O QUE ANDEI LENDO: Batman – O príncipe encantado das trevas

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Imagens extraídas do site Guia dos Quadrinhos

 

São dois os aspectos que impressionam nessa minissérie em duas edições: o formatão e a arte! Ah, e o precinho camarada também! O enredo, apesar de bem desenvolvido, é bem básico! O Coringa sequestra uma suposta filha bastarda de Bruce Wayne e obriga o alter ego do playboy milionário a uma corrida contra o tempo para descobrir onde está a garota, enquanto tem que lidar com a chantagem do palhaço do crime e a notícia de uma filha que vazou para a imprensa!

O italiano Enrico Marini tem total liberdade para desenvolver o próprio roteiro e a arte, então espere por versões muito bem elaboradas do uniforme do Batman, do Coringa e do design do Batmóvel que, aliás, é um deslumbre para os olhos nas cenas de perseguição! A Mulher-Gato também aparece repaginada, mas nada que salte aos olhos. E a Arlequina é a que menos chama a atenção, com um visual mega sexualizado que acaba indo na contramão da intenção do autor. Ao invés de deixá-la sensual e provocante, só a torna vulgar mesmo!

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Essa minissérie resgata uma tradição de HQs “pintadas” do Cavaleiro das Trevas com páginas duplas e páginas inteiras com panorâmicas inspiradas de Gotham City belamente pintadas com Aquarela! O nível de detalhes impressiona, ainda mais por conta do formato grande das revistas, bem maior que o magazine! O melhor é que a arte pintada não perde a sensação de movimento, como alguns autores costumam deixar sua arte incomodamente “posadas”. E como tem movimento!!!! Principalmente nas cenas de perseguição – que são muitas – e pancadaria!

Aproveitando a ocasião, vale a pena também correr atrás de outras duas HQs “pintadas” do Batman. A primeira é “Asilo Arkham”, escrita por Grant Morrison e com arte de Dave Mckean, que mistura de tudo, desde pintura à colagem, para mostrar o Batman sendo obrigado a invadir o asilo, que foi tomado pelos vilões!

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A segunda HQ é a minissérie em duas edições “Gritos na Noite”, escrita por Archie Goodwin e belamente pintada por Scott Hampton, que mostra um Batman em início de carreira investigando uma série de assassinatos, contando com a ajuda de um também recém empossado comissário Gordon!

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Asilo Arkham tem uma versão mais recente da Panini, mas Gritos na Noite foi publicada somente uma vez pela Abril Jovem e nunca mais deu as caras por aqui!

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O QUE ANDEI (RE)LENDO: GRAPHIC NOVEL

Sou da época do gibi em formatinho de papel jornal e preço de banana que tinha em qualquer banca da esquina. Aliás, sou do tempo em que existiam bancas em qualquer esquina! Mesmo com o gibi sendo baratinho, o meu poder aquisitivo não era essas maravilhas todas, então eu me virava como podia para ler. E lia de tudo! O que caía na rede, era peixe! Foi nesse cenário que, lá pelos meus 11-12 anos de idade, tive contato pela primeira vez com a série Graphic Novel da Editora Abril.

Não lembro exatamente como tomei conhecimento dessa coleção (alguém deve ter me emprestado), mas sei com certeza que foi com a primeira edição, a dos X-men! Até então, eu só havia lido o Grandes Heróis Marvel #07 com a Morte da Fênix (comecei bem!) e fiquei abismado quando toquei naquele “gibizão” dos heróis mutantes! Intitulada “O Conflito de uma raça”, a HQ inaugurava uma nova era de publicação de álbuns de luxo da Abril, em formato tipo “Veja”, papel “liso” e cores especiais. Pra quem era acostumado apenas com os formatinhos de cores chapadas, aquela revista representou um salto inimaginável de qualidade visual! Mas… isso tinha um preço! O preço de capa custava os olhos da cara, muito além do que o meu pobre bolso pudesse dar conta! Devorei cada centímetro dos quadrinhos da Graphic Novel #01 e depois, provavelmente, tive que devolver ao cara que me emprestou. Só depois é que consegui a minha própria edição, muito provavelmente através de troca!

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No início dessa coleção, a Editora Abril publicou apenas personagens da Marvel (em sua maioria) e da DC. Só depois é que diversificou para quadrinhos europeus e afins! A série fez tanto sucesso que, mais tarde, a editora resolveu criar uma coleção apenas com os heróis da Marvel, intitulada, claro, de Graphic Marvel! Mas isso é assunto para outro momento…

Como eu disse, na minha fase de moleque, eu lia de tudo e lia o que caísse na minha mão (ainda faço isso hoje em dia…)! Não tinha uma preocupação em colecionar os números em sequência das revistas. Ia guardando o que aparecia. E foi assim com a Graphic Novel. Até pouco tempo atrás, eu tinha somente as edições com HQs de super-heróis. Daí, comecei a pegar outros números para ver se as histórias prestavam e resolvi de vez fechar a coleção! Agora, deve faltar apenas uns sete números pra fechar tudo! Mas como nasci de sete meses, tive a ideia de (re)ler pela primeira vez em ordem numérica, mesmo com a coleção ainda incompleta (e o que é que tem, né?)!

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A primeira edição, como já mencionei, é dedicada aos X-men e me surpreendeu quando moleque, não apenas pelo “luxo” da revista, mas pela história pé no chão dos mutantes.

O segundo número só consegui um pouco depois. Eu já conhecia a arte do Bill Sienkiewicz do encadernado da Elektra Assassina. Aliás, ganhei esse encadernado de um amigo adulto, casado e pai de família, porque ele comprou a revista e não gostou dos desenhos “feios”! Aliás, ele me deu os encadernados do Skreemer e do Cavaleiro das Trevas pelo mesmo motivo! Mas depois eu conto essa história em detalhes! Obviamente, gostei bem mais da arte do Sienkiewicz do que esse meu amigo e fiquei muito feliz de poder ler mais coisas desse grande artista na Graphic Novel!

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O terceiro número é uma declaração de amor do Jim Starlin ao Capitão Marvel e às HQs cósmicas. Confesso que, ao reler essa edição nessa semana, novamente escorreu uma lágrima! Que bela história! E o Capitão Marvel continua sendo o único personagem de gibi que “ainda” não voltou da morte. Não que eu saiba! Mas já deve ter voltado em alguma fase “Nova Totalmente Fabulosa Novamente Excelsiorsamente Marvel” que saiu por aí e eu não li (e nem vou ler…).

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Falei em declaração de amor? Pois é essa a sensação que o Bernie Wrightson também passa na edição quatro da série, ao retratar magnificamente uma aventura de fantasia com o bom e velho cabeça de teia. Fazia tempo que eu não tirava essa edição do “saco”, acho que uns bons 15 anos! Já tinha na minha memória afetiva a bela arte do Wrightson, mas quando comecei a reler, passei uns bons momentos parado só babando em algumas páginas duplas da revista. Só vendo pra entender! Um espetáculo de arte!

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Por fim, a primeira Graphic Novel dedicada a um personagem da DC. E já vem arrebentando tudo com “Batman: A Piada Mortal”! A última vez que reli essa HQ foi com o encadernado da Panini que trazia as cores refeitas pelo Brian Bolland numa paleta mais fria. Foi interessante rever a arte do Bolland com a paleta mais quente originalmente impressa! Apesar da história sensacional, esse número destoa do restante da coleção por ser em formato americano. Para um colecionador mais chato (já fui!), fica esquisito quando colocada junto às demais. Outra que destoou foi a do Surfista Prateado do Moebius, também em formato americano.

Pois é isso, amiguinho! Um pequeno texto de impressões (não guia de leitura e nem review) e lembranças nostálgicas e afetivas. Depois escrevo sobre as edições 06 à 10. Espero que tenha curtido!

As capas aqui presentes foram retiradas do site Guia dos Quadrinhos. Dá um pulo lá!