Ilustrações para quem teve infância!

O ano de 2015 começou com “gosto de gás” por estas bandas! Produção à todo vapor do segundo volume do meu art book “Rabiscos” (o primeiro pode ser visto clicando aqui). Diferente do anterior, que apresentava uma seleção dos melhores trabalhos que produzi em toda a vida (!), este novo art book terá somente ilustrações inéditas. A ideia é resgatar através das ilustras as memórias afetivas da minha infância, sejam extraídas de filmes, desenhos animados, seriados, novelas, gibis, livros, jogos, cantigas ou brincadeiras. Enfim, da infância feliz que tive! “Rabiscos 2” ainda vai demorar um pouco para ficar pronto, mas já dá pra deixar um gostinho do que vem por aí. Confira:

05 o magico de oz_teste

 

03 os goonies

06 a pequena sereia

 

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Todas as Angelinas

Que eu já sabia que era aficionado pela Angelina Jolie, isto é fato! O que eu não fazia ideia era da extensão dessa paixão! Tudo começou há algum tempo atrás, quando descobri a existência da filha do Sr. Voight através do primeiro filme da Lara Croft: Tomb Raider. Não sei dizer o que me chamou atenção naquela magrela de peitões e da bocona! Só sei que foi amor à primeira vista!

De lá pra cá, passei a colecionar todos os seus filmes (até os ruins!). E, como sou desenhista, não tardei a começar a desenhá-la também. Porém, um fato curioso, é que até pouco tempo atrás eu nunca havia feito um retrato sequer da deusa (é como a chamo!). Havia feito apenas caricaturas!

Isso mudou quando comecei a ministrar aulas de desenho vetorial. Quando chegava o momento de mostrar aos alunos as técnicas de vetorização de retratos, adivinha quem era a minha modelo preferida?

Assim, remexendo nos arquivos, percebi que juntei uma quantidade razoável de desenhos. E são justamente esses desenhos da Angelinda Jolinda (também a chamo assim!) que compõem este pequeno art book intitulado “Todas as Angelinas”. Para conferir, basta clicar aqui.

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Curso de Férias de Quadrinhos

A Rede Cuca está com inscrições abertas para o Curso de Férias de Histórias em Quadrinhos. Os temas abordados serão Anatomia Expressiva com estudos rápidos de linguagem corporal e expressão facial; Proporções da figura humana em diferentes estilos (comics, mangá, cartoon); Criação de personagens com análise de características visuais estereotípicas; Desenvolvimento de elenco; e criação de páginas de quadrinhos. O curso é inteiramente grátis. Mas corra! São apenas 20 vagas!

Curso de Quadrinhos – Rede Cuca Jangurussu
Professor: Lederly Mendonça

10 à 19 de dezembro | 14h às 17h | Ter à sex

Pré-requisito: ter de 15 a 29 anos.
Documentos necessários: Cópia do RG (ou carteira de estudante) e do Comprovante de Residência.
Menores de 18 anos: Documentos acima + Termo de Responsabilidade assinado [VISUALIZAR] [BAIXAR] (também disponível na Sala de Matrícula); RG do Pai, Mãe ou responsável.

(85) 3444.6201 – 3444.6202 – 3444.6249
Av. Castelo Castro com Av. Contorno Leste – Jangurussu – Fortaleza, CE
(Promixo à Lagoa do São Cristóvão)

cartaz curso de hq cuca

Art Book

O art book “Rabiscos” traz uma seleção dos meus trabalhos produzidos ao longo de pelo menos 15 anos de labuta. São amostras comerciais e experimentais de quadrinhos, mangá, ilustração, design de personagens, design gráfico, desenho de humor, desenho artístico e retratista, com técnicas variadas que incluem aquarela, lápis de cor, colagem e pintura digital. Na maioria dos trabalhos tem comentários e curiosidade sobre o processo criativo. Para ler (e ver!), basta clicar na imagem da capa logo abaixo.

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Contos em Quadrinhos

Estou produzindo uma série de histórias em quadrinhos com gêneros variados como ficção científica, fantasia, policial, romance, comédia, terror, suspense, ação e super-heróis (e talvez outros!). A ideia é trabalhar nessas HQs a mesma estrutura dos contos, com cada história fechada tendo entre 08 à 12 páginas, dependendo do gênero. Cada conto em quadrinhos vai funcionar também como uma espécie de “episódio piloto” para os meus personagens, já que poderei experimentar e testar à vontade para ver o que funciona – ou não – em termos artísticos e narrativos. Depois de prontos, os contos serão publicados para leitura on line na minha conta do issuu.com/lederly como uma revista fechada. O primeiro da leva é o conto de ficção “Arquétipo”, de 12 páginas, que já se encontra no estágio de arte-final. Abaixo, você confere uma pequena prévia dos esboços.

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Curso de História em Quadrinhos no CUCA

Estão abertas desde o dia 01/set as inscrições para o meu novo Curso de História em Quadrinhos no Cuca. Com duração de 40h/a, o curso é dividido em dois módulos de 20h/a cada: Desenho em Quadrinhos (Anatomia Expressiva, Criação de Personagens e Cenografia) e Quadrinização (Elaboração de Roteiros, Narrativa e Arte-final). O curso acontecerá de 23/set à 24/out, de terça à sexta, sempre no período da tarde, de 15h às 17h. A ideia desse novo curso é privilegiar os diferentes estilos e gêneros das hqs (underground, tirinhas, street art, cartoon, comics, mangá, infantil, fumetto, banda desenhada e por aí vai!) com experimentações de traços e narrativas e análises de autores consagrados do meio. O curso é totalmente gratuito. Porém, como são apenas 25 vagas é capaz de nessa altura do campeonato já restarem pouquíssimas. Então corre!

As matrículas podem ser feitas de terça à sexta, das 8h às 20h e sábado de 8h às 12h. É preciso ter entre 15 à 29 anos e para os jovens abaixo de 18 anos, são necessárias cópias de documento de identificação pessoal, comprovante de residência, termo de responsabilidade assinado (pode ser baixado aqui) disponível também na Sala de Matrícula, e de documento de identificação pessoal do pai, mãe ou responsável. Os demais devem apresentar no ato da matrícula as cópias de documento de identificação pessoal e do comprovante de residência.

Local: CUCA Jangurussu

Endereço: Av. Castelo Castro com Av. Contorno Leste – Jangurussu – Fortaleza, CE
Mais informações: (85) 3452.5371

http://fortaleza.ce.gov.br/redecuca/cursos-2
E-mail: rede.cuca@fortaleza.ce.gov.br

Facebook: /redecuca
Twitter: @redecuca
Instagram: @juventudefortaleza

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Desenho Digital no Porto Iracema das Artes

Desde o dia 01 de setembro estou ministrando o Curso de Desenho Digital no Porto Iracema das Artes. O curso, que tem duração de 45h/a e vai até 19/set, apresenta as técnicas tradicionais do Desenho à mão livre – linhas, composição, proporções, planos, texturas, volumes, cores – adaptadas para o meio digital através da criação de imagens bitmap, vetorial e mistas com o auxílio dos softwares Adobe Photoshop e Adobe Illustrator. O Porto Iracema das Artes fica na Rua Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema – Fortaleza (em frente à praça do Centro Dragão do Mar). Abaixo, você confere alguns esboços de demonstração que fiz durante as aulas.

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Vilões imbatíveis, derrotas simplórias

Um dos macetes – não vou chamar de regra, já que esta é uma palavra muito engessada – na hora de escrever uma história é estabelecer logo de cara como ela termina, principalmente no que tange à derrocada do vilão. Dessa forma, tudo o que o escritor imaginar no decorrer da trama não será tão catastrófico quanto o final, o que dará à história um certo equilíbrio. Nesse mesmo raciocínio, por mais poderoso que seja o vilão e piores sejam as manifestações desse poder, a maneira como ele será derrotado passará a ser condizente com tudo o que for mostrado antes.

Apesar de ser um macete aparentemente simples de pôr em prática, não é todo escritor que consegue aplicá-lo, o que gera finais que dão a impressão de terem sido escritos no improviso. Veja por exemplo os filmes da Marvel.

O Marvel Studios está se especializando cada vez mais em produzir filmes baseados em quadrinhos que são divertidos e fiéis à sua mídia original, mesmo que o mercado determine uma certa adaptação para agradar a gregos e troianos. Mesmo assim, incomoda um pouco notar como os vilões dos filmes, praticamente invencíveis em suas propostas, são derrotados de maneiras tão estúpidas depois de demonstrações hercúleas de poder. Vamos às observações:

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Homem de Ferro I – No embate final entre o vingador dourado e seu rival, o Monge de Ferro, Tony Stark usa uma medida desesperada e joga seu inimigo contra o Reator Arc. Derrota convincente!

O Incrível Hulk – O Gigante Esmeralda digladia-se com o terrível Abominável, que se mostra praticamente mais forte que seu oponente. No entanto, estamos falando do Hulk e, quanto mais raivoso o Hulk fica, mais forte o Hulk se torna (estou “falando” como o Hulk agora!). Resultado? Hulk esmaga numa vitória convincente!

Homem de Ferro II – O Chicote Negro cria uma armadura (?) e, ainda não satisfeito em ser um vilão genérico, fica ainda pior ao tornar-se parecido com o Monge de Ferro do filme anterior. Porém, essa armadura, em junção com os chicotes, torna-o um oponente imbatível para o Homem de Ferro e o Máquina de Combate. Solução? “Vamos derrotar o vilão com o encontro dos nossos raios repulsores que gera um pulso de energia e que descobrimos por acaso enquanto brigávamos um com o outro na mansão!” Literalmente um improviso!

Thor I – O Deus do Trovão briga com o seu meio-irmão Loki na Bifrost. Loki despenca da ponte ao final. Passável!

Capitão América: O Primeiro Vingador – O Caveira Vermelha é consumido pelo poder do Cubo Cósmico e desaparece. Derrota convincente que, inclusive, já apareceu nas HQs.

Os Vingadores – O mundo é invadido por alienígenas, Loki está prestes a vencer e dominar a humanidade. A solução? Desligar o portal, porque fazendo isso, os aliens automaticamente também serão desligados. Hã?!

Homem de Ferro III – Foi o pior dos filmes até aqui. Isso porque a Marvel desperdiçou um ótimo ator que estava interpretando um ótimo vilão, tudo em nome de uma reviravolta mequetrefe no enredo. Vou nem comentar…

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Thor: O Mundo Sombrio – Malekith tocou o terror, dizimou o exército do avô do Thor, matou a mulher de Odin, detonou meia Asgard. Como faz pra derrotar um vilão desses? Com um cientista literalmente louco que anda só de cueca e que “inventou” umas “antenas” capazes de controlar o fenômeno de teleportação oriundo da junção dos Nove Reinos. Vou repetir novamente… O Malekith dizimou o exército do avô do Thor!!!!! E foi derrotado por um cientista de cueca!!!!!!

Capitão América II: O Soldado Invernal – É o mais equilibrado filme da Marvel até agora e com um final convincente.

Guardiões da Galáxia – Ronan, o Acusador, é o cão chupando manga em pessoa! Temido em todo o universo! Só perde para Thanos em maldade! Imagine um ser desses de posse de uma gema do infinito! Torna-se praticamente invencível. Como derrotá-lo? Colocando o Peter Quill para fazer uma dancinha na frente dele enquanto o Rocket Raccoon atira na “marreta” do Ronan e solta a gema do infinito. Depois, basta o mesmo Peter Quill pegar a jóia, todos darem as mãos para controlar o seu poder e desintegrarem o Ronan. Além da derrota mais imbecil dos filmes da Marvel (perde pro cientista peladão), ainda tem um dos vícios do cinema: matar o vilão no final!

Essa é uma pequena amostra de que não adianta criar um vilão ultrapoderoso se você não sabe como derrotá-lo no final. Na dúvida, siga o exemplo do Tokien: desde o início você sabe qual é a forma de derrotar o Sauron e fica na expectativa de ver como será a jornada até lá. No que diz respeito à Marvel, em minha humilde opinião, “eles” estão cada vez mais pertos de encontrar a fórmula ideal para filmes de super-heróis. Vamos ver no que isso vai dar!

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Os quadrinhos como ferramenta educativa

As histórias em quadrinhos estão mais presentes no nosso dia-a-dia do que imaginamos. As instruções de voo no avião, o modo de preparar o macarrão instantâneo, a receita de bolo no verso da embalagem de flocos de milho. Todos esses meios utilizam recursos dos quadrinhos para passar sua mensagem. E não é por acaso. Os quadrinhos são uma das mídias mais completas que existem, pois contam com linguagens de várias áreas das artes visuais, tais como desenho, pintura, cinema e animação, além de literatura. O público identifica-se mais rapidamente com a mensagem, pois o meio fala exatamente a sua língua. Utilizados para fins educativos, os quadrinhos são capazes de tratar de temas altamente complexos, como manuais de treinamento ou cartilhas didáticas, de forma clara, objetiva e eficiente. É exatamente sobre esse tema que trata a cartilha “A Espetacular Arte dos Quadrinhos Educativos”, que pode ser lida clicando aqui.

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O desafio do P&B

Às vezes tenho a sensação de que a minha vida artística – e pessoal também – gira em torno de grandes “sacadas”. Li uma vez (vi ou escutei, não vou lembrar agora) que, se você quer aprender a fazer arte em cores, qualquer que seja ela, comece praticando o preto e branco. O que poderia não fazer muito sentido à priori, começa a revelar-se como sendo um grande achado.

Imaginar-se diante de apenas uma “cor” é um tanto quanto amedrontador de início. Entretanto, à medida em que nos acostumamos a “pensar” em tons, aquela única possibilidade do preto começa a parecer uma paleta infinita. Deixamos de pensar em linhas e passamos a enxergar o trabalho com pesos diferentes de escala de cinza. Conseguimos estabelecer volumes, planos e outros recursos visuais que não éramos capazes de fazer antes.

E o que isso tem a ver com as cores? Tudo! Depois que o “olho” acostuma-se a enxergar o desenho através de tons, fica mais fácil definir qual a cor mais adequada a se aplicar. O desenho – ou a pintura – não será mais um amontoado de matizes saturados, mas uma miscelânea de tonalidades que vão definir a dramaticidade da obra.

Trabalhar com o monocromático também ajuda nesse caso. Escolher uma única cor e trabalhar toda a composição modificando em sua mistura apenas a quantidade de branco e preto. A limitação da paleta faz com que a percepção visual aflore cada vez mais. O cérebro naturalmente buscará soluções pictóricas que fatalmente estarão também no momento em que se utilizar a paleta completa. Desenhar – ou pintar – em P&B pode ser um grande desafio, mas a recompensa é deveras estimulante.

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