LEITURAS DA SEMANA: ALCANÇANDO A MARCA DE 200 LEITURAS

Muitos gibis do Batman, um clássico da Disney, as melhores do Cascão e um Tarzan perdido no meio da selva completam a marca de 200 leituras realizadas até aqui. Sem mais delongas, vamos ver como foi a semana até o dia 24 de junho de 2025.

195 – GRAPHIC DISNEY: …E O VENTO LEVOU

A minha leitura dessa obra é uma saga tanto quanto a história em que se baseia. Devo ter lido a primeira parte (de três) quando saiu originalmente em Tio Patinhas 237 pela Editora Abril em fevereiro de 1985, quando eu tinha por volta de 10-11 anos, lá no distante ano de 1990! Depois, consegui a segunda parte, que saiu no Almanaque Disney 165. No entanto, só vim conseguir comprar a conclusão, que saiu em Mickey 390, quando eu já tinha por volta de 42 anos! Trinta anos depois! Então você pode imaginar o quanto essa história é especial para mim. Fiquei muito feliz quando soube que finalmente ia sair em formato “Graphic”. Quanto à leitura, são só elogios! Uma divertida e caprichada sátira de uma saga muito bacana!

196 – MARVEL APRESENTA #22: X4

Devo confessar que torci um pouco o nariz para essa coleção na época do seu lançamento. Tanto que pouco depois do lançamento dessa edição, me desfiz de 90% das revistas, ficando na coleção somente as que traziam histórias com o Hulk. Lendo agora, devo confessar que estou me divertindo muito. Talvez o principal motivo seja que as histórias não são tão presas à cronologia, o que me atrai agora para a leitura e me distanciou antes. Acontece de tudo nesse encontro dos X-men com o Quarteto Fantástico, desde uma invasão da Ninhada, até à repetição do acidente com os raios cósmicos… dessa vez com os mutantes como vítimas! Tudo com uma pegada de “anime” (eu sei que anime é o desenho animado e quadrinhos são os mangás), bem parecida com aquelas duas séries animadas, dos X-men e do Wolverine, que foram lançadas há algum tempo.

197 – BATMAN #26

Quem já imaginou o Batman sendo largado no altar? É isso o que acontece nessa edição, ao contrário do que leva a crer a capa. A história é bem conduzida, mostrando cortes do ponto de vista do noivo Bruce Wayne e da noiva Selina Kyle. O problema é quando nos é insinuado que tudo faz parte de um grande plano do Bane! É um problema, porque o Tom King conduz a história com uma seriedade desnecessária, tentando imprimir uma pegada cinematográfica simplesmente… porque sim! Com isso, a trama perde aquele ar de gibi “gibi”, entende? E o leitor fica com uma certa dificuldade em aceitar um plano tão estapafúrdio estilo novela das seis, quando a gente se pergunta: “a vilã combinou isso com a mocinha, para que tudo o que ela planejou dê tão certo?”

198 – BATMAN #27

Está aqui uma das melhores edições dessa fase do Batman escrita pelo Tom King. Pelo menos até aqui. A narrativa fragmentada tão típica do roteirista faz sentido dentro da proposta da trama em mostrar um Batman cada vez mais fragmentado após o rompimento com a Mulher-Gato. A forma finalmente condiz com o conteúdo. Muito bacana!

199 – BATMAN #28

A conclusão do arco do Senhor Frio iniciado na edição passada fecha com chave de ouro essa história tão legal e tão bem construída.

200 – BATMAN #29

A minha 200ª leitura do ano poderia ter sido melhorzinha… mas o retorno do KGBesta no traço do generiquíssimo Tony Daniel é o que temos para hoje. Pelo menos a interação entre pai e filho do Batman e o Asa Noturna é muito bem trabalhada. A investigação que se segue é meio maçante, mas consegue criar uma expectativa para o que vem, mesmo que aponte para aquele “grande plano do Bane”. Ai, ai!

201 – BATMAN #30

O embate do Batman contra o KGBesta é brutal! Até esqueci momentaneamente que foi desenhado pelo Tony Daniel! Na segunda história da edição, a trama volta a se concentrar no “grande plano do Bane”, provando que o Batman não é o grande inteligente que ele pensa que é, já que todo o panteão dos seus vilões estão mexendo as cordinhas de marionete, sob a liderança do Bane, diretamente do… pasmem… Asilo Arkham. Ou o Batman não é inteligente o suficiente para perceber isso ou o Tom King acha os leitores burros o suficiente para engolir essa premissa. Mas vamos seguindo em frente, para ver até onde isso vai!

202 – BATMAN #31

Batman se alia ao Pinguim em uma investigação que vai de lugar algum, para lugar nenhum! Até entendo a premissa dessa longa fase do Tom King. É como se fosse uma releitura de “A Queda do Morcego”, na qual o Bane mexe os pauzinhos nos bastidores para torturar física e psicologicamente o Batman. Mas, diferente da saga noventista, em que os roteiristas sabiam que estavam escrevendo um gibi de super-heróis, o Tom King é muito pretensioso de achar que está escrevendo um grande thriller de investigação que inventa a roda e descobre a pólvora, sendo que, no final das contas, não passa de uma trama de vilão mequetrefe planejando derrotar o Batman… porque sim! O problema não é a trama em si, mas a maneira como é conduzida, com um ar de seriedade desnecessário, tentando ser muito mais complexa do que realmente é.

203 – BATMAN #32

Tom Taylor assume o roteiro dessa edição e nos brinda com uma excelente história do Dia dos Pais que mostra de forma bem interessante e fraterna a relação entre o Alfred e o Bruce Wayne. Muito bacana!

204 – TARZAN, O SENHOR DAS SELVAS

A finura dessa edição engana em um primeiro momento. Mas basta começar a ler, que logo vemos a densidade dessa nova versão da origem do Tarzan, mostrada de forma brutal em uma quantidade absurda de quadros por página. Gostei demais. Sou cada vez mais fã desse personagem.

205 – VERTICO CRIME: A RICA INDECENTE

Essa é uma coleção bem bacaninha, que cabe na bolsa, dá para ler em qualquer lugar e traz histórias bem “decentes” de crime! Brian Azzarello faz um arroz com feijão bem competente, que vai nos prendendo do início ao fim da trama. Enquanto o traço do Victor Santos lembra muito uma mistura de Frank “Sin City” Miller com Scott McDaniel, mas com algumas deficiências anatômicas que chegam a comprometer um pouco o desenrolar da trama, uma vez que em vários momentos fica difícil identificar quem é quem entre os personagens.

206 – VERTIGO CRIME: O EXECUTOR

Essa edição traz uma narrativa que gosto muito e que é bem difícil de produzir. O protagonista já chega com uma carga pregressa de passado e vamos descobrindo os detalhes à medida em que a história avança, sendo que esses detalhes influenciam no andamento da trama. Digo que é difícil, porque o roteirista já precisa saber de todo o passado do personagem para poder tecer a teia de aranha da trama.

207 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 04: CASCÃO

Já falei que adoro essas coletâneas com as melhores histórias da turminha? Então… Eu adoro! Principalmente agora que conheço as pessoas por trás das histórias. O que torna ainda melhores, pela oportunidade que eu tenho de ver os meus colegas de “firma” brilhando! Bom demais! Pena que já está acabando. Essa coleção é composta por “apenas” seis volumes.

LEITURAS DA SEMANA: TURMA DA MÔNICA DE MONTÃO E ALGUNS GIBIS DE HOMINHOS

Comecei em grande estilo a segunda metade do desafio “365 leituras da pilha de 2025”, com histórias clássicas do “Mauricio do Velho Testamento” e outros clássicos contemporâneos do, agora, MSP Estúdios. Então, sem mais delongas, vamos à lista do que li no período até o dia 10 de junho de 2025.

183 – AS MELHORES HISTÓRIAS DO CHICO BENTO ESCOLHIDAS PELO MAURICIO

Simplesmente amo esses especiais dos personagens do Mauricio de Sousa. Além de sempre trazer a nata do suprassumo do melhor das histórias, essas coletâneas me ensinam muito sobre a essência desses personagens que tanto amo. O Chico Bento, assim como o Horácio, é um dos personagens mais difíceis de se escrever, por trazerem em sua essência muito da vivência do Mauricio. Tanto é, que eu demorei um tempão para escrever o meu primeiro roteiro do Chico Bento. E até hoje não me atrevi a escrever o Horácio. Por isso, acho incrível como toda a equipe responsável pelas histórias desse especial conseguem acompanhar a genialidade do Mauricio. As histórias do Chico Bento desse período do “Mauricio do Velho Testamento” são pura poesia textual e artística. É praticamente impossível não tirar alguma lição importante dessas páginas, sem esquecer, claro, da diversão, já que o bom humor é marca registrada do Mauricio.

184 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 01: MÔNICA

Esse gibi faz parte de uma coleção em 06 volumes que reúne algumas das melhores histórias contemporâneas da turminha. Geralmente eu compro essas coletâneas para pesquisa, justamente por trazer a nata do suprassumo das histórias, por ser mais fácil de guardar, e melhor para localizar as histórias, ao invés de catar em diversos gibizinhos. Mas após ler o especial do Chico Bento, bateu aquela vontade de maratonar os gibis da Turma da Mônica. E a pesquisa foi para as cucuias. Que bom! A diversão despretensiosa falou mais alto. E que diversão! Aqui tem toda aquela confusão deliciosa que a gente espera de um bom gibi da Mônica. Com muitas coelhadas, claro!

185 – HOMEM-ARANHA: A SAGA DO CLONE VOL 08

Continua o novelão da Saga do Clone escrito pela Glória Perez! Sim, toda vez que pego para ler um volume da Saga do Clone, tenho a exata sensação de que seria algo que a Glória Perez escreveria para uma novela das nove! Tem tudo a ver com ela! Muito melodrama barato, personagens com motivações que vão de lugar nenhum para lugar algum, reviravoltas forçadas e os personagens falando o tempo todo da bendita gravidez da Mary Jane. Tem coisa melhor? Claro que tem! Mas estou me divertindo muito relendo essa novela… digo… saga. Ainda mais porque eu li na época dos formatinhos tudo fora de ordem e não lembro de patavina nenhuma!

186 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 02: CEBOLINHA

Continuando a maratona Turma da Mônica… que não é bem uma maratona, já que a minha coleção é finita, apesar de grande… se eu ler muito rápido, vai acabar logo! E eu gosto de degustar os gibis da turminha. Principalmente este, que mostra o suprassumo da cara de pau do Cebolinha! Adoro!

187 – MARVEL APRESENTA #16: MARVEL MILLENNIUM ELEKTRA

É muito difícil equiparar uma obra de arte em seu auge. A Elektra do Frank Miller é perfeita em todos os sentidos. Você consegue acreditar que aquela grega se tornou uma ninja assassina. Se um editor chegasse pra mim e pedisse para fazer uma versão “ultimate” da personagem, eu sairia correndo… e depois aceitaria! Trabalho é trabalho, né? Mas fracassaria miseravelmente, exatamente como o Mike Carey! A Elektra dele é filha de um dono de lavanderia e sobrinha de tios metidos com a máfia. Nas horas vagas, ela pratica uns golpezinhos de artes marciais! É claro que essa moça está super qualificada para se tornar uma assassina, correto? Na visão do Carey, sim. Mesmo que ela não consiga ser páreo nem para o Matt Murdock, que aqui não veste uniforme de Demolidor. O absurdo, é quando ela enfrenta o Mercenário! Nem vou falar mais nada! Se eu fosse o Mike Carey, não teria voltado depois de correr para longe quando o editor ofereceu o serviço!

188 – CONAN, O BÁRBARO #05

Mais do mesmo divertido do Cimério de Bronze, só que soberbamente bem desenhado e com o Rei Kull como “brinde” em um crossover sensacional.

189 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 03: MAGALI

Vamos para mais um volume dessa coleção sensacional. Dessa vez, focado na Magali. Com histórias tão legais quanto estas, simplesmente não dá para ir devagar! Já cheguei na metade da coleção e a vontade é de não parar enquanto não acabar. Turma da Mônica é isso mesmo! Apaixonante!

190 – MARVEL APRESENTA #17: 4

Adoro o Quarteto Fantástico. A essência dos personagens é a exploração do inexplorado, mesmo que esse inexplorado seja a falência do grupo, a falta de grana e a fila do desemprego! Quarteto Fantástico é isso!

191 – MARVEL APRESENTA #18: VINGADORES

Esse gibi dos Vingadores é muito legal. Não lembrava que era escrito pelo Geoff Johns. Pra mim, o cara sempre esteve na DC Comics. É a segunda edição escrita por ele que me surpreende positivamente. A primeira, foi a do Coisa. Além disso, o roteirista repete a parceria com o desenhista Scott Kolins, de quem sou muito fã desde as histórias do Flash. A história em si não traz grandes inovações no enredo. Coloca a Jennifer Walters como protagonista do “seriado do Hulk”, tentando se esconder em uma cidadezinha do interior típica dos EUA, enquanto procura por seu primo Bruce Banner. Claro que em dado momento dá ruim e a Jennifer se transforma na furiosa Mulher-Hulk. O bacana é ver como a relação dela com o primo é construída. Você acredita realmente que fazem parte da mesma família. Coisa que vemos pouco explorado nos gibis da Marvel.

192 – MARVEL APRESENTA #19: 4

Dando continuidade às histórias do Quarteto Fantástico falido, vemos uma divertida história de terror/ficção científica em um acampamento na floresta. O nível cai um pouco na segunda metade da revista, pela troca de roteirista e por mais uma tentativa do Namor de colocar chifres na cabeça elástica do Reed Richards. Pelo menos o lado humano do Tocha Humana é bem explorado.

193 – MARVEL APRESENTA #20: GUERRA SECRETA

Spin off da minissérie Guerra Secreta protagonizada pela Jéssica Jones que vai de lugar nenhum, para lugar algum. Bem típica do Brian Michal Bendis. Mas como o cara é bem desenrolado na escrita, a história se torna até divertida, naquele esquema de colocar a personagem reagindo ao que está acontecendo, sem saber o que está acontecendo.

194 – MARVEL APRESENTA #21: HOMEM-ARANHA E TOCHA HUMANA

A proposta é batida: mostrar a evolução da amizade dos personagens ao longo do tempo, passando pelas diferentes fases de suas histórias. Mesmo assim, Dan Slott e Ty Templeton conseguem produzir uma das mais divertidas histórias do Homem-Aranha e Tocha Humana que já li nos últimos tempos dessa semana! Me diverti bastante!

METADE DAS 365 LEITURAS DA PILHA DE 2025

Para quem acompanha este blog, já está por dentro da brincadeira que iniciei em janeiro, que consiste em atacar a pilha de leitura e devorar 365 obras durante todo o ano de 2025 para, depois, postar pequenos comentários sobre cada uma por estas paragens. Além da brincadeira em si, essa iniciativa tem por objetivo estimular e resgatar o meu gosto por leitura. Como expliquei anteriormente, o meu trabalho exige muita pesquisa, sendo que, ao final do expediente, a minha mente está só o mingau de cansada e nem um pouco a fim de ler nada relacionado ao trampo.

No entanto, a vontade de ler não desaparece. É apenas cansaço mental. Normal! Então, para resolver essa questão, entrei nessa brincadeira! Chegando agora no mês de junho, já alcancei metade da meta, com a cabeça mais leve do que nunca e muito estimulado em continuar devorando os meus queridos gibis!

Fiz um compilado das 182 obras que li até o presente momento (tá, pra ser metade, metade, teria que ser 182,5!), com sua grande maioria voltada para os gibis de super-heróis, que são a minha válvula de escape para relaxar a caixola (além de dançar forró, claro!), entre lançamentos, velharias e lançamentos de velharias! Obviamente que não entraram na lista as leituras que faço como pesquisa para o meu trabalho, justamente para não dar pistas dos próximos temas que tratarei nos roteiros! Senão já teria passado das 200 leituras! Espertinho, né?

Confira:

LEITURAS DA SEMANA: CHEGANDO NA METADE DO DESAFIO

Para quem está pegando o bonde andando, no início desse ano me propus uma brincadeira intitulada “365 leituras da pilha de 2025” (saiba mais aqui), justamente visando ler o que está acumulado em cima das estantes e, depois, registrar aqui em pequenos comentários. Eis que estou exatamente na metade do caminho, quando cheguei à 182ª leitura. Então, sem mais delongas, vamos para os comentários do que li no período até 01 de junho de 2025.

171 – A SAGA DO WOLVERINE # 04

Claramente peguei esse gibi pela icônica capa rasgada! É uma boa história que se propõe a dar continuidade ao clássico “Arma X” que contou como o Wolverine “ganhou” o adamantium nos seus ossos. Apesar dos bons desenhos do Marc Silvestre, o roteirista Larry Hama não consegue manter a mesma genialidade que o Barry Windsor-Smith estabeleceu na série original. Ele até tenta fazer aquele esquema de narrativa não-linear, mas o que consegue mesmo, é deixar alguns trechos bem confusos.

172 – MARVEL APRESENTA #12: O FIM DO UNIVERSO

Jim Starlin retorna ao Thanos para dar continuidade ao arco anterior, Abismo. Dessa vez, mostrando o fim do Universo Marvel. Claro que tem toda aquela viajada na maionese que eu tanto gosto do Starlin, que sempre leva a história de lugar algum, para lugar nenhum. Não espero menos do que delírio quando leio algo escrito e desenhado pelo Jim Starlin.

173 – MARVEL APRESENTA #13: O FIM DO UNIVERSO

Na conclusão do arco, Thanos se torna o próprio universo ao se apoderar de um poder além da imaginação. O bacana não é ver o Thanos superpoderoso de novo e, sim, presenciar o fim de sua trajetória, quando o personagem finalmente consegue o que passou anos almejando, a atenção e o beijo da Morte. Depois disso, nada mais tem importância para o titã louco. Muito bacana.

174 – MARVEL APRESENTA #14: WOLVERINE – ILHA X

Devo confessar que não sou muito fã da escrita do Bruce Jones, por pensar que o cara se acha muita coisa para pouco conteúdo. Os roteiros dele são sempre muito superestimados e mascaram a pobreza de conteúdo com técnicas narrativas mais viajandonas. Mesmo assim, gostei bastante desse gibi do Wolverine. Bruce Jones contém um pouco o seu ego e faz um arroz com feijão bem temperadinho para retratar a dicotomia animal/homem do Wolverine.

175 – MARVEL APRESENTA #15: WOLVERINE E JUSTICEIRO

Tudo o que esses dois personagens precisam para botar para quebrar em uma boa história de ação, é uma desculpa! Pena que a desculpa bolada pelo Peter Milligan seja tão ruim, que quase estraga o restante! A sorte é que o Frank Castle e o Logan são personagens porradeiros tão legais, que a história praticamente se escreve sozinha. Esse é um belo gibi representante dos filmes de ação típicos da década de 1980.

176 – CONDADO MALDITO VOL 01

Peguei três volumes dessa coleção em promoção na última Bienal do Livro de Fortaleza sem saber nada da história, somente pelas belas capas. Depois, fui atrás do restante da coleção e me assustei ao saber que eram oito volumes! Agora que estou com tudo completo, comecei a ler e me surpreendi! Primeiro, pela lindíssima arte em aquarela, que tocou o meu lado de artista plástico. Segundo, porque sou fã de terror e de histórias de bruxas. Apesar de já ter lido um sem-número de histórias de bruxa e ter me decepcionado com a maioria, dessa vez não foi o caso. Pense numa história massa! Agora vou maratonar toda a coleção, certo? Negativo! Vou ler em doses homeopáticas. Faço isso com coleções desse naipe, para não acabar logo. Faz sentido pra você?

177 – HOLY AVENGER: PALADINA VOL 03

Sou fã do Marcelo Cassaro desde pivete, dos tempos do gibi “As Aventuras dos Trapalhões”. Então você deve imaginar a minha alegria em ter me tornado colega de trabalho na MSP Estúdios do Mestre Cassaro (sim, eu o chamo assim, porque respeito muito quem me ensinou o que sei hoje, mesmo que indiretamente). Já a Erica Awano, fiquei fã na primeira série de Holy Avenger e também pelos fascículos ensinando a desenhar mangá que a Editora Escala publicava. Ou seja, nem preciso dizer que é sempre uma alegria ler algo produzido por essa dupla tão incrível. Principalmente se for no universo de Holy Avenger!

178 – ANAMORFOSE

Rapaz, pense num mangá muito louco! Admiro a capacidade dos japoneses de produzir histórias praticamente de qualquer ideia. Nessa coletânea, o Shintaro Kago faz uma espécie de BBB macabro que deixa a leitura tensa do primeiro ao último quadro. No entanto, por se tratar de uma coletânea, o terço final do gibi traz histórias curtas não muito interessantes.

179 – 180 – 181 – ALEX+ADA VOL 01, 02, 03

Peguei essa trilogia pelas capas, sem saber nada da história. Para a minha surpresa, o co-roteirista e desenhista Jonathan Luna é o mesmo que desenhou a série “Ultra: Sete Dias”, que sou muito fã! Quando comecei a ler, só consegui parar quando acabou o terceiro volume. Pense numa história bem construída. A premissa não é tão original. Trata-se da mistura de ficção científica com romance, que discute questões sobre os direitos dos robôs de forma tão orgânica e sensível, que nos faz pensar por horas após o fim da revista. Gostei muito!

182 – MARVEL APRESENTA #06: HULK – O ÚLTIMO TITÃ

Não sei por que cargas d’água eu não tinha esse gibi do Hulk na coleção, mas já resolvi essa questão. Bem no contexto da morte do querido roteirista Peter David. Reler essa edição nesse momento trouxe um significado diferente, como se alguém querido, que cresci lendo, realmente não estivesse mais aqui pra gente “conversar”.

LEITURAS DA SEMANA: MUITO BARBARISMO

Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas geralmente pego algo para ler por motivos dos mais diversos e, de repente, me vejo “viciado” por alguns dias e só quero ler mais daquilo! Foi o que aconteceu (de novo!) com o Conan! Ajuda o fato de eu adorar o personagem, claro! Então, sem mais delongas, vamos para as leituras do período até 04 de maio de 2025!  

138 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 04

Chegou a edição que estava faltando para finalmente completar a minha coleção da SAM. Como já dá para perceber, não tenho frescura de ler os gibis fora de ordem! O que dá até um “barato” legal! A edição abre com uma história do Luke Cage. Como é bacana ver no gibi os personagens que apareceram na série, como a enfermeira Claire Temple e o vilão Cascavel. Os desenhos do veterano George Tuska estão bem legais. Deu uma vontade sincera de continuar lendo essas aventuras do Luke Cage. Completam a edição o Doutor Estranho, Conan e o Demolidor, em um confronto frenético contra o Doutor Octopus pelas mãos do Frank Miller.

139 – CONAN, O BÁRBARO # 06

O gibi já começa com essa arte fantástica de capa. No miolo, volta o desenhista Rob de La Torre, que é uma espécie de “reencarnação” do John Buscema, e que torna o encontro do Conan com o Rei Kull ainda mais legal! Muito boa a edição!

140 – CONAN, O BÁRBARO # 07

Já a edição 07, traz essa capa não tão legal! A arte da quarta capa é bem mais bacana, mas acredito que não foi escolhida por ser mais “conceitual” e não tão “vendável”. A história também não é lá essas coisas. Mostra fatos do passado de mocidade do Conan que, até certo ponto, não dá para entender muito para onde que levar a trama. Claro que a quarta capa já dá uma pista, mas da segunda parte em diante, vemos que se trata de (mais uma) adaptação do conto “A Filha do Gigante do Gelo”. Dessa vez, mostrando fatos “nunca antes mostrados” da história. Sinceramente? Não sei se é pelo fato de eu já ter lido e relido as adaptações anteriores ou se é pelos desenhos mais “durões” e inexpressivos (depois de ler um Rob de La Torre, quase todo desenho fica durão e inexpressivo), mas a trama não me pegou tanto.

141 – A TORRE DO ELEFANTE

Por falar em adaptação de conto do Cimério, eis que pego A Torre do Elefante desenhada pelo Alcatena! Preciso falar mais alguma coisa? Foi a partir desse gibi que bateu a vontade de maratonar Conan! E vamos embora!

142 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 105

Essa edição tem duas coisas que não gosto muito nas histórias do Conan: ordem cronológica e aventuras no Oriente. No primeiro caso, talvez eu tenha me acostumado às histórias “saltadas” na fase clássica da ESC. Até melhor ler Conan dessa forma, porque a ordem cronológica prejudica a passagem de tempo dos acontecimentos. Em relação ao segundo ponto… bem… deve ser birra minha! Nunca gostei tanto das histórias passadas no lado oriental da Era Hiboriana. Mesmo assim, esse arco é bem legal! E se aproxima do seu grande final, com o Conan encontrando o Imperador de Khitai e enfrentando uma terrível feiticeira!

143 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 106

A conclusão do arco do Conan pelo Oriente é de tirar o fôlego. No entanto, lembra o que falei sobre como a ordem cronológica atrapalha a passagem de tempo? Pois é! Terminada a aventura, o Conan precisa voltar para o lado Ocidental da Era Hiboriana. Acontece que ele levou meses para atravessar o oceano. Roy Thomas tem agora um pepino na mão! Vai fazer como? Contar cronologicamente como será a viagem de volta? Claro que não! Ele prefere tirar uma solução do… bolso e fazer com que o Conan volte magicamente, em um piscar de olhos! Entendeu agora o que eu quis dizer? Quando a história acontece fora de cena, é mais fácil para o autor percorrer grandes distâncias e transpor grandes passagens de tempo. Mostrando os fatos em “tempo real”, isso fica mais difícil.

144 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 107

E continuam as aventuras em ordem cronológica do Conan. Dessa vez, iniciando um novo arco no qual o cimério conhece a Valéria! Muito barbarismo, pirataria, briga na taverna, intrigas e, claro, uma criatura horrenda que mais parece a Cuca! Legal demais!

145 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 108

Conan vai até Messântia. Gosto do aspecto novelesco com que o Roy Thomas está conduzindo esse arco, com núcleos de personagens agindo de acordo com os seus objetivos, que são diferentes uns dos outros, apesar de o objetivo maior ser o mesmo, o Tesouro de Trânicos! Sim! Este é o segundo capítulo do famoso arco do cimério! Está sensacional de acompanhar, até pra mim que não gosto muito de ler Conan em “tempo real”!

146 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 109

No retorno ao Porto Tortage, “lar” dos piratas da Irmandade Vermelha, Conan se depara com três misteriosas garotas no meio do mar que, depois, tocam o terror em terra firme, manipulando a todos e fazendo com que todas as mulheres dali sejam banidas. O que faz com que todos os piratas peguem os seus navios e partam em busca das mulheres, deixando Conan sozinho no Porto Tortage. A história toda de manipulação, mistério e suspense é muito legal! Melhor ainda, é o gancho que fica para o capítulo seguinte.

147 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 110

Os piratas liderados por Zarono, rivais da Irmandade Vermelha, retornam ao Porto Tortage e se deparam com o Conan que, sozinho, terá que defender o porto desses terríveis inimigos. Meu amigo, pense numa história frenética, com muita ação e porradaria para todos os lados! Imagine que esse é o “Duro de Matar” do Conan! Muito massa!

LEITURAS DA SEMANA: VELHARIAS EM PAPEL VELHO E VELHARIAS EM PAPEL NOVO

Vamos direto para as leituras do período até 21 de abril de 2025

123 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 05

Dando continuidade às minhas leituras dos últimos primeiros números que faltavam para completar a coleção da SAM, chegou por estas bandas a edição 05 com duas histórias clássicas do Conan logo de cara, que servem para mostrar o código de honra do Cimério de Bronze, ao fazer de tudo por um companheiro que acabara de conhecer. Em seguida, uma história a que eu não estava tão acostumado (talvez por ter lido muito pouco do personagem) na qual o Doutor Estranho enfrenta uma horda de demônios em um completo clima de terror. Encerramos com mais uma história do Demolidor produzida pelo Frank Miller. Nostalgia e diversão na medida certa.

124 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 06

A coisa degringola de vez com o Doutor Estranho enfrentando vários demônios de uma dimensão abissal. Ao custo da vida do Ancião, o seu mestre. Segue com a Miss Marvel em seu início de carreira, bem conduzida por Chris Claremont. Por fim, a estreia da Elektra! Nem precisa falar mais nada sobre essa edição espetacular.

125 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 07

A origem do Pantera Negra soberbamente bem contada com os desenhos do grande John Buscema! Já a história da Miss Marvel dá uma decaída, muito mais pela imensa quantidade de personagens obscuros, que deixa o enredo chato e carregado, do que pelos desenhos bem bacanas do Sal Buscema. Pra salvar o final do gibi, a volta do Mercenário pelas mãos do Frank Miller!

126 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 08

O gibi já vale por esta excelente capa pintada pelo grande Earl Norem! A história do Conan traz o clássico cerco à Makalet, que já li e reli trocentas vezes e nunca canso de ler! Bacana demais! A revista dá uma decaída com uma trama confusa e enfadonha do Luke Cage, mas logo recupera o fôlego com o Pantera Negra. Nesta fase da SAM, as histórias do Tchalla eram muito boas. Finaliza o gibi o Demolidor do Frank Miller, com a volta do Rei do Crime ao posto de bandidão mor!

127 – A SAGA DO SUPERMAN # 24

Esse volume traz somente histórias que marcaram época. Pelo menos a minha época! Com os primórdios de Hank Henshal, aquele que viria se tornar o vilão Superciborgue em O Retorno do Superman. Em seguida, um dos encontros mais legais do Superman com o Batman, naqueles tempos em que um não sabia direito como interagir com o outro. O final da história, com o Superman confiando a guarda do anel de kriptonita ao Batman, é um dos momentos mais legais desses dois super-heróis.

128 – A SAGA DO SUPERMAN # 01

Depois de um período de hiato, o gibi retorna com a numeração reiniciada. É a tal “segunda temporada” da revista, com aquela numeração fracionada na capa que mais confunde o leitor desavisado, do que estimula a comprar a coleção. Apesar disso, temos aqui uma sequência muito bacana de histórias, tanto no quesito ação, quanto no quesito “novela”, com o desenlace amoroso entre Clark Kent e Lois Lane finalmente indo para frente. Muito bacana.

129 – X-MEN LENDAS # 09

Já falei que estou gostando muito dessa coleção de X-men Lendas. Essa edição traz o reencontro entre Wolverine, Capitão América e Viúva Negra. Pena que o potencial de divertimento não foi de todo aproveitado pelo Chris Claremont, já que nos apresenta uma trama arrastada, confusa e cheia de personagens irrelevantes que não fedem e nem cheiram. Mas como se trata de um roteiro do bom e velho Claremont, dá para tirar leite de pedra e se divertir com a interação do trio de protagonistas. Com certeza comprarei o próximo volume.

130 – LENDAS MARVEL X-TREME X-MEN

Nunca fui muito fã dessa equipe de X-men. Muito mais por causa dos desenhos do Salvador Larroca, do que pelos enredos do Chris Claremont. Mas, como estou um pouco “viciado” nessa coleção de Lendas Marvel, resolvi dar uma chance para esse gibi. E foi só para ter raiva com os desenhos erráticos do Larroca. Tudo bem que o Claremont se enrolou um pouco na trama e tornou confusa algo que tinha potencial de ficar bem bacana. À princípio, os X-men teriam que lidar com o Ogun, antigo mestre do Wolverine e que também treinou a Kitty Pryde, mas isso logo é esquecido e a história começa a dar destaque a mais um grupo genérico de vilões anti-mutantes que ninguém consegue sequer memorizar os nomes, que dirá o visual e os poderes dos sujeitos. Assim, a trama tenta convergir o enredo do Ogun para dar algum sentido a toda essa massaroca, mas falha miseravelmente. E com os desenhos horrendos do Larroca!

131 – A SAGA DO SUPERMAN # 26

Continua o bom momento dos títulos do Superman, com a conclusão do arco contra a capeta Blaze trazendo um final trágico para um personagem importante. A segunda metade da revista já traz um arco em três partes escrita pelo Messner-Loebs e desenhada pelo clássico artista Curt Swan. No começo não gostei muito, já que traz todos os clichês possíveis sobre personagens do Oriente Médio. Mas a condução final já foi mais do meu agrado, por mostrar que têm coisas que o Clark Kent pode solucionar melhor do que o seu alter-ego.

132 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 23 – CAPAS VARIANTES

Continuando a minha coleção de capas variantes da Disney no gibi do Escalador de Paredes, peguei agora uma sequência de três edições, com seis capas diferentes, duas de cada! Essa edição traz uma espécie de revanche de “A Última Caçada de Kraven”, fetiche de todo roteirista que pega o Homem-Aranha para escrever. Mas até que a trama é legal e bem dinâmica. Menos na parte em que aparecem a Mary Jane e o pateta do marido dela. Já falei antes e repito: é nítido que o roteirista não sabe mais o que fazer com esse casal de songamongas! Perderam totalmente a função na história. Mas enfim… Coisas da vida!

133 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 24 – CAPAS VARIANTES

O que estou percebendo com esse roteirista Zeb Wells é que o cara tem boas ideias em que coloca uma péssima ideia no meio e acha que essa péssima ideia é que é a melhor ideia e começa a explorar a partir daí. Quer ver só? Achei massa a ideia de o Limbo estabelecer uma embaixada em Nova York e ter que lidar com alguns demônios arredios que estão espalhados pela cidade. Mas a ideia de um desses demônios assumir a forma de um Homem-Aranha genérico com visual cartunesco de Venom é medonha! Daí, me vem o Zeb Wells e produz um gibi inteiro co-protagonizado por essa aberração sem graça! Pelo menos as partes bizarras que têm um caçador de demônios é bem legal. Poderia ter focado só nisso, que já valeria a pena.  

134 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 25 – CAPAS VARIANTES

Lendo essa edição que abre oficialmente a nova Guerra de Gangues, percebi uma coisa que está fazendo muita falta nas histórias do Aranha: coadjuvantes! Foi só aparecerem o Joe Robertson, seu filho Randy Robertson, a noiva do filho e o pai da noiva, que o clima novelesco ganhou força no enredo. Nessa leva de mais três edições que li por causa das capas Disney, o Peter Parker praticamente só interage com o regenerado Norman Osborn. É até legal especular por quanto tempo vai durar esse lado “bondoso” do Norman.  Mas como não tem outros coadjuvantes, essa subtrama acaba ficando chata, porque só se fala disso! Não sei por que os roteiristas não fazem uma lista dos coadjuvantes do Aranha e trazem de volta estabelecendo diversos núcleos. Por exemplo: a Mary Jane se casou com o tal de Paul e o Peter ficou com a Gata Negra por causa disso. Por onde anda o Flash Thompson no meio disso tudo? O cara é ex da Felícia Hardy! Entende aonde quero chegar? Marvel, me contrata!

135 – CAÇADA SANGRENTA # 01 DE 03

Rapaz, comprei essa minissérie só porque achei os desenhos das capas bonitos. Mas diz aí, que a trama é muito divertida, apesar de rápida. Deu vontade de pegar os tie-ins para ver mais! Ah, comprei a versão “tarja vermelha” não porque prometia ser uma sanguinolência, como de fato não é, mas por ter ouvido falar que tinha mais páginas. Mas tem um negócio que morri foi de rir! No plástico do gibi, tem um selo avisando que é proibida para menores de 18 anos. Na capa, tem um aviso de “conteúdo sensível”. Na página 03, novo aviso de proibido para menores de 18 anos. Na página de título, mais dois avisos! Meu amigo, que exagero é esse? Por um momento, achei melhor pensar que era a Panini, ou a Marvel, vai saber, zoando com a cara do leitor! Porque tirando um pouco de sangue aqui e acolá, esse gibi não tem nada de mais. Mas é bem divertido!

136 – CAÇADA SANGRENTA # 02 DE 03

Continua o divertido confronto dos heróis Marvel contra os vampiros. O verdadeiro vilão é revelado! E o Doutor Estranho faz um pacto com o diabo. Muito legal!

137 – CAÇADA SANGRENTA # 03 DE 03

A conclusão da saga dos vampiros é bem legal. Só não é melhor, porque tira uma solução muito furada para a derrocada do vilão. Um vilão ultrapoderoso, diga-se de passagem. Mas era de se esperar. Mesmo assim, isso não tira o lado divertido da minissérie.

LEITURAS DA SEMANA: GIBIS VELHOS E VELHOS GIBIS

As leituras dessa semana tiveram muito material de pesquisa para o trampo. Motivo pelo qual sobrou pouco tempo para ler os gibizinhos. Mas vamos assim mesmo ver o que de legal eu li no período até 09 de abril de 2025.

117 – ALIVE

Fico impressionado com a capacidade dos japoneses de pegar qualquer tema, escrever qualquer história, começando por qualquer parte, indo de lugar nenhum para algum lugar ou, alguns casos, indo para lugar algum também! Por isso, tenho adquirido esses mangás “one shots” para ler, claro, mas principalmente para analisar essa “pegada” japonesa. Esse mangá “Alive” até tem uma história interessante, que mistura uma história de assassinato com bruxaria. É legal ver essa mistureba e pra onde a trama vai seguindo, na medida em que revela pouco a pouco o passado do protagonista e como isso resvala no seu presente. Muito bacana. Gostei demais!

118 – SANGUE BÁRBARO

Não é novidade para ninguém que o Cimério criado pelo Robert E. Howard está em domínio público. Sendo assim, qualquer pessoa no mundo pode criar uma história na Era Hiboriana. Este gibi, por exemplo, foi feito na Espanha (se não me falhe a memória). Conta uma história passada no período do reinado do Rei Conan na Aquilônia. O finalzinho do reinado, para ser exato, já que o herdeiro Conan II já está assumindo as rédeas do reino, enquanto o seu pai vaga por terras ermas em busca de um lugar ao mundo após se dar conta de que aquilo não é para ele. É muito interessante ver a narrativa em dois pontos de vista, do Rei Conan e do Príncipe Conan, até o ponto em que se cruzam no final e ambos têm que resolver as suas pendengas para seguir em frente. Gostei muito!

119 – X-MEN ELSEWHEN VOL 01

O que aconteceria se o final da Saga da Fênix Negra seguisse o que fora planejado originalmente por Chris Claremont e John Byrne, no qual a Jean Grey sofreria uma lobotomia pelo Império Shiar, perderia os seus poderes e sobreviveria com a mente igual à de uma criança de cinco anos? É essa enorme pergunta que o John Byrne começou a responder com a sua “fanfic” X-men Elsewhen, em páginas produzidas apenas no lápis e postadas em seu blog. Peguei este primeiro encadernado (caseiro) para ler e me esbaldei com as possibilidades das dez primeiras edições. Claro, tem tudo aquilo que faz parte do estilo Byrne de escrever, como coincidências forçadas, por exemplo. Mas como é gostoso ler um gibi dos X-men que parece ser um gibi dos X-men. Ainda mais com esse gostinho da fase clássica, um novelão que vai plantando aos poucos as sementes dos acontecimentos! É muito bom também ver o lápis do velho mestre. Que precisão de traço!

120 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA VOL 05

Por falar em John Byrne… Foi só terminar o gibi dos X-men, que saí catando o que tinha dele para ler. Pena que essa leitura não tenha sido tão divertida. Não pelos desenhos do Byrne, que estão fantástico. Mas pelos enredos. A começar pelo “Annual” da Princesa Amazona que abre o encadernado. Gente, eu só “comprei” esse anual, porque fui obrigado a trazer junto com as outras histórias. Mas não me entra na cabeça como é que um americano chegou na loja para comprar a edição avulsa dessa revista. Que história medonha de ruim! Misericórdia! O restante da revista é até bacana. Mas sofre pelo mal das megassagas que faz com que as histórias ficassem fragmentadas e pouco interessantes. Sem contar que a Mulher-Maravilha está às portas da morte e passa o gibi inteiro inconsciente. Ou seja, é um gibi da Mulher-Maravilha, sem a Mulher-Maravilha. Vamos esperar pelo próximo.

121 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 02

Rapaz, estava faltando apenas 07 edições para eu completar a coleção da clássica Superaventuras Marvel. Consegui comprar 06 delas esta semana. A SAM 02 faz parte do pacote. Essa foi a primeira edição da SAM que peguei em mãos na vida. Então você imagina o carinho que tenho por esse gibi. Nem preciso dizer o quanto foi legal reler e relembrar de cada quadrinho dessas páginas.

122 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 03

É muito bom reler os primórdios do Frank Miller à frente do Demolidor. Ainda mais nas páginas de um gibi tão icônico. Muito legal recuperar esses clássicos na coleção.

LEITURAS DA SEMANA: DE VOLTA PARA O PASSADO EM HISTÓRIAS BEM RECENTES!

Peguei gosto pelas histórias do presente revisitando fases do passado que vem sendo publicadas com o “selo” Lendas Marvel. Outras publicações que estou gostando bastante, são os tie-ins de Guerras Secretas. Por serem uma espécie de “O que aconteceria se…” com uma pegada bem parecida com Lendas Marvel, esses gibis revisitam fases e sagas do passado em histórias novas. A diferença é que Lendas Marvel está presa na famigerada “cronologia” que impede os autores de ousarem bem mais, enquanto nos tie-ins de Guerras Secretas tudo (ou quase tudo) pode acontecer, o que dá mais liberdade aos envolvidos. Outra diferença, é que os tie-ins trazem um capricho a mais na arte e nas cores, enquanto em “Lendas” vai variar bastante, sendo os mais gritantes casos nas cores, com aquele aspecto de cores primárias saturadas do início da era da colorização digital. Mesmo assim, tem sido uma diversão bem bacana ler esses gibis. Então, sem mais delongas, vamos às leituras até o período de 02 de abril de 2025.

102 – X-MEN LENDAS VOL 05

Larry Hama revisita a fase “Caolho” do Wolverine em uma história cheia de pancadaria e sangue no meio do mato que mais parece um daqueles filmes de brucutus da década de 1980. Rapaz, aqui o Wolverine tanto bate, quanto dão nele, assim como sai rasgando geral sem medo de ser feliz. Seria uma diversão completa do início ao fim, não fosse a presença constante e inútil do Aeroporta Aviões da SHIELD sobrevoando o tempo a selva, com um agente narrando o tempo todo o que está acontecendo lá embaixo. Caramba, Larry Hama! Eu já estou vendo! Não precisa colocar um Zé Ninguém narrando! Quanto à arte, é até legal. Não chega a ser um Marc Silvestre dos bons tempos! Mas o que complica aqui são as cores, que oscilam bastante de ruins para mais ou menos!

103 – X-MEN LENDAS VOL 06

Uma aventura do Gambit e “Tempestinha” que se passa antes da estreia oficial do Remy LeBeau no gibi dos X-men? Topo! E que gibi divertidinho! Chris Claremont liga o botão do “dane-se” e simplesmente se diverte! E eu fui junto!

104 – X-MEN LENDAS VOL 07

Está aqui outro gibizinho divertido! Ann Nocenti nos transporta de volta até os tempos em que Tempestade estava passando por uma crise existencial e começou uma mudança comportamental a partir do seu novo visual motoqueira punk! “Novelinha” básica dos “Xis-men” com um arroz com feijão bem-feitinho que dá é gosto de ler.

105 – X-MEN LENDAS VOL 08

Sabe aquele filme “Exterminador do Futuro: Salvação”, no qual tentaram contar a história em “tempo real” dos eventos que levaram àquele futuro terrível? Pois é! Aqui, o roteirista Marc Guggenheim pega a histórias dos heróis mutantes exatamente antes de “Dias de um Futuro Esquecido” de Claremont e Byrne, pega a bifurcação ao lado, e segue em frente contando em “tempo real” todos os eventos que aconteceram até chegar naquele fatídico futuro no qual os X-men sobreviventes enviam a mente da Kitty Pride envelhecida para o corpo da jovem Kitty Pride do passado. Muito bom! Aliás, a melhor “Lendas” que li até aqui dessa leva! Inclusive na arte, muito bem conduzida pelo Manuel García, com um capricho que deixa tudo mais crível de se ler!

106 – GUERRAS SECRETAS # 06

Peter Parker e Miles Morales encontram a fonte de poder do Destino. Paralelo a isso, o Pantera Negra e o Namor encontram uma Manopla do Infinito e um Portal da “Coragem”. Já viu onde isso vai dar, né? Pior do que isso, só a história secundária, que nem fede, nem cheira!

107 – GUERRAS SECRETAS # 07

Começa a se desenrolar o “Deus Ex-Machina” que dará cabo do todo poderoso Destino, como eu já havia falado antes. Este é o problema de se escrever tramas com vilões muito poderosos. Se não tomar cuidado, a forma como ele será derrotado, acaba sempre sendo a mais estúpida possível. Rapaz, quando o Pantera Negra e o Namor encontraram a Manopla do Infinito e o Portal do Destino (aqui chamado de “Portal da Coragem” porque Destino já tinha dono!) convenientemente escondidos pelo Xerife Estranho, com direito a “vídeo” explicativo e tudo mais… eu logo falei: Xiiiiiiiii! Olha aí! Larguei de mão. Estou lendo a minissérie principal apenas por esporte.

108 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 03

Pense numa confusão do Aranhaverso! Gostei bastante do ritmo alucinante do enredo e dos desenhos que lembram bastante animações.

109 – GUERRAS SECRETAS: OS VINGADORES # 03

Este é um dos melhores tie-ins que li até agora. Um enredo de investigação policial com os Thors com um traço muito bom, fizeram a leitura fluir que foi uma beleza.

110 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 05

Eu estava tão viciado em “Dias de um futuro esquecível”… ops… “esquecido” (desculpe… é que li errado uma vez e não consigo mais desapregar da caixola. Haha), que peguei esse gibi com uma voracidade incrível. Claro que não segue do mesmo jeito os eventos mostrados em X-men Lendas, já que esse gibi saiu antes. Mas é tão divertido quanto. E foi bom ver outro ponto de vista desse futuro tão querido dos leitores. Aliás, os desenhos aqui também são um espetáculo de cuidadosos. Os desenhos dos tie-ins em geral são muito bons. O que me faz questionar por onde anda esse povo todo? Esses tie-ins estão com cara de que foram entregues a desenhistas iniciantes ou que não tinham o costume de trabalhar para editoras grandes, porque você vê claramente o quanto dão o sangue pra deixar tudo caprichado. Muito bom!

111 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 06

Chegamos ao último tie-in de Guerras Secretas dos X-men, revisitando justamente uma das sagas mais legais que eu gosto, com uma trama até que bem bolada. Confesso que me surpreendi quando vi o filho de uma certa personagem. Mas logo soltei um “bem bolado, bem bolado”! O enredo conta a obsessão do Colossus em tentar “exorcizar” a sua irmã Illyana do Inferno e as consequências disso para os demais X-men. Apesar do Colossus parecer um pouco bobalhão em alguns momentos, devido ao estilo do desenhista, a história é bem divertida.

112 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 03

Outro tie-in que tem uma pegada de investigação. O traço mais estilizado pode estranhar no início, mas logo deixa a leitura bem dinâmica e divertida.

113 – O VELHO LOGAN # 03

Pense num gibi que vai de lugar nenhum para lugar algum! Fico me perguntando por que cargas d’águas a Panini não compilou todas essas histórias em apenas um encadernadinho de 120 páginas! Mas eu sei o porquê! Por causa da série mensal que viria a seguir. Por isso mesmo, como chega uma hora em que os tie-ins com Guerras Secretas acaba, a Panini me inventa de colocar histórias “tapa-buraco” em um gibi de 52 páginas! Pode isso, Arnaldo?

114 – GUERRAS SECRETAS: AS GUERRAS SECRETAS “SECRETAS” DO DEADPOOL

Claro e evidente que peguei esse gibi para ler esperando uma completa pataquada! E não me decepcionei. O roteirista vai seguindo uma narrativa não-linear, que avança e retrocede no tempo, revelando os fatos “secretos” da participação “secreta” do Deadpool nas Guerras Secretas originais. Uma decisão acertada, para deixar minimamente interessante uma releitura dessa saga. E quer saber? Dá um clima “De volta para o futuro” na história, com o Deadpool revisitando os fatos. O negócio é tão bem-feito, tão bem escrito, tão bem desenhado, que no final fica aquela sensação de que aquilo realmente aconteceu. Quer dizer, é claro que não aconteceu, já que se trata de um gibi. Mas aconteceu acontecendo sem acontecer, entende? Tá, vamos para a próxima!

115 – GUERRAS SECRETAS: GUERRA CIVIL

Essa edição responde ao “o que aconteceria se a guerra civil tivesse continuado”. Vemos um verdadeiro cisma entre os heróis, que descamba numa… Invasão Secreta! Muito divertido!

116 – GUERRAS SECRETAS: MESTRE DO KUNG FU

Agora, pense numa revista enfadonha essa aqui do Mestre do Kung Fu! Cheguei a duras penas até o fim. Até o fim, não! Já que metade do gibi é dedicado aos Motoqueiros Fantasmas! Dessa história, não aguentei nem chegar ao fim da primeira parte! O pior tie-in até agora!

TOBIAS “PARA COLORIR” NA BIENAL DO LIVRO

Quem visitar o estande do SESC na Bienal do Livro do Ceará vai se deparar com um espaço bem bacana dedicado aos personagens de quadrinhos criados por artistas cearenses. Além disso, vai ter uma área de desenho livre na qual os visitantes de todas as idades poderão demonstrar o seu talento colorindo esses mesmos personagens. O Tobias, claro, estará presente, com versões em preto e branco das páginas que produzi para a história “Estrelas Riscantes”, publicada no álbum “Avallon”.

“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!

LEITURAS DA SEMANA: CHEGANDO A 100 OBRAS LIDAS EM 2025!

Iniciada no comecinho de janeiro, continuo a todo vapor com a brincadeira de ler 365 obras da pilha de leitura durante todo o ano de 2025, chegando agora em março aos 100 gibis lidos! O divertido disso tudo é redescobrir o prazer da leitura “despretensiosa”, sem compromisso, ao bel prazer de simplesmente se sentar e ler. Não que eu não goste de ler. Muito pelo contrário. Acontece que, devido ao meu trabalho de roteirista da MSP Estúdios, normalmente já tenho que ler bastante coisa como pesquisa para escrever as minhas histórias. Com o tempo, fiquei com a impressão de que estava um pouco cansado para ler depois que acabava o expediente. O que gerava também a impressão de estar lendo muito pouco para além da pesquisa de trabalho. Essa brincadeira de “365 leituras da pilha de 2025” mostrou que eu estava errado. Ainda bem. Aquela voracidade gostosa ainda estava aqui. Então, vamos ver quais foram os gibis que li até o dia 26 de março.  

88 – GUERRAS SECRETAS # 04

Destino se depara com os “sobreviventes” da Terra 616 e o resultado não é dos melhores. Até aqui, soubemos que o Victor Von Doom é bastante poderoso para ter criado o Mundo Bélico e manter sua liderança com mão de ferro. É nessa edição que temos a real extensão desse poder. O que me deixa receoso, já que geralmente vilões tão fortes são derrotados da maneira mais estapafúrdia no final. Espero estar enganado. Estou gostando bastante dessa “maratona” de Guerras Secretas e seus tie-ins.

89 – GUERRA SECRETAS # 05

Essa edição traz um vislumbre de como o Destino ficou tão poderoso. A explicação é razoável, mas não satisfatória. O tempo todo fica a sensação de que a forma como Von Doom derrotou os Beyonders e “sugou” seus poderes onipotentes, não seria assim tão eficazes contra seres tão poderosos. Pelo menos o enredo do Jonathan Hickman não é truncado como ele ficaria viciado depois nos X-men, com todos aqueles gráficos irritantes que só serviam para ser pulados para não atrapalhar a leitura.

90 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 02

Nessa altura do campeonato, já deu para sacar qual é a premissa básica de todos os tie-ins de Guerras Secretas: existe um governo opressor naquele domínio e alguém tentará derrubá-lo. Isso fez com que a leitura perdesse a graça? De forma alguma. O bacana é ver como os roteiristas vão desenrolar essa premissa. Ainda mais em histórias que aparentemente pode tudo, como personagens morrerem, por exemplo. O resultado são histórias muito divertidas, bem na pegada de “O que aconteceria se…”, com versões familiares dos heróis mostradas totalmente do avesso.

91 – GUERRAS SECRETAS: VINGADORES # 02

Aqui, temos uma espécie de “Ilha das Amazonas” com as personagens femininas da Marvel no comando, sob liderança da Mulher-Hulk. Muitas intrigas, traições e golpes de Estado permeiam essa história, extremamente bem desenhada. Aliás, os desenhistas desses tie-ins são um show à parte! Por onde anda esse povo todo hoje em dia?

92 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 03

Pense numa história bizarra de divertida. O desenhista emula os traços do Frank Quitely, o que só contribui para aumentar o clima de bizarrice. Muito bacana.

93 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 04

É muito boa essa ideia de revisitar fases anteriores e produzir histórias novas. Ainda mais com uma aparente liberdade criativa e desapego aos personagens. Teoricamente, tudo pode acontecer. Em Programa de Extermínio, isso é levado ao extremo. Palmas para os roteiros e também para os desenhos, que além de estarem em alto nível, são belamente coloridos.

94 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 02

Essa versão dos Guardiões da Galáxia dentro do universo de Desafio Infinito é bem melhor do que a mostrada na edição anterior. Temos aqui uma trama intricada, com algumas idas e vindas no tempo, que mostra a ascensão do Thanos à medida em que vai encontrando as Joias do Infinito. E os desenhos? Que coisa linda! Lembra um pouco aqueles álbuns europeus futurísticos.

95 – O VELHO LOGAN # 02

O Velho Logan continua a sua jornada por entre as realidades do Mundo Bélico, se ferrando bastante no trajeto, claro! A dinâmica dele com os outros personagens é muito bacana. Faz a gente querer ver até onde vai essa viagem toda.

96 – GUERRAS SECRETAS: INUMANOS

Metade dos Inumanos, liderados pelo Raio Negro, está tentando derrubar o reinado da Medusa, que lidera a outra metade dos Inumanos. Premissa básica desses tie-ins, correto? Sim, de fato. Mas o bacana está em ver como o roteiro vai desenrolar isso. E o que torna essa leitura divertida, é ver o surgimento dos Inumanos dentro desse contexto das Guerras Secretas.

97 – GUERRAS SECRETAS: FUTURO IMPERFEITO

Chegamos ao meu personagem favorito, o Hulk! Ou melhor, sua versão Maestro. Aqui, o roteirista Peter David usa a mesma premissa que ele usou na época da saga Massacre. Apesar de batida, é sempre bom ver como o velho roteirista é habilidoso no desenrolar da trama. Agora, o que me surpreendeu foi “descobrir” que os desenhos ficaram a cargo do Greg Land, aquele mesmo que desenhava os X-men com poses copiadas de fotografias em cenas estáticas. Ainda tem disso aqui e acolá nesse gibi, mas acredita que os traços do Land estão lindos? Bem detalhados e cheios de dinamismo, para a minha (boa) surpresa.

98 – GUERRAS SECRETAS: O COMANDO SELVAGEM DA SRA. DEADPOOL

É claro que esta edição é uma pataquada só! Mas uma pataquada muito divertida cheia de monstros como vampiros, lobisomem, múmia, Frankenstein e por aí vai! Todos em guerra, claro, contra o Drácula. E o Deadpool? Está morto e somente o seu fantasma aparece pela história.

99 – GUERRAS SECRETAS: A ERA DE ULTRON VS ZUMBIS MARVEL

Metade dessa revista é um porre! Justamente a metade que colocaria os robôs de Ultron em rota de colisão contra os Zumbis Marvel. Digo “colocaria”, porque o enredo insiste o tempo todo em mostrar um modorrento Hank Pym oriundo de uma realidade ultrapassada lidando com a tecnologia futurística. Para você ter uma ideia, roteirista faz o Hank Pym não conseguir pronunciar “homem artificial” e falar ao invés disso, “homem arteoficial”, para denotar que o cara está deslumbrado com toda aquela tecnologia. Ora, o Hank Pym só veio de uma realidade ultrapassada, o cara não é desprovido de inteligência! Pelo menos a outra metade da revista é muito bacana. Aqui, a Elsa Bloodstone tem que atravessar todo o território dos Zumbis Marvel. Aí, sim, temos uma história bacana e muito bem desenhada.

100 – GUERRAS SECRETAS: PLANETA HULK

Chegamos à centésima leitura do ano com o meu personagem favorito, o Incrível Hulk. No entanto, essa edição não é protagonizada pelo Gigante Verde, mas pelo Steve Rogers. A trama é bem legal, com o Capitão América percorrendo o Gamamundo para tentar resgatar o Bucky, ao lado de um Hulk chamado Doutor Jade. O único ponto negativo é que, para mostrar que o Steve Rogers é um homem honrado, o roteirista o deixa muito chato, choramingando o tempo todo. Pelo menos as cenas de ação são de tirar o fôlego. Ainda mais porque conta com um tiranossauro rex vermelho. Tem como não gostar disso?

101 – GUERRAS SECRETAS: ESQUADRÃO SINISTRO

Meu amigo, como eu amo o traço do Carlos Pacheco, sempre tão elegante e consistente. E que história massa, cheia de intrigas, maquinações e traições! Deu vontade de ler mais histórias desse universo, ao fim da leitura.