Mostra Sesc HQ 2024

A Mostra Sesc HQ 2024 já tem data marcada no calendário! Será de 28 a 30 de novembro, com uma rica programação cultural no clima de serra mais gostoso do Ceará, o friozinho do município de Pacoti, localizado no Maciço de Baturité, a aproximadamente 95km de Fortaleza.

Serão 3 dias de programação, com convidados internacionais, quadrinistas, oficinas, palestras, exposições, lançamentos de livros, apresentações artísticas, teatro, música e uma feira de quadrinhos imperdível para todos os amantes da arte.

Entre os destaques do evento, teremos o lançamento do álbum “Avallon”, uma coletânea de quadrinhos em homenagem ao compositor caririense Abidoral Jamacaru, acompanhada por um concerto desenhado que promete emocionar o público. Participo da coletânea com uma HQ protagonizada pelo meu personagem Tobias, baseada na letra da música “Estrelas Riscantes”! E, claro, estarei no evento nos três dias, para o lançamento do álbum “Avallon” e para outras cositas mais!

Portanto, prepare suas malas e corra para Pacoti! Além de celebrar a arte dos quadrinhos e seus artistas, a Mostra busca emoldurar a pluralidade cultural do Ceará, mostrando ao Brasil e ao mundo a riqueza e diversidade dos nossos territórios e expressões.

Fonte: Release SESC CE

CAPITÃO RAPADURA: UM ÍCONE DOS QUADRINHOS CEARENSES!

O Capitão Rapadura foi criado pelo cartunista cearense Mino em 1973! Para comemorar o aniversário de 40 anos do personagem, a Editora Armazém da Cultura juntou um timaço de quadrinistas cearenses em uma coletânea que foi publicada em 2013. Eu, claro, estou no meio dessa galera!

A minha história tem 06 páginas e retrata um momento conturbado dos super-heróis a partir do final da década de 1980 e começo (e decorrer) da década de 1990, quando os personagens passaram a ser mais violentos! Vai exatamente na contramão do que representa o Capitão Rapadura, que sempre procura resolver os problemas na base do diálogo e da boa-ação! Nesse contexto, mostro um super-herói ultraviolento, mas que nem sempre se comportou dessa maneira! O Capitão Rapadura encontra esse herói e o faz relembrar daqueles tempos áureos em que ele era mais “super”! No final, o herói recupera a sua motivação e volta a usar uma capa, item representativo da figura do benfeitor!

O resultado, sem os diálogos (para manter um pouco da surpresa da história), você confere logo abaixo!

A MINHA HISTÓRIA COM O ZÉ CARIOCA!

Durante muitos anos, os gibis da Disney foram publicados no Brasil pela Editora Abril Jovem! Curiosamente, a maioria dos quadrinhos protagonizados pelo Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey e muitos outros, também eram produzidos pela própria Editora Abril, que mantinha um estúdio em suas dependências voltado para esse fim. Era o caso também, e principalmente, do Zé Carioca, que só ganhou a sua “brasilidade” graças aos talentos dos nossos quadrinistas nacionais!

A Editoria Abril publicou os quadrinhos Disney até 2018, quando encerrou o contrato e passou o bastão para a Editora Culturama, que já em meados de 2019 começou a lançar os novos gibis dos habitantes de Patópolis!

E onde é que eu entro nessa história? A Editora Abril já havia encerrado as atividades do seu estúdio Disney muito antes de cancelar os seus títulos! A revista do Zé Carioca, inclusive, chegava nas bancas com republicações de histórias antigas! Mas, antes de jogar a toalha por completo, a Abril ainda ensaiou um retorno à produção de histórias inéditas do Zé, com alguns gatos pingados saindo aqui e acolá nas páginas da revista! Acontece que o editor da Disney na Abril, Paulo Maffia, assumiu os quadrinhos Disney na Culturama! Esses dois fatos, a tímida produção de hqs inéditas no final da Abril e o mesmo editor na Culturama, me acenderam uma luzinha de oportunidade! E se o Paulo Maffia relançar o Zé Carioca com histórias inéditas na Culturama?

Foi com esse pensamento em mente, que abordei o Paulo Maffia na CCXP – Comic Con Experience – em dezembro de 2019! O editor, claro, desconversou! Nem confirmou, nem negou! Mesmo assim, perguntei se eu poderia preparar e enviar um teste de roteiro! Ele aceitou!

Comecei a peleja já em janeiro de 2020! A minha ideia foi preparar um roteiro “tipo exportação”, que tivesse a brasilidade do Zé Carioca, mas que também pudesse ser acessível para os outros mercados fora do Brasil que consomem quadrinhos Disney! Queria que fosse algo impactante! Foi daí que veio a ideia de fazer um crossover entre os super-heróis Morcego Verde (alter ego do Zé Carioca) com o Super Pato (versão heroica do Pato Donald), em uma história que se passasse primeiramente em Patópolis! Levei aproximadamente três meses para produzir um roteiro de 30 páginas! Basicamente, mais da metade desse tempo foi dedicado à pesquisa! Enviei para o Paulo Maffia no dia 10 de abril de 2020!

Não demorou muito e o Maffia retornou o contato com a confirmação de que a Editora Culturama iria relançar o Zé Carioca com histórias inéditas produzidas por quadrinistas brasileiros! Bingo! O meu palpite estava certo! E quer saber do mais? Também veio o convite para que eu produzisse uma história de Natal para o Zé! Que alegria! Portanto, a minha estreia oficial nos quadrinhos Disney foi na revista Aventuras Disney nº 21, de dezembro de 2020, com a história natalina “Zé Carioca em: Para o papagaio que tem tudo!” Aquele teste de roteiro com o encontro entre o Morcego Verde e o Super Pato nunca viu a luz do dia nas revistas! Mas você pode conferir como ficou logo abaixo!

CROSSOVERS IMAGINÁRIOS: E SE O JASPION E O HOMEM DE FERRO SE ENCONTRASSEM?

Por incrível que pareça, nunca havia passado pela minha cabeça desenhar um dos personagens que eu mais gosto dentre todos os outros na minha longa lista de personagens preferidos da cultura pop! Arrisco a dizer, que o Jaspion talvez seja o primeiro da lista, ao lado do Hulk! Até que, lá pelos anos de 2016 ou 2017 (Não vou lembrar agora quando foi exatamente) que simplesmente tive a ideia de rabiscar no caderno um confronto entre o Jaspion e o Homem de Ferro!

Acontece que, nessa época, eu ainda dava aulas (para quem não sabe, sou professor universitário). E nos momentos em que os alunos praticavam os ensinamentos do dia, eu tinha que me manter ocupado fazendo alguma coisa (para quem não sabe, eu falo pelos cotovelos… então, não dava para conversar muito e atrapalhar o rendimento dos meus padawans!). Assim, ou eu fazia o mesmo exercício que os alunos, para tirar eventuais dúvidas, ou desenhava qualquer outra coisa no caderno de rascunhos. Foi daí que surgiu o primeiríssimo “crossover imaginário” entre o Jaspion e o Homem de Ferro! Depois que terminei de desenhar, me deu uma sensação tão boa, tão nostálgica, que o único pensamento que passou pela minha mente foi: “Ah, então foi pra isso que estudei desenho a vida inteira, para colocar no papel algo tão querido!” Deu um quentinho no coração!

Depois disso, claro, vieram muitos outros encontros inusitados! Comecei a pensar “e se o Gigante Guerreiro Daileon enfrentasse o Galactus?” E desenhei! Em seguida, foram surgindo confrontos entre personagens que talvez nunca se encontrem na “vida real”, mas que têm características parecidas ou contrárias, como o Ninja Jiraiya contra o Samurai Lion Man; o Ninja Jiraiya contra as Tartarugas Ninja; Black Kamen Rider contra Homem-Aranha; Wolverine contra Lion-O; Mulher-Gato contra Sheetara; Mulher-Maravilha contra She-Ra; Hulk contra He-Man! Até que comecei a extrapolar, com o encontro entre os avarentos Tio Patinhas e Senhor Sirigueijo; Asterix e Popeye; Homem de Ferro e Robô Pato!

Esse é um exercício de criatividade muito divertido! O resultado, claro, você confere logo abaixo! Quem sabe um dia eu volte a esses crossovers imaginários! Alguém teria alguma sugestão de encontros?

DUCK COVERS: EXERCÍCIO DE CRIATIVIDADE E… DE COINCIDÊNCIA!

Olha só que acontecimento bacana que fazia séculos que eu queria falar sobre o assunto, mas somente agora encontrei tempo para escrever!

Vira e mexe procuro fazer alguns exercícios de criatividade para, como o próprio nome diz, liberar mais a… criatividade… e sair um pouco da rotina para além dos trabalhos que realizo no dia a dia para a MSP e, com isso, retroalimentar a minha mente com inspiração para poder exercer ainda melhor o meu trabalho de roteirista da Turma da Mônica. É um ciclo criativo muito benéfico! Foi assim quando fiz ilustrações de contos de fadas e filmes da minha infância (O Mágico de Oz, A Pequenas Sereia, Os Goonies…) e quando “promovi” crossovers inusitados (Wolverine versus Lion-O, Jaspion versus Homem de Ferro, Tartarugas Ninja versus Jiraiya…)!

Acontece que em 2022, se não me falhe a memória, tive a ideia de redesenhar capas icônicas da Marvel! Até aí tudo bem! Quem nunca? No entanto, decidi fazer isso colocando os personagens da Disney “fantasiados” com os uniformes dos heróis da Casa das Ideias! Batizei esse exercício criativo de “Duck Covers” e saí postando pela internet a fora! O que eu não imaginava, é que a própria Marvel faria a mesmíssima coisa em 2023, ao publicar capas variantes com versões dos personagens de Patópolis como seus heróis, para comemorar o centenário da Disney!

De lá pra cá, já extrapolei a ideia inicial e comecei a fazer também versões da DC Comics misturando capas icônicas com os personagens de Looney Tunes! Já tem até versões de grandes crossovers entre as duas editoras!

De todo modo, fica aqui (finalmente) o registro dessa feliz e engraçada coincidência do mundo dos quadrinhos! Dá uma pesquisada com “Disney 100 variant covers Marvel” para conferir as capas “oficiais”! Abaixo, você pode ver como ficaram as minhas capas! Marvel, me contrata!

RETROSPECTIVA 2023… E VIVA O QUADRINHO NACIONAL!

Olha só que doideira… O ano de 2023 foi tão produtivo (e corrido), que até esqueci de fazer postagens no site! Então, uma retrospectiva praticamente colou na outra! Fica até mais fácil de comparar os números e projetar como será o ano de 2024 a partir daqui, olhando de pertinho como foi 2022 na postagem anterior!

Aproveitando a ocasião, resolvi postar exatamente no dia 30 de janeiro, data em que comemoramos o Dia do Quadrinho Nacional! Justamente para comemorar com ainda mais alegria os números positivos e conquistas importantes da minha carreira no ano que passou!

Sem mais delongas, vamos aos destaques de 2023:

Em março foi lançado o segundo álbum em comemoração aos 80 anos de criação do personagem brasileiro mais querido da Disney, “Zé Carioca conta a História do Brasil”! Como mencionado na postagem anterior, tive a imensa alegria de ser um dos co-roteiristas da obra, ao lado de uma equipe imensa de grandes mestres Disney brasileiros. Olha só a nata da nata, o suprassumo, os monstros sagrados:

Capa:

Desenhos: Moacir Rodrigues Soares

Cores: Cris Alencar

Introdução

Roteiro: Paulo Maffia e Lederly Mendonça

Desenhos: Moacir Rodrigues Soares e Irineu Soares Rodrigues

Arte-final: Verci De Mello

Parte 01: E os Patos Descobriram o Brasil

História: Eduardo Bueno e Paulo Maffia

Roteiro: Paulo Maffia e Gérson Luiz Borlotti Teixeira

Desenhos: Moacir Rodrigues Soares e Irineu Soares Rodrigues

Arte-final: Verci De Mello

Parte 02: Onde nenhum Homem Jamais esteve

História: Eduardo Bueno e Paulo Maffia

Roteiro: Paulo Maffia e Lederly Mendonça

Desenhos: Roberto Fukue

Parte 03: O Caminho a Pé Para o Biru

História: Eduardo Bueno e Paulo Maffia

Roteiro: Paulo Maffia e Lederly Mendonça

Desenhos: Átila De Carvalho

Parte 04: A Corrida do Ouro Mineira

História: Eduardo Bueno e Paulo Maffia

Roteiro: Paulo Maffia e Lederly Mendonça

Desenhos: Marco A. Cortez

Parte 05: A Consciência do Príncipe

História: Eduardo Bueno e Paulo Maffia

Roteiro: Paulo Maffia e Lederly Mendonça

Desenhos: Moacir Rodrigues Soares e Irineu Soares Rodrigues

Arte-final: Verci De Mello

Pela MSP, tive duas grandes alegrias em 2023… Roteirizar dois arcos da revista Turma da Mônica Jovem, tão diferentes entre si, quanto desafiadores! O primeiro arco, lançado em janeiro na edição 17, foi “Tretas do Coração”, um novelão em quatro capítulos que abordou os relacionamentos dos personagens! Já “Vampirisa”, lançado na edição 26, de outubro, mostra em três capítulos a transformação da personagem Isa em uma criatura da noite!

Agora, vamos ao balanço da produção de 2023:

Em 2023, produzi impressionantes 660 páginas de roteiros para a Mauricio de Sousa Produções! 135 páginas a mais que em 2022! Se juntar MSP e Disney, que resultaram em uma soma total de 606 páginas em 2022, o ano de 2023 ainda fica na frente em 54 páginas somente da MSP!! Ou seja, um feito e tanto! Ainda mais se levar em conta que não me preocupo em ficar correndo atrás de bater (os meus) recordes! Simplesmente procuro fazer o meu trabalho bem-feitinho diariamente pensando somente no leitinho do meu filho (piada interna na MSP… rsrsrs)!

Aproveitando a oportunidade, resolvi fazer uma conta de quantas páginas de roteiros já produzi para a MSP de 2019 para cá:

2019 – 371 páginas

2020 – 341 páginas

2021 – 494 páginas

2022 – 525 páginas

2023 – 660 páginas

TOTAL: 2.361 páginas (e contando, rumo às 3 mil)!

Feliz Dia do Quadrinho Nacional!!!

FINALMENTE ASSISTI: Matrix Resurrections

Assistindo ao novo Matrix, veio em minha mente duas lembranças: O Cavaleiro das Trevas 2 e O Exterminador do Futuro 3!

No meio da década de 1980, Frank Miller já era um grande astro dos quadrinhos quando lançou a sua obra prima “Batman: O Cavaleiro das Trevas”! Irretocável, o gibi ditou as regras de como seriam as aventuras do homem morcego de lá pra cá (mais ou menos o que fez o primeiro Matrix no começo dos anos 2000)! O que acabou gerando boas histórias, mas também um mundaréu de cópias baratas que tentavam emular a escrita e a narrativa do Miller! Até que, em 2001 (mais ou menos no período em que Matrix estava bombando!), Miller finalmente se rendeu aos apelos da DC Comics e lançou o famigerado “Cavaleiro das Trevas 2”! Para quem conhece a obra, sabe que a minissérie em três edições é uma sombra (sem trocadilhos) da série original! Para não dizer uma paródia, já que cada quadro milimetricamente mal escrito, mal desenhado e grotescamente colorido com um Photoshop primário gritam o tempo todo para o leitor: “Eu não queria fazer isso, mas já que a DC queria e vocês também, então toma esse escárnio sarcástico”! Na época, Miller já não era mais o mesmo de outrora, e pareceu não tentar competir e muito menos superar aquele Miller de 1986, entregando ao leitor mais uma paródia, do que uma sequência de sua obra prima!

Para quem assistiu ao Matrix Resurrections, já entendeu aonde quero chegar! A diretora Lana Wachowski entregou exatamente o mesmo que o Frank Miller, uma paródia cheia de sarcasmos de sua obra prima! Não vou questionar se havia a necessidade de existir um novo Matrix, porque é óbvio que os artistas não se alimentam apenas de luz e que toda obra, por mais autoral que seja, tem que dar lucro! Mas pareceu-me o mesmo caso da DC com o Frank Miller, com a Warner enchendo o saco da Lana para produzir uma “nova” franquia, o que fica bem claro já no início do filme, quando a diretora faz uma crítica velada a este fato! Também não vou questionar se o talento da Lana atual se equipara ao da Lana de 1999, mas pareceu-me também que ela não quis, ou não se esforçou o suficiente, para tentar se equiparar ou até mesmo se superar! Ao invés disso, a diretora preferiu fazer um soft reboot disfarçado de paródia, já que o novo Matrix repete praticamente a mesma história do “velho” Matrix, só que mal e porcamente (embora belamente filmado na maioria das cenas)!

O filme demora para engrenar, enrolando o espectador para apresentar a nova dinâmica da Matrix, mesmo que todo mundo já saiba que o Neo vai despertar e “sair pra fora”! Tentando enxergar como alguém de 20 anos (que era a minha idade quando assisti ao primeiro), que talvez tenha chegado aqui sem saber nada da história pregressa, o filme também não funciona sozinho, já que usa muito flashback como muleta para explicar o que é a Matrix, o que pode acabar entediando a quem o assiste, uma vez que “explica” com uma profundidade de um pires! Ao invés de se valer de tanto flashback, seria muito melhor ter se aprofundado de fato no funcionamento da nova Matrix, desenvolvendo à fundo o conceito “game dentro do simulacro”! Mas não! Essa foi apenas uma ideia rasa usada para jogar flashbacks à rodo na tela! Ah, lembra que falei da “paródia” do Miller? Pois é… Tirando o Neo e a Trinity (que se seguram por seus carismas), todos os demais personagens parecem paródias dos anteriores, exatamente como o Batman e cia. de O Cavaleiro das Trevas 2! Principalmente o “novo” Morpheus (tinha necessidade?) e o também ressuscitado Agente Smith (o pior de todos!).

E o que o filme tem a ver com O Exterminador do Futuro 3? Pra quem assistiu ao filme do Arnoldão, deve lembrar-se que já havia sido feito de tudo nas duas obras primas Terminator 1 e 2! E que, no terceiro, foi feita toda uma “reviravolta” para justificar a existência do filme, ao colocar como nova protagonista (ou escolhida, se preferir) a futura esposa de John Connor! Reparou na semelhança?

Matrix Resurrections carece de um propósito! De novo não falo sobre a existência do filme (ain, só foi feito pra ter lucro e blá, blá, blá), mas de um propósito narrativo! Nos três primeiros, tínhamos a guerra entre humanos e máquinas para libertar os humanos da Matrix e o próprio questionamento sobre o que é real, escolhas, livre arbítrio e etc, etc, etc! Nesse… bem… tirando o fato de que a narrativa gira em torno da uma história de amor e que a razão de existir do filme é colocar a Trinity como nova protagonista (ou escolhida, se preferir), não sobra muita coisa! Se pergunte qual realmente é a motivação daquela tripulação de procurar o Neo e você entenderá o que estou dizendo! Se questione também qual a necessidade de as máquinas manterem o Neo e a Trinity dentro da Matrix… Tá, eu sei que tem uma explicação! Mas é rasa, rasa! Novamente, a resposta estava na própria história pregressa!

A história do filme poderia muito bem girar em torno do surgimento da uma nova versão do Neo (“eles” sempre surgem, lembra?), mas que traria as memórias do Neo anterior, uma vez que foi o único que realmente fez alguma diferença dentro da Matrix (ao “encerrar” a guerra no terceiro filme). Assim, essa nova versão começaria a colocar em risco o delicado equilíbrio entre máquinas e humanos, agora vivendo em “harmonia”. Ao perceber que o jogo dentro do simulacro não era apenas um jogo, Neo começaria a despertar e a procurar a Trinity, o grande amor da sua vida! Para impedir isso, a Matrix faria de tudo para impedir essa nova anomalia, onde nós teríamos uma grande reviravolta na história, ao descobrir que o “escolhido” Neo sempre fora o responsável por desmoronar tudo dentro e fora da Matrix. Assim, a nova escolhida, Trinity, seria despertada para tentar conter o seu amado, antes que tudo seja destruído de vez e muitas vidas se percam com o bug dentro da Matrix. Ah, e nada de novos Morpheus e Smith! E nem Niobe velha com máscara de látex de Carnaval! Apenas novos personagens ao redor de Neo e Trinity! Warner, me contrata!

Óbvio que Lana Wachowski deve ter pensado nisso! E é mais óbvio ainda (ou nem tanto) que a história que ela queria contar, era exatamente a que foi filmada… uma paródia sarcástica de Matrix que não funciona nem como questionamento sobre o propósito dos personagens e, por tabela, o nosso próprio, nem como filme de ação, já que as cenas genéricas estão muito abaixo do que é feito atualmente! No frigir dos ovos, valeu mesmo só para ver de volta dois personagens muito queridos e amados, o Neo e a Trinity! O que deve ter sido a intenção desde o início! Nós é que não “entendemos”!   

ILUSTRAÇÃO DA NOVA IDENTIDADE VISUAL 2022

E ficou pronta! A ilustração para a nova identidade visual que abre oficialmente os trabalhos para o ano de 2022! Com o tema “Guerra de Travesseiros”, resgato um personagem muito querido, o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim!

Para quem não sabe, Tobias é o protagonista do álbum em quadrinhos “O Boi da Cara Preta”, lançado em 2013 pela Editora Ornitorrinco e posteriormente disponibilizado para leitura gratuita on line (clique aqui!). Em suas histórias, Tobias vive aventuras em um mundo surreal de sonhos, repleto de perigos, desafios e brincadeiras, toda vez que a sua mãe o põe para dormir entoando um cantiga de ninar ou de roda! Nesse mundo imaginário (ou não) o seu ursinho de pelúcia Potim ganha vida e o ajuda em diversos momentos, sempre com sensatez (ou não)!

A ilustração foi criada com técnica mista de Aquarela, Lápis de Cor Aquarelável e Lápis de Cor Seco, Tinta Guache e Pastel Seco. Além do blog, a ilustra também já está estampando as capas de todas as redes sociais do Estúdio Lederly Comics!

Agora só falta a foto oficial de perfil!  

RETROSPECTIVA 2021… E PARA O INFINITO E ALÉM EM 2022!

Chegou a tão aguardada (pelo menos pra mim!) retrospectiva do estúdio Lederly Comics! Como de praxe, faço um balanço do que foi produzido ao longo do ano para, em seguida, estabelecer metas para o ano vigente (Quer ver como foi o anterior? Clica aqui!).

Apesar da pandemia, 2021 foi um ano repleto de alegrias! Já comecei com o pé direito ao ser promovido em janeiro para a equipe de roteiristas da terceira série da revista Turma da Mônica Jovem! A minha estreia oficial se deu em agosto, em TMNJ 03, com a história “A Porta”, protagonizada por Nimbus, Maria Mello, Tikara, Keika e Toni!

Já no mês seguinte, em TMNJ 04, tive a alegria de ver publicada a “Hora do Ângelo”, protagonizada, claro, pelo anjo da guarda preferido da Turma da Mônica Jovem! Sou muito grato à Alice Takeda (minha querida diretora) e aos queridões Marina Cameron, Paulo Back, Emerson Agune e Wagner Bonilla (meus gurus!) pela confiança!

Ano que começa bem, termina bem também! Tive a honra de ser convidado para co-escrever, ao lado dos mestres Gerson Teixeira e Paulo Maffia, o especial que abriu oficialmente as comemorações de 80 anos de criação do papagaio mais brasileiro da Disney: “Zé Carioca em Aventuras Fantásticas – volume 01”. O álbum teve lançamento em dezembro, com toda pompa e circunstância, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, uma publicação da Editora Culturama! Grato ao meu querido editor Paulo Maffia pela confiança!

Depois dos destaques, vamos agora ao balanço e às metas:

MSP – Mauricio de Sousa Produções

Escrevi 494 páginas de roteiros em 2021! Foram 153 páginas a mais que em 2020, quando havia escrito 341 páginas! Um recorde! Foram 36 roteiros ao todo, divididos em Turma da Mônica Clássica (29 roteiros) e Turma da Mônica Jovem (7 roteiros).

A meta para 2022 é manter uma média de 50 páginas de roteiros mensais!

Disney/Editora Culturama

2021 foi o ano em que me consolidei como um dos roteiristas da equipe Disney/Culturama do Zé Carioca. Em 2020, havia escrito somente 01 roteiro e a meta para o ano seguinte era bem modesta, escrever 02 roteiros! Contrariando todas as minhas expectativas e contando com a confiança do meu editor Paulo Maffia, em 2021 cheguei a produzir 07 roteiros para o Zé Carioca, somando incríveis 78 páginas! Bom demais!

A meta para 2022, no entanto, é bem pé no chão: manter o bom trabalho e produzir, pelo menos, 60 páginas de roteiros!

Somando MSP e Disney, escrevi em 2021 impressionantes 572 páginas de roteiros ao todo! Outro recorde absoluto para mim! Uma alegria só!

Inktober 2021

Consegui cumprir a meta de fazer 01 desenho por dia ao longo de todo o mês de outubro! Aproveitei a brincadeira do “BodeTober”, idealizada pelo meu querido amigo desenhista Daniel HDR, e misturei o Zé Carioca com diversos personagens da cultura pop (Quer ver todos? Clica aqui).

A meta para 2022, claro, é brincar novamente! Esse evento virtual é um ótimo exercício de criatividade!

Lederly Comics

Em 2021 fiquei devendo um pouco para os projetos pessoais! Com os efeitos psicológicos da pandemia ainda em voga, preferi focar na MSP e Disney, trabalhar somente meio período e descansar um pouco a mente! Assim, não dei prosseguimento ao que estabeleci como metas: Livro teórico/prático de ilustração; Álbum “As Ruínas de Angoera”; Graphic novel infantil; e Contos em Quadrinhos.

Por isso, a meta para 2022 é bem modesta e mais pé no chão: dar prosseguimento ao livro de Ilustração no primeiro semestre (que já tem 02 capítulos prontos, de um total de 06) e começar a escrever o roteiro da graphic novel infantil no segundo semestre!

Então é isso! Bastante coisa bacana para produzir em 2022! Em fevereiro, voltarei com tudo com a estreia oficial da nova identidade visual do blog e das redes sociais! E vamos que vamos!

VI NO CINEMA: Homem-Aranha – Sem volta pra casa

O Homem-Aranha do Tom Holland sempre foi, pra mim, mais um sidekick do que um herói capaz de superar obstáculos e enfrentar os seus próprios desafios! Sempre amparado por muletas de terceiros, principalmente do Homem de Ferro, até os vilões dos dois primeiros filmes, Abutre e Mysterio, não eram necessariamente inimigos do Cabeça de Teia, mas pessoas que queriam atingir o Tony Stark e acabaram pegando o Teioso no fogo cruzado! Sendo assim, esse “novo” Homem-Aranha nunca me passou a sensação de que seria capaz de resolver as suas próprias tretas!

Mesmo assim, isso não é problema pra mim, já que cada geração precisa ter o seu Homem-Aranha preferido e essa foi a direção que a Marvel escolheu para essa nova versão! Eu não gosto muito, mas sei que é necessária!

Agora, nesse terceiro filme, começo a entender o que a Marvel estava planejando e tiro o meu chapéu para tamanha ousadia. Nós já tínhamos visto no Thanos o nível de paciência com que a Marvel planeja seus enredos! O Titã louco surgiu no primeiro Vingadores para, somente anos depois (e filmes depois) representar uma grande ameaça em Guerra Infinita! Com o Homem-Aranha, a Marvel faz de novo! Nos apresenta um Amigão da Vizinhança totalmente dependente de terceiros e desprovido de responsabilidade para, no terceiro filme, finalmente jogar uma luz no fim do túnel de que o Homem-Aranha “raiz” aparecerá no futuro! Tudo isso em um filme divertido, empolgante e muito, mas muito emotivo!

Entretanto, os problemas ainda estão lá! O Homem-Aranha do Tom Holland ainda usa muletas de terceiros (e que muletas!), já que dessa vez nem os vilões são surgidos em seu próprio filme! A história, aliás, é toda pautada em fatos passados em filmes anteriores, tanto da Era Marvel, quanto da Sony! As cenas de ação também são passáveis e genéricas, com muita coisa acontecendo à noite, o que deixa tudo muito confuso e caótico! As únicas exceções são dois embates, um com o Doutor Octopus e outro com o Duende Verde, mas também só ganham destaque, porque as outras cenas de luta são muito ruins! Vistas separadamente, estas duas também não têm nada de mais! O que deixa a luta com o Duende Verde melhor, é o que acontece do meio pro fim!

Finalmente, entre mortos e feridos, esse terceiro filme tem um saldo positivo! É divertido, nostálgico pra caramba e emotivo o suficiente para ficar na memória! Aliás, é a nostalgia e o lado emotivo que leva o filme nas costas! E fica a esperança de voltar a ver nos cinemas, finalmente, um Homem-Aranha que seja super-herói de verdade, que se supera, que faz parceria com outros heróis, mas que não se comporta como um sidekick! O futuro é promissor… Mesmo que tenhamos um Venom pelo caminho!