O MÊS DE FEVEREIRO sempre marca o início oficial dos trabalhos aqui no ESTÚDIO LEDERLY COMICS! É o mês no qual faço aniversário na Mauricio de Sousa Produções, com 06 anos recém-completados como roteirista da Turma da Mônica agora em 2025. O que é uma coincidência maravilhosa, já que fevereiro também é o mês no qual comemoro o meu aniversário, no dia 24, chegando aos 46 anos muito bem vividos! O ponto de partida para um novo ano repleto de emoções, é o lançamento da foto oficial, que segue na postagem! Bons trabalhos para todos!
Muitas leituras divertidas no período até o dia 17 de fevereiro. Vamos conferir?
45 – HOMEM-ARANHA: A SAGA DO CLONE VOL. 07
Continua a farofada novelesca da Saga do Clone do nosso querido amigão da vizinhança, com uma edição quase que completamente desenhada pelo Romitinha e Sal Buscema! Ou seja, um show de arte! Nos enredos, uma trama intricada na qual o Peter Parker vai preso por crimes supostamente cometidos por um dos seus clones! O divertido é acompanhar como o Peter sairá dessa teia de patifarias. Ponto positivo para a interação entre a Mary Jane e o Bem Reilly, que vai pouco a pouco se tornando uma espécie de “irmão gêmeo” do Peter. O lado fraco é a parte do Chacal, escrito como um Coringa genérico invadindo um Asilo Arkham igualmente genérico.
46 – A SAGA DO HULK VOL. 01
Por falar em farofada divertida, eis que me deparo com a Saga do Hulk (Vermelho)! Nunca fui muito fã dessa versão do personagem. Mas para quem já aturou o Hulk Jones, esse aqui sai na urina (como dizia a minha avó!). Acho que o meu problema com o Hulk Vermelho, vinha do fato de eu ter lido histórias posteriores nas quais os roteiristas o levavam muito a sério. Nesse arco aqui a coisa é diferente. O roteirista Jeph Loeb simplesmente não leva a sério o personagem que criou ao lado do desenhista Ed McGuinness. O que acaba gerando uma leitura extremamente divertida! Destaque para os desenhos do McGuinness, que deixa os monstros (sim, o Verdão também aparece) ainda mais monstruosos! Que venha o volume dois.
47 – SELVAGEM WOLVERINE #04
Comprei essa edição apenas para completar a coleção, há um longo tempo! Quem nunca, né? Peguei para ler somente para poder guardar dentro do saquinho com as demais edições! E não é que a revista é legal? São seis histórias fechadas (quer dizer… as duas últimas são continuações) que tratam de diferentes fases da vida do Wolverine. Sem muita firula cronológica e sem tentar reinventar a roda! A única preocupação aqui é a diversão! Gostei bastante!
48 – LITTLE MONSTERS VOL. 01
Rapaz, têm vezes em que fico com muita raiva do Jeff Lemire como roteirista. Muitas vezes! Esta é uma delas! O cabra inventa de escrever uma sangrenta história de terror com crianças tão terríveis, quanto adoráveis! Chega em um ponto em que você não sabe se torce para elas se darem bem ou para se ferrarem! O único senão, é que o álbum não tem final! Cadê o volume dois?
49 – KARMEN
Sabe aquele gibi que é um soco no estômago? Que você termina de ler e fica pensando sobre tudo o que leu? É Karmen! Só pela arte de Guillem March já seria fantástico! São uns enquadramentos e detalhamentos de cena que nos fazem entrar na história, voar com os personagens, saltar pelos prédios! Não fosse só (?) isso, o roteiro engenhoso mostra a trama de uma forma não linear que prende o leitor do início ao fim. Não é nada de outro mundo em termos de complexidade. Até dá para ir ligando os pontos de forma bem ágil. Mas a forma como isso é mostrado, nas coisas que nos faz pensar sobre a vida e o pós vida, com uma elegância tremenda, vale a leitura de uma ponta a outra do álbum sem parar para descansar! Um deleite!
Muitas leituras divertidas no período até o dia 10 de fevereiro. Vamos conferir?
35 – HOMEM-ARANHA: A SAGA DO CLONE VOL. 05
A Saga do Clone é a versão “A Queda do Morcego” do Amigão da Vizinhança! É igualmente longa demais, brega demais e, por incrível que pareça, divertida! É um novelão interminável, com idas e vindas, vilões maquiavélicos, planos mirabolantes a la Nazaré Tedesco e reviravoltas dignas de um Walcyr Carrasco! Nesse volume, especificamente, vemos o Homem-Aranha e o Aranha Escarlate tentando evitar que o Sexteto Sinistro se apodere do espólio do Doutor Octopus, assassinado “para sempre” na edição anterior! Um divertimento bem bacana!
36 – HOMEM-ARANHA: A SAGA DO CLONE VOL. 06
Por falar em planos mirabolantes, essa aqui ganha de lavada! É a volta do Chacal! E com ele, toda uma miríade de estratagemas envolvendo o Peter Parker, o clone Ben Reilly, o clone da Gwen Stacy, o clone Kaine, um clone do Chacal e um outro clone de Peter Parker. Ou seja, é clone para dar e vender! E uma confusão danada que está só começando! A única parte que não gosto, é quando entram os desenhos do Tom Lyle! Não gostava quando li em formatinho e continuo detestando! Sempre é a parte que mais demoro para ler! No restante, Steven Butler, Mark Bagley e Sal Buscema (com arte-final cavernosa e estilosa do Bill Sienkiewicz) dão um show nos traços, o que torna a leitura leve e fluida! Você só se senta e vai curtindo o bafulê!
37 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA #11
Confesso que comprei essa edição somente por conta da capa variante homenageando os 100 anos da Disney! Sou tão apaixonado por esses personagens e gostei tanto dessa brincadeira de “amalgamar” com os heróis da Marvel, que até desenhei as minhas próprias versões de capas clássicas (clique aqui para conferir). E adivinha só? Bem antes de a própria Marvel lançar as suas versões! É mole ou quer mais?
Essa semana, resolvi ler as edições pra ver se essa fase do Homem-Aranha é tão ruim quanto dizem! E qual foi a minha surpresa ao constatar que é muito divertida! Pelo menos essa parte que li! Não sei, nem quero saber de nada do que veio antes da edição 11! Provavelmente não acompanharei o que virá depois! Só sei que essa tal de “Teia Sombria”, um arco em três edições que começa aqui, ficou bem divertida de ler! Olha que sacada boa: pegaram a Madeline Pryor (o clone da Jean Grey) e juntaram com o Bem Reilly (o clone do Peter Parker), ambos “chateados” por serem meras cópias e não terem uma alma própria, em busca de vingança contra os artigos originais! Junte a tudo isso uma pitada de Limbro e temos novamente um Inferno acontecendo! Em outras edições paralelas, ainda tem as interações do Venom e dos X-men na trama! Mas passo longe! Vou ficar apenas com esse divertido quebra pau demoníaco da revista do Aranha!
38 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA #12
Mais uma que comprei somente pela capa variante. E mais uma que li e me diverti pra caramba! Destaque para a história da Gata Negra com a Mary Jane no Limbo, em uma missão encomendada pelo Belasco. A Mary Jane está com poderes! Não me pergunte como, nem por quê! Só sei que está divertido!
39 – O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA #13
Essa edição marca o fim da primeira leva de capas variantes homenageando a Disney! Tem outras mais para frente! E marca também a conclusão do arco “Teia Sombria”! Como nas edições anteriores, essa aqui também traz enredos bem despretensiosos, que miram na diversão, ao invés de ficar tentando ser um filme em quadrinhos, como são os gibis de “hominhos” hoje em dia! Foi bem bacana ver a redenção da Madeline Pryor, muito embora aqui o bonde esteja andando, já que continua a história de uma outra revista (que não faço nem questão de ir atrás). Nada mais resta ao Ben Reilly tentar se conformar com o que ele tem, que é nada mais, nada menos, do que a própria vida! Uma pena é que não lerei a continuação da história da Gata Negra com a Mary Jane que, aqui, estão lidando com o demônio S’ym! Mas sei que posso sobreviver a isso!
40 – O INCRÍVEL HULK #07
O Hulk foi o primeiro herói que li na vida. Naturalmente, se tornou o meu favorito! Em 2023, finalmente completei a coleção da RGE (só falta agora o número 22… muito difícil de encontrar) e faltava somente a coleção da Bloch! No começo desse ano, consegui comprar a coleção da Bloch quase completa e agora está faltando somente os números 01 à 04 (são 16 no total). Retomando a leitura desses gibis, uma diversão à parte são os exageros nas cores e tipografia da Bloch, além dos nomes bizarros da alguns personagens. Por exemplo, o Hulk enfrenta as maquinações do “Grande Chefe”! Não sabe de quem se trata? É o nome pelo qual era chamado o Líder! Ler esses gibis é o equivalente a fazer uma viagem ao passado, com essas tramas rocambolescas e cheias de doidices! Um deleite!
41 – O INCRÍVEL HULK #08
Continuam as maquinações do “Grande Chefe” contra o Hulk! Até o momento em que o Gigante Esmeralda se vê forçado a enfrentar o Namor! O que mais dizer sobre essas revistas? Diversão pura, claro!
42 – O INCRÍVEL HULK #09
Dessa vez, o Hulk enfrenta o Máximus, dos Inumanos! Em seguida, vai parar em um pântano onde confronta um monstro chamado apenas de “Mutante”, que é uma cópia deslavada do Monstro do Pântano! O negócio é tão ruim, que é bão!
43 – O INCRÍVEL HULK #10
Essa edição traz uma das primeiras ocasiões em que o Bruce Banner é “curado” e assume controle sobre o Monstro Esverdeado! Ao ponto de chegar até a tentar se casar com a Betty Ross. Digo “tentar”, porque o “Grande Chefe” (adoro esse nome! Haha!) mete o bedelho e acaba estragando tudo, ao fazer o Doutor Banner perder o controle!
44 – O INCRÍVEL HULK #11
E por falar em nome, olha aqui uma ocasião na qual a Bloch acertou! Hulk enfrenta o Absorvedor! Não sabe de quem se trata? A Editora Abril (ou RGE, não sei!) o chamaria anos depois de “Homem Absorvente”! Que tristeza! Era melhor ter chamado logo de “Homem Modess”! Custava ter mantido “Absorvedor”? Enfim! O Hulk leva um cacete do Absorvedor, mas consegue derrotá-lo no final! Vai parar em uma dimensão maluca e conta com a ajuda do Doutor Estranho, naquela fase em que aparecia de máscara (uma bizarrice só!). Por fim, o Hulk enfrenta um dos seus adversários mais tradicionais, o Tyrannus, que recruta o Gigante Verde contra o Toupeira (aqui pintado de marrom!). Muita diversão com cheiro de naftalina! Ainda bem que ainda tenho mais alguns números para ler dessa pérola de coleção!
Fevereiro marca o início do segundo mês da brincadeira que intitulei carinhosamente de “365 leituras da pilha de 2025”, com um saldo positivo de 34 obras lidas até aqui! Ao prestar mais atenção no que estava na pilha, precisei dar uma organizada no que ainda faltava para ler! Com isso, também consegui retirar muita coisa da coleção, entre obras que já havia lido e não gostado tanto, títulos de coleções incompletas e livros que até gostei, mas que não tinha nenhum apego emocional para mantê-los na coleção. Ou seja, a brincadeira está servindo também para dar uma enxugada na coleção e nas estantes!
Para quem quiser embarcar junto comigo nessa viagem, vou recapitular aqui algumas regrinhas que elaborei, e alterar a última delas no final:
Tem que ser 365 obras lidas em 2025, não importa se vai ser uma por dia, várias por dia ou uma por semana (e por aí vai)!
Vale tudo! Quadrinhos, livros de ficção, livros técnicos… o que for!
Não importa a quantidade de páginas! Vale desde um gibi da Mônica de 52 páginas até “busões” de super-heróis de 1.200 páginas!
Não importa o gênero! Infantil, infanto juvenil, adulto, terror, ação, super-heróis… o importante é ler!
Tem que começar e terminar a leitura em 2025! Maaaaas… (e aqui vem a alteração na regrinha), se quiser dar continuidade e concluir aquela obra já iniciada, também está valendo!
Lembrando que o objetivo é puramente a diversão! Nada de se estressar para cumprir “metas”, hein? Sem mais delongas, vamos às minhas leituras até 05 de fevereiro:
28 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA VOL. 04
John Byrne continua o enredo sobre a transformação da Princesa Amazona em barro fazendo o que ele faz de melhor: colocando as peças no tabuleiro, relembrando a trajetória pós-Crise nas Infinitas Terras e projetando a trama para mais adiante, com direito à aparição dos Deuses Gregos, das Amazonas de Themyscira, de Etrigam e até do Demônio Neron, que havia dado um sacode nos heróis na minissérie A Vingança do Submundo, publicada apenas pela Editora Abril Jovem. John Byrne tenta até emular o traço “Image Comics” do Mike Deodato nas cenas em que (re)aparecem a Ártemis, a amazona que assumiu o título de Mulher-Maravilha na fase desenhada pelo Deodato, imediatamente anterior à fase do Byrne! Muito divertido!
29 – DC ENCONTRA LOONEY TUNES VOL. 01
Olha, fazia tempo que eu tinha esse gibi na pilha! Mais precisamente, desde 2018, quando foi publicado! Acontece que eu sempre deixava de lado, com preguiça de ler esses encontros entre os heróis da DC e os personagens da Turma do Pernalonga! Daí, resolvi dar uma chance! E qual não foi a minha surpresa ao constatar que é um gibizão muito divertido! Principalmente os encontros impagáveis entre a Legião dos Super-Heróis e o Pernalonga; O “embate” dos marcianos Caçador de Marte e Marvin; e Mulher-Maravilha e Demônio da Tazmania! Os mais fraquinhos, mas ainda assim bem divertidos e extremamente bem desenhados, são os encontros entre o Lobo e Coiote e Batman e Hortelino! O grande destaque, fica por conta do encontro entre Johah Hex e Eufrazino, em pleno Velho Oeste, com o traço incrível do Mark Teixeira! Os traços mais realistas dos personagens de Looney Tunes podem causar uma certa estranheza à princípio, mas depois que se acostuma, é um deleite! Mesmo assim, ao final de cada história, temos um pequeno conto, dessa vez, com o traço “animado”! Muito bom!
30 – DC ENCONTRA LOONEY TUNES VOL. 02
O que o primeiro volume tem de divertido, esse segundo tem de enfadonho! É incrível como os autores desse volume não conseguiram manter o nível dos colegas da edição anterior! Quase não consigo terminar a história da Arlequina, por exemplo! Como destaque, temos pelo menos o encontro da Mulher-Gato/Canário Negro com Frajola/Piu Piu numa guerra sem pé, nem cabeça envolvendo todos (ou quase todos) os personagens relacionados a felinos e aves do Universo DC. Uma doideira só que fez valer a leitura desse volume!
31 – SUPER-HOMEM #16
Uma das alegrias que tive no ano passado, foi finalmente completar a coleção do “Superôme” da Editora Abril! Das edições que faltavam, eu ainda não tinha lido quatro delas! Comecei, claro, pela numeração menor! Ao abrir essa revista, fui logo transportado para um passado distante, mais simples, com cheiro de poeira! As histórias desse período são bem peculiares! Por exemplo, o Super-homem é enganado pela própria prima, a Super-moça, que diz que eles não são alienígenas, mas mutantes criados na Terra! E, depois, numa trama espacial, Super-homem fica cego! Tudo isso belamente desenhada pelo mestre José Luis Garcia-López! Que viagem no tempo boa!
32 – SUPER-HOMEM #17
Por falar em história sem pé, nem cabeça, aqui o Super-homem enfrenta um caubói vindo do espaço! É aquela tosqueira divertida desenhada pelo Curt Swan, clássico artista que desenhava o Homem de Aço com aquele jeitão de Tiozão! A edição também traz uma história do Nuclear, personagem a que sempre fui fascinado! Nem os traços feios do Al Milgron estragaram a diversão! Para fechar, mais um capítulo bacanudo da Saga da Ametista! Ao ler as histórias da princesa do mundo de Cristal, sempre lembro da animação da Disney “Star contra as forças do mal”! Será que a produção bebeu um pouco da fonte da Ametista? De todo modo, seria bacana ler essa saga inteira!
33 – SUPER-HOMEM #18
Essa edição retoma as histórias produzidas pelo Jack Kirby! E que deleite! É muito bom ver a consistência artística e energia do traço do Rei dos Quadrinhos!
34 – SUPER-HOMEM #19
Essa edição abre com uma longa história da Legião dos Super-heróis, na qual o vilão Computo assume o controle de toda a sede da equipe e toca o terror! É uma história sobre inteligência artificial muito antes do surgimento da AI! Além de divertida, é também bem à frente do seu tempo! Por fim, mais uma belíssima história de Jack Kirby fecha a edição!
Logo no início da exibição, já deu para perceber que esse é um filme especial, feito com todo carinho, por profissionais que amam ou passaram a amar o Chico Bento! Não que os filmes anteriores baseados nos personagens do Mauricio de Sousa não tenham sido especiais! Para mim, que amo esses personagens, ao ponto de hoje em dia ter a honra de “brincar” com eles através dos roteiros que produzo para a Mauricio de Sousa Produções, toda vez que me deparo com alguma versão em “láive équition” (como diria o Chico) dá um quentinho enorme no coração!
Com “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, esse quentinho ficou ainda mais quentinho! Foi como adentrar a Vila Abobrinha e participar das confusões vividas por toda aquela molecada! Com uma pegada acertadamente mais lúdica, o filme nos entrega a medida certa entre humor, emoção, aventura e confusão, com todo aquele jeitinho caipira a que estamos acostumados dos gibis! Consegui sentir o Mauricio “raiz” na telona (sem trocadilho). Ao mesmo tempo em que toca em temas importantes, não deixa de fazer isso com o humor escrachado típico dos quadrinhos! O filme mira na criançada como público-alvo, mas acerta nos adultos ao trabalhar com uma metralhadora de tiradas engraçadas que não deixa o enredo bobo! Principalmente nos diálogos do protagonista, que não deixa a peteca cair nem nas falas mais longas e cheias de trava-línguas! Uma belezura de firme, sô! Mas sou suspeito para falar! Amo demais esses personagens! Recomendo que você corra até o cinema mais próximo e veja por si mesmo!
Depois de ler a Trilogia Batman Vampiro, bateu uma vontade de ler Batman até dar a dor! Então, peguei um punhado de gibizinhos da série mensal, fiz uma pequena pilha e mandei ver! Com uma pitada de X-men ’97 no meio! Bora ver o que achei dessas leituras feitas até o dia 28 de janeiro?
17 – X-MEN ’97: GRANDES X-PECTATIVAS
Pena que as expectativas ficaram somente no título desse gibi! No que diz respeito a quadrinhos inspirados em desenhos animados, a Marvel padece de um problema que a DC não compartilha! Enquanto a Marvel produz uma versão infantilóide, beirando ao imbecil, do seu sucesso da “telinha”, a DC costuma produzir versões bem mais inteligentes de Batman Animated e demais variações! Parece que o termo “desenho animado” dá uma emburrada nos roteiristas ou em quem comanda a parada toda! Esse encadernado, que deveria ser um “prequel” à temporada animada do Disney+, apresenta uma série de confrontos sem sentido entre os X-men e os Carrascos, com diálogos tão bobos, mas tão bobos, que dão vergonha alheia! Foi difícil chegar ao fim da leitura! Mas como guerreiro que sou, aguentei até à última página!
18 – BATMAN #16
Por falar em guerreiro… Já faz um tempinho que peguei essa coleção completa! Mais ou menos na época em que começaram a sair as versões em cada dura! Sabe como é, né? O povo vende as revistinhas fininhas por preço de banana, para poder comprar as versões em capa dura caríssimas! E eu aproveito, ué! Enfim… voltando… Eu estava me perguntando por que parei a leitura na edição 15. Quando retornei nessa edição, eu lembrei: A Guerra das Piadas e Charadas! Rapaz, que arco enfadonho! O Batman contar para a Mulher-Gato, no meio da noite, na cama, toda essa pataquada, em um looooongo flashback… aí já é demais! E olha que eu falo pelos cotovelos! Ainda mais que a Selina também estava no meio da tal guerra! Dá para ver na cara da personagem que ela preferia estar fazendo outra coisa na cama! Eu também! Terminei de ler e fui dormir!
19 – BATMAN #17
Esta é a conclusão da Guerra das Piadas e Charadas, da maneira mais estúpida possível! A impressão que eu tenho até aqui com os roteiros do Tom King, é que nada acontece “agora”! O ápice é esse longo flashback! Tom King faz grandes saltos temporais na história, para tentar emular uma narrativa sofisticada, mas a única coisa que consegue, é esconder a superficialidade dos seus enredos! Nunca parece que está acontecendo nada, porque a impressão é que tudo acontece fora dos nossos olhos! Para completar, as histórias são iniciadas com um ar solene, como se fosse um filme ou episódio de série, com direito a “DC Comics Apresenta” e tudo mais! É essa mania dos roteiristas atuais de querer escrever um filme em papel! Pior: de tentar ser um Alan Moore, mas com uma maquiagem de sofisticação em cima de algo vazio! Por exemplo: no arco “Eu Sou Suicida”, insinuou-se que seria uma história abordando um lado diferente do Batman, de que na verdade ele seria… um suicida… ao invés de um combatente do crime! Mas, no fundo, era apenas um título sensacionalista para esconder o fato de que o Batman estava liderando uma equipe do… Esquadrão Suicida! Entendeu o que eu quero dizer? Custa simplesmente tentar escrever um gibi?
20 – BATMAN #18
Esta edição traz um trelelê desnecessário entre a atual do Batman (Mulher-Gato) e sua ex (Thalia)! Pelo menos deu para se divertir com a dinâmica de casal! Mas é só!
21 – BATMAN #19
A ideia até que é boa: um encontro de casais entre Batman/Mulher-Gato e Superman/Lois Lane! Mas, como o Tom King é incapaz de escrever uma história que acontece no agora, temos a sensação de ler apenas uma sequência de vídeo-clipes desse encontro. Ou então, um trailer de filme! Se salva pelos momentos legais de interação entre a Selina e a Lois!
22 – BATMAN #20
O encontro de casais continua! Até que de forma divertida! Valeu a leitura! Já a segunda história, de um órfão que tenta ser Bruce Wayne… ai ai! Próxima?
23 – BATMAN #21
O encontro dessa vez é com a Mulher-Maravilha, mas só o Batman participa! Os dois vão parar em uma outra dimensão, onde o tempo passa mais rápido, e enfrentam sozinhos uma horda de criaturas, enquanto a Mulher-Gato fica na Terra! Só serve para mostrar como o Batman é fiel! Afinal, ele passa mais de vinte anos sozinho ao lado da Diana e consegue resistir aos encantos da princesa! Bom pra Selina, certo?
24 – BATMAN #22
Essa aqui é o suprassumo do exagero do Batman “com preparo”! A Hera Venenosa consegue controlar toda a população mundial através da verdura! Inclusive os super-heróis, como o Superman e Mulher-Maravilha! Adivinha qual o único que passou ileso e vai enfrentar, literalmente, o mundo inteiro? Batman com preparo, claro!
25 – BATMAN #23
Pelo menos a conclusão do arco contra a Hera Venenosa traz algo legal, mostrar que o amor a tudo vence! No caso, o amor da Hera Venenosa pela Arlequina!
26 – BATMAN #24
Daí o Tom King olha na sua lista e se pergunta: o que está faltando eu fazer? Uma história de realidade alternativa na qual alguém tenta salvar os pais do Bruce Wayne, claro! E temos essa história com os desenhos horrendos do Tony Daniel! Sei que parece que só estou reclamando! E estou mesmo! Mas estou me divertindo mesmo assim! Mesmo com esses enredos superestimados do Tom King. Mas o que está legal até o momento, é ver a interação entre o casal Bruce/Selina! À exemplo do que eu gostava na revista Batman e Robin! Lá, a ação era o de menos. Eu gostava mesmo era de ver a relação de pai e filho entre o Bruce/Damien! Assim como gosto do casal Bruselina! Haha! A novelinha está mais divertida que a ação!
27 – BATMAN #25
E o que estava faltando na lista do Tom King? Mais histórias com o Coringa, claro! Fico me perguntando quem ainda não sabe que o Batman é o Bruce Wayne na birosca dessa cidade! E quem ainda não sabe que ele vai se casar com a Selina! Porque nessa história, o Coringa apronta das suas, porque quer ser escolhido padrinho, ou impedir o casamento, ou matar a noiva, ou se casar com o Batman no lugar da Mulher-Gato! Você escolhe!
Fim das férias! Retorno ao trabalho! Filhote em casa ainda de férias! Resultado? Poucas coisas lidas até o dia 21 de janeiro! Quer conferir? Dá uma olhada aí, então:
13 – LENDAS DO UNIVERO DC: NOVOS TITÃS #16
Aqui temos a conclusão dos arcos de Tamaran e do confronto com o Mento! No entanto, o que a guerra entre a Estelar e sua irmã Estrela Negra tem de divertido e empolgante, o embate dos Novos Titãs com os Híbridos criados por Mento tem de enfadonho e maçante! Tanto é que o primeiro terço do gibi foi devorado rapidamente, enquanto os dois terços finais pareceram levar uma eternidade para concluir a leitura! Fica agora a empolgação para o próximo volume, para saber qual será o destino de Asa Noturna e Ravena, que estão sob domínio da Igreja do Irmão Sangue!
14 – CHANGE KIDS #07
Este gibi é um belo exemplo de como existiam quadrinhos sobre praticamente tudo em meados da década de 1990! Nessa época, os tokusatsus Jaspion, Changeman, Spielvan, Flashman, dentre outros, ainda faziam muito sucesso entre a molecada que assistia à TV Manchete! A Editora Abril Jovem detinha os direitos da produção nacional de todos esses personagens, publicando um gibi do Jaspion e uma paródia infantil dos Changeman, os Change Kids! Esta edição é a última da coleção, que peguei para ler somente para guardar junto com os demais números dentro do saquinho! Coisas de colecionador! Apesar das histórias não terem grandes pretensões, a não ser o puro divertimento, afinal trata-se de um gibi genuinamente voltado para o público infantil, a leitura foi novamente uma viagem nostálgica bem bacana, à exemplo de quando li os números anteriores, também adquiridos recentemente!
15 – A SAGA DA MULHER-MARAVILHA #03
Continua a divertida fase da princesa amazona produzida pelo John Byrne! Os roteiros continuam inventivos e intrigantes! Mas a primeira metade do gibi soa como algo estranho nos desenhos! Entenda… os traços do Byrne estão super detalhados e bem bonitos, até! Só que parecem um pouco “artificiais” com todo o uso de computação gráfica para a construção dos cenários! Estão muito “certinhos”! Até demais! Bem diferente daquele traço mais sujo e dinâmico dos volumes anteriores! As cores também parecem mais lavadas! E a diagramação mais tradicional só serve para causar ainda mais estranheza! A boa notícia, é que o “novo” John Byrne de traço mais sujo e diagramação ousada (para não dizer maluca), volta na metade final do gibi, justamente quando também retorna a Mulher Leopardo para perturbar o juízo da Diana! Não há mais o que dizer! É diversão pura!
16 – A TRILOGIA BATMAN VAMPIRO
Esse encadernado é composto por três minisséries escritas pelo Doug Moench com desenhos de Kelley Jones! Eu só tinha lido a primeira delas, quando saiu pela Editora Abril Jovem em mil novecentos e guaraná com rolha (!), com o Batman enfrentando o Drácula e se transformando em um vampiro! Lembrava de ter adorado na época! E a lembrança se mostrou acertada, já que o encadernado como um todo é muito divertido! Cada sequência de “arco” mostra a degradação do Batman como vampiro, lutando para manter a sua essência, mas caminhando cada vez maior para o fundo do poço! A interação do Bat-Vampiro com a galeria de vilões de Gotham City só tornam esse encadernado ainda mais divertido! O ponto negativo é para o chororô interminável do Alfred e do Comissário Gordon! Entendo que a intenção era trazer um contraponto à decaída do Batman, mostrando os seus efeitos sobre os seus dois principais amigos! Mas todas as cenas em que o Alfred e o Gordon aparecem, os dois estão lamentando! Com os passar das páginas, se torna repetitivo e enfadonho! Tirando isso, é diversão garantida!
Diminuí um pouco a marcha nas “365 leituras da pilha de 2025” esta semana e li somente quatro gibis até o dia 12 de janeiro! Quer saber quais foram e o que achei de cada um deles? Confere aí:
9 – TIO PATINHAS E A MOEDINHA DO INFINITO
Mais um caso de um especial Disney produzido pela Marvel que teve o seu potencial desperdiçado! Não é que a história seja ruim! É até bem legal e divertida! A premissa é bem legal também: o que aconteceria se o Tio Patinhas não tivesse tido contato com os seus sobrinhos! Mas o Jason Aaron parece não ter conseguido explorar mais profundamente essa premissa e a impressão que passa, é que a história principal se passa fora da história! Não entendeu o que eu quis dizer? É assim: como o número de páginas é bem curto para aprofundar um monte de ideias e o roteirista precisa fazer a história andar para frente (!), certos acontecimentos vão ocorrendo fora de cena, entre um quadro e outro, entre uma página e outra ou entre uma sequência de cenas e outra! A gente só vê o resultado desses acontecimentos, não o acontecimento em si em tempo real! E fica aquele gostinho ruim de que estamos perdendo o melhor da história. Principalmente para quem é acostumado a ler as histórias inventivas produzidas pelos italianos, como é o meu caso!
10 – LENDAS DO UNIVERSO DC: NOVOS TITÃS #15
Se tem uma coisa bacana que gosto dos Novos Titãs dessa época, é o fato de o Marv Wolfman escrever os roteiros com uma pegada novelesca! Aqui, temos quatro núcleos acontecendo simultaneamente: Asa Noturna e Estelar em Tamaran; Mutano e Cyborg lidando com o Mento; Ravena prisioneira da Igreja do Irmão Sangue e Moça Maravilha lidando com a separação do grupo, ao mesmo tempo em que precisa harmonizar seu casamento! E, depois, a Moça Maravilha ainda precisa reunir um time reserva para poder lidar com uma crise em outro país provocada pela assassina Lince! O mais legal disso tudo, nem é tanto as cenas de ação, altamente coreografadas pelo Eduardo Barreto, mas ver como os dramas entre os personagens vão se desenrolando, igual à uma novela! Além de tornar a leitura muito bacana, isso serve para aprofundar os personagens e levar as tramas para além de embates entre super-seres, apesar de ser muito bem servido nesse quesito!
11 – A SAGA DOS X-MEN #26
Por falar em novela, quem também traz essa pegada é o Chris Claremont nos X-men! Quer mais novela, do que ver na conclusão da Saga Inferno o desenlace entre o triângulo amoroso Jean Grey/Ciclope/Madeline Pryor… tornado um “quarteto” amoroso com a inclusão do Destrutor, que deu uns pegas na Madeline? Além disso, temos um respiro antes da desgraça… duas histórias mostrando as mulheres e os homens, respectivamente, saindo para curtir um pouco! Para quem leu essas duas histórias no X-men 50 da Abril Jovem, é um deleite reler novamente em formato americano! É o fim da fase “Austrália” dos X-men! Mal posso esperar para ler o que vem a seguir, finalmente em ordem cronológica e formato americano!
12 – A SAGA DOS X-MEN #27
E por falar em esperar o que vem a seguir, não precisei esperar tanto, já que li tudo em sequência! Essa edição marca o início da fase dos Carniceiros, no qual os X-men começam a “morrer” ou desaparecer um por um, até não restar mais ninguém! As duas primeiras histórias mostram o ressurgimento do robô sentinela Molde Mestre! Tenho muito carinho por essas histórias, já que li no século passado na saudosa X-men 50! Em seguida, vemos a estreia do Jim Lee nos desenhos e, depois, o início de outra sequência que gosto muito, uma aventura na Terra Selvagem na qual os X-men (ou o que restou do grupo) têm que lidar com a vilã magnética Zaladane! Leituras muito divertidas, com muita ação e aquele novelão típico do Claremont!
Continuei a brincadeira de “365 leituras da pilha de 2025” com muito barbarismo e uma paródia Disney/Marvel! Confere aí um breve comentário do que li até o dia 05 de janeiro:
2 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #169
Conan enfrenta um terrível feiticeiro renascido dos tempos do Rei Kull. Nessa trama, Chuck Dixon até se esforça para traçar um suspense crescente sobre os terríveis poderes do tal feiticeiro. No entanto, padece de um probleminha que vira e mexe acomete alguns roteiristas: criar uma ameaça grande demais, invencível demais, para ser derrotada rápido demais e da forma mais idiota possível! Mesmo assim, a arte de Steve Carr, brilhantemente finalizada pelo Al Williamson (veterano desenhista da Creepy) dão aquele ar de terror clássico à história, o que torna a leitura divertida!
3 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #170
Essa edição traz duas histórias estreladas por Conan! Na primeira, o cimério se envolve numa trama de traição envolvendo, claro, uma bela mulher. Na segunda, o Rei Conan se depara com uma criatura a la Lovecraft, ao mesmo tempo em que enfrenta um vampiro! Histórias que nem fedem, nem cheiram, mas servem para passar o tempo!
4 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #171
Mais duas histórias do Conan, no estilo “caça ao tesouro”! Apesar dos enredos serem bem batidos, os desenhos caprichados compensam a leitura! A impressão que passa, é que o Chuck Dixon e o Mike Baron (roteiristas da primeira e segunda histórias, respectivamente), estão escrevendo um Conan que não é o Conan! Mas um personagem que tenta emular ou até mesmo imitar o cimério de bronze dos tempos áureos do Roy Thomas! Falta um pouco de carisma!
5 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #172
Bill Mantlo assina o texto dessa edição e traz um sopro de criatividade, ao retratar uma cidade sitiada por um exército de mortos-vivos que toda noite ataca os seus muros à procura da vida eterna! O Conan, claro, foi parar no meio desse furdunço!
6 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #173
Está aqui uma trama confusa e sem carisma, cheia de idas e vindas que não levam a lugar algum! O engraçado é que o Michal Fleisher, o “sucessor” do Roy Thomas, não costuma errar (tão) feio assim! Para completar, os tais “Homens de Barro” do título da história em momento algum representam uma grande ameaça, já que quando finalmente aparecem na trama, rapidamente são escorraçados! Ou seja, aquele mesmo problema: o enredo inteiro fica pintando os vilões como uma grande ameaça, criando uma expectativa imensa, para quando aparecem, simplesmente não mostrarem a que vieram!
7 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #174
Lembra sobre o que eu falei da “imitação” de Conan das histórias do Chuck Dixon? Pois é! Aqui, quem escreve é um tal de Larry Yakata! Está certo e claro que sabemos que o Conan é um sujeito durão, que vence todos os desafios que enfrenta! E a graça das histórias, é ver quão engenhoso o cimério vai ser para vencer seus obstáculos! Nessas histórias “pós-Thomas”, os roteiristas parecem focar apenas no lado invencível do Conan, sem conseguir bolar modos engenhosos de demonstrar essa invencibilidade! Sei o quanto é difícil bolar histórias boas com um personagem tão antigo. Mas chegar ao cúmulo de cegar o Conan e torná-lo uma máquina de matar com olhos vendados, sem passar por nenhuma dificuldade, a não ser treinar sua espada contra alguns cactos… Aí já é demais, né?
8 – O QUE ACONTECERIA SE… PATO DONALD SE TORNASSE WOLVERINE
Antes mesmo da Marvel começar a fazer suas capas variantes homenageando o centenário da Disney, misturando seus super-heróis com os habitantes de Patopolis, eu já havia começado a fazer essa brincadeira numa série de sketchs que batizei de “Duck Covers” (confira aqui)! Então, nem preciso dizer o quanto fiquei alegre ao me deparar com essa edição especial! Mas tirando os belos desenhos, o enredo passa longe da diversão, preferindo fazer uma série de recortes de momentos marcantes do Wolverine, ao invés de focar em uma paródia de verdade, como os gibis Disney são especialistas em fazer! Para piorar, a história mesmo, aquela em que o Bafo Caveira rouba o armamento dos heróis, se passa fora da história, com os personagens apenas mencionando o fato, ao invés de viverem o fato!
Quem aqui já ouviu aquela expressão “Trabalhe com o que ama e nunca terá que trabalhar”? Ou aquela outra versão mais… digamos… pessimista “Trabalhe com o que ama e nunca mais amará nada”?
As duas versões estão, de certa forma, corretas! Veja bem… Desde 2019 que trabalho exclusivamente com o que mais amo nesse planeta, as histórias em quadrinhos, produzindo roteiros para os gibis da Turma da Mônica e do Zé Carioca! Entretanto, de lá para cá, tenho percebido uma diminuição na minha leitura de quadrinhos, proporcionalmente ao aumento da pilha de leitura! De certa forma, isso é até normal! Acontece que a rotina diária de criação é um pouco puxada. Naturalmente, preciso descansar a mente para poder mantê-la criativa! Assim, quando encerro o expediente, a última coisa que quero ver na minha frente são revistas em quadrinhos! Tenho que fazer alguma outra atividade de lazer completamente diferente do meu trabalho!
Essa diminuição vem acontecendo até com filmes e séries! Mas isso é assunto para outro dia!
Isso quer dizer que deixei de amar os quadrinhos? Claro que não! Meu amor só aumenta! Assim como a pilha de leitura!
Por isso, tive uma ideia “genial” para diminuir a pilha em 2025! Na verdade, é uma ideia já batida: ler 365 quadrinhos (e livros, e revistas, e etc) este ano! Mas, para não transformar a diversão em uma obrigação, já que a ideia original era ler uma obra por dia, modifiquei um pouco as coisas e bolei algumas regras:
Tem que ser 365 obras lidas em 2025, não importa se vai ser uma por dia, várias por dia ou uma por semana (e por aí vai)!
Vale tudo! Quadrinhos, livros de ficção, livros técnicos… o que for!
Não importa a quantidade de páginas! Vale desde um gibi da Mônica de 52 páginas até “busões” de super-heróis de 1.200 páginas!
Não importa o gênero! Infantil, infanto juvenil, adulto, terror, ação, super-heróis… o importante é ler!
Tem que começar e terminar a leitura em 2025! Não pode pegar aquela obra pela metade que está pegando poeira em cima da mesinha de centro!
Para incentivar ainda mais a diversão, vou postar aqui as obras à medida em que for concluindo a leitura, com as capas e um pequeno comentário sobre o que achei! Mas não tem periodicidade ou quantidade de obras por postagem! Vou só ler e simplesmente postar quando der na telha! Pelo mesmo motivo: para não transformar a diversão em obrigação!
E aí? Gostou da ideia? Vamos nos divertir juntos? Para começar, olha só qual foi a minha primeira leitura de 2025:
01 – A ESPADA SELVAGEM DE CONAN #152
Certamente que o grande auge da ESC na Editora Abril Jovem já passou faz tempo nessa altura do campeonato da revista! Chuck Dixon até se esforça para emular o Roy Thomas nos roteiros! No entanto, mais acostumado a personagens urbanos como o Justiceiro e o Batman, dá para perceber que a Espada e Feitiçaria não é muito a praia do Dixon, já que a trama se mostra um tanto quanto truncada! Mesmo assim, a diversão fica por conta da arte-final do bom e velho Ernie Chan, que deixa a arte do Gary Kwapisz (nunca ouvi falar!) mais parecida (bem mais!) com o que estamos acostumados dos bons tempos de John Buscema!