TOBIAS E AS ESTRELAS RISCANTES

No finalzinho de 2024, a convite do editor e meu querido amigo Raymundo Netto, tive a honra de fazer parte do lançamento do álbum “Avallon”, que transformou em histórias em quadrinhos as músicas do grande artista cearense Abidoral Jamacaru!

A mim, foi incumbida a tarefa de dar vida, em imagens sequências, à música “Estrelas Riscantes” (Quer ouvir? Clica aqui!). Entre idas e vindas de ideias, de lá pra cá e cá pra lá, tive um estalo de usar o meu personagem Tobias como protagonista. Ora, Tobias é um pivetinho muito do buliçoso cujas aventuras sempre começam com uma cantiga de ninar cantada por sua mãe bem na horinha de dormir! É quando o menino desperta em um mundo de sonhos (ou pesadelos, dirão alguns) pronto para enfrentar desafios que têm, justamente, tudo a ver com a letra da cantiga! Quer personagem mais adequado para a adaptação de “Estrelas Riscantes”?

Mas quem é o Tobias?

Para responder, voltarei um pouco no tempo até os idos da década de 1990, quando eram publicadas por aqui duas histórias em quadrinhos bem divertidas, o Senhor Destino e Rapina e Columba, respectivamente, nas saudosas DC2000 e Os Novos Titãs, da Editora Abril Jovem. O escritor J.M. Dematteis e o desenhista Shawn Mcmanus mandavam ver nas histórias do Lorde da Ordem Senhor Destino, agora com o seu corpo compartilhado por duas pessoas, um menino de 10 anos envelhecido magicamente até a fase adulta e sua madrasta de 30 anos! Em Rapina e Columba, quem comandava o show eram Karl Kesel e sua esposa Barbara Kesel. Em 1993 surgiu a minissérie Armageddon 2001 e pôs fim à dupla Rapina e Columba ao revelar que Rapina era o grande vilão da história!

Mas o que isso tem a ver com o Tobias?

Nessa mesma década tive a ideia de como trazer os heróis Rapina e Columba de volta! E mais: criar uma conexão com o Senhor Destino, já que Rapina era um avatar do Caos e Columba, uma avatar da Ordem e o supracitado Destino, um lorde da Ordem! O fio condutor da história – e do embate entre os três heróis – seria um menininho que teria o poder de viajar livremente pelos dois mundos, do Caos e da Ordem. Olha só como foram os primeiros rabiscos do Tobias, por volta de 1995:

A história começava com o Tobias sendo chamado para um mundo misterioso por uma figura enigmática, juntamente com outras crianças. O desenrolar dessa trama talvez jamais venha a existir para o público, mas o início da HQ você pode ver agora! Essas páginas foram desenhadas em 1995, quando eu tinha apenas 16 anos.

A ideia do menino de pijama que vive aventuras oníricas ao lado do seu ursinho de pelúcia já estava lá naqueles primeiros rascunhos, apesar de o propósito ser outro. Pelo sim, pelo não, nunca vim a trabalhar para a DC Comics!

De lá para cá aconteceram muitas coisas. Criei outros personagens, escrevi outras histórias, produzi diversas ilustrações e deixei o Tobias um pouco de lado. Até que, mais ou menos em 2010, folheei o caderno de rascunhos que continham os esboços do menino e resolvi fazer algumas histórias curtinhas como demonstração para os meus alunos do Curso de Ilustração que eu ministrava no SENAC. Apesar de gostar muito da premissa, sabia que faltava alguma coisa para completar aquela criação.

Foi então que bateu aquele “estalo” de basear as historinhas do Tobias nas canções de ninar e cantigas de roda da nossa infância. De cara, veio o “Boi da Cara Preta”! Depois, “A Cuca vem pegar”. E como gostei da brincadeira, acabei baseando a terceira historinha na canção “Sonho de Ícaro”, do Byafra, uma das minhas preferidas da adolescência.

É nesse clima gostoso de infância que o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim, teve o seu primeiro álbum “Tobias e o Boi da Cara Preta” publicado pela Editora Ornitorrinco em 2013 (pode ser lido gratuitamente clicando aqui) e que agora está de volta em “Avallon” com uma nova aventura cheia de estrelas riscantes!

“Avallon: Músicas de Abidoral Jamacaru adaptadas para Histórias em Quadrinhos” é o segundo álbum da “Coleção DISCOnversando”, uma iniciativa promovida pelo SESC Ceará, através da Mostra SESC HQ, que visa dar visibilidade à cultura e aos artistas cearenses! A Mostra SESC HQ, bem como o álbum “Avallon”, estará presente na XV Bienal Internacional do Livro do Ceará, que será realizada de 04 a 13 de abril de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, com entrada gratuita! Nos vemos por lá!

VAMOS COMEÇAR OS TRABALHOS?

O MÊS DE FEVEREIRO sempre marca o início oficial dos trabalhos aqui no ESTÚDIO LEDERLY COMICS! É o mês no qual faço aniversário na Mauricio de Sousa Produções, com 06 anos recém-completados como roteirista da Turma da Mônica agora em 2025. O que é uma coincidência maravilhosa, já que fevereiro também é o mês no qual comemoro o meu aniversário, no dia 24, chegando aos 46 anos muito bem vividos! O ponto de partida para um novo ano repleto de emoções, é o lançamento da foto oficial, que segue na postagem! Bons trabalhos para todos!

CAPITÃO RAPADURA: UM ÍCONE DOS QUADRINHOS CEARENSES!

O Capitão Rapadura foi criado pelo cartunista cearense Mino em 1973! Para comemorar o aniversário de 40 anos do personagem, a Editora Armazém da Cultura juntou um timaço de quadrinistas cearenses em uma coletânea que foi publicada em 2013. Eu, claro, estou no meio dessa galera!

A minha história tem 06 páginas e retrata um momento conturbado dos super-heróis a partir do final da década de 1980 e começo (e decorrer) da década de 1990, quando os personagens passaram a ser mais violentos! Vai exatamente na contramão do que representa o Capitão Rapadura, que sempre procura resolver os problemas na base do diálogo e da boa-ação! Nesse contexto, mostro um super-herói ultraviolento, mas que nem sempre se comportou dessa maneira! O Capitão Rapadura encontra esse herói e o faz relembrar daqueles tempos áureos em que ele era mais “super”! No final, o herói recupera a sua motivação e volta a usar uma capa, item representativo da figura do benfeitor!

O resultado, sem os diálogos (para manter um pouco da surpresa da história), você confere logo abaixo!

A MINHA HISTÓRIA COM O ZÉ CARIOCA!

Durante muitos anos, os gibis da Disney foram publicados no Brasil pela Editora Abril Jovem! Curiosamente, a maioria dos quadrinhos protagonizados pelo Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey e muitos outros, também eram produzidos pela própria Editora Abril, que mantinha um estúdio em suas dependências voltado para esse fim. Era o caso também, e principalmente, do Zé Carioca, que só ganhou a sua “brasilidade” graças aos talentos dos nossos quadrinistas nacionais!

A Editoria Abril publicou os quadrinhos Disney até 2018, quando encerrou o contrato e passou o bastão para a Editora Culturama, que já em meados de 2019 começou a lançar os novos gibis dos habitantes de Patópolis!

E onde é que eu entro nessa história? A Editora Abril já havia encerrado as atividades do seu estúdio Disney muito antes de cancelar os seus títulos! A revista do Zé Carioca, inclusive, chegava nas bancas com republicações de histórias antigas! Mas, antes de jogar a toalha por completo, a Abril ainda ensaiou um retorno à produção de histórias inéditas do Zé, com alguns gatos pingados saindo aqui e acolá nas páginas da revista! Acontece que o editor da Disney na Abril, Paulo Maffia, assumiu os quadrinhos Disney na Culturama! Esses dois fatos, a tímida produção de hqs inéditas no final da Abril e o mesmo editor na Culturama, me acenderam uma luzinha de oportunidade! E se o Paulo Maffia relançar o Zé Carioca com histórias inéditas na Culturama?

Foi com esse pensamento em mente, que abordei o Paulo Maffia na CCXP – Comic Con Experience – em dezembro de 2019! O editor, claro, desconversou! Nem confirmou, nem negou! Mesmo assim, perguntei se eu poderia preparar e enviar um teste de roteiro! Ele aceitou!

Comecei a peleja já em janeiro de 2020! A minha ideia foi preparar um roteiro “tipo exportação”, que tivesse a brasilidade do Zé Carioca, mas que também pudesse ser acessível para os outros mercados fora do Brasil que consomem quadrinhos Disney! Queria que fosse algo impactante! Foi daí que veio a ideia de fazer um crossover entre os super-heróis Morcego Verde (alter ego do Zé Carioca) com o Super Pato (versão heroica do Pato Donald), em uma história que se passasse primeiramente em Patópolis! Levei aproximadamente três meses para produzir um roteiro de 30 páginas! Basicamente, mais da metade desse tempo foi dedicado à pesquisa! Enviei para o Paulo Maffia no dia 10 de abril de 2020!

Não demorou muito e o Maffia retornou o contato com a confirmação de que a Editora Culturama iria relançar o Zé Carioca com histórias inéditas produzidas por quadrinistas brasileiros! Bingo! O meu palpite estava certo! E quer saber do mais? Também veio o convite para que eu produzisse uma história de Natal para o Zé! Que alegria! Portanto, a minha estreia oficial nos quadrinhos Disney foi na revista Aventuras Disney nº 21, de dezembro de 2020, com a história natalina “Zé Carioca em: Para o papagaio que tem tudo!” Aquele teste de roteiro com o encontro entre o Morcego Verde e o Super Pato nunca viu a luz do dia nas revistas! Mas você pode conferir como ficou logo abaixo!

CROSSOVERS IMAGINÁRIOS: E SE O JASPION E O HOMEM DE FERRO SE ENCONTRASSEM?

Por incrível que pareça, nunca havia passado pela minha cabeça desenhar um dos personagens que eu mais gosto dentre todos os outros na minha longa lista de personagens preferidos da cultura pop! Arrisco a dizer, que o Jaspion talvez seja o primeiro da lista, ao lado do Hulk! Até que, lá pelos anos de 2016 ou 2017 (Não vou lembrar agora quando foi exatamente) que simplesmente tive a ideia de rabiscar no caderno um confronto entre o Jaspion e o Homem de Ferro!

Acontece que, nessa época, eu ainda dava aulas (para quem não sabe, sou professor universitário). E nos momentos em que os alunos praticavam os ensinamentos do dia, eu tinha que me manter ocupado fazendo alguma coisa (para quem não sabe, eu falo pelos cotovelos… então, não dava para conversar muito e atrapalhar o rendimento dos meus padawans!). Assim, ou eu fazia o mesmo exercício que os alunos, para tirar eventuais dúvidas, ou desenhava qualquer outra coisa no caderno de rascunhos. Foi daí que surgiu o primeiríssimo “crossover imaginário” entre o Jaspion e o Homem de Ferro! Depois que terminei de desenhar, me deu uma sensação tão boa, tão nostálgica, que o único pensamento que passou pela minha mente foi: “Ah, então foi pra isso que estudei desenho a vida inteira, para colocar no papel algo tão querido!” Deu um quentinho no coração!

Depois disso, claro, vieram muitos outros encontros inusitados! Comecei a pensar “e se o Gigante Guerreiro Daileon enfrentasse o Galactus?” E desenhei! Em seguida, foram surgindo confrontos entre personagens que talvez nunca se encontrem na “vida real”, mas que têm características parecidas ou contrárias, como o Ninja Jiraiya contra o Samurai Lion Man; o Ninja Jiraiya contra as Tartarugas Ninja; Black Kamen Rider contra Homem-Aranha; Wolverine contra Lion-O; Mulher-Gato contra Sheetara; Mulher-Maravilha contra She-Ra; Hulk contra He-Man! Até que comecei a extrapolar, com o encontro entre os avarentos Tio Patinhas e Senhor Sirigueijo; Asterix e Popeye; Homem de Ferro e Robô Pato!

Esse é um exercício de criatividade muito divertido! O resultado, claro, você confere logo abaixo! Quem sabe um dia eu volte a esses crossovers imaginários! Alguém teria alguma sugestão de encontros?

DUCK COVERS: EXERCÍCIO DE CRIATIVIDADE E… DE COINCIDÊNCIA!

Olha só que acontecimento bacana que fazia séculos que eu queria falar sobre o assunto, mas somente agora encontrei tempo para escrever!

Vira e mexe procuro fazer alguns exercícios de criatividade para, como o próprio nome diz, liberar mais a… criatividade… e sair um pouco da rotina para além dos trabalhos que realizo no dia a dia para a MSP e, com isso, retroalimentar a minha mente com inspiração para poder exercer ainda melhor o meu trabalho de roteirista da Turma da Mônica. É um ciclo criativo muito benéfico! Foi assim quando fiz ilustrações de contos de fadas e filmes da minha infância (O Mágico de Oz, A Pequenas Sereia, Os Goonies…) e quando “promovi” crossovers inusitados (Wolverine versus Lion-O, Jaspion versus Homem de Ferro, Tartarugas Ninja versus Jiraiya…)!

Acontece que em 2022, se não me falhe a memória, tive a ideia de redesenhar capas icônicas da Marvel! Até aí tudo bem! Quem nunca? No entanto, decidi fazer isso colocando os personagens da Disney “fantasiados” com os uniformes dos heróis da Casa das Ideias! Batizei esse exercício criativo de “Duck Covers” e saí postando pela internet a fora! O que eu não imaginava, é que a própria Marvel faria a mesmíssima coisa em 2023, ao publicar capas variantes com versões dos personagens de Patópolis como seus heróis, para comemorar o centenário da Disney!

De lá pra cá, já extrapolei a ideia inicial e comecei a fazer também versões da DC Comics misturando capas icônicas com os personagens de Looney Tunes! Já tem até versões de grandes crossovers entre as duas editoras!

De todo modo, fica aqui (finalmente) o registro dessa feliz e engraçada coincidência do mundo dos quadrinhos! Dá uma pesquisada com “Disney 100 variant covers Marvel” para conferir as capas “oficiais”! Abaixo, você pode ver como ficaram as minhas capas! Marvel, me contrata!

ILUSTRAÇÃO DA NOVA IDENTIDADE VISUAL 2022

E ficou pronta! A ilustração para a nova identidade visual que abre oficialmente os trabalhos para o ano de 2022! Com o tema “Guerra de Travesseiros”, resgato um personagem muito querido, o menino Tobias, ao lado do seu inseparável ursinho de pelúcia Potim!

Para quem não sabe, Tobias é o protagonista do álbum em quadrinhos “O Boi da Cara Preta”, lançado em 2013 pela Editora Ornitorrinco e posteriormente disponibilizado para leitura gratuita on line (clique aqui!). Em suas histórias, Tobias vive aventuras em um mundo surreal de sonhos, repleto de perigos, desafios e brincadeiras, toda vez que a sua mãe o põe para dormir entoando um cantiga de ninar ou de roda! Nesse mundo imaginário (ou não) o seu ursinho de pelúcia Potim ganha vida e o ajuda em diversos momentos, sempre com sensatez (ou não)!

A ilustração foi criada com técnica mista de Aquarela, Lápis de Cor Aquarelável e Lápis de Cor Seco, Tinta Guache e Pastel Seco. Além do blog, a ilustra também já está estampando as capas de todas as redes sociais do Estúdio Lederly Comics!

Agora só falta a foto oficial de perfil!  

OS CROSSOVERS IMAGINÁRIOS!

Costumo dizer que um médico ou um advogado, quando estafados, podem recorrer às artes para dar uma relaxada! Mas e quando a pessoa trabalha com artes, o que faria para relaxar? Uma cirurgia? Soltar um preso?

Foi pensando nisso que surgiu, meio que por brincadeira, a série de ilustrações “Crossovers Imaginários”. O propósito é unicamente relaxar e descansar a mente do trabalho “normal”, digamos assim! Sem regras, sem amarras, sem prazos! Apenas focando na diversão e nos encontros inusitados entre personagens de diferentes mídias! Saca só como ficaram as ilustrações produzidas até aqui…

MAD 90: Animanés da Mad e onde se escondem!

Demorei, mas voltei!

Em dois sentidos, aliás!

Primeiro, fazia tempo que não atualizava o blog devido à correria do cotidiano e pela facilidade e rapidez de postar as novidades através das redes sociais! Mas a partir de agora tudo será diferente (assim espero)! Vou me dedicar mais a esse espaço tão querido, voltando com todo o gás com as seções que tanto gosto de escrever (e espero que você também goste de ler). A saber:

  • Vi no cinema – pitacos sobre os filmes lançados e dicas acerca das referências.
  • Vi no streaming – também pitacos de séries, animações ou filmes vistos no streaming e dicas de referências puxadas por essas obras.
  • O que andei lendo (ou relendo) – achismos sobre gibis, livros, bulas de remédio e afins!
  • Dicas ilustradas – referências para turbinar a criatividade da galera que ilustra ou curte ilustrações!
  • Passo-a-passo – análise de algum trampo meu que valha a pena compartilhar com vocês!
  • Contos em gibi – essa é uma novidade que tenho vontade de fazer há tempos! Tenho aqui na minha caixola alguns contos que transformarei em quadrinhos de 08 à 12 páginas e postarei no blog semanalmente!

Segundo, fazia tempo que eu estava devendo a minha última incursão na já saudosa revista MAD, que foi cancelada pela Panini Comics na edição de Nº 90 em maio de 2016. Como você já percebeu pelo título da postagem, trata-se de uma paródia do primeiro filme da nova franquia do Harry Potter sem o Harry Potter (ops!), “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que sob a ótica da MAD, ficou como “Animanés da MAD e onde se escondem”! Boa leitura e até breve!

MAD 90_Animanes Fanaticos_pag 01_final

MAD 90_Animanes Fanaticos_pag 02_final

Passo-a-passo: A Pequena Sereia e a Bruxa do Mar

Não sei se você sabe, mas no curso de Design Gráfico do Centro Universitário Estácio do Ceará temos uma disciplina de Ilustração no terceiro semestre, na qual costumo fazer algumas demonstrações para os alunos quando chegamos no tema “materiais e técnicas”. O passo-a-passo a seguir foi produzido durante as aulas e mostro a criação de uma ilustração com técnica mista para A Pequena Sereia.

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PASSO 01: O RAFE – No início do semestre, os alunos recebem um texto clássico para produzir as ilustrações que comporão o portfólio da primeira avaliação. Como a brincadeira aqui não é de “casa de ferreiro, espeto de pau”, também sigo as mesmas orientações passadas em sala. Assim, após a decupagem do texto, fiz o rafe de dois trechos que escolhi para serem ilustrados. Comecei com a cena do encontro da Pequena Sereia com a Bruxa do Mar.

01 pequena sereia e bruxa do mar_esboço

PASSO 02: O ESBOÇO – O traço foi feito com lapiseira 0,3mm e grafite 2H sobre papel algodão. O original está bem mais claro que este, já que dei uma escurecida no Photoshop pra ficar melhor de enxergar! O motivo do traço bem claro é simples: como a base do acabamento será com Aquarela, a ideia é que o lápis interfira pouco no resultado final.

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PASSO 03: OS CONTORNOS – Geralmente gosto de fazer os contornos por último, depois da última pincelada de cores (e se tiver necessidade!). Mas já que o propósito aqui é sair da zona de conforto, fiz o contorno antes com canetinhas e “matizei” algumas áreas de cinza com canetas marcadores. O propósito desse cinza é quebrar um pouco a saturação da cor na hora da pintura. Esses contornos também podem ser feitos com lápis de cor secos. Se usar aquareláveis, recomendo deixar por último mesmo pra não danificar com a água na hora da pintura.

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PASSO 04: A TEXTURA – “Sujei” a ilustra com areia molhada pra criar algumas texturas e esse efeito de… sujeira mesmo! Pode ser feito com café ou qualquer outro meio que gere sujeira! Além disso, não dá pra enxergar, mas fiz alguns “sulcos” no papel com objetos pontiagudos e esfreguei vela pelo papel todo!

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PASSO 05: A COR – Aqui já dá pra ver o resultado dos sulcos e da vela sobre o papel. A pintura fica mais irregular (já que estamos no fundo do mar…). A pintura feita com tinta Aquarela ainda não tem contraste (está “lavada”, sem trocadilhos!).

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PASSO 06: CONTRASTE – Acrescentei as sombras e valorizei mais a linhas dos contornos que haviam sido cobertos. Com uma caneta posca branca adicionei as linhas de brilho mais espessas e, com uma caneta gel branca, iluminei as escamas da Bruxa do Mar. Ainda assim, após escanear, dupliquei a camada e coloquei no modo “Multiplicação” do Photoshop para deixar as áreas escuras ainda mais contrastantes. Como trata-se de uma ilustração analógica, a ideia é interferir o menos possível no computador (não que seja proibido, nem nada!).

Este é o resultado! Inté a próxima!