Para quem acompanha este blog, já está por dentro da brincadeira que iniciei em janeiro, que consiste em atacar a pilha de leitura e devorar 365 obras durante todo o ano de 2025 para, depois, postar pequenos comentários sobre cada uma por estas paragens. Além da brincadeira em si, essa iniciativa tem por objetivo estimular e resgatar o meu gosto por leitura. Como expliquei anteriormente, o meu trabalho exige muita pesquisa, sendo que, ao final do expediente, a minha mente está só o mingau de cansada e nem um pouco a fim de ler nada relacionado ao trampo.
No entanto, a vontade de ler não desaparece. É apenas cansaço mental. Normal! Então, para resolver essa questão, entrei nessa brincadeira! Chegando agora no mês de junho, já alcancei metade da meta, com a cabeça mais leve do que nunca e muito estimulado em continuar devorando os meus queridos gibis!
Fiz um compilado das 182 obras que li até o presente momento (tá, pra ser metade, metade, teria que ser 182,5!), com sua grande maioria voltada para os gibis de super-heróis, que são a minha válvula de escape para relaxar a caixola (além de dançar forró, claro!), entre lançamentos, velharias e lançamentos de velharias! Obviamente que não entraram na lista as leituras que faço como pesquisa para o meu trabalho, justamente para não dar pistas dos próximos temas que tratarei nos roteiros! Senão já teria passado das 200 leituras! Espertinho, né?
Para quem está pegando o bonde andando, no início desse ano me propus uma brincadeira intitulada “365 leituras da pilha de 2025” (saiba mais aqui), justamente visando ler o que está acumulado em cima das estantes e, depois, registrar aqui em pequenos comentários. Eis que estou exatamente na metade do caminho, quando cheguei à 182ª leitura. Então, sem mais delongas, vamos para os comentários do que li no período até 01 de junho de 2025.
171 – A SAGA DO WOLVERINE # 04
Claramente peguei esse gibi pela icônica capa rasgada! É uma boa história que se propõe a dar continuidade ao clássico “Arma X” que contou como o Wolverine “ganhou” o adamantium nos seus ossos. Apesar dos bons desenhos do Marc Silvestre, o roteirista Larry Hama não consegue manter a mesma genialidade que o Barry Windsor-Smith estabeleceu na série original. Ele até tenta fazer aquele esquema de narrativa não-linear, mas o que consegue mesmo, é deixar alguns trechos bem confusos.
172 – MARVEL APRESENTA #12: O FIM DO UNIVERSO
Jim Starlin retorna ao Thanos para dar continuidade ao arco anterior, Abismo. Dessa vez, mostrando o fim do Universo Marvel. Claro que tem toda aquela viajada na maionese que eu tanto gosto do Starlin, que sempre leva a história de lugar algum, para lugar nenhum. Não espero menos do que delírio quando leio algo escrito e desenhado pelo Jim Starlin.
173 – MARVEL APRESENTA #13: O FIM DO UNIVERSO
Na conclusão do arco, Thanos se torna o próprio universo ao se apoderar de um poder além da imaginação. O bacana não é ver o Thanos superpoderoso de novo e, sim, presenciar o fim de sua trajetória, quando o personagem finalmente consegue o que passou anos almejando, a atenção e o beijo da Morte. Depois disso, nada mais tem importância para o titã louco. Muito bacana.
174 – MARVEL APRESENTA #14: WOLVERINE – ILHA X
Devo confessar que não sou muito fã da escrita do Bruce Jones, por pensar que o cara se acha muita coisa para pouco conteúdo. Os roteiros dele são sempre muito superestimados e mascaram a pobreza de conteúdo com técnicas narrativas mais viajandonas. Mesmo assim, gostei bastante desse gibi do Wolverine. Bruce Jones contém um pouco o seu ego e faz um arroz com feijão bem temperadinho para retratar a dicotomia animal/homem do Wolverine.
175 – MARVEL APRESENTA #15: WOLVERINE E JUSTICEIRO
Tudo o que esses dois personagens precisam para botar para quebrar em uma boa história de ação, é uma desculpa! Pena que a desculpa bolada pelo Peter Milligan seja tão ruim, que quase estraga o restante! A sorte é que o Frank Castle e o Logan são personagens porradeiros tão legais, que a história praticamente se escreve sozinha. Esse é um belo gibi representante dos filmes de ação típicos da década de 1980.
176 – CONDADO MALDITO VOL 01
Peguei três volumes dessa coleção em promoção na última Bienal do Livro de Fortaleza sem saber nada da história, somente pelas belas capas. Depois, fui atrás do restante da coleção e me assustei ao saber que eram oito volumes! Agora que estou com tudo completo, comecei a ler e me surpreendi! Primeiro, pela lindíssima arte em aquarela, que tocou o meu lado de artista plástico. Segundo, porque sou fã de terror e de histórias de bruxas. Apesar de já ter lido um sem-número de histórias de bruxa e ter me decepcionado com a maioria, dessa vez não foi o caso. Pense numa história massa! Agora vou maratonar toda a coleção, certo? Negativo! Vou ler em doses homeopáticas. Faço isso com coleções desse naipe, para não acabar logo. Faz sentido pra você?
177 – HOLY AVENGER: PALADINA VOL 03
Sou fã do Marcelo Cassaro desde pivete, dos tempos do gibi “As Aventuras dos Trapalhões”. Então você deve imaginar a minha alegria em ter me tornado colega de trabalho na MSP Estúdios do Mestre Cassaro (sim, eu o chamo assim, porque respeito muito quem me ensinou o que sei hoje, mesmo que indiretamente). Já a Erica Awano, fiquei fã na primeira série de Holy Avenger e também pelos fascículos ensinando a desenhar mangá que a Editora Escala publicava. Ou seja, nem preciso dizer que é sempre uma alegria ler algo produzido por essa dupla tão incrível. Principalmente se for no universo de Holy Avenger!
178 – ANAMORFOSE
Rapaz, pense num mangá muito louco! Admiro a capacidade dos japoneses de produzir histórias praticamente de qualquer ideia. Nessa coletânea, o Shintaro Kago faz uma espécie de BBB macabro que deixa a leitura tensa do primeiro ao último quadro. No entanto, por se tratar de uma coletânea, o terço final do gibi traz histórias curtas não muito interessantes.
179 – 180 – 181 – ALEX+ADA VOL 01, 02, 03
Peguei essa trilogia pelas capas, sem saber nada da história. Para a minha surpresa, o co-roteirista e desenhista Jonathan Luna é o mesmo que desenhou a série “Ultra: Sete Dias”, que sou muito fã! Quando comecei a ler, só consegui parar quando acabou o terceiro volume. Pense numa história bem construída. A premissa não é tão original. Trata-se da mistura de ficção científica com romance, que discute questões sobre os direitos dos robôs de forma tão orgânica e sensível, que nos faz pensar por horas após o fim da revista. Gostei muito!
182 – MARVEL APRESENTA #06: HULK – O ÚLTIMO TITÃ
Não sei por que cargas d’água eu não tinha esse gibi do Hulk na coleção, mas já resolvi essa questão. Bem no contexto da morte do querido roteirista Peter David. Reler essa edição nesse momento trouxe um significado diferente, como se alguém querido, que cresci lendo, realmente não estivesse mais aqui pra gente “conversar”.
Vamos direto para as leituras do período até 25 de maio de 2025, sem perda de tempo, porque são 14 gibis lidos!
157 – OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL VOL 04: HULK – OS CÃES DE GUERRA
O roteirista Paul Jenkins apresenta um arroz com feijão básico do Incrível Hulk, com o verdão sendo caçado pelo exército. Pelo menos aparentemente. O problema é que o Jenkins foca demais na análise do psicológico do Bruce Banner e perde “tempo” de páginas para revelar os reais motivos por trás do General John Ryker. Resultado? Fica tudo muito corrido para o final e pouco relevante. Mesmo assim, é uma boa aventura do Gigante Verde… Cinza… com destaque para a arte limpa e fluida do sempre competente Ron Garney.
158 – BATMAN EXTRA #10
Rapaz, esse arco “Pesadelos Soturnos” é uma das piores coisas que já li do Batman. E olha que esta coleção é bem bacana, uma espécie de “herdeira” da antiga “Um Conto de Batman” da Editora Abril, que contava histórias do início de carreira do Homem Morcego.
159 – MARVEL APRESENTA #01: WOLVERINE E HULK
Desde que esta coleção começou a ser lançada, só me propus a comprar as edições que traziam o Hulk na capa. Para quem não sabe, o verdão é o meu personagem preferido. Recentemente inventei de correr atrás dos demais números para completar a coleção e ler de uma ponta a outra em ordem de publicação. Começando por este primeiro número, posso dizer que não traz uma história com nada mais profundo do que a arte incrível do Sam Kieth. O que é ótimo, já que sou muito fã do artista. Pena que “The Maxx”, sua série autoral na Image Comics, nunca tenha saído por estas bandas.
160 – BATMAN EXTRA #11
Meu amigo, não costumo deixar gibi pela metade, mas esse aqui não teve jeito. Quando eu vi o Coringa na capa, já soube que o que estava ruim iria piorar ainda mais. Dito e feito! Só li metade da revista na conclusão do arco “Pesadelos Soturnos” e larguei o restante de mão! Muito ruim!
161 – MARVEL APRESENTA #02: VIÚVA NEGRA
Está aqui um pequeno clássico da Viúva Negra. Pena que é tão curtinho! A trama é envolvente e merecia ter mais espaço para ser melhor aprofundada. Agora, a arte do Scott Hampton é de cair o queixo. Traz de volta aquele meu lado de artista plástico dos velhos tempos, já que sempre fui fã do Hampton. Muito bacana.
162 – MARVEL APRESENTA #03: BANNER
Eis outro pequeno clássico, dessa vez com o Hulk. Brian Azzarello não faz nada demais com o Gigante Verde. Mas traz um “mais do mesmo” tão bem conduzido, que deixa um frescor na boa e velha trama do exército caçando o Hulk. E a arte do Richard Corben? Que coisa maravilhosa de grotesca!
Kurt Busiek e Steve Rude traz um conto nórdico bem bacana do deus do trovão, em diferentes fases do personagem. Uma leitura bem agradável e despretensiosa, com aquela pegada “naftalina Kirbyana” que é marca registrada na bela arte do Steve Rude.
164 – MARVEL APRESENTA #05: QUARTETO FANTÁSTICO – AS QUATRO VIAGENS DE SINBAD
Esse é mais um caso de uma história que precisaria de mais páginas para ser melhor aprofundada, principalmente porque vemos muito pouco das tais “quatro viagens”, uma vez que cada viagem acontece muito rápido, coisa de uma a três páginas. Merecia mais! Mesmo assim, Chris Claremont e Pascual Ferry conseguem nos levar a um verdadeiro mundo das “Mil e uma noites”. Por falar em poucas páginas… A segunda metade da revista traz o encontro da Mulher-Hulk com o Coisa enfrentando o Homem Dragão e Vampiros debaixo dos túneis do metrô! Gostou da premissa? Eu também! Pena que dura tão pouquinho!
165 – MARVEL APRESENTA #07: O COISA – CIRCO DE HORRORES
A última vez que li esse gibi, foi quando do seu lançamento em 2003. Não sei explicar o motivo, mas lembro que eu tinha um certo ranço por essa história. E quer saber? Pense numa aventura divertida! Eu lembrava que era desenhada pelo Scott Kollins, artista que gosto muito das histórias do Flash, mas eu era totalmente alheio ao roteirista Geoff Johns! Foi uma surpresa ver que a história é dele! Gostei bastante.
166 – A SAGA DO HULK VOL 02
Tenho uma frase que eu falava bastante: “Os filmes do Jackie Chan são compostos por um fiapo de roteiro que são uma desculpa para as suas mirabolantes cenas de ação!” Pegar para ler um gibi do Hulk Vermelho me traz a mesma sensação! Jeph Loeb só precisa de uma boa desculpa para dar aos seus artistas páginas e mais páginas de sequências de ação de tirar o fôlego. Não sei qual a porcentagem do mérito das “coreografias”, se são pensadas em sua maioria pelo Loeb ou pelos artistas, mas posso te dizer sem sombra de dúvidas que é muito trabalhoso escrever roteiros de ação, justamente pela necessidade de ter que elaborar sequências coerentes de quebra pau! Então, meus queridos, este é um gibi de ação muito divertido. E até já estou “engolindo” melhor o Hulk Vermelho, que detestei durante anos!
Toda vez que pego um gibi do Thanos escrita pelo Jim Starlin, fico me perguntando até onde vai a “lombra” do enredo! E nunca me decepciono! Starlin sempre leva a história para rumos catastróficos que mudarão para sempre o universo, até que chegue no último número e tudo volte ao normal! Não por acaso, já que foi ele quem criou o Titã Louco, gosto muito da forma como o Jim Starlin escreve o personagem.
A conclusão do arco traz mais do mesmo que vai de lugar nenhum para lugar algum, mas que é extremamente divertido!
169 – MARVEL APRESENTA #10: WOLVERINE E HOMEM-ARANHA
Nessa altura do campeonato, já deu para perceber como subestimei essa coleção na época do seu lançamento. Seja pelo momento na época ou o atual, mas estou achando as edições muito divertidas, com histórias fechadinhas e despretensiosas, sem o peso da cronologia. É o caso desse encontro do escalador de paredes com o baixinho mais invocado do Xis-men! O único porém é para o final, que ficou corrido demais e precisou de “palestrinha” do Nick Fury para contextualizar todo o enredo, antes que os heróis pudessem partir para o último desafio. Fora isso, é uma edição muito bacana.
170 – MARVEL APRESENTA #11: A VOLTA DOS NOVOS MUTANTES
Esta é mais uma tentativa da Marvel de ressuscitar os Novos Mutantes. O enredo é até bacaninha, dividindo em capítulos fechados a histórias de cada novo mutante recrutado pela Danielle Moonstar. Pena que o desenho não coopera muito, com traços até simpáticos, mas muito estáticos.
Liguei o modo turbo e fiz uma limpa nos gibis dos X-men bem quando está se passando a reta final do Chris Claremont à frente dos heróis mutantes. Eu nunca havia lido essa fase em ordem numérica. Pelo motivo de sempre: na época dos formatinhos, eu ia pegando o que caia nas mãos, sem me preocupar muito com a ordem de leitura. De modo que lia de trás pra frente, de frente pra trás, em vice-versa, simultaneamente e ao mesmo tempo! O lado bom disso, é que não dava pra perceber os altos e baixos dessa fase final. Quer saber como foram as minhas leituras? Então confere os comentários sobre as obras lidas até o período de 13 de maio de 2025.
148 – A SAGA DOS X-MEN # 28
Essa edição traz uma das minhas histórias favoritas dos X-men: Devaneios Febris! Quer dizer, foi assim que li a vida toda no formatinho da Editora Abril Jovem. Aqui, foi traduzida como “Sonho Febril”. Não deixa de ser uma grande história, porém, na qual vemos o bom e velho Wolverine que não era imortal ainda, se ferrando feio nas mãos dos Carniceiros! Completa a edição a derrocada final dos X-men restantes, que entram no Portal do Destino para escapar dos Carniceiros, ao mesmo tempo em que começamos a ver o paradeiro dos X-men que já haviam sumido ou aparentemente morrido nas edições anteriores. O suspense é bem legal e instiga o leitor do início ao fim.
149 – BATMAN EXTRA # 08
Retomei a leitura dessa coleção do Homem Morcego, que sempre trouxe histórias bem bacanas passadas no início de carreira do personagem. Essa aqui não é diferente. Apresenta a relação de amizade entre o Batman e o Comissário Gordon durante vários períodos da vida dos dois. Bem bacana!
150 – SUPER-ALMANAQUE MÔNICA # 01
Adoro esses especiais antigos da turminha. Principalmente quando tem um montão de páginas. Pena que não dá para colecionar todos. O tipo de humor dessa época era bem cínico e ácido, típico das obras que eram produzidas no período. Muito bacana!
151 – ALMANAQUE DO CEBOLINHA # 02
Peguei também esse almanaque antigão do Cebolinha. O engraçado é que tem uma diferença de quatro anos de publicação desse gibi para o anterior. E eu só tenho esses dois almanaques na coleção. Qual a chance de ter exatamente a mesma história em ambos? Foi o que aconteceu com “Pula-Pula”, que saiu nas duas revistas. Essas coincidências da vida são muito loucas. Não pelo fato de uma mesma história ter saído duas vezes. Mas pelas duas revistas terem caído em minhas mãos.
152 – A SAGA DOS X-MEN # 29
Essa edição marca a transição dos desenhos do Marc Silvestri para o Jim Lee e mostra o paradeiro de personagens como Psylocke, Tempestade, Colossus e Cristal. Também vemos o final da invasão dos Carniceiros à Ilha Muir. Essa edição é toda fantástica, com um ritmo de ação alucinante!
153 – A SAGA DOS X-MEN # 30
A primeira história dessa edição não é lá essas coisas. Apesar dos incríveis desenhos do Marc Silvestre, o enredo bolado pelo Chris Claremont enfia um monte de personagens sem importância alguma nas páginas, que fica muito difícil saber quem é quem e logo me fez perder o interesse pela trama. Mas como eu tinha que ler o restante da revista, fui até o fim! Que bom! Porque logo em seguida vem a sequência do arco dos “X-men” enfrentando os Morlocks bizarros liderados pelo Masque, em completo clima de terror! Confesso que na época em que essas histórias saíram nos formatinhos, não gostei tanto dos desenhos do Kieron Dwyer e nem do Bill Jasska, que revezaram as edições enquanto esquentavam a cadeira para a chegada definitiva do Jim Lee. Mas agora, vou te dizer que essa sequência de histórias caíram como uma luva para esses dois desenhistas. Os dois conseguem nos ambientar de uma forma nos becos bizarros dos Morlocks, que chega a dar asco. Não sei se ficaria tão legal nos traços do Silvestre ou do Lee. Finalizando a edição, temos a tão aguardada (ou não) estreia do Gambit. Na minha imaginação, eu lembrava que essa edição era desenhada pelo Andy Kubert. Mas não! Foi só a capa mesmo! Quem desenha a estreia do cajun é o Mike Collins, que não fede nem cheira nos traços.
154 – A SAGA DOS X-MEN # 31
Pense num gibi que só comprei por causa da primeira história! Mais da metade da revista eu já tenho em outras publicações. Fazer o quê? Pelo menos a edição abre com a continuação da estreia do Gambit. Aí, sim, com os desenhos do Whilce Portacio, com uma “mãozinha” do Jim Lee e arte-final do Scott Williams. Meu amigo, esse povo nos traços faz toda a diferença, com um dinamismo incrível nas peripécias da Tempestinha (me recuso a chamar a Ororo adolescente de “Garoa”) com o Gambit. Muito legal!
155 – BATMAN EXTRA # 09
Dando continuidade a essa coleção do Bátêma, comecei com o arco “Pesadelos Soturnos”. Rapaz, pense numa história arrastada! E o pior é que vai durar por três edições da revista. Até que o enredo do Andrew Helfer é bom, que trata de uma traficante de drogas que é salva pelo Batman em início de carreira e, pouco a pouco, a história vai convergindo para um cara que é acometido por um vírus mortal na Colômbia, volta para Gotham City e começa a espalhar esse vírus por onde passa. O problema, é que a arte confusa e carregada do Tan Eng Huat deixa tudo muito cansativo e arrastado além da conta, tornando enfadonho um ritmo de história que já é bem lento. Vamos seguir em diante e ver até onde isso vai dar.
156 – CONAN SAGA # 01
Faz cerca de um ano que finalmente completei essa coleção do Conan. Tirando alguns poucos números que li aqui e acolá na medida em que ia comprando, nunca havia lido toda a coleção em ordem de publicação (pra variar). Então, resolvi fazer isso agora! Na primeira história, nenhuma surpresa! Nenhuma surpresa ruim, quero dizer! Porque temos aqui um monte de intrigas, traições, mortes, perseguições e tudo o mais que uma boa história do Conan deve ter! O mesmo segue no final do gibi, com uma história desenhada pelo Gil Kane. Muito bom! Devorei a revista forazmente!
Vamos direto para as leituras do período até 21 de abril de 2025
123 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 05
Dando continuidade às minhas leituras dos últimos primeiros números que faltavam para completar a coleção da SAM, chegou por estas bandas a edição 05 com duas histórias clássicas do Conan logo de cara, que servem para mostrar o código de honra do Cimério de Bronze, ao fazer de tudo por um companheiro que acabara de conhecer. Em seguida, uma história a que eu não estava tão acostumado (talvez por ter lido muito pouco do personagem) na qual o Doutor Estranho enfrenta uma horda de demônios em um completo clima de terror. Encerramos com mais uma história do Demolidor produzida pelo Frank Miller. Nostalgia e diversão na medida certa.
124 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 06
A coisa degringola de vez com o Doutor Estranho enfrentando vários demônios de uma dimensão abissal. Ao custo da vida do Ancião, o seu mestre. Segue com a Miss Marvel em seu início de carreira, bem conduzida por Chris Claremont. Por fim, a estreia da Elektra! Nem precisa falar mais nada sobre essa edição espetacular.
125 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 07
A origem do Pantera Negra soberbamente bem contada com os desenhos do grande John Buscema! Já a história da Miss Marvel dá uma decaída, muito mais pela imensa quantidade de personagens obscuros, que deixa o enredo chato e carregado, do que pelos desenhos bem bacanas do Sal Buscema. Pra salvar o final do gibi, a volta do Mercenário pelas mãos do Frank Miller!
126 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 08
O gibi já vale por esta excelente capa pintada pelo grande Earl Norem! A história do Conan traz o clássico cerco à Makalet, que já li e reli trocentas vezes e nunca canso de ler! Bacana demais! A revista dá uma decaída com uma trama confusa e enfadonha do Luke Cage, mas logo recupera o fôlego com o Pantera Negra. Nesta fase da SAM, as histórias do Tchalla eram muito boas. Finaliza o gibi o Demolidor do Frank Miller, com a volta do Rei do Crime ao posto de bandidão mor!
127 – A SAGA DO SUPERMAN # 24
Esse volume traz somente histórias que marcaram época. Pelo menos a minha época! Com os primórdios de Hank Henshal, aquele que viria se tornar o vilão Superciborgue em O Retorno do Superman. Em seguida, um dos encontros mais legais do Superman com o Batman, naqueles tempos em que um não sabia direito como interagir com o outro. O final da história, com o Superman confiando a guarda do anel de kriptonita ao Batman, é um dos momentos mais legais desses dois super-heróis.
128 – A SAGA DO SUPERMAN # 01
Depois de um período de hiato, o gibi retorna com a numeração reiniciada. É a tal “segunda temporada” da revista, com aquela numeração fracionada na capa que mais confunde o leitor desavisado, do que estimula a comprar a coleção. Apesar disso, temos aqui uma sequência muito bacana de histórias, tanto no quesito ação, quanto no quesito “novela”, com o desenlace amoroso entre Clark Kent e Lois Lane finalmente indo para frente. Muito bacana.
129 – X-MEN LENDAS # 09
Já falei que estou gostando muito dessa coleção de X-men Lendas. Essa edição traz o reencontro entre Wolverine, Capitão América e Viúva Negra. Pena que o potencial de divertimento não foi de todo aproveitado pelo Chris Claremont, já que nos apresenta uma trama arrastada, confusa e cheia de personagens irrelevantes que não fedem e nem cheiram. Mas como se trata de um roteiro do bom e velho Claremont, dá para tirar leite de pedra e se divertir com a interação do trio de protagonistas. Com certeza comprarei o próximo volume.
130 – LENDAS MARVEL X-TREME X-MEN
Nunca fui muito fã dessa equipe de X-men. Muito mais por causa dos desenhos do Salvador Larroca, do que pelos enredos do Chris Claremont. Mas, como estou um pouco “viciado” nessa coleção de Lendas Marvel, resolvi dar uma chance para esse gibi. E foi só para ter raiva com os desenhos erráticos do Larroca. Tudo bem que o Claremont se enrolou um pouco na trama e tornou confusa algo que tinha potencial de ficar bem bacana. À princípio, os X-men teriam que lidar com o Ogun, antigo mestre do Wolverine e que também treinou a Kitty Pryde, mas isso logo é esquecido e a história começa a dar destaque a mais um grupo genérico de vilões anti-mutantes que ninguém consegue sequer memorizar os nomes, que dirá o visual e os poderes dos sujeitos. Assim, a trama tenta convergir o enredo do Ogun para dar algum sentido a toda essa massaroca, mas falha miseravelmente. E com os desenhos horrendos do Larroca!
131 – A SAGA DO SUPERMAN # 26
Continua o bom momento dos títulos do Superman, com a conclusão do arco contra a capeta Blaze trazendo um final trágico para um personagem importante. A segunda metade da revista já traz um arco em três partes escrita pelo Messner-Loebs e desenhada pelo clássico artista Curt Swan. No começo não gostei muito, já que traz todos os clichês possíveis sobre personagens do Oriente Médio. Mas a condução final já foi mais do meu agrado, por mostrar que têm coisas que o Clark Kent pode solucionar melhor do que o seu alter-ego.
132 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 23 – CAPAS VARIANTES
Continuando a minha coleção de capas variantes da Disney no gibi do Escalador de Paredes, peguei agora uma sequência de três edições, com seis capas diferentes, duas de cada! Essa edição traz uma espécie de revanche de “A Última Caçada de Kraven”, fetiche de todo roteirista que pega o Homem-Aranha para escrever. Mas até que a trama é legal e bem dinâmica. Menos na parte em que aparecem a Mary Jane e o pateta do marido dela. Já falei antes e repito: é nítido que o roteirista não sabe mais o que fazer com esse casal de songamongas! Perderam totalmente a função na história. Mas enfim… Coisas da vida!
133 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 24 – CAPAS VARIANTES
O que estou percebendo com esse roteirista Zeb Wells é que o cara tem boas ideias em que coloca uma péssima ideia no meio e acha que essa péssima ideia é que é a melhor ideia e começa a explorar a partir daí. Quer ver só? Achei massa a ideia de o Limbo estabelecer uma embaixada em Nova York e ter que lidar com alguns demônios arredios que estão espalhados pela cidade. Mas a ideia de um desses demônios assumir a forma de um Homem-Aranha genérico com visual cartunesco de Venom é medonha! Daí, me vem o Zeb Wells e produz um gibi inteiro co-protagonizado por essa aberração sem graça! Pelo menos as partes bizarras que têm um caçador de demônios é bem legal. Poderia ter focado só nisso, que já valeria a pena.
134 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 25 – CAPAS VARIANTES
Lendo essa edição que abre oficialmente a nova Guerra de Gangues, percebi uma coisa que está fazendo muita falta nas histórias do Aranha: coadjuvantes! Foi só aparecerem o Joe Robertson, seu filho Randy Robertson, a noiva do filho e o pai da noiva, que o clima novelesco ganhou força no enredo. Nessa leva de mais três edições que li por causa das capas Disney, o Peter Parker praticamente só interage com o regenerado Norman Osborn. É até legal especular por quanto tempo vai durar esse lado “bondoso” do Norman. Mas como não tem outros coadjuvantes, essa subtrama acaba ficando chata, porque só se fala disso! Não sei por que os roteiristas não fazem uma lista dos coadjuvantes do Aranha e trazem de volta estabelecendo diversos núcleos. Por exemplo: a Mary Jane se casou com o tal de Paul e o Peter ficou com a Gata Negra por causa disso. Por onde anda o Flash Thompson no meio disso tudo? O cara é ex da Felícia Hardy! Entende aonde quero chegar? Marvel, me contrata!
135 – CAÇADA SANGRENTA # 01 DE 03
Rapaz, comprei essa minissérie só porque achei os desenhos das capas bonitos. Mas diz aí, que a trama é muito divertida, apesar de rápida. Deu vontade de pegar os tie-ins para ver mais! Ah, comprei a versão “tarja vermelha” não porque prometia ser uma sanguinolência, como de fato não é, mas por ter ouvido falar que tinha mais páginas. Mas tem um negócio que morri foi de rir! No plástico do gibi, tem um selo avisando que é proibida para menores de 18 anos. Na capa, tem um aviso de “conteúdo sensível”. Na página 03, novo aviso de proibido para menores de 18 anos. Na página de título, mais dois avisos! Meu amigo, que exagero é esse? Por um momento, achei melhor pensar que era a Panini, ou a Marvel, vai saber, zoando com a cara do leitor! Porque tirando um pouco de sangue aqui e acolá, esse gibi não tem nada de mais. Mas é bem divertido!
136 – CAÇADA SANGRENTA # 02 DE 03
Continua o divertido confronto dos heróis Marvel contra os vampiros. O verdadeiro vilão é revelado! E o Doutor Estranho faz um pacto com o diabo. Muito legal!
137 – CAÇADA SANGRENTA # 03 DE 03
A conclusão da saga dos vampiros é bem legal. Só não é melhor, porque tira uma solução muito furada para a derrocada do vilão. Um vilão ultrapoderoso, diga-se de passagem. Mas era de se esperar. Mesmo assim, isso não tira o lado divertido da minissérie.
Peguei gosto pelas histórias do presente revisitando fases do passado que vem sendo publicadas com o “selo” Lendas Marvel. Outras publicações que estou gostando bastante, são os tie-ins de Guerras Secretas. Por serem uma espécie de “O que aconteceria se…” com uma pegada bem parecida com Lendas Marvel, esses gibis revisitam fases e sagas do passado em histórias novas. A diferença é que Lendas Marvel está presa na famigerada “cronologia” que impede os autores de ousarem bem mais, enquanto nos tie-ins de Guerras Secretas tudo (ou quase tudo) pode acontecer, o que dá mais liberdade aos envolvidos. Outra diferença, é que os tie-ins trazem um capricho a mais na arte e nas cores, enquanto em “Lendas” vai variar bastante, sendo os mais gritantes casos nas cores, com aquele aspecto de cores primárias saturadas do início da era da colorização digital. Mesmo assim, tem sido uma diversão bem bacana ler esses gibis. Então, sem mais delongas, vamos às leituras até o período de 02 de abril de 2025.
102 – X-MEN LENDAS VOL 05
Larry Hama revisita a fase “Caolho” do Wolverine em uma história cheia de pancadaria e sangue no meio do mato que mais parece um daqueles filmes de brucutus da década de 1980. Rapaz, aqui o Wolverine tanto bate, quanto dão nele, assim como sai rasgando geral sem medo de ser feliz. Seria uma diversão completa do início ao fim, não fosse a presença constante e inútil do Aeroporta Aviões da SHIELD sobrevoando o tempo a selva, com um agente narrando o tempo todo o que está acontecendo lá embaixo. Caramba, Larry Hama! Eu já estou vendo! Não precisa colocar um Zé Ninguém narrando! Quanto à arte, é até legal. Não chega a ser um Marc Silvestre dos bons tempos! Mas o que complica aqui são as cores, que oscilam bastante de ruins para mais ou menos!
103 – X-MEN LENDAS VOL 06
Uma aventura do Gambit e “Tempestinha” que se passa antes da estreia oficial do Remy LeBeau no gibi dos X-men? Topo! E que gibi divertidinho! Chris Claremont liga o botão do “dane-se” e simplesmente se diverte! E eu fui junto!
104 – X-MEN LENDAS VOL 07
Está aqui outro gibizinho divertido! Ann Nocenti nos transporta de volta até os tempos em que Tempestade estava passando por uma crise existencial e começou uma mudança comportamental a partir do seu novo visual motoqueira punk! “Novelinha” básica dos “Xis-men” com um arroz com feijão bem-feitinho que dá é gosto de ler.
105 – X-MEN LENDAS VOL 08
Sabe aquele filme “Exterminador do Futuro: Salvação”, no qual tentaram contar a história em “tempo real” dos eventos que levaram àquele futuro terrível? Pois é! Aqui, o roteirista Marc Guggenheim pega a histórias dos heróis mutantes exatamente antes de “Dias de um Futuro Esquecido” de Claremont e Byrne, pega a bifurcação ao lado, e segue em frente contando em “tempo real” todos os eventos que aconteceram até chegar naquele fatídico futuro no qual os X-men sobreviventes enviam a mente da Kitty Pride envelhecida para o corpo da jovem Kitty Pride do passado. Muito bom! Aliás, a melhor “Lendas” que li até aqui dessa leva! Inclusive na arte, muito bem conduzida pelo Manuel García, com um capricho que deixa tudo mais crível de se ler!
106 – GUERRAS SECRETAS # 06
Peter Parker e Miles Morales encontram a fonte de poder do Destino. Paralelo a isso, o Pantera Negra e o Namor encontram uma Manopla do Infinito e um Portal da “Coragem”. Já viu onde isso vai dar, né? Pior do que isso, só a história secundária, que nem fede, nem cheira!
107 – GUERRAS SECRETAS # 07
Começa a se desenrolar o “Deus Ex-Machina” que dará cabo do todo poderoso Destino, como eu já havia falado antes. Este é o problema de se escrever tramas com vilões muito poderosos. Se não tomar cuidado, a forma como ele será derrotado, acaba sempre sendo a mais estúpida possível. Rapaz, quando o Pantera Negra e o Namor encontraram a Manopla do Infinito e o Portal do Destino (aqui chamado de “Portal da Coragem” porque Destino já tinha dono!) convenientemente escondidos pelo Xerife Estranho, com direito a “vídeo” explicativo e tudo mais… eu logo falei: Xiiiiiiiii! Olha aí! Larguei de mão. Estou lendo a minissérie principal apenas por esporte.
108 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 03
Pense numa confusão do Aranhaverso! Gostei bastante do ritmo alucinante do enredo e dos desenhos que lembram bastante animações.
109 – GUERRAS SECRETAS: OS VINGADORES # 03
Este é um dos melhores tie-ins que li até agora. Um enredo de investigação policial com os Thors com um traço muito bom, fizeram a leitura fluir que foi uma beleza.
110 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 05
Eu estava tão viciado em “Dias de um futuro esquecível”… ops… “esquecido” (desculpe… é que li errado uma vez e não consigo mais desapregar da caixola. Haha), que peguei esse gibi com uma voracidade incrível. Claro que não segue do mesmo jeito os eventos mostrados em X-men Lendas, já que esse gibi saiu antes. Mas é tão divertido quanto. E foi bom ver outro ponto de vista desse futuro tão querido dos leitores. Aliás, os desenhos aqui também são um espetáculo de cuidadosos. Os desenhos dos tie-ins em geral são muito bons. O que me faz questionar por onde anda esse povo todo? Esses tie-ins estão com cara de que foram entregues a desenhistas iniciantes ou que não tinham o costume de trabalhar para editoras grandes, porque você vê claramente o quanto dão o sangue pra deixar tudo caprichado. Muito bom!
111 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 06
Chegamos ao último tie-in de Guerras Secretas dos X-men, revisitando justamente uma das sagas mais legais que eu gosto, com uma trama até que bem bolada. Confesso que me surpreendi quando vi o filho de uma certa personagem. Mas logo soltei um “bem bolado, bem bolado”! O enredo conta a obsessão do Colossus em tentar “exorcizar” a sua irmã Illyana do Inferno e as consequências disso para os demais X-men. Apesar do Colossus parecer um pouco bobalhão em alguns momentos, devido ao estilo do desenhista, a história é bem divertida.
112 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 03
Outro tie-in que tem uma pegada de investigação. O traço mais estilizado pode estranhar no início, mas logo deixa a leitura bem dinâmica e divertida.
113 – O VELHO LOGAN # 03
Pense num gibi que vai de lugar nenhum para lugar algum! Fico me perguntando por que cargas d’águas a Panini não compilou todas essas histórias em apenas um encadernadinho de 120 páginas! Mas eu sei o porquê! Por causa da série mensal que viria a seguir. Por isso mesmo, como chega uma hora em que os tie-ins com Guerras Secretas acaba, a Panini me inventa de colocar histórias “tapa-buraco” em um gibi de 52 páginas! Pode isso, Arnaldo?
114 – GUERRAS SECRETAS: AS GUERRAS SECRETAS “SECRETAS” DO DEADPOOL
Claro e evidente que peguei esse gibi para ler esperando uma completa pataquada! E não me decepcionei. O roteirista vai seguindo uma narrativa não-linear, que avança e retrocede no tempo, revelando os fatos “secretos” da participação “secreta” do Deadpool nas Guerras Secretas originais. Uma decisão acertada, para deixar minimamente interessante uma releitura dessa saga. E quer saber? Dá um clima “De volta para o futuro” na história, com o Deadpool revisitando os fatos. O negócio é tão bem-feito, tão bem escrito, tão bem desenhado, que no final fica aquela sensação de que aquilo realmente aconteceu. Quer dizer, é claro que não aconteceu, já que se trata de um gibi. Mas aconteceu acontecendo sem acontecer, entende? Tá, vamos para a próxima!
115 – GUERRAS SECRETAS: GUERRA CIVIL
Essa edição responde ao “o que aconteceria se a guerra civil tivesse continuado”. Vemos um verdadeiro cisma entre os heróis, que descamba numa… Invasão Secreta! Muito divertido!
116 – GUERRAS SECRETAS: MESTRE DO KUNG FU
Agora, pense numa revista enfadonha essa aqui do Mestre do Kung Fu! Cheguei a duras penas até o fim. Até o fim, não! Já que metade do gibi é dedicado aos Motoqueiros Fantasmas! Dessa história, não aguentei nem chegar ao fim da primeira parte! O pior tie-in até agora!
Quem visitar o estande do SESC na Bienal do Livro do Ceará vai se deparar com um espaço bem bacana dedicado aos personagens de quadrinhos criados por artistas cearenses. Além disso, vai ter uma área de desenho livre na qual os visitantes de todas as idades poderão demonstrar o seu talento colorindo esses mesmos personagens. O Tobias, claro, estará presente, com versões em preto e branco das páginas que produzi para a história “Estrelas Riscantes”, publicada no álbum “Avallon”.
“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!
Iniciada no comecinho de janeiro, continuo a todo vapor com a brincadeira de ler 365 obras da pilha de leitura durante todo o ano de 2025, chegando agora em março aos 100 gibis lidos! O divertido disso tudo é redescobrir o prazer da leitura “despretensiosa”, sem compromisso, ao bel prazer de simplesmente se sentar e ler. Não que eu não goste de ler. Muito pelo contrário. Acontece que, devido ao meu trabalho de roteirista da MSP Estúdios, normalmente já tenho que ler bastante coisa como pesquisa para escrever as minhas histórias. Com o tempo, fiquei com a impressão de que estava um pouco cansado para ler depois que acabava o expediente. O que gerava também a impressão de estar lendo muito pouco para além da pesquisa de trabalho. Essa brincadeira de “365 leituras da pilha de 2025” mostrou que eu estava errado. Ainda bem. Aquela voracidade gostosa ainda estava aqui. Então, vamos ver quais foram os gibis que li até o dia 26 de março.
88 – GUERRAS SECRETAS # 04
Destino se depara com os “sobreviventes” da Terra 616 e o resultado não é dos melhores. Até aqui, soubemos que o Victor Von Doom é bastante poderoso para ter criado o Mundo Bélico e manter sua liderança com mão de ferro. É nessa edição que temos a real extensão desse poder. O que me deixa receoso, já que geralmente vilões tão fortes são derrotados da maneira mais estapafúrdia no final. Espero estar enganado. Estou gostando bastante dessa “maratona” de Guerras Secretas e seus tie-ins.
89 – GUERRA SECRETAS # 05
Essa edição traz um vislumbre de como o Destino ficou tão poderoso. A explicação é razoável, mas não satisfatória. O tempo todo fica a sensação de que a forma como Von Doom derrotou os Beyonders e “sugou” seus poderes onipotentes, não seria assim tão eficazes contra seres tão poderosos. Pelo menos o enredo do Jonathan Hickman não é truncado como ele ficaria viciado depois nos X-men, com todos aqueles gráficos irritantes que só serviam para ser pulados para não atrapalhar a leitura.
90 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 02
Nessa altura do campeonato, já deu para sacar qual é a premissa básica de todos os tie-ins de Guerras Secretas: existe um governo opressor naquele domínio e alguém tentará derrubá-lo. Isso fez com que a leitura perdesse a graça? De forma alguma. O bacana é ver como os roteiristas vão desenrolar essa premissa. Ainda mais em histórias que aparentemente pode tudo, como personagens morrerem, por exemplo. O resultado são histórias muito divertidas, bem na pegada de “O que aconteceria se…”, com versões familiares dos heróis mostradas totalmente do avesso.
91 – GUERRAS SECRETAS: VINGADORES # 02
Aqui, temos uma espécie de “Ilha das Amazonas” com as personagens femininas da Marvel no comando, sob liderança da Mulher-Hulk. Muitas intrigas, traições e golpes de Estado permeiam essa história, extremamente bem desenhada. Aliás, os desenhistas desses tie-ins são um show à parte! Por onde anda esse povo todo hoje em dia?
92 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 03
Pense numa história bizarra de divertida. O desenhista emula os traços do Frank Quitely, o que só contribui para aumentar o clima de bizarrice. Muito bacana.
93 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 04
É muito boa essa ideia de revisitar fases anteriores e produzir histórias novas. Ainda mais com uma aparente liberdade criativa e desapego aos personagens. Teoricamente, tudo pode acontecer. Em Programa de Extermínio, isso é levado ao extremo. Palmas para os roteiros e também para os desenhos, que além de estarem em alto nível, são belamente coloridos.
94 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 02
Essa versão dos Guardiões da Galáxia dentro do universo de Desafio Infinito é bem melhor do que a mostrada na edição anterior. Temos aqui uma trama intricada, com algumas idas e vindas no tempo, que mostra a ascensão do Thanos à medida em que vai encontrando as Joias do Infinito. E os desenhos? Que coisa linda! Lembra um pouco aqueles álbuns europeus futurísticos.
95 – O VELHO LOGAN # 02
O Velho Logan continua a sua jornada por entre as realidades do Mundo Bélico, se ferrando bastante no trajeto, claro! A dinâmica dele com os outros personagens é muito bacana. Faz a gente querer ver até onde vai essa viagem toda.
96 – GUERRAS SECRETAS: INUMANOS
Metade dos Inumanos, liderados pelo Raio Negro, está tentando derrubar o reinado da Medusa, que lidera a outra metade dos Inumanos. Premissa básica desses tie-ins, correto? Sim, de fato. Mas o bacana está em ver como o roteiro vai desenrolar isso. E o que torna essa leitura divertida, é ver o surgimento dos Inumanos dentro desse contexto das Guerras Secretas.
97 – GUERRAS SECRETAS: FUTURO IMPERFEITO
Chegamos ao meu personagem favorito, o Hulk! Ou melhor, sua versão Maestro. Aqui, o roteirista Peter David usa a mesma premissa que ele usou na época da saga Massacre. Apesar de batida, é sempre bom ver como o velho roteirista é habilidoso no desenrolar da trama. Agora, o que me surpreendeu foi “descobrir” que os desenhos ficaram a cargo do Greg Land, aquele mesmo que desenhava os X-men com poses copiadas de fotografias em cenas estáticas. Ainda tem disso aqui e acolá nesse gibi, mas acredita que os traços do Land estão lindos? Bem detalhados e cheios de dinamismo, para a minha (boa) surpresa.
98 – GUERRAS SECRETAS: O COMANDO SELVAGEM DA SRA. DEADPOOL
É claro que esta edição é uma pataquada só! Mas uma pataquada muito divertida cheia de monstros como vampiros, lobisomem, múmia, Frankenstein e por aí vai! Todos em guerra, claro, contra o Drácula. E o Deadpool? Está morto e somente o seu fantasma aparece pela história.
99 – GUERRAS SECRETAS: A ERA DE ULTRON VS ZUMBIS MARVEL
Metade dessa revista é um porre! Justamente a metade que colocaria os robôs de Ultron em rota de colisão contra os Zumbis Marvel. Digo “colocaria”, porque o enredo insiste o tempo todo em mostrar um modorrento Hank Pym oriundo de uma realidade ultrapassada lidando com a tecnologia futurística. Para você ter uma ideia, roteirista faz o Hank Pym não conseguir pronunciar “homem artificial” e falar ao invés disso, “homem arteoficial”, para denotar que o cara está deslumbrado com toda aquela tecnologia. Ora, o Hank Pym só veio de uma realidade ultrapassada, o cara não é desprovido de inteligência! Pelo menos a outra metade da revista é muito bacana. Aqui, a Elsa Bloodstone tem que atravessar todo o território dos Zumbis Marvel. Aí, sim, temos uma história bacana e muito bem desenhada.
100 – GUERRAS SECRETAS: PLANETA HULK
Chegamos à centésima leitura do ano com o meu personagem favorito, o Incrível Hulk. No entanto, essa edição não é protagonizada pelo Gigante Verde, mas pelo Steve Rogers. A trama é bem legal, com o Capitão América percorrendo o Gamamundo para tentar resgatar o Bucky, ao lado de um Hulk chamado Doutor Jade. O único ponto negativo é que, para mostrar que o Steve Rogers é um homem honrado, o roteirista o deixa muito chato, choramingando o tempo todo. Pelo menos as cenas de ação são de tirar o fôlego. Ainda mais porque conta com um tiranossauro rex vermelho. Tem como não gostar disso?
101 – GUERRAS SECRETAS: ESQUADRÃO SINISTRO
Meu amigo, como eu amo o traço do Carlos Pacheco, sempre tão elegante e consistente. E que história massa, cheia de intrigas, maquinações e traições! Deu vontade de ler mais histórias desse universo, ao fim da leitura.
O bom da leitura, é ir pulando de galho em galho, de uma obra para outra, de um personagem para outro, de acordo com o que vai aparecendo de inspiração no decorrer dos dias! Foi assim que voltei a ler Conan, depois de pegar um gibizinho fininho aleatório no meio da pilha de leitura! Vamos ver como foram as leituras no período até 18 de março?
75 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (FAC-SÍMILE) # 129
No final do ano passado, a Editora Panini Comics lançou com exclusividade para a CCXP 2024 três edições fac-símiles de revistas da Marvel. Um deles foi essa edição do Homem-Aranha, em virtude da vinda do roteirista Gerry Conway para o evento. Conway acabou cancelando a sua vinda, mas resolvi pegar essa edição como lembrança mesmo assim. Já li a primeira aparição do Justiceiro um par de vezes! Mas essa é a primeira vez que leio em uma reprodução fiel do gibi original! Fez diferença? Até que fez! A história é aquela coisa da década de 1970: um porrilhão de conveniências para levar a trama adiante. Mesmo assim, a “honra” do Frank Castle já estava lá desde o começo, ao “poupar” a vida do Homem-Aranha quando descobre que o aracnídeo não é um bandido. Muito bacana!
76 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (FAC-SÍMILE) # 238
Outro personagem que faz a sua primeira aparição é o Duende Macabro, nesse fac-símile lançado pela Editora Panini Comics com exclusividade para a CCXP 2024 em virtude da vinda do desenhista John Romita Jr, vulgo “Romitinha”! O nosso querido Romitinha dá um show de desenho e narrativa gráfica! Mas quem se destaca mesmo, é o roteirista Roger Stern, que constrói uma trama envolvente, estilo novelão, em que cada personagem tem a sua personalidade bem estabelecida. É muito bacana ler uma edição na qual o Peter Parker interage tão naturalmente com o Joe Robertson. O Roger Stern fazia os coadjuvantes terem muita força nessas tramas! Não vemos muito disso atualmente!
77 – CONAN, O BÁRBARO: ESPECIAL
Lembra que eu mencionei um gibizinho fininho do Conan? Pois é! Era esse! Comprei faz algum tempo apenas porque era baratinho e para conseguir frete grátis no site da Panini! Peguei para ler apenas para tirar logo da pilha de leitura. E me surpreendeu a leitura? Claro que não! É apenas um caça níquel com algumas historinhas curtas envolvendo o básico do Conan: caça ao tesouro, feiticeiros e beldades. Nada de mais! Mas foi divertido enquanto durou!
78 – CONTAGEM DE CORPOS
Já não posso dizer o mesmo desse gibi das Tartarugas… Digo… do Rafael e Casey Jones! A arte tresloucada do Simon Bisley até dá um toque de “Lobo” à trama, mas só fica por aí mesmo, já que o enredo, apesar de ser apenas um fiapo para justificar toda a ação, não chega nem aos pés dos produzidos para o personagem da DC Comics! O negócio aqui é tão truncado, que demorei pra terminar de ler, mesmo não sendo esses “balaios de gatos” no que diz respeito à quantidade de texto. Só é cansativa mesmo e pouco divertida, o que é uma pena!
79 – TARTARUGAS NINJA: O ÚLTIMO RONIN – ANOS PERDIDOS
Achei apenas divertidinho o primeiro gibi desse “Cavaleiro das Trevas” das Tartarugas Ninja! Não que não tivesse sido uma leitura bacana e tal, mas essa pegada mais “séria” das Tartarugas, juntamente com todos os clichês de futuro distópico das hqs, realmente não me pareceu nada de mais, como a galera vem alardeando desde o seu lançamento. Dito isso, chegamos ao segundo volume. A trama intercalando o passado do Último Ronin com o presente das novas Tartarugas é até legal. Mas quando chega lá para o final e começa a explicar um monte de coisas daquele mundo futurístico onde mora a April O’neil, sua filha e as novas Tartarugas, a história fica intragável! Simplesmente porque é um monte de coisa que não me interessava! Eu só queria ver o desenrolar do passado do Último Ronin! Resultado? Gastaram tantas páginas com isso, que faltou tempo para fazer um final dos trechos do passado!
80 – X-MEN LENDAS VOL 01
Realmente fiquei fã desse tipo de publicação, na qual a Marvel chama roteiristas veteranos para escrever novas histórias passadas em fases antigas dos heróis mutantes. Na primeira história dessa edição, Ciclope e Destrutor tentam desvendar o mistério de um suposto terceiro irmão Summers! É bem bacaninha! Legal mesmo é a segunda história, passada antes da saga “Programa de Extermínio”, quando o casal Louise e Walter Simonson retornam à primeira formação do X-Factor e botam para quebrar. O bom desse período, é que os personagens tinham personalidade, até nos uniformes! Parece que os Simonsons nem pararam de escrever o X-Factor, de tanto que estão à vontade! Muito bom!
81 – X-MEN LENDAS VOL 02
Peter David é o meu roteirista preferido para esse tipo de trabalho, escrever novas histórias para períodos passados! Da mesma forma que Louise e Walter Simonson voltaram com maestria para os velhos tempos da primeira formação dos X-Factor, Peter David retoma a sua versão com a segunda formação como se nunca tivesse largado o osso! Muito bom! Na segunda história, Larry Hama retorna ao finalzinho da fase “Caolho”, quando o Wolverine já perambulava por aí com a sua sidekick Jubileu, para nos brindar com um quebra pau de tirar o fôlego envolvendo a Lady Letal, o Ômega Vermelho e o Dentes de Sabre! Ah, e o Wolverine não é imortal como hoje em dia! Quando ele se fere, leva um tempo baqueado até se curar de vez! Muito divertido!
82 – X-MEN LENDAS VOL 03
Fabian Nicieza retorna aos X-men com uma história do Sr. Sinistro desenhada pelo lendário Dan Jurgens com um resultado apenas razoável! Já o casal Louise e Walter Simonson voltam um pouco mais no tempo em uma história dos Novos Mutantes um pouco mais divertida! Enquanto Chris Claremont nos mostra o que aconteceu com o Noturno e a Lince Negra imediatamente antes de formarem o grupo Excalibur! Gostei!
83 – X-MEN LENDAS VOL 04
Roy Thomas, o lendário roteirista do Conan, mostra o que aconteceu com o Wolverine logo após a sua estreia na história contra o Hulk e um pouco antes de integrar os Novos X-men! E que história divertida! Só podia sair da mente de um roteirista calejado! Pena que a explicação para a troca de máscara do Wolverine tenha sido um pouco furada! Em seguida, Ann Nocenti mostra o que aconteceu imediatamente após a minissérie do Longshot e antes do personagem, também, ingressar nos X-men! Mas o melhor ficou para o final, com uma história na qual o Bishop relata exatamente o que aconteceu antes dele viajar no tempo até o nosso passado! Confesso que me surpreendi com o roteiro do Whilce Portacio que, certamente, teve uma ajudinha do Brian Haberlin. Confesso também que sou fã do desenho bizarro do Portacio, que combinou como nunca nesse futuro distópico do Bishop!
84 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 101
Roy Thomas, sempre ele, traz uma saga em quatro partes intitulada “A Caveira dos Mares”, soberbamente desenhada por John Buscema com arte-final de Tony DeZuñiga! Nesse primeiro capítulo, Conan é traído pelos piratas que liderava e acaba se deparando com outros piratas, dessa vez, vindos de Kithai! A trama toda gira em torno da caveira do feiticeiro Thulsa Doom, que promete um tesouro inigualável para todos ali envolvidos! Para situar melhor o leitor, Roy Thomas nos brinda com uma longa recapitulação na qual o Conan nos conta desde o seu nascimento até o momento em que chegou ali. Muito bacana!
85 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 102
A caveira de Thulsa Doom está guiando Conan e os piratas de Kithai em direção a um grande tesouro em terras desconhecidas! Claro que uma hora ia dar ruim! É justamente quando entra em cena o Thoth-Amon, em um confronto de liderança dos súditos da Stígia, terra do deus serpente Set! Conan está no meio disso tudo, claro! Muito empolgante. Principalmente as cenas dentro da cidade da Stígia, nas quais John Buscema, Toni DeZuñiga e Ernie Chan conseguem nos colocar dentro do ambiente, de tão imersivos que são os desenhos!
86 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 103
Por falar em “dar ruim”, nesta terceira parte de “A Caveira dos Mares”, as coisas pioram cada vez mais, quando Conan vai parar em uma terra repleta de homens serpentes! História de tirar o fôlego, de tão boa!
87 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 104
Na conclusão da saga “A Caveira dos Mares”, finalmente vemos a concretização dos planos de Thulsa Doom! Quer apenas um comentário sobre essa edição? Fantástica! Devorei as páginas com a mesma voracidade com que Conan lida com seus inimigos!
Sem muita enrolação, vamos conferir como foram as minhas leituras no período até 12 de março:
67 – HULK: SR. TIRA-TEIMA (LENDAS MARVEL)
Sabe que estou pegando gosto por esta coleção de “Lendas Marvel”? A ideia é muito simples: pegar roteiristas consagrados e colocá-los para escrever novas histórias de fases passadas dos personagens. Não é todo mundo que consegue bolar enredos interessantes, mas com certeza o Peter David é um dos poucos que dão um sopro de criatividade a esses períodos passados. Um ótimo exemplo disso é essa edição que revisita o período no qual o Hulk mantinha o controle sobre o corpo do Bruce Banner e atuava como capanga de um dono de cassino em Las Vejas. A fase do “Senhor Tira-Teima” é uma das minhas preferidas do Peter David. Poder ler novas histórias desse período é muito bacana. Ainda mais quando o roteirista tem uma daquelas ideias que a gente pensa “por que não pensaram nisso antes” ao colocar o Rei do Crime em rota de colisão contra o Senhor Tira-Teima. E vou te dizer… que história bacana! O cacete que o Hulk dá no Wilson Fisk é de morrer de rir! Ah, e ainda tem o Homem-Aranha para colocar mais lenha na fogueira! Ótima leitura!
68 – O GRANDE ALMANAQUE DISNEY VOL 16
O Grande Almanaque Disney com certeza é o melhor gibi Disney em publicação atualmente! Quando pego um volume, eu não leio, eu degusto a aula de roteiro e desenho de cada página! E o que dizer de uma edição que traz simplesmente o “crossover” entre Superpato e Mickey? Para quem não sabe, são raros os encontros entre os “núcleos” da Família Pato e do Mickey. Tanto é que, lá fora, as duas turmas moram em cidades diferentes. Aqui no Brasil é que convencionou-se colocá-los em Patopolis. Sendo assim, é muito bacana ler uma história detetivesca juntando o alter ego do Donald com o Mickey!
69 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 20
Por falar em Disney, continua a minha coleção de capas clássicas da Marvel em versão Disney que, por acaso, trazem histórias do amigão da vizinhança! Não vou comprar os gibis somente pelas capas e guardar sem ler, né? E que saber? Por incrível que pareça, tem sido uma leitura agradável! Não sei por que o povo anda reclamando dessa fase do Homem-Aranha! Tá, é estranho ver a Mary Jane mãe de família casada com outro cara… Mas basta ignorar essa parte da história, porque realmente é chata pra baralho, além de ser uma péssima ideia! No restante da revista, basta sentar e se divertir com mais um embate do Aranha contra o Doutor Octopus!
70 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 21
Além de trazer uma versão Disneyl espetacular da capa de X-men 01 em homenagem aos 60 anos de criação dos heróis mutantes, essa edição do Homem-Aranha, conclui de forma muito divertida o embate do amigão da vizinhança contra o Doutor Octopus! Vale muito a leitura, não apenas pela capa!
71 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA # 22
Essa edição é a mais fraquinha dessa nova leva de “trilogia” de capas Marvel em versão Disney. Não pela primeira história, que mostra uma confusão sem tamanho (pra variar) no casamento (ou tentativa) do Randy Robertson com a Janice Lincoln, a filha do vilão Lápide! O que pega é o restante da revista, que traz alguns recortes em forma de “trailer” das tramas que serão abordadas mais pra frente! Bem chato!
72 – ESQUADRÃO SUICIDA VOL 02
Lembro que, quando comecei a ler o gibi da “Liguinha” publicado pela Editora Abril Jovem, sempre pulava a maioria das histórias do Esquadrão Suicida por achar os personagens não tão “supers”, já que os enredos, em sua maioria, eram sempre mais “pé no chão”! Para um pivete de 13 anos, era tudo muito “adulto” demais! Pelo menos mais do que as histórias da Liga da Justiça Internacional, que era aquela pataquada divertida! Hoje, lendo essas histórias na coleção DC Vintage, vejo que são uma preciosidade dentro do Universo DC. O roteirista John Ostrander consegue dar personalidade a cada um dos personagens do Esquadrão Suicida e, também, para os coadjuvantes que orbitam ao redor! Até a prisão de Belle Reve tem vida própria! Sem falar na Amanda Waller, a megera que adoramos odiar, mas que até ficamos no lado dela, quando a comandante do Esquadrão tem que lidar com tubarões tão escrotos quanto ela! Uma ótima leitura!
73 – DYLAN DOG: ALMANAQUE DO PESADELO # 01
Já não posso falar o mesmo da leitura desse almanaque do Dylan Dog! Não que as histórias não sejam boas! Tem duas que até se destacam, uma delas inspirada em O Pequeno Príncipe! O problema é essa estrutura de antologia! Além de não aprofundar muito as tramas, a antologia costuma trazer um apanhado de histórias curtas que oscilam muito em qualidade entre umas e outras! Foi até divertidinho ler esse almanaque do Detetive do Pesadelo, mas isso fez com que eu tomasse a decisão de não comprar mais antologias! Com exceção da Creepy, claro, que ainda pretendo completar a minha coleção!
74 – OS FABULOSOS X-MEN (FAC-SÍMILE) # 141
No final do ano passado, a Editora Panini Comics lançou com exclusividade para a CCXP 2024 três edições fac-símiles de revistas da Marvel. Um deles foi essa edição dos X-men, em virtude da vinda do roteirista Chris Claremont para o evento. E o que dizer de “Dias de um Futuro Esquecido” que já não tenha sido dito? Perdi as contas de quantas vezes li e reli essa história! Posso dizer, sem sombra de dúvida, que continua tão divertida quanto antes. Ler através de uma réplica da edição americana dá um charme a mais! Pena que não tem a edição 142, pra fechar o arco!