LEITURAS DA SEMANA: CONTAGEM REGRESSIVA PARA O FINAL DO DESAFIO

Entrando na reta final do desafio das 365 leituras da pilha de 2025 com alguns dos gibis mais legais que adquiri recentemente na coleção, após anos de procura. Depois de hoje, vai ficar faltando somente 10 leituras para finalizar o desafio. Vamos direto para as leituras do período até 31 de outubro de 2025.

345 A 347 – ROGER RABBIT # 01 A 03

Sou apaixonado pelo filme desse coelho atabalhoado desde que foi lançado. Pouco tempo depois, consegui a adaptação em quadrinhos do filme lançada pela Editora Abril. Só agora consegui a série mensal, também da Editora Abril, estranhamente com apenas três edições. Em relação à leitura, é aquela coisa divertida do filme transferida para o papel. Valeu muito a pena passar esse tempo todo à procura desses gibis do Roger Rabbit.

348 – O MENINO-VAMPIRO VOL 01: INFÂNCIA MALDITA

Por falar em levar um tempo para encontrar os gibis, eis o Menino-Vampiro. Não demorei tanto tempo para encontrar como foi com o Roger Rabbit, mas a espera compensou igualmente. Pense numa história legal escrita pelo Carlos Trillo e com os desenhos espetaculares do Eduardo Risso. Fiquei doido para devorar o volume dois, mas guardei para um depois, ainda mais depois de descobrir que a coleção completa é formada por quatro volumes, mas a editora só lançou dois!

349 E 350 – TRINDADE # 01 E 02

Já estou ficando repetitivo, mas também levou um tempão para eu conseguir essa série em treze edições. Tem uma galera por aí que fala mal da história. Mas eu adorei! É um novelão mexicano com super-heróis escrito pelo inigualável Kurt Busiek e desenhado pelo onipresente Mark Bagley que, mesmo estando longe da sua melhor performance como na época em que desenhava o Homem-Aranha, ainda assim é um desenhista que entende muito da narrativa de super-heróis.

351 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA VOL 06

É com grande pesar que falo que essa fase final da princesa amazona escrita e desenhada pelo John Byrne é muito enfadonha. Pelo simples fato de que o Byrne ficou tão preocupado em explicar as amarras cronológicas da Sociedade da Justiça e da Mulher-Maravilha do passado, que esqueceu de colocar ação nas histórias. É um falatório sem tamanho, com a impressão de que nada acontece, a despeito do que os personagens falam. Uma pena.

352 E 353 – CONAN, O BÁRBARO # 08 E 09

O que também não está nada bem é essa série do Conan. Para começar, uma nova versão de A Filha do Gigante do Gelo totalmente “fria” e sem vida na edição oito. Já na edição nove, um capítulo à parte de A Rainha da Costa Negra, igualmente sem vida e com diálogos constrangedores. Vou encerrar na edição dez, só porque sou um verme e quero fechar a coleção com um número par.

354 – JIRAIYA

Juro que eu queria falar bem desse gibi, de tão fã que sou do personagem. Sou tão fã, que comprei na pré-venda e só agora peguei para ler. No entanto, tirando os belos desenhos, o roteiro é muito fraco e desperdiça tempo demais nos vilões desinteressantes numa tentativa de criar uma expectativa para a aparição do Jiraiya. Só que o tiro saiu pela culatra, porque quando o Jiraiya aparece lá pelo meio do gibi, é numa atuação fraca e faltando poucas páginas para desenvolver o restante da trama, que fica apertada e sem pé, nem cabeça devido à pressa para resolver tudo. Uma pena.

355 – CONAN SAGA VOL 02

Voltei para as velharias para me divertir um pouco. Eu já tinha lido esse gibi e reli agora porque finalmente completei a coleção de Conan Saga e quero ler tudo na ordem de publicação. Essa fase do Conan não decepciona. Até as histórias mais fracas, ainda são bem divertidas. Mais do que as histórias atuais, pelo menos.

LEITURAS DA SEMANA: “ALIGENÍGENAS” PARA DAR E VENDER!

Essa semana resolvi fazer uma leitura, digamos, temática! Peguei todos os gibis que eu tinha por ler dos Aliens, Predador e Tarzan, em histórias individuais ou em crossovers entre os alienígenas, entre alienígenas e super-heróis, alienígenas e anti-heróis, alienígenas e rei das selvas e, por fim, rei das selvas e herói! Uma massaroca de diversão! Então, vamos conferir como foram as leituras no período até 12 de outubro de 2025.

318 E 319 – SUPERMAN VERSUS ALIENS II # 01 E 02

O primeiro encontro entre o último filho de Krypton e os alienígenas xenomorfos, publicado por estas bandas pela Editora Abril, foi muito legal, pois mostrava um Superman acuado dentro de uma nave, em um quadrante do universo iluminado por um sol vermelho. Daí já viu, né? Superman com os poderes fracos enfrentando os Aliens! Já esse segundo encontro… Tinha tudo para ser igualmente divertido. Inclusive, a premissa é igualmente boa: Darkseid se apodera de uma ninhada de Aliens e envia como arma destrutiva contra Nova Gênese. A equipe de arte também é muito boa, formada pelo John Bogdanove no lápis, com nanquim de Kevin Nowlan (que artefinalizou o Dan Jurgens no primeiro encontro). Entretanto, o problema está na introdução do Superman na trama. Além da desculpa mais esfarrapada para o Superman estar em Nova Gênese, o roteirista Chuck Dixon também perde muito tempo com amenidades sem importância. Daí, quando a trama engrena de vez, faltam poucas páginas para lidar com muitas informações e tudo fica muito corrido. Mesmo assim, é uma boa diversão. Não se equipara ao que o Dan Jurgens escreveu na primeira minissérie, claro.

320 E 321 – JUIZ DREDD VERSUS ALIENS # 01 E 02

Está aqui um jeito de contar uma história de que gosto muito e que acho bem difícil de roteirizar, por mais simples que pareça. Um Aliens “nasce” de um meliante e a história vai se construindo a partir daí à medida em que as investigações dos juízes avançam. Mesmo que tenha todos os clichês do cânone dos Aliens, é legal se sentir na pele dos juízes descobrindo tudo pela primeira vez de acordo com a investigação. O traço sujo e meio cartunesco ajudam a dar o clima de tensão do enredo. Muito divertido.

322 – PREDADOR & WITCHBLADE & THE DARKNESS & ALIENS

O que falar desse gibi? Trata-se de uma confusão generalizada de roteiro e arte… justamente o que eu esperava que fosse de um gibi da Image Comics contendo esse monte de personagens. Claro que gostei!

323 – WITCHBLADE, ALIENS, DARKNESS & PREDADOR: A REVANCHE!

A confusão generalizada continua nesse segundo encontro! Tem de tudo aqui. Desde Predador “fêmea” até Demônio Alien! Diversão descerebrada de primeira categoria! Meu sonho alguém me contratar para escrever algo assim!

324 E 325 – ALIENS VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Rapaz, penei para achar essa minissérie, mas finalmente consegui readquirir! Ao reler, fiquei tentando lembrar quais os motivos que me levaram a passá-la para frente, porque achei a história muito divertida. O enredo é bem simples, sem querer reinventar a roda. Mas o fato de ir entregando as respostas no decorrer da trama, já deixa a leitura bem agradável. O belo desenho do Alex Mallev, em início de carreira, também ajuda bastante.

326 E 327 – TARZAN VERSUS PREDADOR # 01 E 02

Conseguir essa minissérie também foi um parto! Mas valeu a pena. Walter Simonson nos roteiros e Lee Weeks na arte entregam uma história de aventura digna do rei das selvas. Juntar o Tarzan contra o Predador era uma ideia boa demais para dar errado. Que minissérie bacana!

328 E 329 – BATMAN E TARZAN # 01 E 02

Completando a “trilogia” das minisséries difíceis de encontrar, eis mais uma! Fiquei me perguntando se o roteirista perderia tempo inventando alguma máquina do tempo para justificar o encontro dos dois personagens. No entanto, a minha alegria foi tremenda ao ver que o Ron Marz ligou o botão do “Tô nem aí” e simplesmente jogou o Batman “existindo” na mesma época que o Tarzan. E toca o barco para o que importa! Brilhante! Em tempos de “Batman (Nescau) com preparo”, foi muito bom ler uma história na qual o Homem Morcego está literalmente perdido na selva de vegetação, ao contrário do que ele está acostumado na selva de pedra de Gotham City. A arte suja e estranha do Igor Kordey, com toques inspirados de Richard Corben, dão o tom animalesco que a trama precisa.

330 – ALIENS: SALVAÇÃO

Eu não fazia ideia de que esse gibi existia. E quando o descobri, fiquei muito feliz. Que obra de arte produzida pelo Dave Gibbons nos roteiros e o Mike Mignola na arte. O enredo enxuto combina muito com a arte. Eu não li esse gibi. Degustei cada centímetro de página produzida por esses dois mestres.

331 – ALIENS VERSUS PREDADOR: XENOGÊNESE

Já não posso dizer o mesmo dessa minissérie! Esta é a leitura mais fraca desse pacote de “Aliens e Predadores” que li até aqui. Inclusive levando em consideração ao que eu tenho na coleção, que li antes desse desafio das “365 leituras de 2025”. São alguns equívocos que desfavorecem esse gibi. O primeiro, é o enredo infantilizado demais. Nem a arte mais cartunesca incomoda tanto quanto o roteiro! O casal de protagonistas até que é legal, mas os outros humanos que os acompanha são osso duro de roer, de tão inexpressivos. Outro ponto, é justamente a trama dos humanos. É muito arrastada e desinteressante. Tira espaço de página para os Aliens e Predadores. Aliás, a trama humana é tão sem importância, que em determinado momento o casal de protagonista tem uma DR enquanto o cara está sendo atacado por Predadores. E ele consegue se safar! Meu amigo, cadê a coerência. Não daria tempo do cara, franzino como é, nem dizer o “D” da DR, que já seria escalpelado por um Predador! Fora que tem pouco ou quase nenhum confronto entre Aliens e Predadores. E o título “Xenogênese” não faz o menor sentido, já que de gênese dos xenomorfos não tem nada.

332 – ALIENS EDIÇÃO ESPECIAL

Eis um gibi que eu também não sabia que existia e do qual gostei bastante. É uma antologia de histórias curtas envolvendo os Aliens, todas muito bem escritas e desenhadas. Adorei.   

INKTOBER 2025: UMA BRINCADEIRA DE FAZER ARTE

Começamos o mês de outubro e, com ele, também o “Inktober“! O ilustrador norte-americano “Jake Parker criou o Inktober em 2009 como um desafio para aprimorar suas habilidades de arte-final e desenvolver hábitos positivos de desenho. Desde então, o projeto se tornou um mundial, com milhares de artistas participando do desafio todos os anos.”

O objetivo é encarar a folha em branco sem medo de ser feliz e jogar nela o que vier na mente, de acordo com os temas pré-estabelecidos pelo Jake Parker ou inventando os seus próprios temas.

É uma brincadeira voltada para ilustradores, mas que também pode ser feito por escritores de diversas formas:

1 – Escreva um pequeno poema com o tema do dia.
2 – Escreva uma história ao longo do mês, com pequenos parágrafos por dia baseado no tema proposto.
3 – Escreva micro-histórias por dia, com o tema proposto.
4 – Escreva uma única frase por dia, com o tema proposto.
5 – E quem tem habilidade para lettering, vale também fazer a palavra do dia com um lettering bem bacana.

De preferência, escreva no seu caderninho de anotações e poste uma foto. Assim, você não cairá na tentação da reescrita interminável do computador. O objetivo aqui não é a perfeição, mas a liberdade de criação.

Não precisa fazer os dias anteriores. Comece a partir do dia de hoje e siga em frente sem medo de ser feliz!

Por exemplo, misturei os temas com o gênero terror e comecei a rascunhar! Estou postando diariamente lá no meu Instagram: https://lnkd.in/d7f2-SMj

Esta é a página oficial do evento: https://lnkd.in/dVPf3Cm3

LEITURAS DA SEMANA: TURMA DA MÔNICA DE MONTÃO E ALGUNS GIBIS DE HOMINHOS

Comecei em grande estilo a segunda metade do desafio “365 leituras da pilha de 2025”, com histórias clássicas do “Mauricio do Velho Testamento” e outros clássicos contemporâneos do, agora, MSP Estúdios. Então, sem mais delongas, vamos à lista do que li no período até o dia 10 de junho de 2025.

183 – AS MELHORES HISTÓRIAS DO CHICO BENTO ESCOLHIDAS PELO MAURICIO

Simplesmente amo esses especiais dos personagens do Mauricio de Sousa. Além de sempre trazer a nata do suprassumo do melhor das histórias, essas coletâneas me ensinam muito sobre a essência desses personagens que tanto amo. O Chico Bento, assim como o Horácio, é um dos personagens mais difíceis de se escrever, por trazerem em sua essência muito da vivência do Mauricio. Tanto é, que eu demorei um tempão para escrever o meu primeiro roteiro do Chico Bento. E até hoje não me atrevi a escrever o Horácio. Por isso, acho incrível como toda a equipe responsável pelas histórias desse especial conseguem acompanhar a genialidade do Mauricio. As histórias do Chico Bento desse período do “Mauricio do Velho Testamento” são pura poesia textual e artística. É praticamente impossível não tirar alguma lição importante dessas páginas, sem esquecer, claro, da diversão, já que o bom humor é marca registrada do Mauricio.

184 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 01: MÔNICA

Esse gibi faz parte de uma coleção em 06 volumes que reúne algumas das melhores histórias contemporâneas da turminha. Geralmente eu compro essas coletâneas para pesquisa, justamente por trazer a nata do suprassumo das histórias, por ser mais fácil de guardar, e melhor para localizar as histórias, ao invés de catar em diversos gibizinhos. Mas após ler o especial do Chico Bento, bateu aquela vontade de maratonar os gibis da Turma da Mônica. E a pesquisa foi para as cucuias. Que bom! A diversão despretensiosa falou mais alto. E que diversão! Aqui tem toda aquela confusão deliciosa que a gente espera de um bom gibi da Mônica. Com muitas coelhadas, claro!

185 – HOMEM-ARANHA: A SAGA DO CLONE VOL 08

Continua o novelão da Saga do Clone escrito pela Glória Perez! Sim, toda vez que pego para ler um volume da Saga do Clone, tenho a exata sensação de que seria algo que a Glória Perez escreveria para uma novela das nove! Tem tudo a ver com ela! Muito melodrama barato, personagens com motivações que vão de lugar nenhum para lugar algum, reviravoltas forçadas e os personagens falando o tempo todo da bendita gravidez da Mary Jane. Tem coisa melhor? Claro que tem! Mas estou me divertindo muito relendo essa novela… digo… saga. Ainda mais porque eu li na época dos formatinhos tudo fora de ordem e não lembro de patavina nenhuma!

186 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 02: CEBOLINHA

Continuando a maratona Turma da Mônica… que não é bem uma maratona, já que a minha coleção é finita, apesar de grande… se eu ler muito rápido, vai acabar logo! E eu gosto de degustar os gibis da turminha. Principalmente este, que mostra o suprassumo da cara de pau do Cebolinha! Adoro!

187 – MARVEL APRESENTA #16: MARVEL MILLENNIUM ELEKTRA

É muito difícil equiparar uma obra de arte em seu auge. A Elektra do Frank Miller é perfeita em todos os sentidos. Você consegue acreditar que aquela grega se tornou uma ninja assassina. Se um editor chegasse pra mim e pedisse para fazer uma versão “ultimate” da personagem, eu sairia correndo… e depois aceitaria! Trabalho é trabalho, né? Mas fracassaria miseravelmente, exatamente como o Mike Carey! A Elektra dele é filha de um dono de lavanderia e sobrinha de tios metidos com a máfia. Nas horas vagas, ela pratica uns golpezinhos de artes marciais! É claro que essa moça está super qualificada para se tornar uma assassina, correto? Na visão do Carey, sim. Mesmo que ela não consiga ser páreo nem para o Matt Murdock, que aqui não veste uniforme de Demolidor. O absurdo, é quando ela enfrenta o Mercenário! Nem vou falar mais nada! Se eu fosse o Mike Carey, não teria voltado depois de correr para longe quando o editor ofereceu o serviço!

188 – CONAN, O BÁRBARO #05

Mais do mesmo divertido do Cimério de Bronze, só que soberbamente bem desenhado e com o Rei Kull como “brinde” em um crossover sensacional.

189 – AS MELHORES HISTÓRIAS DA TURMA VOL 03: MAGALI

Vamos para mais um volume dessa coleção sensacional. Dessa vez, focado na Magali. Com histórias tão legais quanto estas, simplesmente não dá para ir devagar! Já cheguei na metade da coleção e a vontade é de não parar enquanto não acabar. Turma da Mônica é isso mesmo! Apaixonante!

190 – MARVEL APRESENTA #17: 4

Adoro o Quarteto Fantástico. A essência dos personagens é a exploração do inexplorado, mesmo que esse inexplorado seja a falência do grupo, a falta de grana e a fila do desemprego! Quarteto Fantástico é isso!

191 – MARVEL APRESENTA #18: VINGADORES

Esse gibi dos Vingadores é muito legal. Não lembrava que era escrito pelo Geoff Johns. Pra mim, o cara sempre esteve na DC Comics. É a segunda edição escrita por ele que me surpreende positivamente. A primeira, foi a do Coisa. Além disso, o roteirista repete a parceria com o desenhista Scott Kolins, de quem sou muito fã desde as histórias do Flash. A história em si não traz grandes inovações no enredo. Coloca a Jennifer Walters como protagonista do “seriado do Hulk”, tentando se esconder em uma cidadezinha do interior típica dos EUA, enquanto procura por seu primo Bruce Banner. Claro que em dado momento dá ruim e a Jennifer se transforma na furiosa Mulher-Hulk. O bacana é ver como a relação dela com o primo é construída. Você acredita realmente que fazem parte da mesma família. Coisa que vemos pouco explorado nos gibis da Marvel.

192 – MARVEL APRESENTA #19: 4

Dando continuidade às histórias do Quarteto Fantástico falido, vemos uma divertida história de terror/ficção científica em um acampamento na floresta. O nível cai um pouco na segunda metade da revista, pela troca de roteirista e por mais uma tentativa do Namor de colocar chifres na cabeça elástica do Reed Richards. Pelo menos o lado humano do Tocha Humana é bem explorado.

193 – MARVEL APRESENTA #20: GUERRA SECRETA

Spin off da minissérie Guerra Secreta protagonizada pela Jéssica Jones que vai de lugar nenhum, para lugar algum. Bem típica do Brian Michal Bendis. Mas como o cara é bem desenrolado na escrita, a história se torna até divertida, naquele esquema de colocar a personagem reagindo ao que está acontecendo, sem saber o que está acontecendo.

194 – MARVEL APRESENTA #21: HOMEM-ARANHA E TOCHA HUMANA

A proposta é batida: mostrar a evolução da amizade dos personagens ao longo do tempo, passando pelas diferentes fases de suas histórias. Mesmo assim, Dan Slott e Ty Templeton conseguem produzir uma das mais divertidas histórias do Homem-Aranha e Tocha Humana que já li nos últimos tempos dessa semana! Me diverti bastante!

LEITURAS DA SEMANA: MUITO BARBARISMO

Não sei se acontece o mesmo com vocês, mas geralmente pego algo para ler por motivos dos mais diversos e, de repente, me vejo “viciado” por alguns dias e só quero ler mais daquilo! Foi o que aconteceu (de novo!) com o Conan! Ajuda o fato de eu adorar o personagem, claro! Então, sem mais delongas, vamos para as leituras do período até 04 de maio de 2025!  

138 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 04

Chegou a edição que estava faltando para finalmente completar a minha coleção da SAM. Como já dá para perceber, não tenho frescura de ler os gibis fora de ordem! O que dá até um “barato” legal! A edição abre com uma história do Luke Cage. Como é bacana ver no gibi os personagens que apareceram na série, como a enfermeira Claire Temple e o vilão Cascavel. Os desenhos do veterano George Tuska estão bem legais. Deu uma vontade sincera de continuar lendo essas aventuras do Luke Cage. Completam a edição o Doutor Estranho, Conan e o Demolidor, em um confronto frenético contra o Doutor Octopus pelas mãos do Frank Miller.

139 – CONAN, O BÁRBARO # 06

O gibi já começa com essa arte fantástica de capa. No miolo, volta o desenhista Rob de La Torre, que é uma espécie de “reencarnação” do John Buscema, e que torna o encontro do Conan com o Rei Kull ainda mais legal! Muito boa a edição!

140 – CONAN, O BÁRBARO # 07

Já a edição 07, traz essa capa não tão legal! A arte da quarta capa é bem mais bacana, mas acredito que não foi escolhida por ser mais “conceitual” e não tão “vendável”. A história também não é lá essas coisas. Mostra fatos do passado de mocidade do Conan que, até certo ponto, não dá para entender muito para onde que levar a trama. Claro que a quarta capa já dá uma pista, mas da segunda parte em diante, vemos que se trata de (mais uma) adaptação do conto “A Filha do Gigante do Gelo”. Dessa vez, mostrando fatos “nunca antes mostrados” da história. Sinceramente? Não sei se é pelo fato de eu já ter lido e relido as adaptações anteriores ou se é pelos desenhos mais “durões” e inexpressivos (depois de ler um Rob de La Torre, quase todo desenho fica durão e inexpressivo), mas a trama não me pegou tanto.

141 – A TORRE DO ELEFANTE

Por falar em adaptação de conto do Cimério, eis que pego A Torre do Elefante desenhada pelo Alcatena! Preciso falar mais alguma coisa? Foi a partir desse gibi que bateu a vontade de maratonar Conan! E vamos embora!

142 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 105

Essa edição tem duas coisas que não gosto muito nas histórias do Conan: ordem cronológica e aventuras no Oriente. No primeiro caso, talvez eu tenha me acostumado às histórias “saltadas” na fase clássica da ESC. Até melhor ler Conan dessa forma, porque a ordem cronológica prejudica a passagem de tempo dos acontecimentos. Em relação ao segundo ponto… bem… deve ser birra minha! Nunca gostei tanto das histórias passadas no lado oriental da Era Hiboriana. Mesmo assim, esse arco é bem legal! E se aproxima do seu grande final, com o Conan encontrando o Imperador de Khitai e enfrentando uma terrível feiticeira!

143 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 106

A conclusão do arco do Conan pelo Oriente é de tirar o fôlego. No entanto, lembra o que falei sobre como a ordem cronológica atrapalha a passagem de tempo? Pois é! Terminada a aventura, o Conan precisa voltar para o lado Ocidental da Era Hiboriana. Acontece que ele levou meses para atravessar o oceano. Roy Thomas tem agora um pepino na mão! Vai fazer como? Contar cronologicamente como será a viagem de volta? Claro que não! Ele prefere tirar uma solução do… bolso e fazer com que o Conan volte magicamente, em um piscar de olhos! Entendeu agora o que eu quis dizer? Quando a história acontece fora de cena, é mais fácil para o autor percorrer grandes distâncias e transpor grandes passagens de tempo. Mostrando os fatos em “tempo real”, isso fica mais difícil.

144 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 107

E continuam as aventuras em ordem cronológica do Conan. Dessa vez, iniciando um novo arco no qual o cimério conhece a Valéria! Muito barbarismo, pirataria, briga na taverna, intrigas e, claro, uma criatura horrenda que mais parece a Cuca! Legal demais!

145 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 108

Conan vai até Messântia. Gosto do aspecto novelesco com que o Roy Thomas está conduzindo esse arco, com núcleos de personagens agindo de acordo com os seus objetivos, que são diferentes uns dos outros, apesar de o objetivo maior ser o mesmo, o Tesouro de Trânicos! Sim! Este é o segundo capítulo do famoso arco do cimério! Está sensacional de acompanhar, até pra mim que não gosto muito de ler Conan em “tempo real”!

146 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 109

No retorno ao Porto Tortage, “lar” dos piratas da Irmandade Vermelha, Conan se depara com três misteriosas garotas no meio do mar que, depois, tocam o terror em terra firme, manipulando a todos e fazendo com que todas as mulheres dali sejam banidas. O que faz com que todos os piratas peguem os seus navios e partam em busca das mulheres, deixando Conan sozinho no Porto Tortage. A história toda de manipulação, mistério e suspense é muito legal! Melhor ainda, é o gancho que fica para o capítulo seguinte.

147 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 110

Os piratas liderados por Zarono, rivais da Irmandade Vermelha, retornam ao Porto Tortage e se deparam com o Conan que, sozinho, terá que defender o porto desses terríveis inimigos. Meu amigo, pense numa história frenética, com muita ação e porradaria para todos os lados! Imagine que esse é o “Duro de Matar” do Conan! Muito massa!

LEITURAS DA SEMANA: GIBIS VELHOS E VELHOS GIBIS

As leituras dessa semana tiveram muito material de pesquisa para o trampo. Motivo pelo qual sobrou pouco tempo para ler os gibizinhos. Mas vamos assim mesmo ver o que de legal eu li no período até 09 de abril de 2025.

117 – ALIVE

Fico impressionado com a capacidade dos japoneses de pegar qualquer tema, escrever qualquer história, começando por qualquer parte, indo de lugar nenhum para algum lugar ou, alguns casos, indo para lugar algum também! Por isso, tenho adquirido esses mangás “one shots” para ler, claro, mas principalmente para analisar essa “pegada” japonesa. Esse mangá “Alive” até tem uma história interessante, que mistura uma história de assassinato com bruxaria. É legal ver essa mistureba e pra onde a trama vai seguindo, na medida em que revela pouco a pouco o passado do protagonista e como isso resvala no seu presente. Muito bacana. Gostei demais!

118 – SANGUE BÁRBARO

Não é novidade para ninguém que o Cimério criado pelo Robert E. Howard está em domínio público. Sendo assim, qualquer pessoa no mundo pode criar uma história na Era Hiboriana. Este gibi, por exemplo, foi feito na Espanha (se não me falhe a memória). Conta uma história passada no período do reinado do Rei Conan na Aquilônia. O finalzinho do reinado, para ser exato, já que o herdeiro Conan II já está assumindo as rédeas do reino, enquanto o seu pai vaga por terras ermas em busca de um lugar ao mundo após se dar conta de que aquilo não é para ele. É muito interessante ver a narrativa em dois pontos de vista, do Rei Conan e do Príncipe Conan, até o ponto em que se cruzam no final e ambos têm que resolver as suas pendengas para seguir em frente. Gostei muito!

119 – X-MEN ELSEWHEN VOL 01

O que aconteceria se o final da Saga da Fênix Negra seguisse o que fora planejado originalmente por Chris Claremont e John Byrne, no qual a Jean Grey sofreria uma lobotomia pelo Império Shiar, perderia os seus poderes e sobreviveria com a mente igual à de uma criança de cinco anos? É essa enorme pergunta que o John Byrne começou a responder com a sua “fanfic” X-men Elsewhen, em páginas produzidas apenas no lápis e postadas em seu blog. Peguei este primeiro encadernado (caseiro) para ler e me esbaldei com as possibilidades das dez primeiras edições. Claro, tem tudo aquilo que faz parte do estilo Byrne de escrever, como coincidências forçadas, por exemplo. Mas como é gostoso ler um gibi dos X-men que parece ser um gibi dos X-men. Ainda mais com esse gostinho da fase clássica, um novelão que vai plantando aos poucos as sementes dos acontecimentos! É muito bom também ver o lápis do velho mestre. Que precisão de traço!

120 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA VOL 05

Por falar em John Byrne… Foi só terminar o gibi dos X-men, que saí catando o que tinha dele para ler. Pena que essa leitura não tenha sido tão divertida. Não pelos desenhos do Byrne, que estão fantástico. Mas pelos enredos. A começar pelo “Annual” da Princesa Amazona que abre o encadernado. Gente, eu só “comprei” esse anual, porque fui obrigado a trazer junto com as outras histórias. Mas não me entra na cabeça como é que um americano chegou na loja para comprar a edição avulsa dessa revista. Que história medonha de ruim! Misericórdia! O restante da revista é até bacana. Mas sofre pelo mal das megassagas que faz com que as histórias ficassem fragmentadas e pouco interessantes. Sem contar que a Mulher-Maravilha está às portas da morte e passa o gibi inteiro inconsciente. Ou seja, é um gibi da Mulher-Maravilha, sem a Mulher-Maravilha. Vamos esperar pelo próximo.

121 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 02

Rapaz, estava faltando apenas 07 edições para eu completar a coleção da clássica Superaventuras Marvel. Consegui comprar 06 delas esta semana. A SAM 02 faz parte do pacote. Essa foi a primeira edição da SAM que peguei em mãos na vida. Então você imagina o carinho que tenho por esse gibi. Nem preciso dizer o quanto foi legal reler e relembrar de cada quadrinho dessas páginas.

122 – SUPERAVENTURAS MARVEL # 03

É muito bom reler os primórdios do Frank Miller à frente do Demolidor. Ainda mais nas páginas de um gibi tão icônico. Muito legal recuperar esses clássicos na coleção.

TOBIAS “PARA COLORIR” NA BIENAL DO LIVRO

Quem visitar o estande do SESC na Bienal do Livro do Ceará vai se deparar com um espaço bem bacana dedicado aos personagens de quadrinhos criados por artistas cearenses. Além disso, vai ter uma área de desenho livre na qual os visitantes de todas as idades poderão demonstrar o seu talento colorindo esses mesmos personagens. O Tobias, claro, estará presente, com versões em preto e branco das páginas que produzi para a história “Estrelas Riscantes”, publicada no álbum “Avallon”.

“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!

LEITURAS DA SEMANA: CHEGANDO A 100 OBRAS LIDAS EM 2025!

Iniciada no comecinho de janeiro, continuo a todo vapor com a brincadeira de ler 365 obras da pilha de leitura durante todo o ano de 2025, chegando agora em março aos 100 gibis lidos! O divertido disso tudo é redescobrir o prazer da leitura “despretensiosa”, sem compromisso, ao bel prazer de simplesmente se sentar e ler. Não que eu não goste de ler. Muito pelo contrário. Acontece que, devido ao meu trabalho de roteirista da MSP Estúdios, normalmente já tenho que ler bastante coisa como pesquisa para escrever as minhas histórias. Com o tempo, fiquei com a impressão de que estava um pouco cansado para ler depois que acabava o expediente. O que gerava também a impressão de estar lendo muito pouco para além da pesquisa de trabalho. Essa brincadeira de “365 leituras da pilha de 2025” mostrou que eu estava errado. Ainda bem. Aquela voracidade gostosa ainda estava aqui. Então, vamos ver quais foram os gibis que li até o dia 26 de março.  

88 – GUERRAS SECRETAS # 04

Destino se depara com os “sobreviventes” da Terra 616 e o resultado não é dos melhores. Até aqui, soubemos que o Victor Von Doom é bastante poderoso para ter criado o Mundo Bélico e manter sua liderança com mão de ferro. É nessa edição que temos a real extensão desse poder. O que me deixa receoso, já que geralmente vilões tão fortes são derrotados da maneira mais estapafúrdia no final. Espero estar enganado. Estou gostando bastante dessa “maratona” de Guerras Secretas e seus tie-ins.

89 – GUERRA SECRETAS # 05

Essa edição traz um vislumbre de como o Destino ficou tão poderoso. A explicação é razoável, mas não satisfatória. O tempo todo fica a sensação de que a forma como Von Doom derrotou os Beyonders e “sugou” seus poderes onipotentes, não seria assim tão eficazes contra seres tão poderosos. Pelo menos o enredo do Jonathan Hickman não é truncado como ele ficaria viciado depois nos X-men, com todos aqueles gráficos irritantes que só serviam para ser pulados para não atrapalhar a leitura.

90 – GUERRAS SECRETAS: HOMEM-ARANHA # 02

Nessa altura do campeonato, já deu para sacar qual é a premissa básica de todos os tie-ins de Guerras Secretas: existe um governo opressor naquele domínio e alguém tentará derrubá-lo. Isso fez com que a leitura perdesse a graça? De forma alguma. O bacana é ver como os roteiristas vão desenrolar essa premissa. Ainda mais em histórias que aparentemente pode tudo, como personagens morrerem, por exemplo. O resultado são histórias muito divertidas, bem na pegada de “O que aconteceria se…”, com versões familiares dos heróis mostradas totalmente do avesso.

91 – GUERRAS SECRETAS: VINGADORES # 02

Aqui, temos uma espécie de “Ilha das Amazonas” com as personagens femininas da Marvel no comando, sob liderança da Mulher-Hulk. Muitas intrigas, traições e golpes de Estado permeiam essa história, extremamente bem desenhada. Aliás, os desenhistas desses tie-ins são um show à parte! Por onde anda esse povo todo hoje em dia?

92 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 03

Pense numa história bizarra de divertida. O desenhista emula os traços do Frank Quitely, o que só contribui para aumentar o clima de bizarrice. Muito bacana.

93 – GUERRAS SECRETAS: X-MEN # 04

É muito boa essa ideia de revisitar fases anteriores e produzir histórias novas. Ainda mais com uma aparente liberdade criativa e desapego aos personagens. Teoricamente, tudo pode acontecer. Em Programa de Extermínio, isso é levado ao extremo. Palmas para os roteiros e também para os desenhos, que além de estarem em alto nível, são belamente coloridos.

94 – GUERRAS SECRETAS: GUARDIÕES DA GALÁXIA # 02

Essa versão dos Guardiões da Galáxia dentro do universo de Desafio Infinito é bem melhor do que a mostrada na edição anterior. Temos aqui uma trama intricada, com algumas idas e vindas no tempo, que mostra a ascensão do Thanos à medida em que vai encontrando as Joias do Infinito. E os desenhos? Que coisa linda! Lembra um pouco aqueles álbuns europeus futurísticos.

95 – O VELHO LOGAN # 02

O Velho Logan continua a sua jornada por entre as realidades do Mundo Bélico, se ferrando bastante no trajeto, claro! A dinâmica dele com os outros personagens é muito bacana. Faz a gente querer ver até onde vai essa viagem toda.

96 – GUERRAS SECRETAS: INUMANOS

Metade dos Inumanos, liderados pelo Raio Negro, está tentando derrubar o reinado da Medusa, que lidera a outra metade dos Inumanos. Premissa básica desses tie-ins, correto? Sim, de fato. Mas o bacana está em ver como o roteiro vai desenrolar isso. E o que torna essa leitura divertida, é ver o surgimento dos Inumanos dentro desse contexto das Guerras Secretas.

97 – GUERRAS SECRETAS: FUTURO IMPERFEITO

Chegamos ao meu personagem favorito, o Hulk! Ou melhor, sua versão Maestro. Aqui, o roteirista Peter David usa a mesma premissa que ele usou na época da saga Massacre. Apesar de batida, é sempre bom ver como o velho roteirista é habilidoso no desenrolar da trama. Agora, o que me surpreendeu foi “descobrir” que os desenhos ficaram a cargo do Greg Land, aquele mesmo que desenhava os X-men com poses copiadas de fotografias em cenas estáticas. Ainda tem disso aqui e acolá nesse gibi, mas acredita que os traços do Land estão lindos? Bem detalhados e cheios de dinamismo, para a minha (boa) surpresa.

98 – GUERRAS SECRETAS: O COMANDO SELVAGEM DA SRA. DEADPOOL

É claro que esta edição é uma pataquada só! Mas uma pataquada muito divertida cheia de monstros como vampiros, lobisomem, múmia, Frankenstein e por aí vai! Todos em guerra, claro, contra o Drácula. E o Deadpool? Está morto e somente o seu fantasma aparece pela história.

99 – GUERRAS SECRETAS: A ERA DE ULTRON VS ZUMBIS MARVEL

Metade dessa revista é um porre! Justamente a metade que colocaria os robôs de Ultron em rota de colisão contra os Zumbis Marvel. Digo “colocaria”, porque o enredo insiste o tempo todo em mostrar um modorrento Hank Pym oriundo de uma realidade ultrapassada lidando com a tecnologia futurística. Para você ter uma ideia, roteirista faz o Hank Pym não conseguir pronunciar “homem artificial” e falar ao invés disso, “homem arteoficial”, para denotar que o cara está deslumbrado com toda aquela tecnologia. Ora, o Hank Pym só veio de uma realidade ultrapassada, o cara não é desprovido de inteligência! Pelo menos a outra metade da revista é muito bacana. Aqui, a Elsa Bloodstone tem que atravessar todo o território dos Zumbis Marvel. Aí, sim, temos uma história bacana e muito bem desenhada.

100 – GUERRAS SECRETAS: PLANETA HULK

Chegamos à centésima leitura do ano com o meu personagem favorito, o Incrível Hulk. No entanto, essa edição não é protagonizada pelo Gigante Verde, mas pelo Steve Rogers. A trama é bem legal, com o Capitão América percorrendo o Gamamundo para tentar resgatar o Bucky, ao lado de um Hulk chamado Doutor Jade. O único ponto negativo é que, para mostrar que o Steve Rogers é um homem honrado, o roteirista o deixa muito chato, choramingando o tempo todo. Pelo menos as cenas de ação são de tirar o fôlego. Ainda mais porque conta com um tiranossauro rex vermelho. Tem como não gostar disso?

101 – GUERRAS SECRETAS: ESQUADRÃO SINISTRO

Meu amigo, como eu amo o traço do Carlos Pacheco, sempre tão elegante e consistente. E que história massa, cheia de intrigas, maquinações e traições! Deu vontade de ler mais histórias desse universo, ao fim da leitura.

LEITURAS DA SEMANA: MUITO CONAN, MUITO X-MEN E ALGUMAS TARTARUGAS PERDIDAS

O bom da leitura, é ir pulando de galho em galho, de uma obra para outra, de um personagem para outro, de acordo com o que vai aparecendo de inspiração no decorrer dos dias! Foi assim que voltei a ler Conan, depois de pegar um gibizinho fininho aleatório no meio da pilha de leitura! Vamos ver como foram as leituras no período até 18 de março?

75 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (FAC-SÍMILE) # 129

No final do ano passado, a Editora Panini Comics lançou com exclusividade para a CCXP 2024 três edições fac-símiles de revistas da Marvel. Um deles foi essa edição do Homem-Aranha, em virtude da vinda do roteirista Gerry Conway para o evento. Conway acabou cancelando a sua vinda, mas resolvi pegar essa edição como lembrança mesmo assim. Já li a primeira aparição do Justiceiro um par de vezes! Mas essa é a primeira vez que leio em uma reprodução fiel do gibi original! Fez diferença? Até que fez! A história é aquela coisa da década de 1970: um porrilhão de conveniências para levar a trama adiante. Mesmo assim, a “honra” do Frank Castle já estava lá desde o começo, ao “poupar” a vida do Homem-Aranha quando descobre que o aracnídeo não é um bandido. Muito bacana!

76 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (FAC-SÍMILE) # 238

Outro personagem que faz a sua primeira aparição é o Duende Macabro, nesse fac-símile lançado pela Editora Panini Comics com exclusividade para a CCXP 2024 em virtude da vinda do desenhista John Romita Jr, vulgo “Romitinha”! O nosso querido Romitinha dá um show de desenho e narrativa gráfica! Mas quem se destaca mesmo, é o roteirista Roger Stern, que constrói uma trama envolvente, estilo novelão, em que cada personagem tem a sua personalidade bem estabelecida. É muito bacana ler uma edição na qual o Peter Parker interage tão naturalmente com o Joe Robertson. O Roger Stern fazia os coadjuvantes terem muita força nessas tramas! Não vemos muito disso atualmente!

77 – CONAN, O BÁRBARO: ESPECIAL

Lembra que eu mencionei um gibizinho fininho do Conan? Pois é! Era esse! Comprei faz algum tempo apenas porque era baratinho e para conseguir frete grátis no site da Panini! Peguei para ler apenas para tirar logo da pilha de leitura. E me surpreendeu a leitura? Claro que não! É apenas um caça níquel com algumas historinhas curtas envolvendo o básico do Conan: caça ao tesouro, feiticeiros e beldades. Nada de mais! Mas foi divertido enquanto durou!

78 – CONTAGEM DE CORPOS

Já não posso dizer o mesmo desse gibi das Tartarugas… Digo… do Rafael e Casey Jones! A arte tresloucada do Simon Bisley até dá um toque de “Lobo” à trama, mas só fica por aí mesmo, já que o enredo, apesar de ser apenas um fiapo para justificar toda a ação, não chega nem aos pés dos produzidos para o personagem da DC Comics! O negócio aqui é tão truncado, que demorei pra terminar de ler, mesmo não sendo esses “balaios de gatos” no que diz respeito à quantidade de texto. Só é cansativa mesmo e pouco divertida, o que é uma pena!

79 – TARTARUGAS NINJA: O ÚLTIMO RONIN – ANOS PERDIDOS

Achei apenas divertidinho o primeiro gibi desse “Cavaleiro das Trevas” das Tartarugas Ninja! Não que não tivesse sido uma leitura bacana e tal, mas essa pegada mais “séria” das Tartarugas, juntamente com todos os clichês de futuro distópico das hqs, realmente não me pareceu nada de mais, como a galera vem alardeando desde o seu lançamento. Dito isso, chegamos ao segundo volume. A trama intercalando o passado do Último Ronin com o presente das novas Tartarugas é até legal. Mas quando chega lá para o final e começa a explicar um monte de coisas daquele mundo futurístico onde mora a April O’neil, sua filha e as novas Tartarugas, a história fica intragável! Simplesmente porque é um monte de coisa que não me interessava! Eu só queria ver o desenrolar do passado do Último Ronin! Resultado? Gastaram tantas páginas com isso, que faltou tempo para fazer um final dos trechos do passado!

80 – X-MEN LENDAS VOL 01

Realmente fiquei fã desse tipo de publicação, na qual a Marvel chama roteiristas veteranos para escrever novas histórias passadas em fases antigas dos heróis mutantes. Na primeira história dessa edição, Ciclope e Destrutor tentam desvendar o mistério de um suposto terceiro irmão Summers! É bem bacaninha! Legal mesmo é a segunda história, passada antes da saga “Programa de Extermínio”, quando o casal Louise e Walter Simonson retornam à primeira formação do X-Factor e botam para quebrar. O bom desse período, é que os personagens tinham personalidade, até nos uniformes! Parece que os Simonsons nem pararam de escrever o X-Factor, de tanto que estão à vontade! Muito bom!

81 – X-MEN LENDAS VOL 02

Peter David é o meu roteirista preferido para esse tipo de trabalho, escrever novas histórias para períodos passados! Da mesma forma que Louise e Walter Simonson voltaram com maestria para os velhos tempos da primeira formação dos X-Factor, Peter David retoma a sua versão com a segunda formação como se nunca tivesse largado o osso! Muito bom! Na segunda história, Larry Hama retorna ao finalzinho da fase “Caolho”, quando o Wolverine já perambulava por aí com a sua sidekick Jubileu, para nos brindar com um quebra pau de tirar o fôlego envolvendo a Lady Letal, o Ômega Vermelho e o Dentes de Sabre! Ah, e o Wolverine não é imortal como hoje em dia! Quando ele se fere, leva um tempo baqueado até se curar de vez! Muito divertido!

82 – X-MEN LENDAS VOL 03

Fabian Nicieza retorna aos X-men com uma história do Sr. Sinistro desenhada pelo lendário Dan Jurgens com um resultado apenas razoável! Já o casal Louise e Walter Simonson voltam um pouco mais no tempo em uma história dos Novos Mutantes um pouco mais divertida! Enquanto Chris Claremont nos mostra o que aconteceu com o Noturno e a Lince Negra imediatamente antes de formarem o grupo Excalibur! Gostei!

83 – X-MEN LENDAS VOL 04

Roy Thomas, o lendário roteirista do Conan, mostra o que aconteceu com o Wolverine logo após a sua estreia na história contra o Hulk e um pouco antes de integrar os Novos X-men! E que história divertida! Só podia sair da mente de um roteirista calejado! Pena que a explicação para a troca de máscara do Wolverine tenha sido um pouco furada! Em seguida, Ann Nocenti mostra o que aconteceu imediatamente após a minissérie do Longshot e antes do personagem, também, ingressar nos X-men! Mas o melhor ficou para o final, com uma história na qual o Bishop relata exatamente o que aconteceu antes dele viajar no tempo até o nosso passado! Confesso que me surpreendi com o roteiro do Whilce Portacio que, certamente, teve uma ajudinha do Brian Haberlin. Confesso também que sou fã do desenho bizarro do Portacio, que combinou como nunca nesse futuro distópico do Bishop!

84 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 101

Roy Thomas, sempre ele, traz uma saga em quatro partes intitulada “A Caveira dos Mares”, soberbamente desenhada por John Buscema com arte-final de Tony DeZuñiga! Nesse primeiro capítulo, Conan é traído pelos piratas que liderava e acaba se deparando com outros piratas, dessa vez, vindos de Kithai! A trama toda gira em torno da caveira do feiticeiro Thulsa Doom, que promete um tesouro inigualável para todos ali envolvidos! Para situar melhor o leitor, Roy Thomas nos brinda com uma longa recapitulação na qual o Conan nos conta desde o seu nascimento até o momento em que chegou ali. Muito bacana!

85 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 102

A caveira de Thulsa Doom está guiando Conan e os piratas de Kithai em direção a um grande tesouro em terras desconhecidas! Claro que uma hora ia dar ruim! É justamente quando entra em cena o Thoth-Amon, em um confronto de liderança dos súditos da Stígia, terra do deus serpente Set! Conan está no meio disso tudo, claro! Muito empolgante. Principalmente as cenas dentro da cidade da Stígia, nas quais John Buscema, Toni DeZuñiga e Ernie Chan conseguem nos colocar dentro do ambiente, de tão imersivos que são os desenhos!

86 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 103

Por falar em “dar ruim”, nesta terceira parte de “A Caveira dos Mares”, as coisas pioram cada vez mais, quando Conan vai parar em uma terra repleta de homens serpentes! História de tirar o fôlego, de tão boa!

87 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN # 104

Na conclusão da saga “A Caveira dos Mares”, finalmente vemos a concretização dos planos de Thulsa Doom! Quer apenas um comentário sobre essa edição? Fantástica! Devorei as páginas com a mesma voracidade com que Conan lida com seus inimigos!

TOBIAS E AS ESTRELAS RISCANTES

No finalzinho de 2024, a convite do editor e meu querido amigo Raymundo Netto, tive a honra de fazer parte do lançamento do álbum “Avallon”, que transformou em histórias em quadrinhos as músicas do grande artista cearense Abidoral Jamacaru!

A mim, foi incumbida a tarefa de dar vida, em imagens sequências, à música “Estrelas Riscantes” (Quer ouvir? Clica aqui!). Entre idas e vindas de ideias, de lá pra cá e cá pra lá, tive um estalo de usar o meu personagem Tobias como protagonista. Ora, Tobias é um pivetinho muito do buliçoso cujas aventuras sempre começam com uma cantiga de ninar cantada por sua mãe bem na horinha de dormir! É quando o menino desperta em um mundo de sonhos (ou pesadelos, dirão alguns) pronto para enfrentar desafios que têm, justamente, tudo a ver com a letra da cantiga! Quer personagem mais adequado para a adaptação de “Estrelas Riscantes”?

Mas quem é o Tobias?

Para responder, voltarei um pouco no tempo até os idos da década de 1990, quando eram publicadas por aqui duas histórias em quadrinhos bem divertidas, o Senhor Destino e Rapina e Columba, respectivamente, nas saudosas DC2000 e Os Novos Titãs, da Editora Abril Jovem. O escritor J.M. Dematteis e o desenhista Shawn Mcmanus mandavam ver nas histórias do Lorde da Ordem Senhor Destino, agora com o seu corpo compartilhado por duas pessoas, um menino de 10 anos envelhecido magicamente até a fase adulta e sua madrasta de 30 anos! Em Rapina e Columba, quem comandava o show eram Karl Kesel e sua esposa Barbara Kesel. Em 1993 surgiu a minissérie Armageddon 2001 e pôs fim à dupla Rapina e Columba ao revelar que Rapina era o grande vilão da história!

Mas o que isso tem a ver com o Tobias?

Nessa mesma década tive a ideia de como trazer os heróis Rapina e Columba de volta! E mais: criar uma conexão com o Senhor Destino, já que Rapina era um avatar do Caos e Columba, uma avatar da Ordem e o supracitado Destino, um lorde da Ordem! O fio condutor da história – e do embate entre os três heróis – seria um menininho que teria o poder de viajar livremente pelos dois mundos, do Caos e da Ordem. Olha só como foram os primeiros rabiscos do Tobias, por volta de 1995:

A história começava com o Tobias sendo chamado para um mundo misterioso por uma figura enigmática, juntamente com outras crianças. O desenrolar dessa trama talvez jamais venha a existir para o público, mas o início da HQ você pode ver agora! Essas páginas foram desenhadas em 1995, quando eu tinha apenas 16 anos.

A ideia do menino de pijama que vive aventuras oníricas ao lado do seu ursinho de pelúcia já estava lá naqueles primeiros rascunhos, apesar de o propósito ser outro. Pelo sim, pelo não, nunca vim a trabalhar para a DC Comics!

De lá para cá aconteceram muitas coisas. Criei outros personagens, escrevi outras histórias, produzi diversas ilustrações e deixei o Tobias um pouco de lado. Até que, mais ou menos em 2010, folheei o caderno de rascunhos que continham os esboços do menino e resolvi fazer algumas histórias curtinhas como demonstração para os meus alunos do Curso de Ilustração que eu ministrava no SENAC. Apesar de gostar muito da premissa, sabia que faltava alguma coisa para completar aquela criação.

Foi então que bateu aquele “estalo” de basear as historinhas do Tobias nas canções de ninar e cantigas de roda da nossa infância. De cara, veio o “Boi da Cara Preta”! Depois, “A Cuca vem pegar”. E como gostei da brincadeira, acabei baseando a terceira historinha na canção “Sonho de Ícaro”, do Byafra, uma das minhas preferidas da adolescência.

É nesse clima gostoso de infância que o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim, teve o seu primeiro álbum “Tobias e o Boi da Cara Preta” publicado pela Editora Ornitorrinco em 2013 (pode ser lido gratuitamente clicando aqui) e que agora está de volta em “Avallon” com uma nova aventura cheia de estrelas riscantes!

“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ, bem como o álbum “Avallon”, estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!