei se ficaria tão legal nos traços do Silvestre ou do Lee. Finalizando a edição, temos a tão aguardada (ou não) estreia do Gambit. Na minha imaginação, eu lembrava que essa edição era desenhada pelo Andy Kubert. Mas não! Foi só a capa mesmo! Quem desenha a estreia do cajun é o Mike Collins, que não fede nem cheira nos traços.

154 – A SAGA DOS X-MEN # 31

Pense num gibi que só comprei por causa da primeira história! Mais da metade da revista eu já tenho em outras publicações. Fazer o quê? Pelo menos a edição abre com a continuação da estreia do Gambit. Aí, sim, com os desenhos do Whilce Portacio, com uma “mãozinha” do Jim Lee e arte-final do Scott Williams. Meu amigo, esse povo nos traços faz toda a diferença, com um dinamismo incrível nas peripécias da Tempestinha (me recuso a chamar a Ororo adolescente de “Garoa”) com o Gambit. Muito legal!

155 – BATMAN EXTRA # 09

Dando continuidade a essa coleção do Bátêma, comecei com o arco “Pesadelos Soturnos”. Rapaz, pense numa história arrastada! E o pior é que vai durar por três edições da revista. Até que o enredo do Andrew Helfer é bom, que trata de uma traficante de drogas que é salva pelo Batman em início de carreira e, pouco a pouco, a história vai convergindo para um cara que é acometido por um vírus mortal na Colômbia, volta para Gotham City e começa a espalhar esse vírus por onde passa. O problema, é que a arte confusa e carregada do Tan Eng Huat deixa tudo muito cansativo e arrastado além da conta, tornando enfadonho um ritmo de história que já é bem lento. Vamos seguir em diante e ver até onde isso vai dar.

156 – CONAN SAGA # 01

Faz cerca de um ano que finalmente completei essa coleção do Conan. Tirando alguns poucos números que li aqui e acolá na medida em que ia comprando, nunca havia lido toda a coleção em ordem de publicação (pra variar). Então, resolvi fazer isso agora! Na primeira história, nenhuma surpresa! Nenhuma surpresa ruim, quero dizer! Porque temos aqui um monte de intrigas, traições, mortes, perseguições e tudo o mais que uma boa história do Conan deve ter! O mesmo segue no final do gibi, com uma história desenhada pelo Gil Kane. Muito bom! Devorei a revista forazmente!

LEITURAS DA SEMANA: MUITO BARBARISMO

Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas geralmente pego algo para ler por motivos dos mais diversos e, de repente, me vejo “viciado” por alguns dias e só quero ler mais daquilo! Foi o que aconteceu (de novo!) com o Conan! Ajuda o fato de eu adorar o personagem, claro! Então, sem mais delongas, vamos para as leituras do período até 04 de maio de 2025!  

138 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 04

Chegou a edição que estava faltando para finalmente completar a minha coleção da SAM. Como já dá para perceber, não tenho frescura de ler os gibis fora de ordem! O que dá até um “barato” legal! A edição abre com uma história do Luke Cage. Como é bacana ver no gibi os personagens que apareceram na série, como a enfermeira Claire Temple e o vilão Cascavel. Os desenhos do veterano George Tuska estão bem legais. Deu uma vontade sincera de continuar lendo essas aventuras do Luke Cage. Completam a edição o Doutor Estranho, Conan e o Demolidor, em um confronto frenético contra o Doutor Octopus pelas mãos do Frank Miller.

139 – CONAN, O BÁRBARO # 06

O gibi já começa com essa arte fantástica de capa. No miolo, volta o desenhista Rob de La Torre, que é uma espécie de “reencarnação” do John Buscema, e que torna o encontro do Conan com o Rei Kull ainda mais legal! Muito boa a edição!

140 – CONAN, O BÁRBARO # 07

Já a edição 07, traz essa capa não tão legal! A arte da quarta capa é bem mais bacana, mas acredito que não foi escolhida por ser mais “conceitual” e não tão “vendável”. A história também não é lá essas coisas. Mostra fatos do passado de mocidade do Conan que, até certo ponto, não dá para entender muito para onde que levar a trama. Claro que a quarta capa já dá uma pista, mas da segunda parte em diante, vemos que se trata de (mais uma) adaptação do conto “A Filha do Gigante do Gelo”. Dessa vez, mostrando fatos “nunca antes mostrados” da história. Sinceramente? Não sei se é pelo fato de eu já ter lido e relido as adaptações anteriores ou se é pelos desenhos mais “durões” e inexpressivos (depois de ler um Rob de La Torre, quase todo desenho fica durão e inexpressivo), mas a trama não me pegou tanto.

141 – A TORRE DO ELEFANTE

Por falar em adaptação de conto do Cimério, eis que pego A Torre do Elefante desenhada pelo Alcatena! Preciso falar mais alguma coisa? Foi a partir desse gibi que bateu a vontade de maratonar Conan! E vamos embora!

142 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 105

Essa edição tem duas coisas que não gosto muito nas histórias do Conan: ordem cronológica e aventuras no Oriente. No primeiro caso, talvez eu tenha me acostumado às histórias “saltadas” na fase clássica da ESC. Até melhor ler Conan dessa forma, porque a ordem cronológica prejudica a passagem de tempo dos acontecimentos. Em relação ao segundo ponto… bem… deve ser birra minha! Nunca gostei tanto das histórias passadas no lado oriental da Era Hiboriana. Mesmo assim, esse arco é bem legal! E se aproxima do seu grande final, com o Conan encontrando o Imperador de Khitai e enfrentando uma terrível feiticeira!

143 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 106

A conclusão do arco do Conan pelo Oriente é de tirar o fôlego. No entanto, lembra o que falei sobre como a ordem cronológica atrapalha a passagem de tempo? Pois é! Terminada a aventura, o Conan precisa voltar para o lado Ocidental da Era Hiboriana. Acontece que ele levou meses para atravessar o oceano. Roy Thomas tem agora um pepino na mão! Vai fazer como? Contar cronologicamente como será a viagem de volta? Claro que não! Ele prefere tirar uma solução do… bolso e fazer com que o Conan volte magicamente, em um piscar de olhos! Entendeu agora o que eu quis dizer? Quando a história acontece fora de cena, é mais fácil para o autor percorrer grandes distâncias e transpor grandes passagens de tempo. Mostrando os fatos em “tempo real”, isso fica mais difícil.

144 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 107

E continuam as aventuras em ordem cronológica do Conan. Dessa vez, iniciando um novo arco no qual o cimério conhece a Valéria! Muito barbarismo, pirataria, briga na taverna, intrigas e, claro, uma criatura horrenda que mais parece a Cuca! Legal demais!

145 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 108

Conan vai até Messântia. Gosto do aspecto novelesco com que o Roy Thomas está conduzindo esse arco, com núcleos de personagens agindo de acordo com os seus objetivos, que são diferentes uns dos outros, apesar de o objetivo maior ser o mesmo, o Tesouro de Trânicos! Sim! Este é o segundo capítulo do famoso arco do cimério! Está sensacional de acompanhar, até pra mim que não gosto muito de ler Conan em “tempo real”!

146 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 109

No retorno ao Porto Tortage, “lar” dos piratas da Irmandade Vermelha, Conan se depara com três misteriosas garotas no meio do mar que, depois, tocam o terror em terra firme, manipulando a todos e fazendo com que todas as mulheres dali sejam banidas. O que faz com que todos os piratas peguem os seus navios e partam em busca das mulheres, deixando Conan sozinho no Porto Tortage. A história toda de manipulação, mistério e suspense é muito legal! Melhor ainda, é o gancho que fica para o capítulo seguinte.

147 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 110

Os piratas liderados por Zarono, rivais da Irmandade Vermelha, retornam ao Porto Tortage e se deparam com o Conan que, sozinho, terá que defender o porto desses terríveis inimigos. Meu amigo, pense numa história frenética, com muita ação e porradaria para todos os lados! Imagine que esse é o “Duro de Matar” do Conan! Muito massa!

LEITURAS DA SEMANA: GIBIS VELHOS E VELHOS GIBIS

As leituras dessa semana tiveram muito material de pesquisa para o trampo. Motivo pelo qual sobrou pouco tempo para ler os gibizinhos. Mas vamos assim mesmo ver o que de legal eu li no período até 09 de abril de 2025.

117 – ALIVE

Fico impressionado com a capacidade dos japoneses de pegar qualquer tema, escrever qualquer história, começando por qualquer parte, indo de lugar nenhum para algum lugar ou, alguns casos, indo para lugar algum também! Por isso, tenho adquirido esses mangás “one shots” para ler, claro, mas principalmente para analisar essa “pegada” japonesa. Esse mangá “Alive” até tem uma história interessante, que mistura uma história de assassinato com bruxaria. É legal ver essa mistureba e pra onde a trama vai seguindo, na medida em que revela pouco a pouco o passado do protagonista e como isso resvala no seu presente. Muito bacana. Gostei demais!

118 – SANGUE BÁRBARO

Não é novidade para ninguém que o Cimério criado pelo Robert E. Howard está em domínio público. Sendo assim, qualquer pessoa no mundo pode criar uma história na Era Hiboriana. Este gibi, por exemplo, foi feito na Espanha (se não me falhe a memória). Conta uma história passada no período do reinado do Rei Conan na Aquilônia. O finalzinho do reinado, para ser exato, já que o herdeiro Conan II já está assumindo as rédeas do reino, enquanto o seu pai vaga por terras ermas em busca de um lugar ao mundo após se dar conta de que aquilo não é para ele. É muito interessante ver a narrativa em dois pontos de vista, do Rei Conan e do Príncipe Conan, até o ponto em que se cruzam no final e ambos têm que resolver as suas pendengas para seguir em frente. Gostei muito!

119 – X-MEN ELSEWHEN VOL 01

O que aconteceria se o final da Saga da Fênix Negra seguisse o que fora planejado originalmente por Chris Claremont e John Byrne, no qual a Jean Grey sofreria uma lobotomia pelo Império Shiar, perderia os seus poderes e sobreviveria com a mente igual à de uma criança de cinco anos? É essa enorme pergunta que o John Byrne começou a responder com a sua “fanfic” X-men Elsewhen, em páginas produzidas apenas no lápis e postadas em seu blog. Peguei este primeiro encadernado (caseiro) para ler e me esbaldei com as possibilidades das dez primeiras edições. Claro, tem tudo aquilo que faz parte do estilo Byrne de escrever, como coincidências forçadas, por exemplo. Mas como é gostoso ler um gibi dos X-men que parece ser um gibi dos X-men. Ainda mais com esse gostinho da fase clássica, um novelão que vai plantando aos poucos as sementes dos acontecimentos! É muito bom também ver o lápis do velho mestre. Que precisão de traço!

120 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA VOL 05

Por falar em John Byrne… Foi só terminar o gibi dos X-men, que saí catando o que tinha dele para ler. Pena que essa leitura não tenha sido tão divertida. Não pelos desenhos do Byrne, que estão fantástico. Mas pelos enredos. A começar pelo “Annual” da Princesa Amazona que abre o encadernado. Gente, eu só “comprei” esse anual, porque fui obrigado a trazer junto com as outras histórias. Mas não me entra na cabeça como é que um americano chegou na loja para comprar a edição avulsa dessa revista. Que história medonha de ruim! Misericórdia! O restante da revista é até bacana. Mas sofre pelo mal das megassagas que faz com que as histórias ficassem fragmentadas e pouco interessantes. Sem contar que a Mulher-Maravilha está às portas da morte e passa o gibi inteiro inconsciente. Ou seja, é um gibi da Mulher-Maravilha, sem a Mulher-Maravilha. Vamos esperar pelo próximo.

121 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 02

Rapaz, estava faltando apenas 07 edições para eu completar a coleção da clássica Superaventuras Marvel. Consegui comprar 06 delas esta semana. A SAM 02 faz parte do pacote. Essa foi a primeira edição da SAM que peguei em mãos na vida. Então você imagina o carinho que tenho por esse gibi. Nem preciso dizer o quanto foi legal reler e relembrar de cada quadrinho dessas páginas.

122 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 03

É muito bom reler os primórdios do Frank Miller à frente do Demolidor. Ainda mais nas páginas de um gibi tão icônico. Muito legal recuperar esses clássicos na coleção.

LEITURAS DA SEMANA: DE VOLTA PARA O PASSADO EM HISTÓRIAS BEM RECENTES!

Peguei gosto pelas histórias do presente revisitando fases do passado que vem sendo publicadas com o “selo” Lendas Marvel. Outras publicações que estou gostando bastante, são os tie-ins de Guerras Secretas. Por serem uma espécie de “O que aconteceria se…” com uma pegada bem parecida com Lendas Marvel, esses gibis revisitam fases e sagas do passado em histórias novas. A diferença é que Lendas Marvel está presa na famigerada “cronologia” que impede os autores de ousarem bem mais, enquanto nos tie-ins de Guerras Secretas tudo (ou quase tudo) pode acontecer, o que dá mais liberdade aos envolvidos. Outra diferença, é que os tie-ins trazem um capricho a mais na arte e nas cores, enquanto em “Lendas” vai variar bastante, sendo os mais gritantes casos nas cores, com aquele aspecto de cores primárias saturadas do início da era da colorização digital. Mesmo assim, tem sido uma diversão bem bacana ler esses gibis. Então, sem mais delongas, vamos às leituras até o período de 02 de abril de 2025.

102 – X-MEN LENDAS VOL 05

Larry Hama revisita a fase “Caolho” do Wolverine em uma história cheia de pancadaria e sangue no meio do mato que mais parece um daqueles filmes de brucutus da década de 1980. Rapaz, aqui o Wolverine tanto bate, quanto dão nele, assim como sai rasgando geral sem medo de ser feliz. Seria uma diversão completa do início ao fim, não fosse a presença constante e inútil do Aeroporta Aviões da SHIELD sobrevoando o tempo a selva, com um agente narrando o tempo todo o que está acontecendo lá embaixo. Caramba, Larry Hama! Eu já estou vendo! Não precisa colocar um Zé Ninguém narrando! Quanto à arte, é até legal. Não chega a ser um Marc Silvestre dos bons tempos! Mas o que complica aqui são as cores, que oscilam bastante de ruins para mais ou menos!

103 – X-MEN LENDAS VOL 06

Uma aventura do Gambit e “Tempestinha” que se passa antes da estreia oficial do Remy LeBeau no gibi dos X-men? Topo! E que gibi divertidinho! Chris Claremont liga o botão do “dane-se” e simplesmente se diverte! E eu fui junto!

104 – X-MEN LENDAS VOL 07

Está aqui outro gibizinho divertido! Ann Nocenti nos transporta de volta até os tempos em que Tempestade estava passando por uma crise existencial e começou uma mudança comportamental a partir do seu novo visual motoqueira punk! “Novelinha” básica dos “Xis-men” com um arroz com feijão bem-feitinho que dá é gosto de ler.

105 – X-MEN LENDAS VOL 08

Sabe aquele filme “Exterminador do Futuro: Salvação”, no qual tentaram contar a história em “tempo real” dos eventos que levaram àquele futuro terrível? Pois é! Aqui, o roteirista Marc Guggenheim pega a histórias dos heróis mutantes exatamente antes de “Dias de um Futuro Esquecido” de Claremont e Byrne, pega a bifurcação ao lado, e segue em frente contando em “tempo real” todos os eventos que aconteceram até chegar naquele fatídico futuro no qual os X-men sobreviventes enviam a mente da Kitty Pride envelhecida para o corpo da jovem Kitty Pride do passado. Muito bom! Aliás, a melhor “Lendas” que li até aqui dessa leva! Inclusive na arte, muito bem conduzida pelo Manuel García, com um capricho que deixa tudo mais crível de se ler!

106 – GUERRAS SECRETAS # 06

Peter Parker e Miles Morales encontram a fonte de poder do Destino. Paralelo a isso, o Pantera Negra e o Namor encontram uma Manopla do Infinito e um Portal da “Coragem”. Já viu onde isso vai dar, né? Pior do que isso, só a história secundária, que nem fede, nem cheira!

107 – GUERRAS SECRETAS # 07

Começa a se desenrolar o “Deus Ex-Machina” que dará cabo do todo poderoso Destino, como eu já havia falado antes. Este é o problema de se escrever tramas com vilões muito poderosos. Se não tomar cuidado, a forma como ele será derrotado, acaba sempre sendo a mais estúpida possível. Rapaz, quando o Pantera Negra e o Namor encontraram a Manopla do Infinito e o Portal do Destino (aqui chamado de “Portal da Coragem” porque Destino já tinha dono!) convenientemente escondidos pelo Xerife Estranho, com direito a “vídeo” explicativo e tudo mais… eu logo falei: Xiiiiiiiii! Olha aí! Larguei de mão. Estou lendo a minissérie principal apenas por esporte.

108 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 03

Pense numa confusão do Aranhaverso! Gostei bastante do ritmo alucinante do enredo e dos desenhos que lembram bastante animações.

109 – GUERRAS SECRETAS: OS VINGADORES # 03

Este é um dos melhores tie-ins que li até agora. Um enredo de investigação policial com os Thors com um traço muito bom, fizeram a leitura fluir que foi uma beleza.

110 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 05

Eu estava tão viciado em “Dias de um futuro esquecível”… ops… “esquecido” (desculpe… é que li errado uma vez e não consigo mais desapregar da caixola. Haha), que peguei esse gibi com uma voracidade incrível. Claro que não segue do mesmo jeito os eventos mostrados em X-men Lendas, já que esse gibi saiu antes. Mas é tão divertido quanto. E foi bom ver outro ponto de vista desse futuro tão querido dos leitores. Aliás, os desenhos aqui também são um espetáculo de cuidadosos. Os desenhos dos tie-ins em geral são muito bons. O que me faz questionar por onde anda esse povo todo? Esses tie-ins estão com cara de que foram entregues a desenhistas iniciantes ou que não tinham o costume de trabalhar para editoras grandes, porque você vê claramente o quanto dão o sangue pra deixar tudo caprichado. Muito bom!

111 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 06

Chegamos ao último tie-in de Guerras Secretas dos X-men, revisitando justamente uma das sagas mais legais que eu gosto, com uma trama até que bem bolada. Confesso que me surpreendi quando vi o filho de uma certa personagem. Mas logo soltei um “bem bolado, bem bolado”! O enredo conta a obsessão do Colossus em tentar “exorcizar” a sua irmã Illyana do Inferno e as consequências disso para os demais X-men. Apesar do Colossus parecer um pouco bobalhão em alguns momentos, devido ao estilo do desenhista, a história é bem divertida.

112 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 03

Outro tie-in que tem uma pegada de investigação. O traço mais estilizado pode estranhar no início, mas logo deixa a leitura bem dinâmica e divertida.

113 – O VELHO LOGAN # 03

Pense num gibi que vai de lugar nenhum para lugar algum! Fico me perguntando por que cargas d’águas a Panini não compilou todas essas histórias em apenas um encadernadinho de 120 páginas! Mas eu sei o porquê! Por causa da série mensal que viria a seguir. Por isso mesmo, como chega uma hora em que os tie-ins com Guerras Secretas acaba, a Panini me inventa de colocar histórias “tapa-buraco” em um gibi de 52 páginas! Pode isso, Arnaldo?

114 – GUERRAS SECRETAS: AS GUERRAS SECRETAS “SECRETAS” DO DEADPOOL

Claro e evidente que peguei esse gibi para ler esperando uma completa pataquada! E não me decepcionei. O roteirista vai seguindo uma narrativa não-linear, que avança e retrocede no tempo, revelando os fatos “secretos” da participação “secreta” do Deadpool nas Guerras Secretas originais. Uma decisão acertada, para deixar minimamente interessante uma releitura dessa saga. E quer saber? Dá um clima “De volta para o futuro” na história, com o Deadpool revisitando os fatos. O negócio é tão bem-feito, tão bem escrito, tão bem desenhado, que no final fica aquela sensação de que aquilo realmente aconteceu. Quer dizer, é claro que não aconteceu, já que se trata de um gibi. Mas aconteceu acontecendo sem acontecer, entende? Tá, vamos para a próxima!

115 – GUERRAS SECRETAS: GUERRA CIVIL

Essa edição responde ao “o que aconteceria se a guerra civil tivesse continuado”. Vemos um verdadeiro cisma entre os heróis, que descamba numa… Invasão Secreta! Muito divertido!

116 – GUERRAS SECRETAS: MESTRE DO KUNG FU

Agora, pense numa revista enfadonha essa aqui do Mestre do Kung Fu! Cheguei a duras penas até o fim. Até o fim, não! Já que metade do gibi é dedicado aos Motoqueiros Fantasmas! Dessa história, não aguentei nem chegar ao fim da primeira parte! O pior tie-in até agora!

TOBIAS “PARA COLORIR” NA BIENAL DO LIVRO

Quem visitar o estande do SESC na Bienal do Livro do Ceará vai se deparar com um espaço bem bacana dedicado aos personagens de quadrinhos criados por artistas cearenses. Além disso, vai ter uma área de desenho livre na qual os visitantes de todas as idades poderão demonstrar o seu talento colorindo esses mesmos personagens. O Tobias, claro, estará presente, com versões em preto e branco das páginas que produzi para a história “Estrelas Riscantes”, publicada no álbum “Avallon”.

“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!